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sábado, 9 de setembro de 2017

Talis Castro estreia Crise de Riso e reflete sobre os rumos do humor neste sábado (09)

O espetáculo é o primeiro solo do interprete e tem dramaturgia de Daniel Arcades


Qual foi a última vez que você deu uma boa risada? Do que você ri? Esses questionamentos estão em Crise de Riso, primeiro espetáculo solo de Talis Castro, que comemora 20 anos de encontro com o teatro em 2017. Com texto de Daniel Arcades, a peça estará em cartaz no Teatro do Sesi Rio Vermelho, de 09 a 24 de setembro (sábados e domingos), às 20h.

O solo conta a história de um comediante que faz terapia porque não consegue mais achar graça das próprias piadas e propõe uma reflexão sobre a narrativa ofensiva de algumas delas e os novos rumos do humor. “A peça também propõe uma reflexão sobre como podemos escolher uma comunicação não violenta, ampliar o lugar de escuta, abrir espaços para as transformações e deixar para trás velhos hábitos que sabemos que  não fazem mais sentindo dentro dos ideias de sociedade que queremos construir”, explica o ator. 
Considerado um ator versátil, e com um vínculo forte com a comédia, Talis Castro conta que desde 2012 pensa e pesquisa sobre o tema. A montagem, um misto de narrativa dramática e stand-up comedy, passou por várias etapas, mas só agora chega ao discurso que o ator e idealizador deseja. “Isso se deu pelo tempo que venho maturando o assunto e também com a chegada de Daniel Arcades, que organizou minhas ideias e pesquisas e as transformou em dramaturgia”, pontua.
O espetáculo, que é uma tragicomédia, propõe uma reflexão sobre a crise ideológica que estamos vivendo enquanto sociedade e defende que não devemos nos apegar a ideias como se elas não fossem mutáveis, como se nós não fossemos mutáveis. “Tudo está em transição, sempre. Precisamos fortalecer transformações significativas em nossa sociedade, garantindo direitos e visibilidade de uma forma diversa e abrangente. As diferenças vão sempre existir e elas não podem ser motivo para diminuir uma pessoa ou grupo. Nem 'de brincadeira' ", declara o ator.
O texto de Daniel Arcades leva as personagens colocadas em cena a variados níveis psicológicos. Para construção destas personas, o ator Talis Castro conta com a riquíssima preparação de Hilda Nascimento. “Tive um encontro com a Hilda Nascimento em Pólvora e Poesia, dirigido por Fernando Guerreiro, que entra em Crise de Riso com co-direção”.
“Ela tem um papel importantíssimo nesse processo. Vem me preparando na construção psicológica e corporal de cada personagem. O trabalho perpassa pelo corpo e pela abertura dessas palavras, intenções e reações. Ela tem um trabalho voltado para o autoconhecimento e me traz referências, pesquisas, novas interpretações para o texto”, especifica Talis Castro.
CRIA
O espetáculo, que não tem patrocínio de empresas privadas nem é financiado por edital, está com uma campanha numa plataforma de mobilização de recursos para projetos de impacto cultural e social, a Benfeitoria, no link https://benfeitoria.com/crisederiso. “Mesmo sendo um espetáculo solo, não se faz teatro sozinho”, explica o interprete.
Em contrapartida, através deste projeto de financiamento coletivo, Talis Castro realizará um intercâmbio com 60 jovens artistas do CRIA - Centro de referência Integral de adolescentes, ONG que oferece formações de arte educação para jovens de comunidades da periferia de Salvador.
O intercâmbio passará pela realização da Oficina "Novos Rumos do Humor", mais um dia de mediação cultural, em que os jovens farão uma imersão no processo de montagem da peça, ingressos para estes jovens assistirem Crise de Riso (incluindo o transporte e a alimentação dos mesmos). Além, é claro, de cobrir todos os custos de realização do espetáculo, incluindo o cachê dos artistas envolvidos.
Perfil
Em outubro deste ano, o ator completa 20 anos de encontro com o teatro. Nascido em Ribeira do Pombal, interior da Bahia, no início da adolescência foi morar na capital onde aos 11 anos começou a fazer aulas de teatro na escola onde estudava por causa da avó Beatriz, que sonhava em vê-lo na televisão. “Eu nem podia imaginar que este caminho me levaria a encontros com tanta gente e tantas linguagens. Além do teatro, o cinema, a web e, como minha Vó sonhava, a televisão”, conta aos risos.
Além de ator, é publicitário, produtor, DJ, comediante, designer, apresentador e diretor. “Gosto de pensar que sou um movimentador cultural por que me interessam todas as formas de expressão da arte. Hoje me considero um ator não só porque este é meu principal trabalho, mas também porque é na arte que pulsa o meu propósito. Conheço bem o poder transformador do teatro e meu maior desejo é poder compartilhar essa transformação. Assim surgiu o meu encontro com o CRIA”, descreve.


Foto: Divulgação

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