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terça-feira, 22 de agosto de 2017

Johnson & Johnson recebe multa bilionária após talco ser considerado cancerígeno

Justiça norte-americana condenou empresa ao pagamento US$ 417 milhões (cerca de R$ 1,3 bilhão) após cliente alegar que produto causou câncer

A empresa de produtos de higiene pessoal Johnson & Johnson foi condenada a pagar uma multa bilionária após uma cliente alegar que um talco da companhia possui substâncias cancerígenas. A decisão foi tomada por um tribunal de Los Angeles, nos Estados Unidos, que determinou o pagamento de US$ 417 milhões (aproximadamente R$ 1,3 bilhão, na cotação atual) para Eva Echeverria, de 62 anos.

O uso do talco da Johnson & Johnson teria contribuído para causar seu câncer de ovário, diagnosticado em 2007, segundo o jornal "Los Angeles Times". Em sua acusação, a cliente afirmou ter usado o produto de higiene íntima durante décadas e alegou que a empresa deveria informar sobre o risco de desenvolver a doença ao utilizá-lo. Esta é a terceira vez que a marca é condenada a pagar uma indenização como esta.

Em fevereiro de 2016, um tribunal de Saint Louis, nos EUA, condenou a J&J a pagar US$ 70 milhões (cerca de R$ 220 milhões) a uma cliente que fez a mesma alegação. Em maio deste ano, em Missouri, outro júri condenou a companhia a indenizar uma cliente em US$ 110 milhões (R$ 345 milhões) pelo mesmo motivo. Ainda de acordo com o jornal, este foi o pior resultado para a J&J nos tribunais.

Com diversos acusações em andamento, a companhia está envolvida em cerca de 300 processos somente na Califórnia. Em todo o território norte-americano são mais de 4,5 mil ações. A Johnson & Johnson, por sua vez, alega que não há estudos que apontem que o talco seja um produto cancerígeno e anunciou que recorrerá da decisão. A empresa também publicou uma nota oficial em seu site.

Confira o texto na íntegra:
"Câncer de ovário é um diagnóstico devastante e somos profundamente solidários com as mulheres e as famílias impactadas por esta doença. Nós recorreremos do veredito atual porque somos guiados pela ciência, que sustena a segurança do Johsnon's Baby Powder [talco utilizado pela cliente]. Em abril, o National Cancer Institute's Physician Data Query Editorial Board [Conselho Editorial de Consulta de Dados Médicos do Instituto Nacional do Câncer] escreveu: 'O peso da evidência não sustenta a associação entre a exposição perienal ao talco e um aumento do risco do câncer de ovário'. Estamos nos preparando para julgamentos adicionais nos Estados Unidos e continuaremos a defender a segurança do Johnson's Baby Powder".

Fonte: Brasil Econômico

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