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segunda-feira, 5 de junho de 2017

Dia Nacional do Teste do Pezinho – 6 de junho


Saiba a importância de se fazer o exame entre o 3º e o 30º dia de vida do bebê

Instituído pelo Ministério da Saúde em 6 de junho, o Dia Nacional do Teste do Pezinho tem o objetivo de alertar a população para a importância deste exame de prevenção. Sua finalidade é impedir o desenvolvimento de doenças que, se não tratadas, podem levar à deficiência intelectual e causar prejuízos à qualidade de vida das pessoas, conforme descreve o próprio órgão. De acordo com a última projeção do Datasus em 2015, a Bahia é um dos estados com maior concentração de nascidos vivos, o total de nascimentos é de 206.655 crianças só neste ano. 

Segundo a diretora médica do Laboratório Leme, Marla Cruz,  o exame é obrigatório, deve ser realizado em todos os recém-nascidos e integra programa de saúde pública federal desde 1990 como forma de prevenir as complicações e sintomas das doenças investigadas (entre estas, está a Fibrose Cística, Hipotireóidismo congênito, Toxoplasmose, Sífilis congênita, Rubéola congênita) . “É um exame de sangue importantíssimo para triar e, em seguida, levar ao diagnóstico de algumas doenças congênitas, de origem genética, metabólicas, hematológicas, hormonais ou infecciosas”, destaca ao esclarecer que as doenças são assintomáticas no período neonatal (0 a 28 dias de vida) e podem levar à deficiência mental ou afetar gravemente a saúde da criança. “O tratamento precoce dessas doenças raras pode reduzir significativamente a mortalidade e morbidade das crianças afetadas” acrescenta.

Existem hoje disponíveis quatro perfis do Teste do Pezinho, que dependem do pedido médico: básico, ampliado, plus e master. O pediatra, ao examinar o bebê, o histórico da gestação e da família ou possíveis alterações no pré-natal, de acordo com alguma suspeita clínica, deve avaliar qual tipo atende melhor cada paciente. O sangue precisa ser colhido entre o 3º e o 30º dia de vida do bebê, conforme explicou a médica, que exemplifica o procedimento:  “a coleta de sangue é transferida para um papel de filtro e o laboratório consegue retirar o sangue do papel para realizar as análises necessárias em aparelhos apropriados".


Segundo o site do Ministério da Saúde, o Brasil foi o primeiro país da América Latina a ofertar o exame, em 1976. Porém, foi em 1990, com a publicação do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei Federal 8.069, de 13 de julho de 1990), que ficou definida a obrigatoriedade do acesso das crianças ao exame.

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