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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Pandora Filmes lança, em 04 de janeiro, The Square - A Arte da Discórdia, vencedor da Palma de Ouro

Presidente do júri no último festival de Cannes, Pedro Almodóvar elogiou o longa da seguinte forma:
“Uma das grandes desgraças da atualidade é a ditadura do politicamente correto e The Square fala do tema contando como seus protagonistas vivem um inferno por isso”

Depois de “Whiplash - Em Busca da Perfeição” (2015), “Spotlight - Segredos Revelados” (2016) e “Eu, Daniel Blake” (2017), o próximo mês de janeiro já tem um candidato a “filme imperdível das férias”. O longa sueco “The Square- A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund, chega às telas em 04 pela Pandora Filmes, pronto para colocar o dedo em várias feridas contemporâneas, com o típico e constrangedor humor nórdico. O filme é o representante da Suécia na disputa a uma vaga no Oscar 2018 de Melhor Filme Estrangeiro e acaba de ser indicado ao Globo de Ouro na mesma categoria.

Sinopse - Grande vencedor da Palma de Ouro no último Festival de Cannes, o longa gira em torno de Christian, um respeitado curador de arte que tenta desesperadamente atrair mais visitantes ao Museu que dirige em Estocolmo. Quando seu celular é roubado, Christian perde o controle de sua vida, afetando todos a seu redor e provocando consequências inesperadas.

O que a crítica internacional já disse

“Nunca houve uma Palma de Ouro assim” (USA Today)

“Loucamente ousado” (Hollywood Reporter)

“Inteligente e de rolar de rir” (The New York Times Magazine)

“A obra engloba muitas ideias e o diretor é ambicioso ao fazer um filme sobre a cegueira do mundo ocidental, relevante nos dias de hoje.” Gregorio Belinchon (El Pais Brasil)

O diretor - Ruben Östlund nasceu em Styrsö, Suécia, em 1974. Estreou na direção de longas-metragens com “The Guitar Mongoloid” (2004). Seu curta “Incident by the Bank” (2009) venceu o Urso de Ouro no Festival de Berlim. Östlund também é diretor dos longas “Sem Querer” (2008), “Play” (2011) e “Força Maior” (2014), ganhador do Prêmio do Júri da seção Um Certo Olhar no Festival de Cannes.

“Assim como em ‘Força Maior’, ‘The Square – A Arte da Discórdia’ é um drama satírico. Eu queria fazer um filme elegante para provocar e entreter os espectadores. Tematicamente o filme se move entre tópicos como responsabilidade e confiança, ricos e pobres, poder e impotência, o aumento da crença no indivíduo e a diminuição da crença na sociedade, a desconfiança do estado, da mídia e da arte”, afirma Östlund.

O diretor explica que, em 2008, o primeiro condomínio fechado surgiu na Suécia, uma área residencial privada em que apenas os proprietários autorizados poderiam ter acesso, um exemplo extremo de como grupos sociais privilegiados se fecharam dos seus arredores. Para ele, esse fato é também um dos muitos sinais de sociedades cada vez mais individualistas. “Conforme a dívida pública cresce, os benefícios sociais diminuem e o fosso entre ricos e pobres alarga-se continuamente ao longo de três décadas. Mesmo na Suécia, outrora a sociedade mais igualitária do mundo, o aumento do desemprego e o medo de um declínio no status levou os indivíduos a desconfiarem um do outro e também da sociedade”, conclui.
Östlund lembra que durante a pesquisa que fez para o filme ‘Play’, no qual ele mostra como um grupo de crianças atacava e roubava outras crianças, ele viu repetidamente toda a incapacidade que temos de oferecer ajuda em espaços públicos. “Essa inibição do nosso comportamento de ajuda quando outras pessoas são vítimas, essa indiferença coletiva é conhecida pelos psicólogos como ´o efeito de espectador´ ou ´apatia do espectador´”, diz.

“Meu pai me contou que, aos seis anos de idade, seus pais o deixavam correr e brincar no centro de Estocolmo. Eles simplesmente colocavam uma etiqueta de endereço em volta do seu pescoço para o caso de ele se perder. Isso nos lembra de que naquela época, na década de 50, os adultos eram vistos como confiáveis membros de uma comunidade que poderiam ajudar uma criança se ela estivesse com problemas, enquanto o clima social de hoje não favorece o fortalecimento da confiança mútua, agora tendemos a ver os outros adultos como uma ameaça para os nossos filhos”, complementa.

Com esses pensamentos em mente, o consultor criativo Kalle Boman e Östlund desenvolveram a ideia de “The Square – A Arte da Discórdia”, um projeto de arte que trata da confiança na sociedade e da necessidade de reavaliação dos nossos valores sociais atuais.

