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segunda-feira, 5 de junho de 2017

Semana do Meio Ambiente com ações de sustentabilidade em Camaçari


Muitas pessoas devem imaginar que numa fábrica de carros, se produz apenas veículos. Mas a fábrica da Ford, em Camaçari, é referência também quando o assunto é sustentabilidade. O Complexo mantém um viveiro de mudas de espécies nativas da região, além de outras para paisagismo, que produz, em média, 20 mil unidades todos os anos. Só no ano passado, 15.617 foram plantadas no próprio complexo e 3.105 foram doadas aos empregados. O viveiro foi criado em 2002 com o objetivo de gerar mudas para o florestamento ao redor do complexo industrial. “O Programa de Florestamento está empenhado na gestão florestal do complexo, atuando na reabilitação de fragmentos de Mata Atlântica degradados”, explica Mesz.

Com o objetivo de promover a educação ambiental, também foi criado no espaço um Centro de Educação Ambiental, onde inúmeras atividades são desenvolvidas durante todo o ano. “Mostramos aos visitantes projetos como horta mandala e vertical, composteira, minhocário e captação de água da chuva, além da produção das mudas”, complementa Mesz. Para comemorar a Semana do Meio Ambiente, entre os 5 e 9 de junho, estão previstas diversas ações sustentáveis, entre as quais, uma visita dos empregados ao Centro de Educação Ambiental. Todos os inscritos poderão conhecer a área, dentro da Ford, que planta mundas e torna o mundo mais verde. A ação está sendo chamada de Conectando Pessoas à Natureza.

Outra ação para celebrar o Meio Ambiente será a exposição realizada por um grupo de costureiras, responsáveis pela mochila ecosustentável. Elas irão mostrar para os empregados como as fardas industriais se transformam nas mochilas, que depois são doadas para as crianças da rede municipal de Camaçari. Desde que o projeto começou, em 2014, já foram recicladas cerca de 60 mil fardamentos, que deixaram de ser incinerados para ter um fim de vida mais útil. Haverá ainda a exposição de como são tratados os resíduos da fábrica, como acontece o processo de compostagem, que nada mais é do que aproveitar os restos de alimentos, para transformá-los em adulbo. Os empregados poderão participar ainda da oficina de saboaria medicinal e de palestras com temas ligados ao coprocessamento de resíduos.

Campo de Provas e natureza integrados  
No Campo de Provas de Tatuí (SP), há 368 espécies de animais – vários deles ameaçados de extinção - e 120 de flora nativa. Em São Bernardo do Campo, mais de 30% do terreno de 1.068.765 metros quadrados conta com áreas verdes, incluindo espécies nativas da Mata Atlântica. Em Camaçari (BA), um viveiro de mudas de espécies nativas da região gera, em média, 20 mil unidades por ano. Além dos 50 quilômetros de pistas de testes de desenvolvimento e durabilidade de veículos, onde são avaliados quesitos como desempenho, consumo e emissões, os 4,66 milhões de metros quadrados do Campo de Provas de Tatuí abrigam grande variedade de fauna e flora, incluindo animais ameaçados de extinção, como lobo-guará, onça-parda, jaguatirica, águia-cinzenta e jacupemba, uma ave listada como criticamente em perigo.
Em levantamento feito por zoólogos, botânicos e engenheiros a
grônomos por meio de câmeras em pontos estratégicos e da verificação de vestígios - pegadas, pelos e arranhões em árvores – foi detectada a presença de 368 espécies de animais -  277 de aves, 70 de répteis e 21 de mamíferos. Além disso, há 120 espécies de flora nativa. “Recentemente, detectamos a presença de famílias de cervos e também o tamanduá Bandeira. Isto indica que temos um habitat preservado e em condições adequadas para a permanência destes animais”, afirma Edmir Mesz, supervisor de Qualidade Ambiental da Ford América do Sul. Segundo Mesz, os bichos vivem soltos nas áreas de vegetação, com acesso a água e cadeia alimentar equilibrada. Para evitar a exposição dos animais aos riscos gerados pelas operações do Campo de Provas, todas as áreas de testes possuem cercas e mata-burros que impedem o acesso, principalmente dos mamíferos de grande porte. O complexo conta também com vegetação de Mata Atlântica e, desde 2013, foram plantadas cerca de 5.600 mudas de árvores nativas para reflorestamento e disseminação das sementes para a recomposição de algumas áreas. Também é feito o controle de espécies invasoras que competem com espécies nativas.

Vegetação nativa em São Bernardo do Campo
            Em São Bernardo do Campo, a Ford realizou um levantamento para cadastrar as espécies de árvores existentes no complexo industrial. Iniciado em 2015, o cadastro é atualizado anualmente e tem informações como espécie, quantidade, localização, tamanho e registro fotográfico. Esses dados servem para orientar futuras obras e ampliações, de modo a conservar a vegetação nativa dentro do terreno, que conta com 342.808 metros quadrados de áreas verdes.  “Foram identificadas mais de 110 espécies diferentes dentre as mais de 3 mil árvores catalogadas, como Cedro, Palmeira, Cambará, Vassourinha, Ipê-roxo, Ipê-amarelo, Capixingui, Pau-brasil, Jatobá, além de diversas espécies consideradas exóticas e não originárias da região, que foram plantadas ao longo dos anos”, conta Edmir Mesz. Em média, as árvores têm cerca de 8 metros de altura. A mais alta é um Pinheiro, com 22 metros, e uma Seringueira é a árvore de maior diâmetro, com 2,8 metros.

Cerca de 20% das espécies identificadas são nativas, ou seja, nascem de forma natural na região. Dentre elas, destacam-se o Ipê-amarelo, considerada como árvore símbolo do Brasil; a Araucária ou Pinheiro-brasileiro, que está em risco de extinção e que dá frutos comestíveis e muito apreciados pelas aves; além do Cedro Rosa, espécie também ameaçada de extinção por exploração excessiva em função da qualidade de sua madeira.

Além da grande variedade arbórea, diversas espécies de animais já foram verificadas, com destaque para Pica-pau-do-campo, Preá, Sarué - uma espécie de Gambá -, Coruja buraqueira, Sabiá Albino e o Urutau, ave muito rara e difícil de ser vista, pois utiliza muito bem sua plumagem para se camuflar. Normalmente, ela se passa por um pedaço de madeira e alcança até 37 cm de comprimento, fora a cauda.

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