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sábado, 2 de dezembro de 2017

Espetáculo ilheense Breu em cartaz dia 13 de dezembro pelo II FESTAC


Tudo é escuro. Rótulos limitantes. Quase tudo se turva. Sim, isto é a adolescência, aquela fase que todos passamos e é o tema central de Breu, espetáculo da Alquimia Coletivo Escola, do município de Ilhéus, que estará presente no II Festival Estudantil de Artes Cênicas no dia 13 de dezembro, Às 20h, no Teatro Martim Gonçalves.

A peça retrata o ponto de vista de cinco jovens que estão vivendo esse momento no agora, ou no passado. Corações partidos, incertezas. Sopros de euforia de uma festa que acabou. Breu é destinado ao “Tempo do Agora” para dialogar com a ponte misteriosa que liga a infância à adultez: adolescência.

A dramaturga e encenadora Amanda Maia explica que o espetáculo foi concebido e desejado para dialogar, atingir, acertar a percepção daqueles que vivem, viveram e viverão esse emaranhado excitante e cruel e inevitável. “Por isso mesmo resvala nas quebras de paredes e exalta os muros imaginários. O que tem de realismo, tem de fantástico, não como sujeito e predicativo, mas como dois substantivos cheios de genuinidade em seus significados”, realça.

Maia fala que essa peça foi urdida entre fortes doses de referências de Cultura Pop e ousa dizer que “todo teatro para juventude foi escrito depois da invenção do Moderno e só funciona na falta de linearidade dos aprendizados”. “Sua ação dramática se dá em três planos que se desenvolvem ainda com certa causalidade externa, mas coesos em sua inconstância interna”, expõe a encenadora.

Ela explica que a obra carrega a voz de quem a criou, seja nas entrelinhas seja nas portas abertas: seus alinhamentos políticos, filosóficos e operativos (e quem sabe metafísicos) estão explícitos. Acrescenta que “suas personagens não se plasmam em placidez nem aceitam dicotomias maniqueístas e rótulos vagabundos, o mundo sabe que ninguém é isso ou aquilo ou pode ser reduzido a classificações rasas que desconsiderem o infinito da existência para além dos gêneros e tribos urbanas”.

FESTAC
O Festival Estudantil de Artes Cênicas - FESTAC chega ao seu segundo ano querendo discutir como é criar, produzir e gerir montagens cênicas dentro das escolas secundaristas e universidades de Artes Cênicas baianas. Em 2017, o festival realizado numa parceria entre os coletivos teatrais COATO e COOXIA, e a Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (ETUFBA) ocorre entre os dias 08 e 17 de dezembro, em vários espaços culturais da cidade e ocupando ruas do centro soteropolitano.
Ao todo, serão apresentados 12 espetáculos da capital e do interior do Estado (Feira de Santana, Ilhéus, Jequié e Santo Antônio de Jesus); Mesa de Debate: Gerir Resistência, sobre sustentabilidade e manutenção de festivais universitários; e um Workshop de Crítica Cultural com profissionais da Revista Barril.

O II FESTAC tem o apoio financeiro do Calendário das Artes 2017, edital da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), Governo do Estado da Bahia; e do Programa de Extensão Universitária, da Universidade Federal da Bahia (PROEXT/Ufba).

Serviço
O quê: Breu - II FESTAC
Quando: 13 de dezembro, às 20h
Onde: Teatro Martim Gonçalves 
Entrada: R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia) 

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