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quarta-feira, 10 de maio de 2017

Festival de cinema “Mulheres em Cena” comemora 13ª Semana da Europa

Goethe-Institut, Aliança Francesa e Instituto Cervantes promovem a programação em Salvador, reunindo filmes de diversas nacionalidades

Realizada pela Associação dos Institutos Culturais, Embaixadas e Consulados de Países Membros da União Europeia (EUNIC Brasil) e pela Delegação da União Europeia no Brasil, a Semana da Europa chega à sua 13ª edição com uma programação cultural intensa em 13 capitais brasileiras. Em Salvador, as atividades se desenvolvem numa parceria entre o Goethe-Institut, a Aliança Francesa e o Instituto Cervantes, apresentando o festival de cinema “Mulheres em Cena”, que reúne 13 filmes de 13 diferentes nacionalidades, de 11 a 17 de maio, na Sala Walter da Silveira, com entrada franca.

Com curadoria de Lorena Quintas e Rafaella Rezende, que fizeram um recorte que privilegia as mulheres no cinema, a mostra oferece filmes europeus premiados e dirigidos por mulheres e/ou com abordagens de questões femininas e de igualdade de gênero. “Após um longo período de opressão, violência e discriminação, graças ao surgimento do movimento feminista, as mulheres ganharam voz e representatividade política para avançar socialmente e conquistar direitos civis. As mulheres hoje têm mais liberdade e espaço que em tempos passados, no entanto, há um longo progresso a ser feito em direção às conquistas de igualdade de gênero”, afirma a dupla de curadoras. A seleção amplia um debate sobre a importância de um espaço de expressão, visibilidade e reflexão da mulher dentro da sétima arte.

Entre os filmes dirigidos por mulheres, está o espanhol “De sua janela à minha”, de Paula Ortiz, que traz o olhar feminino por trás das câmeras, perspectiva ainda pouco prestigiada no mundo do cinema. Obras baseadas em mulheres reais, como da artista dinamarquesa Marie Krøyer e da pensadora alemã Hannah Arendt, além da comovente história de Marcela, da República Tcheca, inspiram e exemplificam mulheres corajosas, influentes e capazes de superar o preconceito e a supremacia masculina. A independência e a luta pela igualdade são bem retratadas também no filme dos Países Baixos, “A excêntrica família de Antônia”, de Marleen Gorris, no qual mulheres exercem o seu poder de escolha para seguir o próprio caminho.

Completam a lista as produções “Nossa estrangeira” (França), “O menino na ponte” (Chipre), “Mamãe e outras figuraças da família” (Hungria), “O caminho de Halima” (Croácia), “Belleville Baby” (Suécia), “Amália – O filme” (Portugal), “Tigres na cidade” (Eslováquia) e “Pânico” (Eslovênia).

SERVIÇO
Festival de cinema “Mulheres em Cena”
Quando: 11 a 17 de maio (quinta a quarta-feira), horários variados
Onde: Sala Walter da Silveira
(Rua General Labatut, 27 – Barris)
Entrada franca

“Nossa Estrangeira” (Notre Etrangère), de Sarah Bouyain (França, 2010)
Drama
Amy é uma mulher que possui pais de diferentes nacionalidades. Nascida em Burkina Faso e criada na França, ela cresceu com seu pai, separada de sua mãe aos oito anos de idade. Amy então decide ir em busca de sua mãe em seu país natal, procurando por uma conexão com a sua família africana. Mas ao ir atrás de uma história, Amy também irá descobrir segredos que arcaram na separação da família.
Quando: 11 de maio (quinta-feira), 19h
Classificação: Livre

