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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Talis Castro volta com Crise de Riso nos dias 14 e 15 de outubro

O espetáculo reflete sobre os limites do humor e tem dramaturgia de Daniel Arcades


Quando foi que você deu uma boa risada? Do que/quem é mesmo que se ri? Esses questionamentos estão em Crise de Riso, primeiro espetáculo solo de Talis Castro, que volta para duas únicas apresentações no Teatro do Sesi do Rio Vermelho, nos dias 14 e 15 de outubro, às 20h. Com texto de Daniel Arcades, a peça marca 20 anos de encontro do ator com o teatro.

O solo traz um comediante em crise e que decide fazer terapia. O motivo: não consegue mais achar graça das próprias piadas. O espetáculo propõe uma reflexão sobre os limites do humor e problematiza os rumos da comédia. Talis Castro, que também dirige o espetáculo, fala que o trabalho se baseia na construção narrativa ofensiva de algumas piadas. Em determinado momento, uma das personagens do solo fala: Você não me convida para a brincadeira, você me usa na brincadeira e não pede licença.

Com forte vínculo com a comédia, Talis conta que desde 2012 pensa e pesquisa sobre a temática. A montagem é um misto de narrativa dramática e stand-up comedy. “É um espetáculo que traz uma reflexão sobre a ética no humor. Mas, é bom falar que, não é um solo contra o stand-up comedy. Depois de muito tempo de amadurecimento do que desejava falar e com a chegada de Daniel Arcades, que organizou minhas ideias e pesquisas, que conseguimos criar a dramaturgia”, pontua Castro, que já participou do Prêmio Multishow de Humor.

O espetáculo, uma tragicomédia, propõe uma reflexão sobre a crise ideológica que estamos vivendo enquanto sociedade e defende que não devemos nos apegar a ideias como se elas não fossem mutáveis, como se nós não fossemos mutáveis. “As diferenças vão sempre existir e elas não podem ser motivo para diminuir uma pessoa ou grupo. Nem 'de brincadeira' ", declara o ator, que já foi indicado duas vezes como melhor ator no prêmio Braskem de Teatro, em 2010 e 2015.

O texto de Daniel Arcades traz personagens que durante muito tempo foram violentadas pelas “piadas” e “brincadeiras” dos comediantes. Para construção destas personas, o ator Talis Castro conta com a riquíssima preparação de Hilda Nascimento, que entra em Crise de Riso com co-direção.

“Ela teve um papel importantíssimo no processo de construção do espetáculo. O trabalho perpassa pelo corpo e interpretação das nuances do texto, pela abertura dessas palavras, intenções e reações. Ela tem um trabalho voltado para autoconhecimento e me traz referências, pesquisas, novas interpretações para o texto e questões teóricas”, especifica Talis Castro, ao acrescentar que a conheceu em Pólvora e Poesia, espetáculo dirigido por Fernando Guerreiro.

Perfil

Em outubro deste ano, o ator completa 20 anos de encontro com o teatro. Nascido em Ribeira do Pombal, interior da Bahia, no início da adolescência foi morar na capital onde aos 11 anos começou a fazer aulas de teatro na escola onde estudava por causa da avó Beatriz, que sonhava em vê-lo na televisão. “Eu nem podia imaginar que este caminho me levaria a encontros com tanta gente e tantas linguagens. Além do teatro, o cinema, a web e, como minha Vó sonhava, a televisão”, conta aos risos.

Além de ator, é publicitário, produtor, DJ, comediante, designer, apresentador e diretor. “Gosto de pensar que sou um movimentador cultural por que me interessam todas as formas de expressão da arte. Hoje me considero um ator não só porque este é meu principal trabalho, mas também porque é na arte que pulsa o meu propósito. Conheço bem o poder transformador do teatro e meu maior desejo é poder compartilhar essa transformação”, descreve.

Ele já foi indicado duas vezes ao prêmio Braskem de Teatro. Em 2010, como Revelação (ator) pelo espetáculo Pólvora e Poesia, com direção de Fernando Guerreiro, e, em 2015, na categoria melhor ator na versão brasileira da montagem espanhola E Por que John Cage?. Estão no seu currículo os espetáculos Gastando Amor (com texto e direção dele e Daniel Farias), Aventuras do Maluco Beleza (texto e direção de Edvard Passos), Abafabanda (da Cia Baiana de Patifaria), Coral – Uma Etno(cena)gráfia (texto e direção de Djalma Thürler) e fez parte do Clube dos H.I.E.N.A.S.

No audiovisual, o ator trabalhou nos seguintes filmes: [ID]entidade (2017), série dirigida pelo cineasta e jornalista Eduardo Oliveira; Depois da Chuva (2015), longa-metragem dos diretores Cláudio Marques e Marília Hughes; e o mais novo Fonte Nova (201¨6), do cineasta e documentarista soteropolitano Matheus Vianna.

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