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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Novembro Azul: Câncer de próstata é o que mais preocupa homens, mas não é a única doença urológica

Exames com urologista podem reduzir a mortalidade masculina, ainda alta em todo mundo. O tratamento rápido e correto pode evitar sequelas, como a disfunção erétil

Urologia não é apenas a atenção ao Câncer de Próstata. Erroneamente, associa-se que o homem adoece menos, o que não é verdade. O que existe é o medo em encontrar uma doença, tabu e desinformação. São diversos os tipos de doenças urológicas que podem acometer qualquer um, e sem aviso prévio. Na urologia, o que mais leva o homem a temer uma consulta é o imaginário sobre os exames de toque para averiguação do câncer de próstata. “O que vale para a saúde de qualquer homem é estabelecer uma programação, no mínimo anual, para um check-up. Isso significa que você está cuidando da sua saúde, e não procurando uma doença”, explica o urologista Marcelo Bendhack, presidente da Sociedade Latino-Americana de Urologia e Doutor em Uro-Oncologia pela Universidade de Düsseldorf (Alemanha).

A prevenção, o diagnóstico e o tratamento, quando for o caso, precisam ser enfrentados como realidade e probabilidade pelos homens. A incidência da doença é alta e, aproximadamente, 60% deles, entre 40 e 59 anos, podem sofrem com o aumento da próstata ou hiperplasia prostática benigna (alteração da próstata).

No Brasil, segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), a cada ano são descobertos 61.200 novos casos de câncer de próstata, com um total de 13.772 mortes/ano¹. Em termos globais, são mais de 1,1 milhão de novos casos/ano, com mais de 300 mil mortes². É o segundo tumor mais comum em homens (o primeiro é o câncer cutâneo não melanoma) e a terceira principal causa de morte, depois do câncer de pulmão e colorretal. “Muitos homens não buscam tratamento por medo de sequelas, como incontinência urinária e disfunção erétil. Mas quando diagnosticado e tratado em tempo hábil, os prognósticos são muito bons”, diz o urologista.

O câncer da próstata é assintomático e pode levar anos ou décadas para que apareçam os primeiros sintomas. Porém, quando a doença está em estágio avançado, as células prostáticas cancerosas podem crescer rapidamente e provocar dificuldade para urinar ou necessidade em urinar mais vezes durante o dia ou à noite, além de infecção generalizada e até insuficiência renal.

 A detecção pode ser feita em exames de rotina, com toque retal ou com o exame de antígeno prostático específico (dosagem no sangue), o PSA (Prostate Specific Antigen). Mesmo sem sintomas, a indicação é procurar um urologista a partir dos 40 anos de idade.

O tratamento para o câncer de próstata dependerá de alguns fatores, como o estadiamento (extensão) da doença, a idade do paciente, a expectativa de vida, outras doenças associadas, a probabilidade de cura, os efeitos colaterais e a manutenção de uma boa qualidade de vida. Entre as opções estão a cirurgia, a radioterapia, a hormonioterapia, a quimioterapia, as vacinas, as terapia alvo e, mais recentemente, o HIFU - High Intensity Focused Ultrassound (Ultrassom Focalizado de Alta Intensidade).

O HIFU é uma técnica minimamente invasiva (sem introdução de instrumentos, agulhas ou sementes radioativas) para o câncer primário e localizado em fase inicial,  de baixo e médio risco. Estudos internacionais³ atestam baixos índices de efeitos colaterais (transtornos urinários e disfunção erétil), em relação aos tratamentos convencionais, e de mortalidade e morbidade, mas com altos índices de sobrevida livre de metástases após 10 anos da realização com esse tratamento (98-100%).

 Outras doenças urológicas

Além do câncer de próstata, a atenção à saúde do homem implica ainda nos cuidados com as doenças do pênis, da bexiga e dos testículos, igualmente passíveis de câncer nestes órgãos. O urologista também precisa ser consultado quando o indivíduo tem dificuldade em urinar e em manter relações sexuais. Deve ser levado em conta ainda as doenças sexualmente transmissíveis (DST) e infecciosas do trato urogenital, como gonorreia, sífilis e HPV (papilomavírus humano).

 Nas infecções urinárias, o urologista irá avaliar o processo infeccioso, causado pelo crescimento de bactérias, como Escherichiae coli (Colibacilo), Klebsielae e os Proteus, que se multiplicam e inflamam o trato urinário inferior (bexiga, cistites, e uretra) ou superior ou alto (rins, pielonefrite). Para o tratamento das infecções urinárias são indicados antibióticos, dependendo da bactéria encontrada nos exames.

Um problema muito comum no trato urinário é a obstrução urológica, que pode afetar rins, bexiga, próstata e até o pênis. Quando ocorre na parte alta do trato urinário, geralmente está associada à pedra nos rins, que impede ou reduz a saída da urina, ou ainda pode ter como causa coágulos e tumores. Nas partes mais baixas do trato urinário (da bexiga até a ponta do pênis, próstata e uretra), o problema pode ser pedras nos rins, que conseguiram passar pela parte alta. E ainda doenças causadas por coágulos, tumores e crescimento benigno da próstata. Vale lembrar que no caso do Presidente Temer o problema apontado foi a doença benigna da próstata, que já havia sido tratada há 7 anos, mas que voltou a incomodá-lo novamente.

O tratamento da obstrução urológica pode ser medicamentoso ou cirúrgico, dependendo da gravidade de cada caso. O problema atinge aproximadamente 10% da população mundial e, em 50% dos casos, é reincidente. Afeta mais o sexo masculino, na proporção de três homens para cada mulher.

 Impotência Sexual

O grande vilão que ronda a cabeça de muitos homens – talvez até mais que o câncer -, é a disfunção erétil, que impede ou dificulta a ereção para o ato sexual. A impotência pode ter causas físicas, coexistente com doenças orgânicas, ou psicoemocional. A avaliação mais criteriosa prevê dosagens de sangue, inclusive hormonais. Às vezes, além das orientações do urologista, pode ser preciso o suporte de um psicólogo, psiquiatra ou psicanalista. O tratamento clínico se baseia em drogas por via oral, injetáveis no pênis e, em último caso, próteses penianas.


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