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quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Pescadora do nordeste do Brasil é reconhecida pelo IICA

 

Eliane Faria de Souza, uma pescadora do nordeste do Brasil que combina as velhas tradições com ideias inovadoras para proteger o meio ambiente, é reconhecida pelo IICA como Líder da Ruralidade das Américas


Eliane é Presidente da Associação Mulheres em Ação de Jequiá da Praia (AMAJE), uma organização que reúne cerca de cinquenta pescadoras, marisqueiras e artesãs.


No litoral sul do estado de Alagoas, no Brasil, em um entorno onde a água doce se mistura com a salobra, a lagoa de Jequiá é o coração da vida comunitária. Ali, entre redes de pesca, barcos artesanais e uma forte tradição local, Eliane Faria de Souza encontrou seu lugar no mundo como pescadora, líder social e promotora de uma forma de vida baseada na sustentabilidade. 


Seu trabalho com outras mulheres da região não só transformou resíduos poluentes em fertilizante orgânico, por exemplo, como converteu a sua comunidade em um modelo regional de empreendimento ambiental. Por todo esse trabalho inspirador, Eliane foi reconhecida como uma das Líderes da Ruralidade das Américas pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). 


Nessa condição, a pescadora brasileira receberá o prêmio “Alma da Ruralidade”, distinção criada pelo organismo internacional especializado em desenvolvimento agrícola para dar visibilidade às pessoas que fazem a diferença em prol da vida no campo do continente americano.


Eliane é Presidente da Associação Mulheres em Ação de Jequiá da Praia (AMAJE), uma organização que reúne cerca de cinquenta pescadoras, marisqueiras e artesãs. O grupo foi formalizado em 2022, embora seu trabalho conjunto tenha começado alguns anos antes. “Começamos como um grupo de mulheres rurais, com muita vontade de fazer algo por nossa comunidade”, recorda. “Com o tempo, e muito esforço — acrescenta —, conseguimos registrar a associação, o que nos abriu muitas portas”.


Trata-se, descreveu um artigo da Universidade Federal de Alagoas, de “guerreiras do dia a dia, pescadoras e artesãs que ganham a vida com as águas e transformam a realidade de suas famílias e comunidades com trabalho, arte e coragem”. Essas mulheres “estão transformando o mundo com suas mãos, forjando o futuro e um conhecimento que se estende ao longo de gerações — acrescentou a nota —. Com criatividade, sustentabilidade e um profundo compromisso com a terra e a cultura de seu povo, o que aqui floresce é mais do que receitas: é dignidade, pertencimento e transformação real, conquistada pela força do empreendedorismo feminino e a coragem incansável de quem se reinventa a cada dia”.






O trabalho de Eliane com outras mulheres da região transformou resíduos poluentes em fertilizante orgânico.


A AMAJE nasceu do desejo das mulheres de ter um papel mais ativo em seu entorno. Com apoio da Reserva Extrativista Marinha da Lagoa de Jequiá (RESEX) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), começaram a se organizar para participar de capacitações, ações ambientais e projetos de reciclagem. Um dos principais desafios que enfrentavam era a contaminação da lagoa, especialmente pelos restos do caranguejo ou siri, muito presente na pesca local. As cascas descartadas se acumulavam nas margens, afetando tanto o ambiente como a saúde das famílias.


A resposta foi criativa e contundente: com as cascas dos caranguejos, começaram a produzir fertilizante orgânico. “A lagoa estava se contaminando com os resíduos que os pescadores despejavam, e isso prejudicava o ecossistema”, recorda Eliane. Com a ajuda de várias organizações, “aprendemos a transformar esses resíduos em adubo e, assim, obtivemos algo que beneficia tanto o ambiente como a nossa economia”. O projeto foi um sucesso, gerando uma nova fonte de renda para as mulheres e posicionando a AMAJE como referência na região.


