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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Dia do Estagiário nesta sexta-feira (18)

Dia do Estagiário: o passo fundamental para o mercado de trabalho

Para o superintendente do IEL, Natalino Uggioni, a data deve ser muito comemorada, principalmente pela mudança e evolução dos últimos anos no cenário que envolve universidade e mercado de trabalho

Os grandes profissionais não nascem prontos. Eles precisam mais que o conhecimento por meio da formação, precisam de oportunidades, de experimentar o mercado de trabalho antes mesmo de fazer parte dele. Nesta sexta-feira (18) é comemorado o Dia do Estagiário, que é responsável por levar à empresa o que aprendeu na escola/universidade e, em troca, adquirir experiência e vivências na área de atuação. A função é regulamentada desde 25 de setembro de 2008, pela lei 11.788.

Para comemorar a data, a Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina) promoveu nesta quinta-feira (17) o seminário Conect Ideias. Estudantes/estagiários puderam ouvir especialistas em temas como tecnologia, criatividade e inovação.

Conforme o superintendente do IEL (Insituto Euvaldo Lodi), Natalino Uggioni, o Dia do Estagiário deve ser muito comemorado, principalmente pela mudança e evolução dos últimos anos no cenário que envolve universidade e mercado de trabalho. “O IEL é um agente de integração no processo de estágio entre o estudante e a empresa. Com essa proximidade de ambos, ao longo dos anos fomos identificando alguns pontos, que gradativamente vão sendo ajustados, para que cada vez mais a empresa saiba explorar o conhecimento dele, e como troca, o estudante adquira uma noção do mercado de trabalho através do envolvimento com as atividades naquele ambiente”, diz.

Conforme dados da IEL, que atua em todo o Estado, há contratos ativos com 6.000 empresas e a identificação de uma faixa etária de estagiário de 18 a 25 anos. Os dados apontam também que economia, gestão e contabilidade são as áreas que mais demandam estagiários. “Fazemos ações para envolver as indústrias com os estudantes, pois acreditamos que é uma área tão importante e que tem pouco interesse de estágio. O jovem só pode atuar na produção da indústria após os 18 anos, o que restringe para alguns jovens esse envolvimento”, enfatiz Uggioni.

O superintendente do IEL diz que o caminho de relação e entendimento do estágio e empresa vem mudando e melhorando os resultados desse “casamento”. Ele conta que antigamente o estagiário era comumente explorado pelas empresas, por falta de clareza na sua função. “Logo, sua habilidade e conhecimento acadêmico também eram pouco utilizados e valorizados naquele local, o que fazia com ele se tornasse um ‘funcionário’, que para empresa sai a um baixo custo”, destaca.

Conforme Uggioni, a lei 11.788 deixou três itens muito bem claros. “A primeira é que o estudante está em processo de formação, então ele não é um funcionário. Por segundo, limitou uma carga horária, a de seis horas diárias, e por terceiro, esclareceu que há uma necessidade de relação entre as atividades acadêmicas com as desempenhadas na empresa. Isso torna o entendimento da função do estágio muito mais fácil”, diz.

Orientações de incentivo ao estágio

Na função de agente de integração, o IEL identificou ao longo dos últimos anos a necessidade de que os empresários deveriam ter uma clareza do papel do estagiário no cenário da empresa. Para isso, criou em 2010 uma capacitação de empresários, supervisores de estagiários, entendendo que ele é o professor daquele estudante dentro da empresa. “Outra identificação muito importante foi que muitos estágios tinham pouca duração. Começamos a estudar e o problema detectado foi socioemocional. As empresas gostavam do currículo, do conhecimento daquele estudante, porém o relacionamento e o diálogo não funcionavam no dia a dia. Vimos que a universidade não prepara para a rotina e as cobranças do mercado. Criamos em 2011 o curso programa profissional do futuro, com o envolvimento de psicólogas que orientam os estudantes. O resultado foi menos rompimentos de contratos e mais efetivações, que hoje se aproxima de 60% dos contratos encaminhados”, enfatiza o superintendente do IEL, Natalino Uggioni.

Estudante acima de 30 anos também tem espaço

Com a recessão econômica vivida pelo país, em dezembro de 2016 as empresas começaram a se interessar também pelo profissional acima dos 30 anos, aquele que devido à crise voltou a estudar, e carrega consigo uma experiência interessante. “Identificamos esse fator também. É o caso daquele profissional que, desligado da empresa, voltou a estudar para se reinserir no mercado. Ele também tem vez com os estágios, e é bem procurado pelas empresas também”, diz Natalino Uggioni.

Guilherme Carpes Ferreira, 24 anos, é estudante de administração pública na Udesc e estagiário no IEL. Ele faz uso da sua experiência de ter trabalhado antes em cartório com o conhecimento que vem adquirindo na universidade. “Procuro me envolver o máximo possível com as atividades daqui. Trago o que é de mais recente e novo da universidade pra cá, sempre procurando aplicar o conhecimento da academia. Toda a experiência do trabalho em cartório é compartilhada aqui também, sem deixar a mente aberta para novos cenários e realidades. Está sendo muito proveitoso esse período”, conta.

O analista de negócios Vinicio Fernandes, supervisor de Ferreira, procura ouvir toda a informação que o estudante leva da sala de aula. “Já fui estagiário e sei o quanto de riqueza de informação o estudante carrega consigo. Então eu dou espaço e voz para ele atuar aqui” afirma.

Fonte /ndonline

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