“O menino na ponte” (Boy on the Bridge), de Petros Charalambous (Chipre, 2016)
Drama
Chipre, 1988. Sócrates, de 12 anos, passa os dias quentes do verão em sua bicicleta pelas ruas de sua vila nas montanhas, brincando com fogos de artifício caseiros e atormentando os residentes locais. Ele usa a boina militar de seu avô com orgulho, sonhando em ser um herói de guerra como seu avô já foi. Sua vida despreocupada chega ao fim abrupto quando descobre que a família de seu primo e melhor amigo Marcos está sendo abusada por seu pai violento, Hambo. Enfurecido por esta descoberta, Sócrates decide colocar em prática suas habilidades de fazer fogos de artifício. O que começa como uma tentativa ingênua de ensinar Hambo uma lição leva Sócrates ao centro de uma investigação de assassinato e a exposição de um segredo familiar. Confrontado com um dilema que mudará sua vida para sempre, Sócrates descobre o significado de amor, família, lealdade e coragem.
Quando: 12 de maio (sexta-feira), 15h
Classificação: 12 anos

“Mamãe e outras figuraças da família” (Anyám és más futóbolondok a családból), de Ibolya Fekete (Hungria, 2015)
Drama
O filme apresenta a história de quatro gerações de mulheres durante o século XX. A protagonista, durante os seus 94 anos de vida, se mudou 27 vezes, sempre fugindo das vicissitudes da história que o país atravessou, entre elas, guerras mundiais, tratados de paz, revolução. Apesar das constantes mudanças, porém, a família é capaz de manter o bom humor, seguir forte e se enfrentar qualquer desafio – o mundo muda, a família é para sempre.
Quando: 13 de maio (sábado), 15h
Classificação: 12 anos

“O caminho de Halima” (Halimin put), de Arsen Anton Ostojić (Croácia, 2012)
Drama
Conta a trágica porém inspiradora história de uma corajosa e forte mulher muçulmana, Halima, que tenta, sem sucesso, encontrar os restos mortais de seu filho, morto na Guerra da Bósnia e enterrado em uma das muitas sepulturas coletivas. Ela percebe que precisa rastrear através de uma sobrinha com quem já não possuía mais contato, mas que carrega uma misteriosa conexão com seu filho. Depois de encontrá-la, Halima descobre uma verdade muito pior que um pesadelo.
Quando: 13 de maio (sábado), 17h
Classificação: Livre

“Belleville Baby” (Belleville Baby), de Mia Engberg (Suécia, 2013)
Drama
Um amante do passado liga para uma diretora de cinema e diz a ela que ele passou vários anos na prisão. Ela se lembra da primavera quando eles se encontraram em Paris, dos tumultos, da Vespa e do gato que ele deu para ela. Ela também se lembra de que um dia ele desapareceu. Trata-se de um filme sobre o tempo, memórias e coisas que se perderam pelo caminho.
Quando: 14 de maio (domingo), 15h
Classificação: 16 anos

“De sua janela à minha” (De tu ventana a la mía), de Paula Ortiz (Espanha, 2011)
Drama
Violeta, Inês e Luisa são mulheres de idades diferentes, cujos dias transcorrem em aparente placidez do outro lado da janela. Os campos de trigo, o refúgio na montanha e as ruas de uma velha cidade são os lugares onde transcorrem suas vidas, sutilmente peneiradas pela luz e a beleza das lembranças. O filme se ambienta nesse passado mágico onde ainda era possível o sonho adolescente nos bosques, o olhar distante de uma mãe na aridez do deserto e a lembrança outonal da maturidade na casa fechada. Mulheres que pareciam viver em silêncio, mas cujas lembranças guardavam segredos, paixões e sonhos.
Quando: 14 de maio (domingo), 17h
Classificação: 16 anos

“Marie Krøyer” (Marie Krøyer), de Bille August (Dinamarca, 2012)
Drama/Romance
Marie Krøyer era casada com o famoso pintor dinamarquês P.S. Krøyer. No auge do seu casamento, demonstrado pela vida fácil e status social elevado, a doença mental de Krøyer fica cada vez mais grave, e os sonhos de Marie de compartilhar uma vida com artistas começa a desmoronar, dando lugar a frustração e tristeza. Frustração por ter de se dividir entre os papéis de mulher, mãe e artista, de não ser capaz de se expressar em sua arte; e tristeza por ver seu amado marido lentamente mudando e caindo na loucura. Para ter um pouco de paz e recuperar as forças, Marie e a filha saem de férias, e lá Marie conhece e cai de amores pelo compositor sueco, Hugo Alfvén.
Quando: 15 de maio (segunda), 15h
Classificação: 16 anos