Mas o trabalho de Eliane e suas companheiras não parou por aí. Além do fertilizante, elas produzem artesanatos com materiais reciclados, coletam óleo usado para fabricar sabão e desenvolvem atividades de turismo de base comunitária. Também organizam jornadas de limpeza da lagoa, promovem a coleta de lixo e fomentam a educação ambiental. “Queremos ensinar as pessoas que é possível viver em harmonia com a natureza, sem destruí-la”, afirma.


Trabalhar e viver em paz

A vida rural em Jequiá da Praia tem suas próprias dificuldades. Eliane menciona a falta de infraestrutura e as limitações no acesso a tecnologias como obstáculos frequentes. No entanto, também destaca as vantagens de viver no campo: o contato diário com a natureza, a possibilidade de produzir seus próprios alimentos, a tranquilidade do entorno. “Aqui respiramos ar limpo , trabalhamos com o que gostamos e vivemos em paz. É uma vida mais saudável, mais pura, muito melhor do que na cidade”, assegura. E embora o cotidiano dos que se dedicam a capturar caranguejos, peixes, camarões e outros frutos do mar seja “belo, também é difícil”.


Como mulher rural, Eliane também enfrenta desafios relacionados com o machismo e as estruturas tradicionais. “Muitas vezes não nos deixam participar de cursos ou reuniões, e isso dificulta o nosso trabalho. Mas não nos rendemos. As mulheres daqui são muito fortes”, enfatiza. Ela vê em seu grupo uma força transformadora: “somos responsáveis pela pesca, a agricultura, a comida, o artesanato. Também cuidamos do meio ambiente. As mulheres têm força, coragem e capacidade de trabalho. Podemos fazer a diferença”.


A associação AMAJE cresceu não só em atividades, mas também em reconhecimento. Nos últimos anos, conseguiram ter acesso a novos recursos, ampliaram sua visibilidade e começaram a sonhar alto. Hoje estão desenvolvendo projetos para construir uma sede própria, abrir um restaurante à margem da lagoa e montar uma cozinha industrial que permita potencializar a produção coletiva. 


“Queremos atrair mais recursos, ampliar nosso espaço físico e promover o desenvolvimento sustentável em nossa comunidade”, diz Eliane, com uma mistura de orgulho e esperança.





Eliane e suas companheiras produzem fertilizante, artesanatos com materiais reciclados, coletam óleo usado para fabricar sabão, desenvolvem atividades de turismo de base comunitária e organizam jornadas de limpeza da lagoa, fomentando a educação ambiental. 


O trabalho de AMAJE foi premiado com o primeiro lugar na primeira edição do prêmio Mulheres Rurais — Espanha Reconhece, criado e apoiado por organismos internacionais, entre eles o IICA. Além dessa distinção, Eliane não deixa de falar sobre o dia a dia, o trabalho silencioso, mas constante que faz com suas companheiras. “Nosso maior reconhecimento — afirma — é ver que a lagoa está mais limpa, que as mulheres têm trabalho e que nossas filhas podem sonhar com um futuro melhor”.


Quando perguntada se recomendaria a vida de pescador em Jequiá da Praia a jovens e outras pessoas que queiram explorar esses cenários, não hesita: “diria que sim, que viver no campo é melhor, que aqui respiramos ar puro, trabalhamos com o que gostamos e vivemos tranquilos, em harmonia com a natureza”. 


Hoje, em sua comunidade, Eliane continua tecendo redes: não só de pesca, mas também as que unem mulheres de diversas gerações em torno de um projeto comum de cuidado, dignidade e autonomia. Sua história, simples e poderosa, demonstra que a liderança rural feminina é apenas necessária, mas profundamente transformadora.





Um artigo da Universidade Federal de Alagoas, descreveu Eliane e suas companheiras como “guerreiras do dia a dia, pescadoras e artesãs que ganham a vida com as águas e transformam a realidade de suas famílias e comunidades com trabalho, arte e coragem”.


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domingo, 3 de agosto de 2025

III Festival Territorial da Pesca Artesanal e Aquicultura



 III Festival Territorial da Pesca Artesanal e Aquicultura movimenta Sobradinho e região


Começou nesta sexta-feira (01/8) a terceira edição do PescadoFest – Festival Territorial da Pesca Artesanal e Aquicultura, promovido pela Cooperativa de Produção e Comercialização dos Derivados de Peixe de Sobradinho (Coopes). O evento é um marco para Sobradinho, município que possui forte influência econômica da piscicultura.

