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domingo, 7 de junho de 2026

Seagri homenageia produtores e lideranças da agropecuária baiana

 

Seagri homenageia produtores e lideranças da agropecuária baiana no primeiro dia da Bahia Farm Show


No primeiro dia da 20ª Bahia Farm Show, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) vai homenagear agricultores, produtores rurais e lideranças do setor agropecuário do Oeste baiano com a Medalha de Mérito Joaquim Ignácio Costa Filho. A cerimônia acontece na abertura do Seminário Bahia Agro Sustentável 2026, nesta segunda-feira (8), às 15h30, no auditório da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).


Para o titular da Seagri, Vivaldo Góis, a iniciativa é um reconhecimento a todos os que contribuíram para que o Oeste da Bahia se transformasse em uma potência do agro no país. A região hoje é uma das maiores produtoras de soja e algodão do Brasil, e vem despontando também na fruticultura e pecuária.


"A medalha é uma forma de reconhecer esses entes que realizaram estudos, investimentos, introdução de novas tecnologias e, principalmente, acreditaram na potencialidade da região. Hoje, o Oeste tem uma nova configuração, com alta capacidade de produção, de serviços e de geração de emprego e renda", pontua Góis.


Homenagem - A honraria foi instituída pela Seagri através do Decreto Estadual nº 11.112, de 27 de junho de 2008, e valoriza servidores, cidadãos e entidades que prestaram serviços relevantes à agropecuária baiana. A medalha leva o nome de Joaquim Ignácio Tosta Filho (1860–1936), agrônomo e político baiano, fundador da Sociedade Agrícola da Bahia, em 1902, e do Instituto de Cacau da Bahia, primeira instituição brasileira de apoio à cacauicultura.


Meio ambiente - O Seminário Bahia Agrosustentável 2026 será realizado pela Seagri, Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), em alusão à Semana do Meio Ambiente. A mesa de abertura será composta por representantes da Seagri, Sema, Aiba, Abapa e Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), e contará com os painéis "O Futuro Sustentável do Oeste Baiano", com o diretor geral do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do estado (Inema), Eduardo Topázio, e "Inovação e Crédito de Carbono", com o gerente de Sustentabilidade da Aiba, Enéas Porto.


Bahia Farm Show - Com o tema "Somos Um Só", a Bahia Farm Show 2026 acontece entre os dias 8 de 13 de junho, no município de Luis Eduardo Magalhães, tendo como foco este ano o reforço à integração entre tecnologia, sustentabilidade e desenvolvimento. Entre as novidades estão soluções de mobilidade elétrica, monitoramento por inteligência artificial e conectividade por fibra óptica em todo o parque de exposições.


Organizada pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) com apoio do Governo do Estado, a feira reúne os principais atores do agronegócio nacional e apresenta inovações voltadas às cadeias produtivas da soja, algodão, milho, café, pecuária e agroenergia. O evento será realizado em uma área de 380 mil metros quadrados, reunindo mais de 500 expositores e expectativa de movimentar cerca de R$ 180 milhões na economia regional.

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sábado, 25 de abril de 2026

Milho deve impulsionar nova safra recorde de grãos na Bahia





 Milho deve impulsionar nova safra recorde de grãos na Bahia em 2026


Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Internacional do Milho reforça a importância estratégica do grão para o agronegócio baiano. Em 2026, a cultura deve ser um dos principais motores para que a Bahia alcance novamente uma safra recorde e mantenha a sétima posição no ranking nacional de produção de grãos.


De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente ao mês de março, a primeira safra de milho no estado está estimada em 2,088 milhões de toneladas. O volume representa um crescimento de 8,1% em relação a 2025, o equivalente a 156 mil toneladas a mais — o maior avanço absoluto entre as culturas agrícolas baianas no período, segundo o levantamento.


“O milho tem papel fundamental no desempenho recorde da produção de grãos da Bahia, fortalecendo a economia do campo e diversas cadeias produtivas. Esse resultado reflete o esforço dos produtores e o trabalho da Seagri em apoiar o setor com políticas públicas, incentivo à inovação, assistência técnica e ações que ampliam a competitividade da agricultura baiana”, destacou o secretário estadual da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), Vivaldo Gois.


Ao considerar também a segunda safra, a produção total de milho deve alcançar 2,74 milhões de toneladas em 2026, alta de 18,2% na comparação anual, segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária da Bahia, da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). A área plantada também avançou 5%, chegando a 630 mil hectares, com produtividade estimada em 4 mil quilos por hectare.


As regiões Oeste e Nordeste concentram os principais municípios produtores do grão no estado. Em 2024, Correntina liderou o ranking, com 40 mil toneladas, seguida por São Desidério, com 35,2 mil toneladas; Jeremoabo, com 34,3 mil toneladas; Adustina, com 31,7 mil toneladas; e Paripiranga, com 28,5 mil toneladas.


No mercado internacional, o milho baiano também apresentou desempenho positivo. No primeiro trimestre de 2026, as exportações somaram US$ 378,1 mil, com 1,735 milhão de toneladas destinadas principalmente à China e a países do Oriente Médio, conforme dados do sistema Agrostat, vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

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domingo, 22 de março de 2026

Dia da Agricultura: Bahia avança com produção recorde



 Dia da Agricultura: Bahia avança com produção recorde e aposta em modelo sustentável para 2026


Celebrado como uma das bases do desenvolvimento econômico e social do país, o Dia da Agricultura destaca, na Bahia, um cenário de crescimento, inovação e sustentabilidade no campo. O estado tem se consolidado como uma das principais potências agrícolas do Brasil, com resultados expressivos e perspectivas ainda mais positivas para os próximos anos.


Após registrar recordes históricos na produção de grãos, como soja e algodão, além de ocupar posições de liderança nacional e regional na produção de itens como guaraná e laranja, a agricultura baiana segue em trajetória de expansão. De acordo com projeções do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do IBGE, o setor deve manter o ritmo de crescimento em 2026.


Entre os destaques, o café arábica apresenta a projeção mais expressiva, com expectativa de crescimento superior a 40%. Já o feijão da primeira safra deve registrar alta de 23,5%, reforçando a importância das culturas tradicionais e o equilíbrio da produção agrícola no estado. O algodão também mantém desempenho positivo, com previsão de avanço de 6,5%, consolidando a Bahia como o segundo maior produtor nacional, responsável por mais de 20% da produção brasileira.


Para o secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura, Pablo Barrozo, os resultados refletem a modernização do setor e o compromisso com práticas sustentáveis. “A Bahia tem avançado com uma agricultura cada vez mais moderna e sustentável. Com a adoção de novas práticas agrícolas e a implementação do Plano ABC+ Bahia, estamos promovendo produtividade aliada à preservação ambiental, impulsionando o crescimento do setor e fortalecendo o desenvolvimento no campo”, afirma.


Sustentabilidade como eixo estratégico


Um dos principais pilares desse avanço é o Plano ABC+ Bahia, iniciativa estratégica do Governo do Estado, coordenada pela Secretaria de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) em articulação com instituições públicas e privadas. O programa integra os esforços para enfrentar os desafios das mudanças climáticas no setor agropecuário.


A proposta é promover uma agricultura de baixo carbono, mais resiliente e sustentável, por meio da adoção de tecnologias inovadoras e práticas produtivas que conciliem o aumento da produtividade com a redução das emissões de gases de efeito estufa. O plano também incentiva a recuperação de áreas degradadas, o uso eficiente dos recursos naturais e a adaptação às novas condições climáticas.


