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segunda-feira, 12 de junho de 2017

Dia dos Namorados: Amor pode nascer (ou crescer) no ambiente de trabalho?


Com o corre-corre do dia a dia, passamos um bom tempo no local de trabalho, onde acabamos desenvolvendo vários laços de amizade. Mas, em algumas situações, o coração pode bater mais forte e o amor surgir dentro da própria empresa. A Ford em Camaçari é um exemplo disso, pois há mais de 30 casais trabalhando lá. É o que aconteceu com Caroline Massolino e Napoleão Soares. Os dois trabalhavam na área de Manufatura, mas em cidades diferentes: ela em São Bernardo do Campo (SP) e ele em Camaçari. Ela conta que a sua história de amor começou em 2012, quando ela e Napoleão trabalharam por meses no projeto da picape Ford Ranger na Argentina. “Sabíamos que seria um desafio seguir um relacionamento a distância. Mesmo assim, decidimos dar chance aos nossos sentimentos, a nossa amizade cresceu e nos apaixonamos.”

Depois do lançamento da Ranger, eles decidiram se encontrar a cada quinze dias. “Assim, fomos evoluindo até que, no dia 13 de junho de 2015, dia de Santo Antônio, Napoleão me pediu em casamento, e eu disse ‘sim’. Foram quatro anos desde a Argentina em que superamos a distância”, comenta. No dia 1º de maio de 2016, Caroline se mudou para Salvador e teve certeza de que o amor era verdadeiro e estavam prontos para ficar juntos. Quanto a trabalharem no mesmo local, ela só vê vantagens. “Se antes estávamos a 2.000 quilômetros de distância, hoje nos sentamos perto um do outro e podemos ter só um carro. Só sinto falta da minha família”, comenta. Caroline.

Ana Carine Silva e Gabriel Kanegae não se encontraram na Ford. Nesses tempos em que as redes sociais têm um papel tão importante no cotidiano das pessoas, eles se conheceram pelo Facebook. A coincidência é que Ana começou a trabalhar na Ford há três anos como estagiária e, apenas cinco meses depois da contratação dela, Gabriel iniciou na empresa como analista. Depois de cinco anos de namoro, eles ficaram noivos e vão se casar em novembro.

Outro casal que se conheceu pela internet, no bate-papo de um grande portal de notícias, em 2003, foi Larissa Lando e Glaucio Costa. Na época, Glaucio cursava Engenharia Mecatrônica e Larissa o Ensino Médio. “Por várias vezes, ela assistia às aulas comigo e se tornou amiga dos meus colegas e professores. Quando chegou a hora de prestar vestibular, ela optou por Engenharia de Produção”, diz Glaucio. Depois de cinco anos de formado, ele foi trabalhar na Ford, onde está há 11 anos. Logo que Larissa se formou, ela também foi contratada pela Ford.

Natalia Veroneze, de São Bernardo do Campo (SP) e Adriano Florencio, de Santo André (SP) se conheceram no Ensino Médio, quando começaram a namorar. Eles sempre foram aquele tipo de casal que faz tudo junto. Entraram na faculdade no mesmo ano e se formaram juntos. Ela em Direito e ele em Engenharia. “Dois opostos que se complementam como Yin e Yang”, brinca Natalia. Eles já namoravam há mais de oito anos quando Adriano recebeu a proposta de se mudar para a Bahia. “Nós nos casamos no dia 14 de fevereiro de 2013 e eu me mudei para a Bahia na semana seguinte”, conta Natalia. “A vida na Bahia trouxe grandes desafios, mas passamos todos eles juntos e nossa relação fica mais forte a cada dia”, conta ela.

            Em 2014, ela começou a trabalhar na Ford, em 2015 compraram uma casa e, no ano passado, nasceu o primeiro filho do casal, Lucca. Entre as vantagens que ela enxerga por trabalharem juntos está o fato de se entenderem melhor. “Conseguimos compreender se um ou outro está mais sobrecarregado por causa de alguma fase do trabalho. Ele entende quando eu desabafo sobre as dificuldades do meu dia e eu entendo quando ele fala sobre os desafios que está enfrentando. Nessas horas, a gente consegue se ajudar melhor por termos olhares diferentes sobre a mesma situação”, avalia. A parceria do casal é tão grande que, no ano passado, eles submeteram um projeto de patente juntos no desafio global de mobilidade da Ford. Era uma cadeira de rodas omnidirecional que o Adriano inventou na faculdade a qual Natalia teve a ideia de acoplar ao carro de forma inovadora. O projeto foi até a última etapa do processo de patentes da Ford. “A desvantagem de trabalharmos no mesmo lugar é que os horários são apertados. Precisamos deixar o Lucca na creche antes das 6 horas da manhã e só voltamos para pegá-lo às 17h45. Mas somos privilegiados porque podemos arcar com os custos de uma creche de qualidade, onde temos confiança de que nosso filho será bem cuidado”, comenta.
Na Ford, não há nenhuma restrição à existência de casais. No entanto, para evitar que se crie a percepção de favorecimento, assédio ou conflitos de interesses, a empresa pede que, no caso de haver subordinação direta ou indireta entre o casal, os empregados comuniquem formalmente a área de Recursos Humanos.

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