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sábado, 21 de setembro de 2013

Prévia da inflação oficial acelera para 0,27% em setembro

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) ficou em 0,27% em setembro, ante 0,16% em agosto, divulgou nesta sexta-feira, 20, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador é considerado uma prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA.

O resultado veio dentro do intervalo de estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que esperavam uma taxa entre 0,23% e 0,35%, e levemente abaixo da mediana, de 0,28%.  

Até setembro, o IPCA-15 acumula altas de 3,97% no ano e de 5,93% em 12 meses. Com isso, o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - Série Especial (IPCA-E) ficou em 0,50%. O indicador resulta do acumulado do IPCA-15 nos meses de julho, agosto e setembro, e ficou abaixo do resultado do 3º trimestre de 2012, que foi de 1,20%. A divulgação do IPCA-E é trimestral.

O IPCA-15 acumulado em 12 meses até setembro ficou abaixo da casa dos 6% pela primeira vez este ano. O último resultado abaixo de 6% havia sido em dezembro de 2012, quando a taxa foi de 5,78%.

Grupos

A maior pressão para a aceleração do IPCA-15 em setembro veio do grupo de transportes. Com o fim do ciclo de reduções nas tarifas de ônibus urbanos, que ficaram estáveis neste mês após queda em julho e agosto, os preços do segmento tiveram alta de 0,30%, ante deflação de 0,30% em agosto.

A aceleração ocorre mesmo com a redução de custos em itens importantes, como etanol (-1,31%) e gasolina (-0,26%), destaca o IBGE. A alta das passagens aéreas também foi uma influência para o avanço do índice. A elevação das tarifas chegou a 16,08%, de acordo com o instituto. O setor de vestuário também registrou forte aceleração, para alta de 0,37% em setembro, ante -0,12% em agosto. A entrada de novas coleções nas lojas foi o principal motivo para o avanço, informa o IBGE, com destaque para a alta nos preços de roupas femininas (+0,65%).

Nos alimentos, também houve aceleração, de -0,09% em agosto para 0,04% em setembro. As principais altas, de acordo com o instituto, foram os derivados de trigo: pão francês (+2,80%), farinha de trigo (+2,68%), pão doce (+1,94%) e macarrão (+1,46%). Na formação do índice, também exerceram pressão as despesas com habitação (+0,53%) e com saúde e cuidados pessoais (+0,56%).

Entre os setores que registraram desaceleração, os artigos de residência tiveram alta de 0,52% em setembro, ante 0,62% em agosto; despesas pessoais, com alta de 0,16%, ante 0,51% em agosto; educação, com avanço de 0,12%, ante 0,69% no mês passado; e comunicação, que teve deflação de 0,07%, ante alta de 0,07% no resultado do mês anterior.

Estadão

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