Força no campo e desenvolvimento regional


O desempenho da agricultura baiana evidência não apenas ganhos produtivos, mas também impactos diretos na geração de emprego, renda e desenvolvimento regional. Regiões que antes eram vistas como desafiadoras vêm se destacando com investimentos em tecnologia, manejo e diversificação de culturas.


Neste Dia da Agricultura, a Bahia reafirma seu protagonismo no cenário nacional, aliando produtividade, inovação e sustentabilidade como caminhos para um futuro cada vez mais promissor no campo.

 


Fonte: Ascom/Seagri


Foto: Divulgação/Ascom Seagri


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quinta-feira, 19 de março de 2026

Regras para o chocolate e deve ampliar a demanda por cacau


 

Projeto aprovado na Câmara define regras para o chocolate e deve ampliar a demanda por cacau

 

A aprovação, pela Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei nº 1.769/2019 foi recebida como uma conquista histórica para a cadeia produtiva do cacau e para a agricultura familiar baiana. A proposta, relatada pelo deputado federal Daniel Almeida, estabelece critérios legais para definir o que pode ser comercializado como chocolate no país, determinando percentuais mínimos de cacau e seus derivados na composição dos produtos.


Para o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Jeandro Ribeiro, a medida representa um avanço direto para agricultores e agricultoras que vivem da produção cacaueira. “Agora podemos afirmar que há uma legislação em tramitação que vai definir o que é chocolate no Brasil. Isso significa aumento da demanda por massa de cacau, maior valorização do produto e pagamento mais justo para quem produz”, destacou.


Segundo ele, a aprovação é resultado de uma ampla articulação política que envolveu os governos federal e estadual, parlamentares baianos, representantes dos governos da Bahia e do Pará, além de entidades do setor cacaueiro e produtores rurais.


O texto aprovado determina que os fabricantes informem, de forma visível na parte frontal das embalagens, o percentual de cacau presente no produto, ocupando pelo menos 15% da área principal. Também fixa parâmetros mínimos para a composição dos produtos comercializados como chocolate.


Para o chocolate tradicional, será exigido no mínimo 35% de sólidos totais de cacau, sendo pelo menos 18% de manteiga de cacau e 14% de sólidos isentos de gordura. No caso do chocolate ao leite, a exigência será de pelo menos 25% de sólidos totais de cacau e 14% de sólidos de leite ou derivados. Já o cacau em pó deverá conter, no mínimo, 10% de manteiga de cacau em relação à matéria seca.


A regulamentação corrige distorções históricas do mercado, em que produtos com baixo teor de cacau eram comercializados como chocolate, prejudicando consumidores e desvalorizando a produção nacional.

Para a agricultura familiar, a expectativa é de impacto positivo na renda, já que a obrigatoriedade de maior uso de massa de cacau tende a ampliar a demanda pela matéria-prima produzida no campo, especialmente em estados como a Bahia, referência histórica na produção cacaueira.


Após a aprovação na Câmara, o projeto segue para análise no Senado Federal. A expectativa do setor é de que a matéria seja aprovada ainda neste semestre, consolidando uma legislação considerada estratégica para o fortalecimento da lavoura cacaueira brasileira.

 

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Bahia segue entre os dez maiores produtores brasileiros de grãos



 Bahia segue entre os dez maiores produtores brasileiros de grãos em 2026


No Dia do Agronegócio, celebrado nesta quarta-feira (25), a Bahia segue como um dos principais produtores agrícolas do Brasil, confirmando a sétima posição da produção nacional de grãos, de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) referente ao mês de janeiro, divulgado pelo IBGE. A maior variação foi apresentada pelo feijão (1ª safra), com 116,9 mil toneladas produzidas no estado, um aumento de 35,3% em comparação ao mesmo período do ano passado.


De acordo com o secretário estadual da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), Pablo Barrozo, os números demonstram o trabalho realizado no campo baiano ao longo dos anos, impulsionado por políticas públicas do Governo do Estado como o Plano ABC+ Bahia, infraestrutura e defesa sanitária, dentre outras ações. "Seguimos firmes no estímulo à adoção de novas tecnologias, no enfrentamento aos efeitos do clima, no controle sanitário e no apoio ao pequeno e médio produtor, para que a Bahia demonstre ainda mais a sua força agrícola nos cenários nacional e internacional", afirma.


O milho tem previsão de crescimento de 8,1% na 1ª safra, chegando a 2,088 milhões de toneladas - 156 mil a mais em comparação a 2025. O cacau também entra em destaque, com aumento de 6.297 toneladas ou 5,3%. A Bahia deve seguir ainda como o 2º maior produtor de algodão do Brasil, sendo responsável por 16,8% da produção nacional.


O levantamento também confirma que, considerando todos os produtos agrícolas investigados na Bahia no mês de janeiro, 15 das 26 safras devem ser maiores em 2026 do que em 2025. Além do feijão, do milho e do cacau, a lista engloba café arábica, uva, mamona, laranja, batata inglesa (três safras), tomate, trigo, fumo, castanha de caju e amendoim.


Frutas despontam nas exportações


O setor de frutas e preparações foi um dos destaques nas exportações baianas neste mês de janeiro, com vendas de US$ 11,9 milhões, 35% acima do mesmo mês de 2025. A análise dos dados, realizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), a partir da base de dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), indica que o desempenho foi beneficiado pelo aumento dos embarques em 27,3%, gerado pela sazonalidade e consequente aumento dos preços, além da normalização tarifária aos EUA.


Foto: Ascom/Seagri


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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Cacau, sisal, dendê e citrus abrem o calendário 2026


 

Câmaras Setoriais em debate: cacau, sisal, dendê e citrus abrem o calendário 2026. 



Cacau, sisal, dendê e citrus abrem o calendário de 2026 das Câmaras Setoriais, realizado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (SEAGRI), com reuniões programadas para a última semana de fevereiro. O ciclo de reuniões começa na terça-feira (24), com a cadeia do cacau, e segue por toda a semana: sisal na quarta (25), dendê na quinta (26) e citrus na sexta (27). Todas acontecem no mesmo horário (9h às 12h), em formato virtual.


Os encontros vão definir as estratégias de fortalecimento dessas cadeias produtivas ao longo do ano, reunindo poder público, produtores rurais, entidades e sociedade civil em torno de pautas como controle de pragas, novas tecnologias e valorização dos produtos nos mercados nacional e internacional.


O secretário Pablo Barrozo destaca que o fortalecimento das Câmaras é resultado de um termo de cooperação firmado com a Fundação Luís Eduardo Magalhães (FLEM), para a revitalização e implantação de até 22 Câmaras Setoriais no estado.


"Com esses espaços públicos, esperamos fortalecer cada uma dessas cadeias produtivas ao longo de 2026", afirmou.


Coordenadas pela Seagri, as Câmaras Setoriais funcionam como fóruns permanentes com o objetivo de harmonizar os diferentes agentes que compõem cada cadeia produtiva, desde produtores rurais até representantes do governo estadual e entidades setoriais.

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domingo, 2 de novembro de 2025

O futuro da produção de ovos

 


O futuro da produção de ovos: como a tecnologia de sexagem pode transformar a cadeia produtiva


Tecnologia que identifica o sexo do embrião dentro do ovo promete alterar processos produtivos, influenciar o comportamento de compra e reduzir impactos ambientais na produção de ovos.


