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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Solo As Balas Que Não Dei Ao Meu Filho em apresentação única no dia 09 de novembro

Espetáculo faz parte do projeto Natas em Solos que fica em cartaz no Teatro Sesc Senac Pelourinho
           
O Núcleo Afro-Brasileiro de Teatro de Alagoinhas – NATA volta a Salvador para apresentar o Natas em Solos – Seis Olhares Sobre o Mundo, ação com 06 solos. O primeiro espetáculo que o público poderá conferir é As Balas Que Não Dei Ao Meu Filho, com o ator Antônio Marcelo, no dia 09 de novembro, no Teatro Sesc Senac Pelourinho, às 20h. Com preço popular, o valor da entrada é R$ 20 (inteira) e R$ 10,00 (meia).

O Natas em Solos é um projeto artístico-investigativo-formativo que apresenta seis solos concebidos e realizados pelos intérpretes/criadores do NATA a partir das pesquisas cênicas individuais destes artistas. “Esta ação visa potencializar o interesse e as necessidades individuais de cada intérprete, enriquecendo-o e ampliando nossos horizontes artísticos criativos”, declara Fernanda Júlia Onisajé, coordenadora artística do grupo.

As apresentações dos solos fazem parte do OROAFROBUMERANGUE, projeto que conta com o apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura da Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, aprovado no Edital Setorial de Teatro da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb). A produção executiva é da Modupé Produtora, coordenada por Susan Kalik.

Solo
Com direção de Antônio Fábio e dramaturgia de Daniel Arcades, As Balas Que Não Dei ao Meu Filho traz um homem negro, pai, morador de periferia e policial. Ocorre uma ação policial no bairro onde vive e o filho adolescente desaparece. Este é o mote da dramaturgia deste espetáculo que se constrói através do tempo e do caráter épico.

O texto sai do caráter performático e da corporeidade e potência que é o corpo negro, comum nos trabalhos do NATA, para um solo com foco na interpretação prioritariamente realista. O conflito busca refletir sobre o genocídio da juventude negra nas periferias das grandes cidades e mostra ainda como o sistema racista coloca negros para assassinarem negros.

Daniel Arcades reforça que ao escrever o espetáculo pensou numa dramaturgia onde a complexidade do policial fosse discutida. “Em nenhum momento quero colocar o policial na posição de vítima, nem justificar uma chacina, mas complexificar o homem negro que está naquela situação, coloca-o no local de vítima e algoz da situação. Se esse jovem negro que é morto em chacinas, for parente de quem o assassina, o que acontece?”.

FICHA TÉCNICA
Direção
ANTONIO FÁBIO                     
Dramaturgia
DANIEL ARCADES                      
Direção musical
ÉCRISTIO RAISLAN                  
Assistente de Direção
KARLA KOIMBRA
Direção de movimento
EDEISE GOMES                      
Cenário
WESLEY SALVIANO                      
Iluminação
NANDO ZÂMBIA                      
Figurino
ANTÔNIO FÁBIO
Operação de luz
DOMINIQUE FAISLON                       
Operação de som
ÉCRISTO RAISLAN
Fotos de divulgação
ANDRÉA MAGNONI

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