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segunda-feira, 5 de junho de 2017

PF entrega lista de perguntas sobre delação da JBS para Temer


Presidente tem 24 horas para prestar esclarecimentos sobre relações com Joesley Batista e Rocha Loures


A Polícia Federal entregou nesta segunda-feira uma lista com 84 perguntas ao presidente Michel Temer sobre as relações dele com o empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, e o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, que atuava como assessor da Presidência. Temer tem 24 horas para prestar esclarecimentos por escrito, mas pode não responder perguntas.

Rocha Loures é acusado de receber propina da JBS em nome de Temer e está preso. Ele foi flagrado em uma das ações controladas da Polícia Federal carregando uma mala com R$ 500 mil. O presidente e o ex-assessor são investigados por corrupção, obstrução de Justiça e organização criminosa.

O inquérito foi aberto pelo ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. As investigações tiveram início a partir da delação premiada de Batista e outros executivos da JBS.

Joesley Batista, dono da JBS, gravou uma conversa com Temer sem conhecimento do presidente. Na gravação, o empresário fala com Temer sobre pagamento de propina ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e a um procurador da República. O áudio está sendo periciado pela Polícia Federal (PF) e, segundo a defesa de Temer, foi manipulado.

A defesa de Temer pediu que o depoimento do presidente fosse suspenso até a divulgação da perícia dos áudios. No entanto, o pedido foi negado por Fachin no dia 31 de maio. O ministro do STF também negou o pedido que os advogados fizeram para, se o depoimento for mantido, a Polícia Federal seja impedida de perguntar sobre o diálogo. Porém, na ocasião, Fachin disse que Temer tem o direito de ficar em silêncio diante das perguntas que não quiser responder.

Em depoimento de delação, Joesley afirmou também que Rocha Loures foi indicado pelo presidente Michel Temer para tratar de assuntos de interesse da empresa. O ex-deputado foi flagrado recebendo uma mala com R$ 500 mil em propina da JBS. Rocha Loures foi preso no último sábado, depois de perder o cargo de deputado federal com a volta de Osmar Serraglio (PMDB-PR) à Câmara, de quem era suplente.

Fonte O Globo

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