“A excêntrica família de Antônia” (Antonia), de Marleen Gorris (Países Baixos, 1995)
Comédia dramática
Definido como uma celebração da vida e da morte, esta coprodução entre Holanda, Bélgica e Inglaterra ganhadora do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro vai além ao contar a história de uma encantadora geração de mulheres. Comandada por Antônia, a saga familiar atravessa três gerações, falando de força, de beleza e de escolhas que desafiam o tempo. Nesse universo conhecemos curiosos personagens, como o filósofo pessimista, a netinha superdotada, a filha lésbica, a avó louca, o padre herege, a amiga que adora procriar, a vizinha que sofre abusos sexuais e os muitos amigos que são acolhidos por sua generosidade.
Quando: 15 de maio (segunda), 17h
Classificação: Livre

“Amália – O filme” (Amália – O filme), de Carlos Coelho da Silva (Portugal, 2008)
Drama/Biografia
Uma história de amores e de glória. Começa em Nova Iorque, 1984: Amália vai matar-se. A obsessão pela morte vem da adolescência, ela está doente, pensa que é agora. Abre as portas da varanda da sua suíte, sobe um degrau do parapeito e olha para o abismo. E é nesse momento, debruçada sobre o abismo, que Amália revê uma vida de gênio artístico, de sucesso planetário, mas também de frieza familiar, de desilusões amorosas, em que avulta uma paixão impossível, a relação controversa com a extrema melancolia do fado, que não ama por se aproximar demasiado das sombras da sua vida, mas que faz vibrar como ninguém, dando ao filme os seus momentos mais espetaculares.
Quando: 15 de maio (segunda), 19h
Classificação: 12 anos

“Marcela” (Marcela), de Helena Trestíková (República Tcheca, 2007)
Documentário
Retrata a vida de uma cidadã tcheca ao longo de várias décadas, mostrando sua luta diária e as tragédias vividas.
Quando: 16 de maio (terça), 17h
Classificação: 12 anos

“Tigres na cidade” (Tigre v meste), de Juraj Krasnohorský (Eslováquia, 2012)
Comédia/Drama
Filmado em Bratislava, é uma tentativa de retratar aqueles que estão na faixa dos 30 e começam a ver a vida de uma forma séria. Nesta história envolvente, a “comédia indie” e o romance policial se misturam enquanto os protagonistas tentam encontrar algo de felicidade. Através de uma série de esforços excêntricos, mostra como é difícil ser normal em um mundo absurdo. Um dos personagens (mulher em corpo de homem) procura o amor em todos os lugares errados e com a mulher errada. Para piorar a situação, também é alegremente inconsciente que ele está sendo perseguido por um implacável assassino contratado, que é o marido da mulher que ele deseja.
Quando: 16 de maio (terça), 19h
Classificação: 16 anos

“Pânico” (Panika), de Barbara Zemljič (Eslovênia, 2013)
Drama/Comédia
Vera, uma quarentona reprimida, entediada e presa em sua rotina, torna-se obcecada com a ideia de que nunca mais vai se apaixonar, e que a vida nunca mais será um mar de rosas. Na procura pelo significado do amor, ao ler a sua sorte na borra de uma xícara de café, ela descobre que vai encontrar o cara certo, que vai mudar a sua vida. E esse amor a coloca nos braços de Mitja, um amigo da família. Esse amor fatal a afasta de sua tranquila família para viver um ardente caso.
Quando: 17 de maio (quarta), 15h
Classificação: 16 anos

“Hannah Arendt” (Hannah Arendt), de Margarethe von Trotta (Alemanha, 2012)
Drama/Biografia
Biografia da filósofa Hannah Arendt (1906-1975), com destaque em sua observação e análise do processo de Adolf Eichmann em Jerusalém. Concentrado em um dinâmico retrato narrativo de uma excepcional intelectual do século XX, o filme impressiona também pelos íntimos relatos do ambiente de imigração judaico-alemã da Nova York de inícios da década de 1960.
Quando: 17 de maio (quarta), 17h
Classificação: 12 anos

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