A tecnologia de sexagem in-ovo permite identificar o sexo do embrião dentro do ovo durante o período de incubação, antes da eclosão. O objetivo é evitar o abate de pintinhos machos recém-nascidos, prática comum na produção de ovos voltada para postura, onde os machos não têm uso econômico.



No Brasil, a Innovate Animal Ag realizou uma pesquisa com 1.553 consumidores responsáveis pela maior parte das compras domésticas, entre 20 e 30 de dezembro de 2024. Os resultados indicaram que 79% dos entrevistados manifestaram interesse em adquirir ovos produzidos com essa tecnologia. Além disso, 76% se mostraram dispostos a pagar um valor adicional médio de R$ 3,87 por dúzia. Antes da pesquisa, 86% dos consumidores desconheciam a tecnologia, e 72% acreditam que a indústria deveria adotá-la para substituir o abate de pintinhos machos.




A aplicação da sexagem in-ovo já está presente em países da União Europeia, onde cerca de 28% das galinhas poedeiras são provenientes de lotes sexados in-ovo. Nos Estados Unidos, a expectativa é que a adoção da técnica cresça nos próximos anos, especialmente em nichos de mercado preocupados com o bem-estar animal. 




No Brasil, empresas do setor de avicultura, como a Raiar, já utilizam a tecnologia em suas operações. Além disso, iniciativas regulatórias buscam proibir o abate e descarte de pintinhos machos recém-eclodidos, o que pode acelerar a adoção da tecnologia.




Impactos para produtores:


A implementação da sexagem in-ovo altera processos produtivos ao exigir investimentos em equipamentos específicos e treinamento para garantir rapidez e precisão na identificação do sexo dos embriões. Embora haja aumento nos custos operacionais, a tecnologia pode reduzir perdas associadas ao abate de pintinhos machos, além de possibilitar o atendimento a mercados que demandam práticas mais sustentáveis e éticas. O ajuste na cadeia produtiva pode representar uma mudança estrutural nos sistemas de incubação e produção.




Impactos para consumidores:


Os consumidores demonstram crescente interesse em produtos que promovem o bem-estar animal, manifestando disposição para pagar um valor adicional pelos ovos sexados in-ovo. A tecnologia pode oferecer maior transparência sobre a origem dos alimentos, alinhando-se a tendências de consumo consciente. No entanto, o aumento no preço dos ovos pode influenciar decisões de compra, sendo necessário equilibrar custo e aceitação do mercado.




Impactos para o meio ambiente:


Ao evitar o abate e descarte de pintinhos machos, a sexagem in-ovo contribui para a redução do desperdício e dos impactos ambientais associados à produção animal. A técnica pode diminuir o uso de recursos naturais relacionados à criação desnecessária de pintinhos machos, alinhando a produção de ovos a práticas com menor pegada ambiental. Além disso, o método pode colaborar com políticas e legislações ambientais que buscam minimizar impactos negativos da agropecuária.




A expectativa é que, com o avanço da tecnologia e o aumento da aceitação pelo mercado, a sexagem in-ovo se torne prática comum na produção de ovos, promovendo mudanças na cadeia produtiva e atendendo a demandas sociais, econômicas e ambientais.

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quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Novo edital para agricultores e agricultoras familiares



Novo edital para agricultores e agricultoras familiares de 50 municípios baianos.


O Governo do Estado autorizou, nesta segunda-feira (27/10), a elaboração e publicação de um edital voltado à qualificação profissional de agricultores e agricultoras familiares vinculados a sindicatos de trabalhadores rurais em 50 municípios baianos. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a geração de renda e será executada por meio de parceria entre a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), e a Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre).



O anúncio foi feito durante o Encontro Estadual da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado da Bahia (Fetag-BA), que segue até esta terça-feira (28/10), no Centro de Convenções de Feira de Santana.



Com o tema “Sindicalismo Forte, Campo Vivo e Brasil Soberano”, o evento reúne representantes de mais de 400 sindicatos de trabalhadores rurais filiados à Fetag-BA, com o objetivo de fazer um balanço das ações do setor e debater pautas estratégicas para o fortalecimento da agricultura familiar em todo o estado.



Jeandro Ribeiro, diretor-presidente da CAR, apresentou as ações da empresa durante o painel Cooperativismo e Agroindústrias da Agricultura Familiar e destacou que o órgão vem executando políticas públicas estratégicas voltadas ao fortalecimento do desenvolvimento rural na Bahia. Ele ressaltou que as iniciativas são desenvolvidas em parceria com diferentes instâncias do governo e abrangem áreas como regularização fundiária, assistência técnica e extensão rural (Ater), agregação de valor à produção, agroindustrialização e comercialização de produtos.


De acordo com Jeandro, as ações têm como objetivo garantir sustentabilidade e melhores condições de vida para quem vive no campo. “O Governo do Estado tem o compromisso de seguir promovendo o desenvolvimento e gerando oportunidades, a exemplo do novo edital anunciado durante o Encontro Estadual, que beneficiará agricultores e agricultoras familiares vinculados a sindicatos rurais”, afirmou.


O presidente da Fetag-BA, José Luiz Oliveira, destacou que o encontro representa um importante espaço de debate e construção conjunta entre a Federação e o Governo do Estado, por meio da CAR. Segundo ele, o evento reúne dirigentes sindicais de toda a Bahia, que apresentam uma amostra de seus produtos e discutem propostas elaboradas em parceria com a Companhia. José Luiz ressaltou ainda que a CAR tem sido uma aliada essencial no fortalecimento da agricultura familiar e do sindicalismo rural no estado.



As políticas públicas voltadas à agricultura familiar também têm um olhar especial para mulheres e jovens, como destacou Renilda Santos, agricultora familiar, vereadora do município de Água Fria e secretária de Mulheres da Fetag-BA. Para ela, os investimentos destinados à agricultura familiar, especialmente para as mulheres, são fundamentais. “Temos muitas mulheres chefes de família que também ocupam cargos em sindicatos, associações e parlamentos. Quando há políticas voltadas para as mulheres, garante-se sua permanência no campo e sua sobrevivência. Essas ações fortalecem a produção de alimentos limpos e de qualidade, essenciais para o sustento da população brasileira”, afirmou.


Durante o encontro, também estão sendo debatidos temas como os desafios da sucessão rural, o papel da juventude, das mulheres e das pessoas idosas no movimento sindical, além da sustentabilidade político-financeira e da elaboração de propostas para fortalecer o Movimento Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR).


Fotos: Marta Medeiros


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segunda-feira, 18 de agosto de 2025

Cooperativa de Maragogipe amplia produção com novos itens

 

Cooperativa de Maragogipe amplia
produção com novos itens minimamente processados


A Associação Comunitária do Brinco (Abrinco), localizada em Maragogipe, dá mais um passo importante para gerar renda e promover a autonomia de agricultores e agricultoras familiares. Reconhecida pela produção de derivados de mandioca, a associação agora amplia sua atuação e passa a oferecer novos itens minimamente processados, como abóbora, jaca desbagada e inhame cortados e embalados a vácuo.