Com o tema “Valorizar culturas e vivências dos povos e territórios do Semiárido baiano”, o festival celebra o trabalho dos povos das águas que mantêm viva a tradição da pesca. Segundo a presidente da Coopes, Rosália Vieira, “nesta terceira edição, o festival vem ganhando reconhecimento regional e se tornou um espaço importante para o empoderamento das mulheres e valorização das piscicultoras”.

A abertura contou com a presença de representantes da sociedade civil, dos governos municipais de Sobradinho, Juazeiro, Sento Sé e Glória, além do Governo do Estado e do Governo Federal, representado pela empresa pública Codevasf.

Durante o primeiro dia, o evento ofereceu palestras, exposição e comercialização de produtos da agricultura familiar, derivados de peixe e artesanato, além de apresentações culturais e shows com bandas locais. Entre os temas abordados estão manejo e saúde dos peixes, políticas públicas para o setor, preservação do Rio São Francisco, sustentabilidade e o papel dos municípios na regularização da aquicultura. O festival recebeu caravanas de pelo menos cinco municípios vizinhos: Sento Sé, Pilão Arcado, Casa Nova, Curaçá e Remanso.

A Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), parceira das três edições do festival, investiu na melhoria da infraestrutura da unidade de beneficiamento de peixe da Coopes, incluindo a implantação da Fábrica de Farinha e Óleo (FFO). “Os investimentos na fábrica vão fortalecer o trabalho da Coopes e gerar emprego e renda para o município”, afirma Sergio Amim, técnico da CAR.

O evento encerra neste sábado (02) e conta com apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio de diversas secretarias, da Prefeitura Municipal de Sobradinho, Prefeitura Municipal de Juazeiro, Inema, Embasa e Irpaa.

Fotos: Elka Macedo
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terça-feira, 3 de outubro de 2023

Pescadores de comunidade de Ilhéus alavancam renda


 Pescadores de comunidade de Ilhéus alavancam renda com novos equipamentos


A comunidade da Lagoa Encantada, em Ilhéus, está experimentando uma transformação notável. Com a chegada de máquinas e equipamentos para a pesca artesanal, pescadores e pescadoras locais viram sua atividade crescer em 80%, proporcionando uma melhoria significativa na renda.  


Esta mudança foi possível graças ao apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), que entregou 25 novas embarcações, juntamente com equipamentos de proteção individual (EPI).  



A pescadora Naiara Góes dos Santos, que antes dependia do empréstimo de equipamentos de sua prima para trabalhar, comemora a iniciativa. "Aqui, sobrevivemos da pesca e, sem esse apoio da CAR, eu jamais teria condições de adquirir minha própria embarcação. Agora, com a pesca aumentando, estou conseguindo sustentar minha família de maneira digna".  


Antony Santos Amaral, presidente da Associação Lagoa Encantada, enfatizou os benefícios para o meio ambiente local. "As novas embarcações nos ajudam a preservar nossas matas, considerando que esta é uma Área de Proteção Ambiental (APA). A revitalização da pesca não apenas contribuirá para o turismo, mas também melhorará a renda das famílias que vivem aqui".  


Marísia Santana de Jesus também celebrou a chegada das embarcações e equipamentos de segurança. "Recebemos um barco completo, com motor, além dos equipamentos como camisas, botas e coletes. Antes, usávamos canoas, e em dias de maré agitada havia risco até da gente se afogar".  



A Lagoa Encantada, com 6,5 quilômetros de extensão, é lar de uma diversidade de peixes, incluindo tilápia, carapeba, robalo, tucunaré, tainha, piaba, bagre e piranha. Peixes como esses estão sendo vendidos na própria comunidade, em Ilhéus, e nos municípios de Itacaré e Serra Grande.  


Os investimentos em Lagoa Encantada fazem parte do projeto Bahia Produtiva, executado pelo CAR, empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com cofinanciamento do Banco Mundial. 



