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terça-feira, 10 de outubro de 2017

Jovens que concluíram ensino médio profissional têm mais chances de conquistar o primeiro emprego


Dados de levantamento do Senai atentam para o fato de que os jovens brasileiros que já concluíram o ensino médio profissional têm mais chances de conquistar o primeiro emprego. Aproximadamente 79% dos entrevistados associam o ensino técnico a uma base sólida para o futuro profissional. É o caso de Josieli Rodrigues da Paixão, de 21 anos, moradora Governador Mangabeiras (BA). Recentemente, ela concluiu o curso técnico de alimentos e conquistou a tão da sonhada vaga no mercado.

“Entrei no curso técnico por necessidade. Fiz parte da primeira turma de alimentos do instituto e tive muita dificuldade para assimilar os conteúdos teóricos. Não foi fácil concluir o curso. Mas foi gratificante, pelo fato de que ao longo do curso, tomei gosto. Hoje, digo que amo o meu trabalho. Nunca imaginei que seria tão bom para mim, quando me matriculei. Na minha cidade, quem escolhe o setor de laticínios não fica desempregado. A indústria cresce a cada dia. Tenho mais três colegas que foram contratadas no mesmo período”, relata a profissional.

Para o coordenador-geral de Ensino Médio, do Ministério da Educação, Wisley Pereira, ter outras opções dentro das possibilidades do Ensino Médio, como o ensino técnico e profissional, é tentar também atender o projeto de vida dos estudantes. “Mas caberá ao sistema de educação produzir um ensino técnico e profissional já na matriz do próprio Ensino Médio”, pondera.

O deputado federal Daniel Almeida (PCdoB-BA) é favorável às mudanças no sistema educacional. O parlamentar acrescenta que a população deve ser consultada para que haja maior entendimento sobre as demandas da educação, como um todo. “Qualquer reforma da educação não pode prescindir de um debate amplo com a sociedade, com os discentes, docentes, técnicos e com o mundo político. Agora, o ensino técnico é sempre algo que deve fazer parte da formação e da educação.”

A pesquisa feita pelo Senai revela, ainda, que a maioria dos jovens no Nordeste, com idade entre 13 e 18 anos, é favorável à mudança, com uma substituição das matérias tradicionais pela educação técnica.

Geovane Nascimento, reitor do Instituto Federal da Bahia (IFBA), explica que os institutos têm papel significativo para o crescimento econômico da região.

“Na Bahia, há uma demanda nos setores da agropecuária, agroindústria, agricultura familiar e turismo, que os institutos tentam preencher por meio de parcerias com grandes empresas e também com o incentivo ao empreendedorismo, ao ampliar a oferta de profissionais qualificados para ter ou gerir o próprio negocio ou preparar para o mercado de trabalho. Estamos falando da criação de 70% das vagas das escolas públicas, criadas para estudantes que realmente precisam, por viverem em situação de vulnerabilidade social e econômica. O estado tem um potencial para criar mais dois institutos e o governo já tem um estudo sobre isso, principalmente na região rural. Há um vazio, principalmente no interior, que pretendemos preencher nos próximos anos.”

Atualmente, o estado da Bahia conta com 38 Centros Estaduais de Educação Profissional e 92 escolas de Ensino Médio, que também oferecem cursos de Educação Profissional e Tecnológica.


Por Marquezan Araújo e Karenina Moss

© Agência do Rádio Brasileiro LTDA

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