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terça-feira, 22 de agosto de 2017

Professores e coordenadores pedagógico participam de formação para aprimorar atendimento a estudantes cegos

Professores, coordenadores pedagógicos e estudantes da rede estadual, além de técnicos da Biblioteca Pública do Estado estão participando da I Jornada de Formação da Educação Inclusiva - A Cultura e a Pedagogia da pessoa com deficiência visual, a partir desta segunda (21) até sexta-feira (25), na Biblioteca Pública do Estado, nos Barris, em Salvador. A iniciativa é da Secretaria da Educação do Estado da Bahia, através do Centro de Apoio Pedagógico ao Deficiente Visual (CAP), e visa aprimorar a atuação destes profissionais no atendimento a estudantes cegos ou com baixa visão.

A formação do sistema Braille é o pontapé inicial da jornada, desenvolvida em parceria com a Biblioteca Pública e o Instituto Anísio Teixeira (IAT). O segundo momento do evento será realizado entre os dias 11 e 15/9, sobre “Orientação e Mobilidade para pessoas com Deficiência Visual”, com 20 horas/aula. A terceira capacitação será sobre “Atendimento Educacional Especializado do Aluno com Deficiência Visual”, com 120 horas/aula. A programação contempla, ainda, o Festival das Artes para pessoas com deficiência visual, que vai acontecer na Biblioteca Central, no dia 13/9, das 14h às 18h, quando os estudantes apresentarão as suas diversas habilidades artísticas e culturais, por meio de projetos estruturantes da Secretaria da Educação do Estado, a exemplo do Artes Visuais Estudantis (AVE).

Estudante do Colégio Estadual Duque de Caxias, Mateus Oliveira falou sobre a necessidade de difusão da Educação Inclusiva para que as pessoas com deficiência física ou mental sejam respeitadas e valorizadas. “Sou cego de nascença e, hoje, estou concluindo o Ensino Médio. Vejo que a questão da inclusão já melhorou muito, mas muito tem que melhorar ainda. Mas acredito que a inclusão, primeiramente, tem que começar dentro de nós. Se não nos sentirmos incluídos, não será a sociedade que irá nos incluir espontaneamente. E para começar a inclusão em nós, temos que dizer: eu sou eficiente. Deficiência todo mundo tem, seja cego ou não”, disse o representante do Colegiado do CAP.

Formação continuada - A coordenadora da Educação Inclusiva da Secretaria da Educação do Estado, Patrícia Braille, destacou a importância da jornada. “Este evento é muito importante porque resgata uma função essencial dos Centros de Apoio Pedagógico, que é a formação continuada, e que significa levar para a comunidade essas linguagens que a população acha que pertence só às pessoas com deficiência e, na verdade, se a sociedade como um todo se apropriar dessas linguagens, construiremos um processo inclusivo de verdade. Então, é fundamental que todos participem, tendo deficiência ou não, para que aprendamos a nos comunicar melhor”.

O diretor do Centro de Apoio Pedagógico ao Deficiente Visual, Rivelto Carvalho, afirmou que a jornada é um processo de consolidação do trabalho do CAP, que além do processo educacional e informativo, tem a questão da inclusão. “E isto passa pela perspectiva da formação dos professores e da sensibilização dos educadores da rede como um todo. Como o CAP tem a prerrogativa de ser também uma instituição formadora, a gente não quis abrir mão disso. O maravilhoso é que a Biblioteca Central abraçou a iniciativa com a solidez institucional que o órgão tem e o próprio Instituto Anísio Teixeira”, afirmou.

Também estiveram presentes, na abertura, a diretora da Biblioteca Central, Lívia Freitas, e representantes da Reitoria da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Fundação Pedro Calmon, entre outras instituições públicas.

Fotos: Claudia Lessa

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