O presidente da Associação, Antônio José da Cruz, conhecido como Zé do Brinco, explica que a diversificação é fruto de inovação e atenção às demandas do mercado. “A ideia dos minimamente processados surgiu da nossa busca por formas mais eficientes de conservar os produtos, garantindo frescor, sabor e qualidade por mais tempo. Para a comercialização, estamos otimistas, pois esses itens foram pensados para atender às necessidades e preferências dos nossos clientes”, afirma.



No total, 74 famílias agricultoras são beneficiadas com a produção da Abrinco, já consolidada nos mercados baianos com produtos como aipim descascado e embalado a vácuo, aipim palito congelado, goma de tapioca, massa de carimã e aipim, tapioca granulada e farinha de mandioca.


Segundo Zé do Brinco, as novidades fortalecem a imagem da associação e garante estabilidade para os cooperados. “Esses novos produtos vão gerar mais oportunidades de venda e ampliar o alcance do nosso trabalho, o que significa mais renda e incentivo para continuarmos no campo”, destaca.



A Associação Abrinco vem recebendo apoio do Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), com a entrega de equipamentos. Neste ano, foi contemplada pelo novo projeto da CAR, Bahia que Produz e Alimenta, que prevê investimentos para a contratação de um profissional voltado a apoiar a gestão e a produção na agroindústria.




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terça-feira, 3 de junho de 2025

Seagri oferece serviço de cotações agrícolas nas redes sociais


 Do campo para a tela: Seagri oferece serviço de cotações agrícolas nas redes sociais


Acompanhar os preços dos principais produtos agrícolas da Bahia ficou ainda mais simples e acessível. A partir desta sexta-feira (30), a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri) passa a disponibilizar, em seu perfil oficial no Instagram (@seagri), o serviço de cotações agrícolas. A publicação será feita semanalmente, sempre às sextas-feiras, trazendo um resumo com os principais destaques e variações de preços da semana, em um formato mais visual, dinâmico e de fácil compreensão.


Além das postagens nas redes sociais, as cotações seguem sendo atualizadas diariamente no site oficial da Seagri (www.seagri.ba.gov.br), o que permite o acompanhamento em tempo real, inclusive por dispositivos móveis. Essa iniciativa visa facilitar o acesso à informação e apoiar produtores rurais, comerciantes e demais interessados na tomada de decisões mais seguras e estratégicas.


As cotações abrangem os valores de referência praticados no mercado agropecuário, tanto em âmbito estadual quanto nacional, para uma variedade de produtos, com destaque para soja, milho, arroz, feijão, café, boi gordo, cacau, entre outros. Os preços são apresentados conforme a unidade de comercialização (saca, litro, arroba, tonelada), acompanhados da praça ou local de referência e das respectivas variações em relação aos períodos anteriores, possibilitando uma análise clara das tendências de mercado.


Com essa nova ferramenta, a Seagri reafirma seu compromisso com a transparência, o fortalecimento do setor agrícola e o apoio ao desenvolvimento do campo baiano.


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sexta-feira, 30 de maio de 2025

Do campo à xícara: o que diferencia o café especial do café tradicional?



Com processos mais cuidadosos e foco na experiência sensorial, o café especial ganha espaço no mercado interno e impulsiona uma nova fase da cafeicultura brasileira


 


CURITIBA, 22/05/2025 – O café nunca esteve tão em alta. O consumo do grão no Brasil cresceu 1,11% em 2024, conforme dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), totalizando 21,92 milhões de sacas. Enquanto o café tradicional domina as prateleiras dos supermercados, os cafés especiais ganham espaço em cafeterias, empórios e até no varejo online. Mas o que realmente diferencia esses dois tipos de grão?


 



A principal distinção está na qualidade do grão. O café especial precisa, obrigatoriamente, ser 100% Arábica e deve atingir no mínimo 80 pontos conforme os parâmetros da Specialty Coffee Association (SCA). Os atributos analisados incluem aroma, sabor, acidez, corpo, uniformidade e equilíbrio. Já o café tradicional é frequentemente produzido com grãos Robusta, mais resistentes, com notas mais amargas e produção voltada ao volume, não à qualidade sensorial.


 



Outro diferencial está no cuidado com os processos de produção. Embora ambos possam ser cultivados nas mesmas regiões e condições climáticas, o que define a categoria é a escolha do produtor. “Todo café que sai da árvore tem qualidade. O grande diferencial do café especial é a colheita e o processo de produção. A mágica é essa. Todo o processo de colher, transportar, secar e torrar. O que difere um café do outro é o cuidado que o produtor aprendeu a ter”, explica Breno Mesquita, presidente da Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).


 



A valorização da cadeia produtiva também tem incentivado uma mudança de perfil no campo. Muitos jovens filhos de produtores estão assumindo a produção e investindo em conhecimento técnico para migrar de um modelo voltado ao volume para outro focado em qualidade e diferenciação.


 


“O café deixou de ser apenas uma bebida para se tornar parte de um estilo de vida. As pessoas querem saber de onde vem o grão, como foi colhido, quem produziu. Elas buscam autenticidade, história e sensações que vão além do paladar”, afirma André Henning, sócio fundador da Go Coffee, rede nacional de cafeterias que aposta na democratização do café especial, com grãos vindos do Sul de Minas e da Alta Mogiana.


 


Entre o café tradicional e o especial, há ainda uma categoria intermediária: o café gourmet. Em geral, ele é produzido com grãos da variedade Arábica, mas não atinge os 80 pontos exigidos na avaliação sensorial para ser classificado como especial. A nomenclatura gourmet indica um nível superior ao do café tradicional, principalmente em termos de seleção e torra, mas ainda distante da complexidade, do cuidado e da experiência proporcionada pelos cafés especiais.


 


“A diversidade de cafés que temos no Brasil ainda é pouco conhecida. Quando as pessoas experimentam um café especial pela primeira vez, muitas se surpreendem com a suavidade, o aroma e a doçura natural do grão. Isso abre um novo mundo de possibilidades”, complementa André Henning.

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quarta-feira, 21 de maio de 2025

Bahia consolida liderança nas exportações agrícolas do Nordeste

 


A Bahia segue liderando o cenário agrícola na região Nordeste. As exportações do agronegócio baiano alcançaram a marca de US$ 1.5 bilhão de dólares (cerca de 8,5 bilhões de reais) entre janeiro e março deste ano, superando o volume total embarcado por todos os demais estados nordestinos, que juntos somaram US$ 1.44 bilhão. Esse desempenho, conforme dados do Sistema Agrostat do Ministério da Agricultura e Pecuária, demonstra a força e a competitividade do setor agropecuário baiano. 


Tendo mais de cem países como destino de seus embarques, o agronegócio da Bahia apresentou um crescimento de 9,15% nas exportações no primeiro trimestre de 2025 em comparação com o mesmo período do ano anterior. O montante movimentado saltou de US$ 1.37 bilhão para US$ 1.50 bilhão. Esse cenário foi impulsionado pela boa performance de diversas culturas, com destaque para o cacau e seus derivados, que registraram um aumento de 174,43%. 

 

O secretário da Agricultura da Bahia, Pablo Barrozo, destaca que a abertura de novos mercados internacionais, especialmente na Ásia, tem sido um fator determinante para esse crescimento, impulsionando as vendas de produtos como algodão, soja, café e cacau e seus derivados.