 Fotos: Geraldo Carvalho/CAR-GOVBA 

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sábado, 26 de agosto de 2023

Bahia Pesca cadastra pescadores, marisqueiras e aquicultores no CAF

 
Foto: Divulgação

Única agência estadual de fomento à pesca e à aquicultura do país, a Bahia Pesca recebeu autorização do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) para emitir o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), e passou a prestar o serviço desde a última segunda-feira em Salvador, onde a empresa disponibilizou um contato de whatsapp para agendamento: 71 9 99926-6218. O número também funciona para tirar dúvidas dos beneficiários, incluindo os de fora da Capital Baiana, que podem ser atendidos nos escritórios regionais que a empresa mantém em Eunápolis, Ibirataia, Ilhéus e Paulo Afonso.


O CAF é o documento que está substituindo a extinta Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP). Ele irá identificar todos os membros que compõem uma Unidade Familiar de Produção Agrária (UFPA), e um Empreendimento Familiar Rural, permitindo dessa forma que o governo federal obtenha um retrato mais amplo e real do cenário da agricultura familiar.


Além de agricultores familiares, aquicultores, maricultores, pescadores artesanais e marisqueiras, estão habilitados a requerer o documento silvicultores, extrativistas, povos indígenas, comunidades remanescentes de quilombos rurais, povos e comunidades tradicionais, empreendedores familiares rurais e formas associativas de organização da agricultura familiar.


A inscrição no CAF é requisito básico para que todos os acima mencionados tenham acesso às diversas políticas públicas direcionadas ao desenvolvimento e fortalecimento da agricultura familiar. Sem o CAF, o produtor não consegue obter recursos do Pronaf, não tem acesso a Assistência Técnica e Extensão Rural, nem ao Garantia Safra, ao PNAE e tantas outras políticas públicas.


A inscrição no CAF é gratuita, sendo vedada a cobrança de quaisquer valores pelo seu registro ou ato de sistematização, seja na Rede pública ou privada. A validade do CAF é de 2 anos.


Para se inscrever são necessários os seguintes documentos:


RG;

CPF;

Comprovante de Residência Atualizado;

Carteira da Pesca ou Protocolo;

RG, CPF do cônjuge (se casado)*

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quarta-feira, 23 de agosto de 2023

2º Festival Territorial de Pesca Artesanal e Aquicultura em Sobradinho

 


Um espaço saboroso, bem servido, com culinária à base de pescados e uma programação para todos os gostos na terra da barragem do São Francisco. Esse será o cenário do 2° Festival Territorial de Pesca Artesanal e Aquicultura (PescadosFest) realizado pela Cooperativa de Produção e Comercialização dos Derivados de Peixes de Sobradinho (Coopes). O evento acontecerá nos dias 25 e 26 de agosto, no Terminal Pesqueiro do município baiano de Sobradinho.


Com o tema ‘Segurança Alimentar e Sustentabilidade: Nosso Rio Nossa Casa Comum’, a segunda edição do PescadosFest tem como objetivo destacar a riqueza e a diversidade oriundas do sistema produtivo do pescado, direcionando os olhares para as pautas da alimentação saudável, bem como para as questões ambientais, especificamente, que envolvem o rio São Francisco.


Para tratar desses e de outros temas, o festival terá uma programação diferenciada e agregadora, com espaços de diálogos, palestras, cozinha show, feira da economia solidária e espaço gastronômico, tudo isso somado às atrações culturais e musicais locais e regionais.


Nesta edição, foi ampliada a quantidade de pessoas envolvidas. “Temos mais parcerias, mais palestrantes, mais apresentações culturais e mais expositores. Certamente, isso vai refletir na quantidade de pessoas que virão prestigiar o Festival. A expectativa é atrair um público bem maior que o ano passado e trazer caravanas de outras cidades para conhecer o nosso trabalho, nossos produtos e assim tornar o PescadosFest uma tradição na cidade”, afirmou a presidenta da Coopes, Rosália Araújo.


