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terça-feira, 31 de outubro de 2017

Ipac anuncia mudança em casarões do Centro Histórico de Salvador

Até final deste ano, 20 casarões do Centro Histórico de Salvador (CHS) devem mudar de ocupações para atender contingenciamento de recursos púbicos e a política pública estadual em benefício da região. O Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), unidade da Secretaria de Cultura do Estado (Secult), é o órgão responsável por essas mudanças e dispõe de 60 casas no perímetro da localidade, tombado como Patrimônio do Brasil pelo governo federal, via Ministério da Cultural, e chancelado pela Unesco como Patrimônio da Humanidade.

“Esses imóveis serão ocupados por importantes projetos artísticos, culturais, sociais e de economia criativa para, de forma articulada, dinamizar ainda mais o CHS”, afirma o diretor geral do Ipac, João Carlos de Oliveira. Ele informa que o instituto também terá sua sede transferida para o antigo prédio dos Correios, na esquina da Rua Ordem 3ª e Praça do Cruzeiro, em frente à Igreja de São Francisco. 

“A antiga sede do Ipac será ocupada pelo ‘Casarão da Diversidade’, uma parceria da Secult com a Secretaria de Justiça Direitos Humanos do estado (SJDHDS) e a Universidade Federal da Bahia (Ufba), para o combate ao tráfico de pessoas, atendimento aos adolescentes e ao público LGBT”, diz João Carlos. O prédio do Ipac é do século 18, com cinco andares, tombado como Patrimônio Nacional, em 1941, e fica na esquina das ruas Saldanha da Gama e 28 de Setembro, próximo ao Viaduto da Sé.

Casarões Ipac
Foto: Geraldo Moniz

De acordo ainda com o dirigente,“a mudança da sede promove melhor uso de recursos públicos para a administrar os prédios, com economia de energia elétrica, abastecimento de água e diminuição de terceirizados para vigiar menos imóveis”. O Ipac mudará quatro diretorias, seis gerências, cinco coordenações, além de dezenas de setores. “Essas ações integram as metas comprometidas com a Secretaria da Fazenda do Estado para diminuir os custos e otimizar a administração do instituto”.

Outra mudança será no sobrado de três andares do Terreiro de Jesus, nº 1, que está vazio. Nesse imóvel, serão sediadas as Orkestras Rumpilezz e Rumpilezzinha, que passarão a ter espaço de alta visibilidade para trabalhos educativos, artísticos, ensaios e apresentações, movimentando mais a região. Já o Solar Ferrão, prédio de seis andares do século 18, localizado da Rua Gregório de Mattos, nº 45, passa a sediar a Diretoria de Museus (Dimus). Até o final de 2017, a Dimus/Ipac reabre cinco coleções de arte (sacro-europeia, africana, popular e instrumentos musicais) para visitação gratuita nesse imóvel.

Novos projetos

Mais projetos estão se instalando no Pelourinho, via Ipac, como a Associação Awá de Ações Afirmativas e a Organização Filhos do Mundo, no imóvel nº 8 da Rua João de Deus, Pelourinho. Eles trabalham com a produção e comercialização de cosméticos naturais a partir da Rede de Horto de Plantas Medicinais e Litúrgicas (RHOL). 

O projeto ganhou o Edital de Fomento à Empreendimentos de Matriz Africana da Secretaria do Trabalho (Setre). “Desenvolvemos a ação com 10 terreiros de candomblé distribuídos em cinco municípios da Região Metropolitana de Salvador, agora com sede no Pelourinho”, diz a vice-presidente da Awá, Suely Conceição. Saiba mais no site do Ipac.

Fonte: Ascom/Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac)

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