  

“A liderança da Bahia nas exportações do setor agrícola se deve, em grande parte, à diversidade de nossa produção e altos padrões de qualidade e sustentabilidade, fruto de um trabalho conjunto entre governo, setor produtivo e investimentos em tecnologia e infraestrutura. Vamos seguir ampliando mercados, valorizando a produção baiana e garantindo renda no campo”, afirmou o secretário.


Também tiveram uma alta na produção o café, com um crescimento de 144%, seguido por fibras e produtos têxteis (13,7%) e papel e celulose (7,5%). Adicionalmente, as exportações do setor café e especiarias cresceram 165,44%, passando a representar 7,14% do total exportado pelo estado no trimestre.


Referência como produtor rural e empresário com atuação há mais de 40 anos no agronegócio na região oeste do estado, Odacil Ranzi, ressalta que o crescimento do setor é fruto da profissionalização no campo, do uso intensivo de tecnologia, da confiança na ciência e de parcerias com os governos estadual e federal. 


“Ver a Bahia liderar, mais uma vez, o ranking de exportações agrícolas do Nordeste não é apenas motivo de orgulho, é a confirmação de um trabalho feito com responsabilidade e visão de futuro. Hoje, o agricultor baiano planta com base em dados, faz gestão com indicadores e colhe com precisão. A cadeia produtiva se tornou mais eficiente e sustentável, do uso racional da água até o manejo responsável do solo e das culturas, com respeito ao meio ambiente”, explicou o produtor.


No cenário nacional, o acumulado do primeiro trimestre de 2025, as exportações do agronegócio brasileiro totalizaram US$ 37,8 bilhões, aumento de 2,1% quando comparado ao ano anterior, o maior valor já registrado para o período. O superávit do setor no trimestre foi de US$ 32,6 bilhões, um crescimento de 2,1% em relação ao mesmo período de 2024.


Destinos - A produção agrícola baiana é exportada para mais de cem países. Cacau e seus derivados têm como destinos a Argentina, Estados Unidos e membros da União Europeia. A soja é majoritariamente embarcada para a China, com embarques consideráveis também para a França, Europa e Taiwan. 

 

Com qualidade superior e reconhecida mundialmente, o algodão baiano é cobiçado em destinos como China, Bangladesh, Egito, Estados Unidos e Paquistão. As frutas produzidas na Bahia, a exemplo da manga e da uva, têm mercado garantido na Espanha, Inglaterra, França, Alemanha, Estados Unidos, entre outros. Já os produtos florestais, como a celulose, madeira serrada e resinas, abastecem compradores na China, Bélgica, Estados Unidos, Itália e Holanda.





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terça-feira, 20 de maio de 2025

Seagri fortalece o setor agrícola na II Feira da Agricultura de Eunápolis



A II Feira da Agricultura de Eunápolis será realizada neste sábado (24), no Espaço Rondelli, no bairro Pequi, com entrada gratuita e uma programação voltada ao fortalecimento da agricultura familiar e ao desenvolvimento rural sustentável. A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri) estará presente oferecendo serviços e orientações ao público.


Os serviços da feira estarão disponíveis ao público das 7h30 às 17h. A Seagri, por meio do Centro Tecnológico Agropecuário do Estado da Bahia (Cetab), fará análises gratuitas de solo, água e mel, além de atendimentos voltados a programas de incentivo à agricultura familiar. A Bahia Pesca, empresa vinculada à Seagri, também marcará presença com uma série de ações direcionadas ao fortalecimento da aquicultura regional.


Entre as atividades programadas pela Seagri, por meio da Bahia Pesca, estão o apoio técnico especializado a produtores e aquicultores, orientações sobre boas práticas de manejo, apresentação de projetos estruturantes em aquicultura e a distribuição de 60 mil alevinos de espécies adaptadas à região, como incentivo à produção pesqueira familiar.


O Governo do Estado, por meio de outros órgãos e secretarias, fará a distribuição de sementes, mudas de cacau e de café a produtores da região. Essas ações reforçam o compromisso com a inclusão produtiva, a segurança alimentar e a geração de renda para as comunidades rurais do Extremo Sul baiano.


Serviço


A feira contará ainda com uma estrutura completa, incluindo praça de alimentação, segurança e área de convivência, além de uma programação cultural e musical que promete atrair milhares de visitantes. A partir das 20h, o público poderá curtir os shows de Tayrone, Heitor Costa, Pagode do Segredo, Cris Lima, Júlio Cardozzo, Jaldo Sem Retoque e DJ Luciano, encerrando o dia com muita música e celebração da força do campo baiano.


Fonte: Ascom/Seagri

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segunda-feira, 19 de maio de 2025

Bahia consolida liderança nas exportações agrícolas do Nordeste

 


Foto: Divulgação

A Bahia segue liderando o cenário agrícola na região Nordeste. As exportações do agronegócio baiano alcançaram a marca de US$ 1.5 bilhão de dólares (cerca de 8,5 bilhões de reais) entre janeiro e março deste ano, superando o volume total embarcado por todos os demais estados nordestinos, que juntos somaram US$ 1.44 bilhão. Esse desempenho, conforme dados do Sistema Agrostat do Ministério da Agricultura e Pecuária, demonstra a força e a competitividade do setor agropecuário baiano.


Tendo mais de cem países como destino de seus embarques, o agronegócio da Bahia apresentou um crescimento de 9,15% nas exportações no primeiro trimestre de 2025 em comparação com o mesmo período do ano anterior. O montante movimentado saltou de US$ 1.37 bilhão para US$ 1.50 bilhão. Esse cenário foi impulsionado pela boa performance de diversas culturas, com destaque para o cacau e seus derivados, que registraram um aumento de 174,43%. 


O secretário da Agricultura da Bahia, Pablo Barrozo, destaca que a abertura de novos mercados internacionais, especialmente na Ásia, tem sido um fator determinante para esse crescimento, impulsionando as vendas de produtos como algodão, soja, café e cacau e seus derivados.

 

“A liderança da Bahia nas exportações do setor agrícola se deve, em grande parte, à diversidade de nossa produção e altos padrões de qualidade e sustentabilidade, fruto de um trabalho conjunto entre governo, setor produtivo e investimentos em tecnologia e infraestrutura. Vamos seguir ampliando mercados, valorizando a produção baiana e garantindo renda no campo”, afirmou o secretário.


Também tiveram uma alta na produção o café, com um crescimento de 144%, seguido por fibras e produtos têxteis (13,7%) e papel e celulose (7,5%). Adicionalmente, as exportações do setor café e especiarias cresceram 165,44%, passando a representar 7,14% do total exportado pelo estado no trimestre.


Referência como produtor rural e empresário com atuação há mais de 40 anos no agronegócio na região oeste do estado, Odacil Ranzi, ressalta que o crescimento do setor é fruto da profissionalização no campo, do uso intensivo de tecnologia, da confiança na ciência e de parcerias com os governos estadual e federal.


“Ver a Bahia liderar, mais uma vez, o ranking de exportações agrícolas do Nordeste não é apenas motivo de orgulho, é a confirmação de um trabalho feito com responsabilidade e visão de futuro. Hoje, o agricultor baiano planta com base em dados, faz gestão com indicadores e colhe com precisão. A cadeia produtiva se tornou mais eficiente e sustentável, do uso racional da água até o manejo responsável do solo e das culturas, com respeito ao meio ambiente”, explicou o produtor.


