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quinta-feira, 11 de maio de 2017

Expressões artísticas marcaram lançamento do projeto que estimula a grafitagem nas escolas estaduais

Grafitagem, debate temático e apresentações de fanfarra, rap, dança e skate. Foi com essa riqueza de expressões artísticas e culturais que a Secretaria da Educação do Estado deu o pontapé inicial ao projeto “#Grafitaê: Escola conta e pinta a sua história” nas unidades da rede estadual. O evento teve lançamento oficial nesta quarta-feira (10/05), no Colégio Estadual Helena Mateus, com a participação dos secretários da Educação, Walter Pinheiro, do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Olívia Santana e de Políticas para as Mulheres, Julieta Palmeira, além da blogueira Monique Evelle, a militante do Movimento Negro, Samira Soares, e a artista visual, Juliana ‘Musa’ Mendes, assim como, artistas, estudantes e professores da comunidade escolar.

Na abertura, Pinheiro destacou como o projeto pode auxiliar no trabalho pedagógico nas escolas. “O Grafitaê é um movimento que deve contagiar diversas escolas da nossa rede, onde estamos mostrando à população que é possível expressar com arte aquilo que se aprende na sala de aula. E que de certa forma vamos combinar com outros fatores como a música, a dança, a matemática e a ciência, além da possibilidade de contar a história dos estudantes, fortalecendo sua identidade”, ressaltou.

Abrangendo 270 unidades neste ano, a proposta do projeto é colorir as paredes das escolas, utilizando a linguagem da arte urbana, grafite e suas diferentes dimensões, com a valorização de temas de cotidiano do estudante da rede estadual de educação, como racismo, gênero, sexualidade, empreendedorismo, tecnologias, redes sociais e empoderamento juvenil.

Para a ex-estudante da rede estadual, Monique Evelle, criadora do blog “Desabafo Social” e repórter do programa Profissão Repórter, da Rede Globo, essa é a oportunidade do estudante se tornar realmente o protagonista da escola. “Eu gostaria muito de ter tido um projeto como esse na minha época. Principalmente quando envolve outras cores na escola, o que acaba sendo um estímulo para os estudantes. Quando você vê a arte tomando conta do espaço automaticamente a vontade é de ficar. Fora que não é só grafitagem, tem a questão do debate que engloba o empoderamento negro, a questão de gênero e diversidade, perpassando por todos os conteúdos desenvolvidos em sala de aula”, contou.

Envolvido no projeto, o estudante do 2º ano, Leandro Lima, falou da importância da arte na sua vida. “Sempre gostei de desenhar e através do grafite descobri uma forma de me expressar. Trabalhar essa ferramenta na escola nos dá a possibilidade de envolver todos os colegas com a perspectiva de preservar a escola, com a arte produzida pelos alunos, assim como, no sentido de aprender com as intervenções realizadas nos muros dentro e fora da escola”, enfatizou.

Já para a estudante do 1º ano, Beatriz Nascimento, 16, o #GRAFITAÊ “dá a possibilidade ao aluno de desenvolver sua criatividade e de se aproximar ainda mais da escola, porque a gente, com essa iniciativa, percebe que a escola está aberta a ouvir o estudante, respeitando sua liberdade de expressão”, concluiu.


 Fotos : Claudionor Jr

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