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domingo, 20 de agosto de 2017

Plano alimentar dos animais do Zoo é elaborado por especialistas

O setor de nutrição é um dos mais importantes dentro das atividades de manejo com os animais do Zoológico de Salvador. Estruturalmente o ambiente é dividido em quatro partes: câmera de congelamento e fria, estoque seco, onde são acondicionados as rações e sementes, área de preparo e armazenamento dos alimentos perecíveis, como frutas e verduras. O setor conta com a ajuda de seis profissionais que auxiliam nos preparativos dos cardápios, sobre a fiscalização da bióloga Samantha Grimaldi.

Segundo ela, as 134 espécies, distribuídas em repteis, aves e mamíferos que compõe o plantel de animais do Zoológico de Salvador, necessitam de cuidados peculiares no oferecimento da dieta, que deve ser direcionada para cada habito alimentar, respeitando a forma de preparo dos alimentos e quantidade estabelecida pela equipe de veterinários. “Eles avaliam a questão fisiológica e metabólica de cada animal e, com base nisso, estabelecem o quantitativo de cada nutriente necessário para cada animal”, afirma.

A etapa de distribuição dos cardápios é estabelecida por uma ordem de critérios. Os setores que requerem mais atenção, como ornitologia, primatas, berçário e da clínica, são primeiramente atendidos. A importância do horário da alimentação está relacionada ao hábito e características fisiológicas de cada espécie.

Os animais do Zoo se alimentam todos os dias, pela manha e pela tarde, porém, existem outros que comem em dias alternados e alguns apenas uma vez por semana, por exemplo, o carnívoro Jacaré Açu.

Luciana Pires, uma das responsáveis pelo preparo diário dos cardápios, explicou que mesmo existindo animais que consomem carnes e frutas no Zoológico, esses alimentos devem ser colocados separadamente. ‘’As frutinhas nós colocamos separadas das carnes porque não podemos misturar para não fermentar’’.

A nutrição animal é o principal pilar para a manutenção, bem estar e reprodução de espécies silvestres em cativeiro; além disso, auxilia o desenvolvimento adequado do animal, na prevenção de doenças e reduz o nível de estresse no cativeiro. O manejo nutricional de animal silvestres em cativeiro ainda é considerado um desafio, pois existem poucos trabalhos na literatura que abordem sobre ingestão de nutrientes e/ou necessidades nutricionais na natureza.

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