No cenário nacional, o acumulado do primeiro trimestre de 2025, as exportações do agronegócio brasileiro totalizaram US$ 37,8 bilhões, aumento de 2,1% quando comparado ao ano anterior, o maior valor já registrado para o período. O superávit do setor no trimestre foi de US$ 32,6 bilhões, um crescimento de 2,1% em relação ao mesmo período de 2024.


Destinos - A produção agrícola baiana é exportada para mais de cem países. Cacau e seus derivados têm como destinos a Argentina, Estados Unidos e membros da União Europeia. A soja é majoritariamente embarcada para a China, com embarques consideráveis também para a França, Europa e Taiwan. 


Com qualidade superior e reconhecida mundialmente, o algodão baiano é cobiçado em destinos como China, Bangladesh, Egito, Estados Unidos e Paquistão. As frutas produzidas na Bahia, a exemplo da manga e da uva, têm mercado garantido na Espanha, Inglaterra, França, Alemanha, Estados Unidos, entre outros. Já os produtos florestais, como a celulose, madeira serrada e resinas, abastecem compradores na China, Bélgica, Estados Unidos, Itália e Holanda.


 


 

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sexta-feira, 14 de março de 2025

Estimativas são positivas para safra baiana de grãos em 2025



O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relativo ao mês de fevereiro, com dados sistematizados e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), estima para safra 2025 uma produção de cereais, oleaginosas e leguminosas de 12,22 milhões de toneladas, o que representa um avanço de 7,3% na comparação com a safra de 2024. 


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por sua vez, para o ciclo 2024/2025, também evidencia expectativas positivas na produção, na área plantada e na produtividade dos grãos. Soja e algodão se destacam na produção deste novo ciclo.

De acordo com o IBGE, a área plantada dos grãos para 2025 está estimada em 3,67 milhões de hectares (ha), com crescimento 3,2% em relação à safra de 2024. Com isso, o rendimento médio (3,33 toneladas/ha) da lavoura de grãos no estado da Bahia será de 4,0% acima da safra anterior. 


O volume de soja colhido está estimado em 8,33 milhões de toneladas, o que corresponde a um crescimento de 10,6% sobre o verificado em 2024. A área plantada com a oleaginosa no estado é de aproximadamente 2,1 milhões de ha. O rendimento médio de 3,89 toneladas/ha tem relevância nesse desempenho positivo, com aumento de 4,9% em relação à safra anterior.

Outro importante produto da safra baiana, o algodão (caroço e pluma), tem produção estimada em 1,78 milhão de toneladas, o que representa aumento de 0,7% em relação ao ano de 2024. A Bahia é o maior produtor da Região Nordeste e o segundo do Brasil, responsável por 19,7% da safra nacional. A área plantada com a fibra aumentou 0,5%, alcançando 382 mil ha em relação à safra de 2024.  


Para a lavoura do feijão, a estimativa é de aumento em 0,2% na comparação com a safra de 2024, totalizando 223 mil toneladas. O levantamento tem estimativa de 385 mil ha plantados, 1,3% maior que a safra anterior. A primeira safra da leguminosa (132 mil toneladas) é 3,8% inferior à de 2024, e a segunda safra (91 mil toneladas) teve uma variação positiva de 6,7%, na mesma base de comparação.


As duas safras anuais do milho, estimadas pelo IBGE, devem alcançar 2,36 milhões de toneladas, o que representa aumento de 1,7% na comparação anual. Com relação à área plantada, houve queda de 0,7% em relação à estimativa da safra anterior de 605 mil ha. A primeira safra do cereal está projetada em 1,59 milhão de toneladas, 2,7% acima do que foi observado em 2024. Já para a segunda safra é esperado um recuo de 0,5% em relação à colheita anterior, com expectativa de 763 mil toneladas. 


Em relação ao café, está prevista a colheita de 266 mil toneladas este ano, 6,8% acima do observado no ano passado. A safra do tipo arábica é de 110 mil toneladas, com variação anual de 5,9%. Por sua vez, a safra do tipo canéfora foi de 156 mil toneladas, 7,5% acima da colheita do ano anterior.


Para a lavoura da cana-de-açúcar, o IBGE estima produção de 5,49 milhões de toneladas, revelando decréscimo de 1,0% em relação à safra de 2024. A estimativa da produção do cacau, por sua vez, ficou em 119 mil toneladas, apontando um avanço de 7,0% na comparação com a do ano anterior.


Na fruticultura, destacam-se as estimativas das lavouras de banana (906 mil toneladas), laranja (632 mil toneladas) e uva (61 mil toneladas), que registraram, respectivamente, variações de 4,8%, 0,3% e 10,0% em relação à safra anterior. 


O levantamento ainda indica uma produção de 907 mil toneladas de mandioca, 14,7% maior que a de 2024. A produção de batata-inglesa, estimada em 340 mil toneladas, apresenta acréscimo de 1,7%; e a do tomate, estimada em 183 mil toneladas, aponta queda de 48,4% na comparação com a do ano anterior.


Com relação à área plantada, observa-se uma ampliação de 4,5% na mesma base de comparação, o que alcança uma área de 3,95 milhões de ha. Com destaque para expansão de área em soja (+ 156 mil ha) e algodão (+ 43 mil ha). Assim, o rendimento médio do conjunto das lavouras pesquisadas deverá ficar em torno de 3,34 toneladas/ha. 


A soja, segundo a Conab, deve apresentar um novo ciclo de alta, com aumento da área plantada – crescimento de 7,9% em relação à temporada passada – alcançando um total de 2,14 milhões ha. Por sua vez, a produção deve avançar em 12,8%, para 8,44 milhões de toneladas na atual temporada, em comparação com o ciclo anterior. Com isso, a produtividade estimada é de 3,95 toneladas/ha, representando aumento de 4,5% em relação à safra anterior. 


A produção de algodão está estimada em 1,86 milhão de toneladas, plantado em 389 mil ha, o que representa um crescimento de produção de 12,5% em relação ao ciclo 2023/2024. De acordo com a Conab, a expectativa de aumento de área em relação à safra passada deve-se aos bons resultados alcançados, ritmo de expansão agrícola e à boa distribuição de chuvas neste início de safra.


Uma das expectativas negativas está associada à produção de milho, a Conab estima que a safra atual totalize 2,66 milhões de toneladas. As principais contribuições provêm da primeira (1,37 milhão de toneladas) e da terceira (1,15 milhão de toneladas) safra do cereal. Em seu conjunto, a produção de milho, no estado, apresenta previsão de queda de 10,2% em relação ao período anterior, atribuída às adversidades climáticas. De acordo com análise da Conab, há uma expectativa da redução da área de cultivo (-5,2%) devido à baixa rentabilidade do cereal. Apenas no oeste o clima foi favorável, com chuvas regulares, e, por isso, manteve a produção total do estado em estágio razoável.


Também a safra de feijão tem estimativas negativas, pois a escassez, ou até ausência de chuvas principalmente nas áreas centrais do estado, limitaram não só a realização do plantio, como prejudicaram a evolução fenológica das lavouras, reduzindo drasticamente o potencial produtivo. O volume estimado é de 311 mil toneladas (plantado em 421 mil ha) e representa uma redução de 12,3% em relação ao ciclo 2023/2024.


