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sábado, 11 de novembro de 2017

Centro Histórico de Salvador recebe Feira Agroecológica

Alimentar-se bem é um dos desafios contemporâneos para garantir a saúde e as feiras livres são grandes aliadas para quem deseja consumir alimentos saudáveis.  É com essa perspectiva que foi inaugurada nesta quinta-feira (9),  a Feira Agroecológica do Pelourinho, na Praça das Artes do Centro Histórico de Salvador.


A servidora pública, Ajuruena Vilas Boas, aproveitou a oportunidade e fez suas compras antes de ir ao trabalho: “A ideia é bem interessante, pois aqui no Centro Histórico a gente não encontra esses produtos. Aqui é possível adquirir alimentos orgânicos sem agrotóxicos. Acredito que a maioria das pessoas, assim como eu, que visam a questão da alimentação saudável é importante ter acesso a feiras desse tipo”. 

Mineira e morando em Salvador já há alguns anos,  a cantora Vilma Nascimento, saiu do bairro de Pernambués para conferir o evento.  “Meu marido me falou dessa programação, pois ele sabe que sou uma caçadora de feiras, acho que fui a primeira a chegar aqui”, contou empolgada. 

Segundo Vilma, é de fundamental importância saber a procedência do que se compra: “Prefiro mil vezes comprar em feira pois encontramos geralmente a pessoa que planta, colhe e vem vender seus produtos, gosto de comprar e valorizar o trabalho dessas pessoas. Hoje estou levando pra casa minha salada, achei um óleo corporal bastante cheiroso e uma boneca linda que vou dar de presente para minha sobrinha” 

Nkaanda  - A Feira Agroecológica do Pelourinho recebeu o nome Nkaanda, “palavra de origem Bantu que na língua Kimbundu significa família” conforme explicou Ana Placidino, coordenadora de etnodesenvolvimento Associação Nacional Cultural de Preservação do Patrimônio Bantu (Acbantu). Segundo ela, “durante a concepção dessa ação, nós que somos povos e comunidades tradicionais, agricultores familiares, fomos buscar uma palavra que sintetizasse nossa união para realizar essa feira e, com a ajuda dos professores envolvidos, chegamos a este nome”. 

Para o coordenador de Acesso ao Mercado da Superintendência de Agricultura Familiar (Suaf), unidade da Secretaria de Desenvolvimento Rural  (SDR), Ronaldo Silva, “as feiras agroecológicas são importantes, pois é por meio delas que o Governo do Estado, em articulação com a sociedade civil, consegue organizar a comercialização de produtos saudáveis da agricultura familiar, sem agrotóxico, diretamente do produtor para o consumidor. Dessa maneira é possivel contribuir com a geração de renda para associações e cooperativas, além de ajudar a garantir a segurança alimentar das pessoas que consomem os alimentos ofertados”, ressaltou. 

A feira será realizada sempre às quintas-feiras, das 9h às 16,  no Centro Histórico, com entrada gratuita e comercialização de produtos a exemplo de hortaliças, frutas, legumes, verduras, mudas de plantas, sequilhos, doces em compota, artesanato e outros. 

A iniciativa é da Sociedade Civil em parceria com Secretarias de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia (SDR), Cultura (Secult), Trabalho Emprego, Renda e Esporte (Setre), Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac) e as entidades:  Coletivo de Entidades Negras, Associação Nacional Cultural de Preservação do Patrimônio Bantu (Acbantu), Associação Sol Nascente, Awá Ações Afirmativas, Kitanda Bantu, Associação Etnodesenvolvimento Muzanzu Quilombo Pitanga de Palmares.


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