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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Secura ocular traz consequências desagradáveis e pode indicar doenças sérias


Vermelhidão, coceira e sensação dos olhos cheios de areia podem ser sintomas da famosa Síndrome do Olho Seco. Também chamada de Síndrome da Disfunção Lacrimal, a doença ocorre quando existe a falta de produção de lagrima ou quando ela sofre alteração em algum de seus componentes.

Os olhos precisam das lágrimas para permanecer hidratados, assim suas estruturas podem trabalhar de forma adequada e até mesmo impedir o atrito entre a córnea e a pálpebra. Muitas vezes, porém, os olhos podem não receber hidratação suficiente, seja por alguma deficiência, ausência da lágrima ou mesmo alguma falha do mecanismo de lubrificação dos olhos.

A lágrima é composta por água, sais minerais, gordura e proteína. Essas alterações se manifestam devido a uma mudança na produção ou na qualidade da lágrima. Sua função  é lubrificar a superfície do olho, limpar, nutrir e proteger de substâncias estranhas. 

Os principais sintomas da Síndrome do Olho Seco são sensação de corpo estranho, como se tivesse "areia" nos olhos, ardência, coceira, vermelhidão, visão borrada que melhora ao piscar, lacrimejamento em excesso e, muitas vezes, aumento da produção de muco, geralmente concentrando-se no canto dos olhos. Esses sintomas costumam piorar ao passar do tempo quando o indivíduo realiza tarefas de alta concentração, como assistir televisão, navegar no computador e ler. Nessas atividades o olho pisca menos e o filme lacrimal não é distribuído com regularidade na superfície dos olhos.

A médica oftalmologista do Hospital Humberto Castro Lima, Dra. Dayse Cury explica que os fatores que influenciam na síndrome do olho seco são a evaporação excessiva devido a fatores ambientais, como clima quente e seco, exposição ao vento, fumaça e ar-condicionado. “Existem também as consequências do envelhecimento, como nas mulheres em menopausa, com a diminuição da função da glândula; nas anormalidades palpebrais e no uso de alguns medicamentos, como por exemplo, os antidepressivos, antialérgicos, betabloqueadores, diuréticos, dentre outros“, explica.

A oftalmologista confirma que essa patologia estão geralmente associada às doenças sistêmicas autoimunes, como a síndrome de Sjögren, artrite reumatoide, lúpus etc.

 O tratamento para Síndrome do Olho Seco é realizado por um oftalmologista onde geralmente há prescrição de lágrimas artificiais (colírios ou pomadas lubrificantes), estimulação da produção da lágrima através da suplementação alimentar com dieta rica em ômega 3 e nos casos mais avançados oclusão dos dutos lacrimais para diminuir o escoamento da lágrima. 

Para evitar a doença devem ser tomados alguns cuidados como ir regularmente ao oftalmologista e fazer pausas nas atividades de alta concentração, como computador, leitura e jogos eletrônicos.

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