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terça-feira, 11 de março de 2025

Pesquisadores usam coco babaçu para criar alimento similar a hambúrguer


 

O hambúrguer de babaçu agrega nutrição, saúde, segurança alimentar e valorização da cultura regional. Foto: Flavia Bessa


O análogo de hambúrguer de babaçu e a farinha de amêndoas abarcam ainda a marca da inovação tecnológica e social porque foram desenvolvidos em parceria entre cientistas e quebradeiras de coco da região.

Os alimentos valorizam também a identidade sociocultural de povos e comunidades tradicionais do Maranhão, gerando inclusão produtiva e riqueza com baixo impacto ambiental.

O análogo de hambúrguer atingiu um percentual de proteína de 13,17% por 100g de produto, considerado adequado para esse tipo de alimento, não tem conservantes e dura até seis meses congelado.

O babaçu tem potencial para ser o elemento âncora de um sistema agroalimentar característico do Maranhão.

O análogo de hambúrguer foi premiado em uma competição global que valoriza inovações científicas e tecnológicas de vanguarda na Amazônia.




A união entre conhecimentos científicos e tradicionais na Amazônia Maranhense resultou em dois novos produtos à base de plantas, que, além de aliarem nutrição, saúde e sustentabilidade, atendem a nichos de mercados crescentes por produtos naturais e ricos em proteína no Brasil. O análogo de hambúrguer de babaçu e a farinha de amêndoas abarcam ainda a marca da inovação tecnológica e social porque foram desenvolvidos em parceria entre cientistas e quebradeiras de coco da região. Essa sinergia de sucesso já havia dado origem a novas formulações de biscoito e de gelado, uma bebida tipo leite e a um análogo do queijo, todos oriundos do coco babaçu.



Para o desenvolvimento desses coprodutos, participaram as mulheres da Cooperativa Mista da Agricultura Familiar e do Extrativismo do Babaçu – Coomavi, em Itapecuru-Mirim, da Associação Clube de Mães Quilombolas Lar de Maria, da comunidade Pedrinhas Clube de Mães em Anajatuba, MA, e ainda da Associação de Quebradeiras de Coco de Chapadinha do Assentamento Canto do Ferreira, em Chapadinha, MA. Como representantes da ciência, fizeram parte dos estudos pesquisadores da Embrapa Maranhão (MA), Embrapa Agroindústria Tropical (CE), Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e Universidade Federal do Ceará (UFC), em parceria com a Rede ILPF e financiamento da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) no Brasil.


O objetivo foi a valorização do trabalho das quebradeiras de coco e do babaçu como produto da sociobiodiversidade brasileira com a diversificação dos coprodutos da palmeira para atender nichos de mercado. Para tal, o bagaço da amêndoa - até então resíduo da extração do óleo da amêndoa – foi transformada em farinha da amêndoa, matéria-prima para outros produtos, como o análogo do hambúrguer, e incluída em formulações de biscoitos, pães, bolos, mingaus e sorvetes, resultando em mais economia e satisfação dos consumidores.


A pesquisadora Guilhermina Cayres, líder do projeto de pesquisa, diz que os novos alimentos foram desenvolvidos considerando as condições específicas das agroindústrias comunitárias e as práticas tradicionais das quebradeiras de coco, integrando melhorias e padronizações - incluindo as boas práticas de processamento e segurança alimentar – e levando em conta também a aceitação sensorial do produto, agregação de valor às amêndoas quebradas e diversificação de produção.


“Promovemos a interação de conhecimentos técnicos e tradicionais para aumentar o valor agregado da produção artesanal e ocupar nichos de mercado específicos, como os de produtos associados à identidade sociocultural e os voltados para dietas com restrição de consumo de glúten e lactose. Sabemos que os alimentos oriundos do babaçu são elementos potenciais para criar sistemas alimentares que valorizam a identidade sociocultural de povos e comunidades tradicionais do Maranhão, gerando inclusão produtiva e riqueza com baixo impacto ambiental e inserindo o estado como referência na bioeconomia e no uso sustentável de produtos da sociobiodiversidade”, destaca a pesquisadora.



Saberes tradicionais e científicos embasaram o desenvolvimento dos produtos


O professor Harvey Villa, do Departamento de Engenharia Química da UFMA, explica como foi o processo para se chegar ao alimento tipo hambúrguer. “Utilizamos metodologia inversa. Em vez de irmos primeiramente ao laboratório e depois levar o produto para a comunidade, partimos de uma avaliação das condições locais e do potencial das matérias-primas que elas têm, inclusive dos próprios resíduos, o que é muito importante porque a amêndoa do coco babaçu inicialmente é empregada para extração de óleo a frio e a quente. Essa torta, fruto do processo de prensagem, normalmente era usada como ração para animais e sabíamos que ainda tinha bastante conteúdo de lipídios, carboidratos, podendo ser utilizada como um tipo de farinha por meio de bom tratamento e processamento. A ideia era reaproveitar 100% do produto e obtivemos êxito. A farinha que está sendo utilizada para o hambúrguer não é a do mesocarpo, é da amêndoa, antes resíduo e agora, matéria-prima. Assim, adaptamos o processamento às condições reais das quebradeiras, sempre com o cuidado de atender às exigências delas, e facilitamos que a elaboração desses produtos seja de forma simples, mas microbiologicamente correta do ponto de vista higiênico-sanitário”, relata.


Do ponto de vista físico-químico, a farinha da amêndoa - em comparação à do mesocarpo - tem uma boa proposta para a carne de hambúrguer, pois utiliza casca da banana como agente estruturante junto com a amêndoa para dar sabor e maciez ao fritar, e mais a farinha de arroz para dar a liga junto com os temperos, o que garante boa validade do ponto de vista de vida útil e qualidade nutricional para dieta vegana.


Além disso, atingiu um percentual de proteína de 13,17% por 100g de produto, valor adequado para o tipo de alimento. O produto não tem conservantes e dura até seis meses congelado. Foram feitas quatro formulações e chegou-se a duas: uma com casca de banana e outra com polpa de jaca. Devido à maior disponibilidade e regularidade da banana ao longo do ano, o hambúrguer à base de amêndoa de babaçu e casca de banana foi a opção priorizada entre as quebradeiras de coco e a equipe técnica para prosseguir com os testes e análises.


Segundo a professora da UFMA Yuko Ono, nutricionista e membro da equipe técnica, uma das características funcionais da casca de banana é a presença de inúmeros sítios ativos responsáveis pela absorção de metais, entre os quais se destaca o cobre, presente em muitos processos industriais, mas nocivo à saúde humana quando em alta concentração. “Além disso, a casca da banana apresenta também teores de nutrientes maiores do que a polpa, como fibras, vitaminas, minerais e é rica em pectina. As fibras atuam na melhoria do trato gastrointestinal e no controle e prevenção de certas doenças crônico-degenerativas”, acrescenta Ono.


Jefferson Marinho, bolsista do projeto, se envolveu diretamente na produção do hambúrguer e relembra o processo. “Partimos do zero, queríamos que o produto tivesse as características organolépticas mais similares possíveis às da carne, além de ingredientes específicos, como a farinha da amêndoa do babaçu, que é bastante rica nutricionalmente e energeticamente”, diz. Para isso, os pesquisadores envolvidos uniram os conhecimentos científicos aos saberes tradicionais das quebradeiras para definir a forma de preparo e os ingredientes.


