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segunda-feira, 5 de junho de 2017

Mercados municipais se organizam para atender demanda do São João

Os mercados municipais são opções de referência para os soteropolitanos que desejam preços acessíveis nos produtos juninos, como coco seco, laranja, amendoim e milho verde. Mas, além de ofertar itens in natura e de procedência confiável, alguns estabelecimentos se preparam para estender o horário de funcionamento a partir da metade deste mês.

O Mercado Municipal de Cajazeiras, o Núcleo de Abastecimento, Comércio e Serviços (Nacs) Itapuã e o Mercado Municipal de Periperi estarão autorizados a prolongar o horário de funcionamento por mais duas horas. Normalmente, esses estabelecimentos funcionam de 6h até 18h. A partir do dia 15, poderão ficar abertos até 20h, a depender da demanda.

O período pré-São João costuma ser um dos mais aguardados no ano pelos ambulantes, devido ao aumento das vendas. “O número de consumidores dentro dos mercados chega a dobrar”, afirma o gestor de mercados da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), Carlos Augusto Souza.

Para atender melhor à população, um acordo provisório entre a Semop e as associações ligadas aos mercados Modelo, Periperi e Nacs dará direito para permissionários montarem ambientes especiais nos estacionamentos.

Em Periperi haverá banda de forró e feirinha; no espaço de capoeira no Mercado Modelo terá barraquinhas com guloseimas típicas da estação, como bolo de aipim e canjica. Em Cajazeiras, os vendedores já receberam autorização para montar uma feira com produtos juninos até o dia 30. Com isso, quem trabalha no local pode montar uma estrutura além dos boxes que utilizam, no estacionamento.

Vendas - A feirante Jessica Silva, 25 anos, comemora os efeitos do período junino. "Essa época a gente vende muitas comidas típicas. Em dias normais, tiramos R$ 40, R$ 30. Nos últimos dez dias, a gente está conseguindo fazer, por dia, R$ 80, R$ 100, o que é um número muito bom, levando em conta o atual quadro financeiro do Brasil", disse a comerciante.

Sandra Damasceno, fiscal do mercado, avalia que uma das causas para o crescimento da movimentação se dá pelo saque das contas inativas do FGTS. “É um momento que, inevitavelmente, existe uma procura grande pela tradição que já existe, mas acredito que a liberação do recurso também ajudou a aumentar o poder de compra dos consumidores”, ponderou.

Feirante há 36 anos, Hermes Severo, 41, avisa que para vender é preciso ter produtos no estoque e de qualidade. “Quem tem uma mercadoria boa e em grande quantidade consegue vender muito. No final do mês, dá para tirar um dinheiro muito bom. Esse é um dos períodos mais esperados aqui em Salvador e ninguém quer ficar de fora da festa, principalmente ao que se refere a comer”, disse.  



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