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sexta-feira, 28 de julho de 2017

Artigo: Professor de Direito Desportivo avalia violência nos estádios e critica torcida única

"A violência nos estádios é uma questão social", afirma Jaime Barreiros, advogado desportista e professor da Faculdade Baiana de Direito. Foto: Reprodução

A violência entre torcidas organizadas têm afastado cada dia mais o torcedor dos estádios. Este tipo de notícias ganha repercussão na mídia, além aumentar o número de mortes, e com isso o sentimento de insegurança, rivalidade e confronto.

De acordo com um levantamento realizado pelo site esportivo Lance (www.lance.com.br), nos últimos 26 anos, cerca de 296 pessoas foram mortas vítimas da violência dentro dos estádios e 86 foram assassinadas do lado de fora das arenas, em eventos esportivos.

De quem é a culpa desta violência? Da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), dos clubes, das torcidas organizadas, do estado ou do torcedor?
Para o professor Jaime Barreiros, coordenador do Curso de Extensão em Direito Desportivo da Faculdade Baiana de Direito, auditor e ex-procurador do Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol da Bahia,  a causa da violência não está no esporte, e sim na questão social do país.

O especialista afirma que a cultura da violência nos estádio vem se expandindo, ao mesmo tempo em que o Estado tem se mostrado ineficiente para combater este tipo de conflito. Ele aponta que nos países europeus há uma maior efetividade na punição das pessoas que praticam estes atos no estádio ou no entorno deles. "Já no Brasil a impunidade prevalece", destaca Barreiros.

"Muitas vezes, os clubes são punidos por uma atividades que fogem do seu controle", avalia. Segundo ele, os times devem promover campanhas de conscientização, mas só isso não basta.

Na avaliação do professor, a responsabilidade pela Segurança Pública nos eventos esportivos é do Estado. "O poder público deve reprimir, com mais vigor, as pessoas que praticam estes atos violentos, impedindo que elas frequentem os estádios".  

Ele ressaltou como equivocada a medida tomada pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol), que determinou torcida única, nas partidas entre o Esporte Clube Bahia e Esporte Clube Vitória, nos campeonatos Baiano e do Nordeste, este ano. "Não resolve", destacou.  

Para o professor, a  violência não está no esporte, e sim na sociedade. "A torcida única tira o aspecto de congraçamento, uma característica do esporte. E isso não resolve o problema da violência, até porque a maioria dos casos acontecem fora dos estádios", finaliza o jurista.

Curso de Extensão - Para quem deseja saber mais sobre o assunto, a Faculdade Baiana de Direito oferece curso de extensão de Direito Desportivo. As inscrições estão abertas até dia 01/08 e podem ser realizadas através do site da Faculdade Baiana de Direito: www.faculdadebaianadedireito.com.br


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