Rosângela Lica, da Coomavi, detalha a descoberta da farinha da amêndoa obtida a partir do resíduo da prensa do óleo. “Nós não fazíamos farinha do bagaço do óleo, usávamos como ração animal. O costume era fazer farinha do mesocarpo. Aprendemos a assar e torrar o bagaço no forno para atingir o ponto certo e transformá-lo em farinha da amêndoa, um produto que substitui o coco ralado em todas as formulações, dá muito mais crocância e tem melhor aceitação pelos consumidores, pois os produtos são 100% feitos com o babaçu”, ressalta.


Para Alana Licar, também da Coomavi, “os impactos foram positivos, pois agregam mais sabor e qualidade, evitam desperdícios e garantem um produto benéfico, oriundo de uma matéria-prima encontrada em abundância”. Antonia Vieira, da comunidade quilombola Pedrinhas Clube de Mães, fala da presença das mulheres quebradeiras desde o início da pesquisa. “Somos parte desse processo, muito rico para nós e para os pesquisadores. É uma troca maravilhosa”, celebra.

 


Consumidores aprovam novos produtos


Os novos produtos atendem diferentes exigências do mercado de alimentos – nutrição, saúde, boas práticas de qualidade, segurança alimentar, padronização e valorização de produtos da culinária e cultura regionais e comercialização – e passaram por testes de análise sensorial. A qualidade dos alimentos compreende, basicamente, três aspectos fundamentais: o microbiológico, o nutricional e o sensorial.


O aspecto sensorial é o que mais atrai o consumidor na hora de escolher um produto alimentício. Por isso, deve apresentar características sensoriais agradáveis, próprias do produto, tais como cor e aparência, consistência e textura, aroma e sabor característicos e desejáveis.


Segundo a engenheira de alimentos Glória Bandeira, professora da UFMA, essa etapa da pesquisa é importante em diversas situações. Entre elas, o desenvolvimento de novos produtos, melhoria de um produto existente, comparação com um produto concorrente já estabelecido no mercado, mudança na formulação, melhoramento genético e mudança de equipamento ou processo. “A análise sensorial é fundamental para analisar as características de um produto com base nos sentidos humanos e fornecer dados confiáveis para a tomada de decisão. No caso dos alimentos do babaçu, fizemos análise físico-química, microbiológica e nutricional e também estudo de vida de prateleira dos produtos. Convidamos os alunos dos cursos do IEMA Gastronomia para degustar e avaliar dos produtos, que foram aprovados em todas as etapas e liberados para comercialização”, observa.


Para o professor Paulo Sousa, da UFC, parceiro para coordenação da avaliação sensorial, a análise tem o objetivo de avaliar a aceitação de potenciais consumidores, além de fornecer uma caracterização qualitativa do produto em relação ao aroma, sabor e textura. "Buscou-se aferir o percentual de aceitação, e também a possibilidade de ajustes do produto antes que o mesmo entre no mercado consumidor”, acrescenta.

 


Inovação social contínua







Para multiplicar os conhecimentos gerados no processo de inovação social, as mulheres receberam treinamentos, dialogaram com os parceiros da pesquisa, exercitaram os novos conhecimentos, ajustaram práticas de acordo com seu conhecimento tradicional com formulação de alimentos e treinaram outros grupos de mulheres para a produção dos novos alimentos oriundos da amêndoa do babaçu para promover o empreendedorismo e a autonomia de mais mulheres.




Samara Bontempo, bolsista do projeto, entende que participar das pesquisas com alimentos à base de babaçu em diferentes comunidades agroextrativistas tem sido fundamental para sua formação e a de outros jovens cientistas que valorizam o conhecimento tradicional e o potencial da sociobiodiversidade. “Pra mim, fazer parte da equipe de pesquisa amplia a visão dos pontos de vista sociohistórico, geográfico e ambiental. Temos o objetivo de tornar essas organizações autossuficientes, atores dos seus processos de decisão, inovação, sustentabilidade e mercado, mostrando uma nova perspectiva do babaçu como elemento âncora de um sistema alimentar com a identidade cultural do Maranhão”, ressalta.


 


Transformando vidas pela ressignificação do extrativismo do babaçu



O Maranhão se destaca pela produção de coco babaçu. São mais de 300 mil maranhenses, conhecidas por quebradeiras de coco, que vivem dessa atividade e, ao longo do tempo, foram colocadas à margem do processo de desenvolvimento. Por isso, o foco da pesquisa vai além do produto e abrange o desenvolvimento das quebradeiras de coco para que possam fortalecer suas organizações e usufruir dos benefícios da ciência, com produtos de preço justo e agregação de valor e renda aos seus negócios.




É unânime entre as quebradeiras de coco que os novos produtos e formulações alimentícias já impactam a qualidade de vida das famílias das comunidades tradicionais. “Nosso esforço está sendo recompensado. Os consumidores veganos estão adorando e os não veganos também. Estamos muito felizes com os resultados do tipo hambúrguer e da farinha da amêndoa. Nas feiras de São Luís, os produtos são sucesso junto aos consumidores”, diz Rosângela Licar, da Coomavi. Maria Domingas, da Comunidade Pedrinhas Clube de Mães, reforça que “o babaçu não é um simples coco, é um trabalho enorme que gera renda, qualidade de vida e cidadania”. 




O professor Harvey Villa avalia os resultados colhidos com a pesquisa em parceria com as quebradeiras de coco babaçu. “Mostrar aos alunos que existe um mercado de trabalho com foco no desenvolvimento socioeconômico de uma região abre perspectivas de trabalho e opções laborais. Trabalhar em parceria com as mulheres do babaçu foi muito gratificante. O hambúrguer é muito gostoso, é um hambúrguer espetacular. Nosso objetivo foi cumprido. Elas vendem o produto a um preço bem competitivo e os consumidores estão apreciando bastante. Não sobra nada”, comenta.




Westphalen Nunes, representante da Agência GIZ no Brasil, resume os efeitos da valorização da cadeia do babaçu. “Estamos felizes em colaborar para que o babaçu possa explorar suas potencialidades, gerando mais renda e qualidade de vida às quebradeiras, mais opções de produtos de qualidade para o mercado consumidor e mais riqueza com desenvolvimento sustentável para o Maranhão”.


 


Hambúrguer é premiado



Como reconhecimento pelo desenvolvimento do alimento tipo hambúrguer, a equipe técnica liderada pela pesquisadora Guilhermina Cayres foi uma das finalistas do prêmio Con X Tech Prize: Amazônia, uma competição global que busca inovações científicas e tecnológicas de vanguarda para transformar as atuais economias destrutivas e extrativistas da Amazônia em economias modernas e regenerativas. Um dos requisitos é que as soluções devem proteger a integridade dos ecossistemas, respeitar os povos indígenas e as comunidades locais, bem como seu conhecimento tradicional, e apoiar a distribuição justa dos benefícios gerados pela comercialização de produtos e serviços florestais.




Parceiros e recursos




A iniciativa teve a coordenação da Embrapa Maranhão, com financiamento da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) no Brasil e gestão financeira da Rede ILPF, em parceria com a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Instituto Federal do Maranhão (IFMA), Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Embrapa Agroindústria Tropical, Universidade Federal do Ceará (UFC), iniciativa privada, organizações não governamentais e outros agentes das cadeias de valor. Esse projeto está vinculado à parceria da Embrapa com o The Good Food Institute (GFI) e com o Conservation X Labs (CXTP), sob gestão financeira da Fundação Arthur Bernardes (Funarbe).




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