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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Frigorífico de cidade baiana inicia abate de jumentos


Na última quarta-feira (26), um frigorífico da cidade de Amargosa, a cerca de 160 quilômetros de Salvador, iniciou o abate de jumentos. O frigorífico responsável pelo segmento é o Frinordeste, que deve produzir cerca de 300 toneladas de carne de jumento por mês. Por agora, o principal destino da carne será o mercado asiático.

Sócio da empresa, Mairton Souza afirmou que o frigorífico será dedicado exclusivamente ao trabalho com carne de jumento. "Para conhecer o mercado, nós iniciamos o abate, de forma experimental, no frigorífico da Chapada Diamantina (FrigoCezar), em Miguel Calmon. A partir desse teste, nós destinamos um frigorífico apenas para este tipo de abate", diz.


Após a notícia do início do abate de jegues para consumo humano na cidade de Amargosa, nesta quarta-feira (26), o deputado estadual Marcell Moraes (PV) rechaçou a prática que conta com incentivo do Governo do Estado e prometeu entrar no Ministério Público. O parlamentar já agendou visita ao município para protestar pessoalmente contra o que chama de “extermínio de animais indefeso”.

A produção que terá como alvo a exportação para China, pode gerar a extinção do animal símbolo da região Nordeste. "Iniciaram a matança desses animais sem apresentação de nenhum estudo de impacto ambiental. Nos últimos 10 anos, sem intervenção para o abate, essa população de jumentos está caindo. Imagina se simplesmente começarmos a abatê-los? Espero que o governador Rui Costa seja coerente e sensível a causa animal e reverta essa situação", enfatizou o ambientalista.

O parlamentar se mostrou preocupado ainda com a falta de controle adequado de doenças em jumentos. "Esses animais possuem a capacidade de ter algumas doenças que muitas vezes nem apresentam sintomas. Não há comprovação alguma sobre os riscos sanitários do consumo dessa carne e muito me admira o início da produção sem um amplo estudo que descarte todos os riscos de contaminação e transmissão de zoonoses", explicou.

Em julho do ano passado, o Ministério Público da Bahia determinou que dois frigoríficos localizados na cidade baiana de Miguel Calmon encerrassem o abate de jegues, equídeos, mulas, jumentos e quaisquer outros animais do gênero, sob pena de responsabilização civil, administrativa e criminal. 
A recomendação do promotor de justiça Pablo Antônio Cordeiro de Almeida, obrigou as empresas responsáveis pela criação dos animais a apresentarem as guias de trânsito e os exames sanitários relativos aos jegues custodiados nas dependências dos frigoríficos, além comprovarem com laudos técnicos que o manejo dos animais, bem como a planta frigorífica, não causam danos ou maus-tratos aos equinos.


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