Christian, o protagonista, tem muitos lados diferentes em si: ele é idealista em suas palavras e cínico em suas ações. Assim como o diretor, ele é um pai divorciado que trabalha no campo cultural e é comprometido com as questões existenciais e sociais levantadas pelo filme. “Christian é uma contradição ambulante, assim como muitos de nós somos. No fim do filme, devemos avaliar se ele aprendeu sua lição”, conta o diretor.

As filhas de Christian formam o núcleo emocional do filme e mostra, através de imagens concretas, a ideia de uma busca pela utopia. Na verdade, como cheerleaders, as meninas estão unidas em um esforço coletivo muito eficiente, onde cada um dos indivíduos que se apresentam juntos desempenham um papel igualmente importante. É também uma demonstração visual da importância de confiança quando uma menina de 10 anos mergulha em um salto confiando que os outros a pegarão. O foco e a alegria da cheerleader ilustram a melhor parte da sociedade americana, um efeito "jogadores de equipe" talvez resultante da desconfiança de todos os americanos pelo Estado.


THE SQUARE – A ARTE DA DISCÓRDIA
(The Square) Suécia, Alemanha, França, Dinamarca / 2017, cor, 142 min., comédia, idiomas: sueco e inglês (legendado), janela: 1.85 : 1 / Direção: Ruben Östlund / Roteiro: Ruben Östlund  / Elenco: Claes Bang, Elisabeth Moss, Dominic West, Terry Notary, Christopher Læssø, Marina Schiptjenko, Elijandro Edouard, Daniel Hallberg, Martin Sööder e Sofie Hamilton / Produção: Philippe Bober e Erik Hemmendorff / Empresas produtoras: Plattform Produktion, Arte France Cinéma, Coproduction Office, Det Danske Filminstitut, Essential Filmproduktion GmbH, Film i Väst, Minorordningen, Nordisk Film- & TV-Fond, Sveriges Television (SVT), Swedish Film Institute, Yle to 1 Finland e ZDF/Arte


O elenco:

Claes Bang é um ator dinamarquês mais conhecido pelo público internacional por seu papel em “Além do Desejo” (2006), de Pernille Fischer Christensen,  vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim. Nascido em 1967, ele foi graduado em 1996 pela National Theatre School of Copenhagen, estreando no palco no mesmo ano. Em 1997, ele recebeu elogios da crítica por seu papel de Pelleas, em "Pelléas e Mélisande", adaptação da clássica ópera de Claude Debussy. Ele estreou no cinema em 1998 e desde então foi visto em diversos filmes e séries de TV populares em seu país. 

Elisabeth Moss atualmente está presente na aclamada série “O Conto de Aia”, pela qual recentemente ganhou um prêmio Emmy, porém ela já havia ganhado um Globo de Ouro em 2014 pela sua grande atuação na série “Top of the Lake”. Entre os seus trabalhos feitos para o cinema destacam-se "Garota, Interrompida" (1999), de James Mangold; "O Pior Trabalho do Mundo" (2010), de Nicholas Stoller; "Querido Companheiro" (2012), de Lawrence Kasdan; "Na Estrada" (2012), de Walter Salles; "Conspiração e Poder" (2015), de James Vanderbilt; "No Topo do Poder" (2015), de Ben Wheatley; e "Punhos de Sangue" (2016), de Philippe Falardeau. 

Dominic West combinou com sucesso uma carreira no Reino Unido e ao mesmo tempo nos EUA. Alternando papéis no cinema e na televisão americana, ele também esteve presente nos palcos de Londres. No cinema, ele trabalhou em diversos filmes conhecidos internacionalmente como "Os Amores de Picasso" (1996), de James Ivory; "Sonho de Uma Noite de Verão" (1999), Michael Hoffman; "Star Wars: Episódio I - A Ameaça Fantasma" (1999), de George Lucas; "Chicago" (2002); "O Sorriso de Mona Lisa" (2003); "300" (2006), de Zack Snyder; "Hannibal - A Origem do Mal" (2007), de Peter Webber; "John Carter: Entre Dois Mundos" (2012), de Andrew Stanton; "O Mestre dos Gênios" (2016), de Michael Grandage; "Jogo do Dinheiro" (2016), de Jodie Foster; e "Tomb Raider: A Origem" (2018), de Roar Uthaug.

Terry Notary é um ator americano muito procurado como preparador de dublê, coreógrafo e treinador de movimentos. Desde suas primeiras performances como integrante do Cirque du Soleil, ele se especializou em representar numerosas criaturas e animais, um talento muito aproveitado na televisão e no cinema, como ocorreu nos filmes "Planeta dos Macacos: A Origem" (2011), de Rupert Wyatt; "Planeta dos Macacos: O Confronto" (2014) e "Planeta dos Macacos: A Guerra" (2017), ambos de de Matt Reeves.



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