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sábado, 25 de novembro de 2017

Dia Nacional da Baiana de Acarajé

O Dia Nacional da Baiana de Acarajé é comemorado anualmente em 25 de novembro.

A data homenageia a importância histórica e cultural da figura da baiana do acarajé, nome dado às mulheres que se dedicam na produção e venda dessa iguaria típica da Bahia. A baiana é um dos ícones mais populares do Brasil.

As baianas de acarajé são consideradas, desde 2004, Patrimônio da Humanidade pelo Instituto do Patrimônio e Artístico Nacional (IPHAN). Além deste título, em 2012 as baianas ainda foram reconhecidas como Patrimônio Imaterial da Bahia e Patrimônio Cultural de Salvador. A Associação das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivo e Similares do Estado da Bahia (Abam) é a entidade que regula a profissão das quituteiras.

A profissão de baiana de acarajé foi oficializada com o decreto de lei municipal de Salvador nº 12.175/1998.

Normalmente, o Dia da Baiana de Acarajé é comemorado no centro histórico de Salvador, onde há a maior concentração das profissionais. Um grande desfile e feito pelas ruas e, no final, uma missa ou culto religioso dedicado às baianas.

Acarajé

O acarajé é uma iguaria típica da culinária afro-brasileira. Assemelha-se à um bolinho frito, feito com massa de feijão-fradinho, cebola, sal e frito em azeite de dendê. O acarajé pode ser recheado com vatapá, caruru, camarão seco ou pimenta.


Responsáveis por manter a tradição afrobrasileira através da vestimenta que faz referência aos orixás, e principalmente pela venda de deliciosos quitutes, as baianas de acarajé se dedicam a um ofício declarado patrimônio da humanidade, desde 2005, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O dia 25 de novembro foi escolhido para celebrar a importância econômica e cultural dessas profissionais. A data festiva coincide com o Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher e marca o início da Campanha Mundial 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher.

A população vê as baianas de acarajé como importante símbolo cultural e apoia atividades, que mesclam preservação da atividade das baianas com as campanhas pelo fim da violência de gênero. Para a dançarina norte-americana Nefertiti Altan, que vive em Salvador há três anos, a figura da baiana de acarajé representa a resistência e, ao mesmo tempo, a libertação cultural.

“Durante muito tempo, além do preconceito, da escravidão, do controle contra os escopos de mulheres negras, elas sustentam uma prática cultural que até hoje continua com muito orgulho e beleza. [É] uma forma de se conectar com o passado e também com o futuro. [...] Salvador sem elas não seria Salvador".

Há apenas um dia na capital baiana, a turista do Amapá, Thaíza Soares, passava pelo Pelourinho no momento em que aconteciam as homenagens. “Não tem como vir à Bahia e não tirar foto com as baianas. A impressão que a gente tem é que as baianas fazem parte da história do estado”.

Baianas de Acarajé

O Oficio da baiana é um saber tradicional enraizado no cotidiano contemporâneo. O comércio de rua, permitiu que mulheres escravas e libertas fossem além da prestação de serviços aos seus senhores, e estivessem também nos cantos da cidade comercializando para seu sustento e de suas famílias com os seus tabuleiros, tornando-se importantes para a constituição de laços comunitários, além de cumprimentos de suas obrigações religiosas nos terreiros de candomblé. O Oficio da baiana consiste na elaboração do acarajé como seu alimento principal. Feito de feijão fradinho e cebola, frito no formato de ‘bola’ no azeite de dendê é servido com pimenta, camarão, vatapá, salada e caruru.

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