A Coopes, fundada em 2003, tem quase cem famílias fazendo parte de seu quadro de cooperados. Atua principalmente com o beneficiamento da tilápia com uma produção diversificada. Quem for ao PescadosFest vai encontrar produtos como a linguiça e o bolinho, a tilápia em posta, filé de tilápia, espetinho de tilápia, entre outras iguarias deliciosas que serão comercializadas e que os visitantes poderão consumir no espaço gastronômico do festival. Na Cozinha Show, chefes de cozinha utilizarão produtos da Coopes, mostrando outras possibilidades de preparo de pratos da culinária regional.


Todos esses ingredientes ganham um tempero a mais com as apresentações de grupos culturais locais e atrações musicais da região como Caul Senna, Tinho do Acordeon, Som do Quintal e Rennan Mendes. O evento conta com o apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio do Pró-Semiárido, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), do Instituto da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa) e da Prefeitura Municipal de Sobradinho.


Fonte: Ascom/SDR

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sexta-feira, 24 de março de 2023

Melhoria das condições dos pescadores e marisqueiras de Maraú


O mar está para peixe em Maraú, município localizado no Litoral Sul da Bahia. Por lá, pescadores e marisqueiras comemoram a valorização do pescado, que para muitos é a única fonte de renda. Um peixe que antes era vendido por apenas R$ 5 para atravessadores, hoje é comercializado a um preço justo para consumidores diretos e para o comércio local. Uma grande vitória para a comunidade pesqueira.


A agregação de valor ao produto é graças aos investimentos do Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), que destinou equipamentos para desenvolver a atividade da pesca. Na localidade, foram entregues 15 freezers e 20 kits pesqueiros com baldes, redes de pesca, luvas e coletes, kits de proteção individual, acessórios para as embarcações, entre outros equipamentos. A iniciativa beneficia diretamente 100 famílias que fazem parte da Associação dos Pescadores de Barra Grande.



Antônio Cesar Santiago é pescador em Maraú há 45 anos. Ele destaca o apoio da CAR, que contribuiu diretamente para o aumento da receita. “O freezer nos dá a garantia de armazenamento. Quando chega a baixa estação, há uma menor procura, mas agora a gente consegue driblar o atravessador. Uma tainha, por exemplo, chega a ser vendida entre R$ 15 a R$ 25 reais. Se não tivesse armazenamento, venderíamos por R$ 5 ou a qualquer preço. E quem ganhava era o atravessador, que repassa muito mais caro”.


Antônio destaca que o freezer ajuda também na produção de gelo para levar na pescaria. “Chego a levar 100 quilos de gelo. Reduzi meu custo, porque antes eu precisava comprar gelo. Com isso, não preciso me preocupar em chegar cedo da pescaria e vender logo o que pesquei, pois, se eu não tiver a quem entregar no horário comercial, posso armazenar e vender no dia seguinte”.


Melhorias nas condições de trabalho


Além dos pescadores, marisqueiras e marisqueiros também comemoram as melhorias, a exemplo de Marilúcia da Silva, que fala sobre a importância dos equipamentos. “Ficamos muito expostos ao sol. O chapéu tem proteção no pescoço e é necessário para a gente que trabalha muito abaixada, tem também a camisa de proteção e as luvas que nos protegem. A bota previne de cortar o pé e do peixe pedra, que é comum aqui na região e tem o espinho venenoso. Já a calça nos protege de caravelas, principalmente quando a maré está seca e a incidência é maior”.


Os recursos aplicados pela CAR são provenientes do projeto Bahia Produtiva, que conta com cofinanciamento do Banco Mundial. O projeto se insere na estratégia de política pública que vem sendo executada pelo Estado da Bahia para o estímulo a agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais, visando incluí-los no mercado consumidor, atuando no fomento à produção, comercialização e na melhoria da infraestrutura no campo, entre outras ações.

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sexta-feira, 29 de julho de 2022

Piscicultura brasileira dobra o valor de suas exportações no primeiro semestre


 Volume financeiro foi de mais de U$ 14 milhões


Comparando-se o primeiro semestre deste ano com o mesmo período de 2021, as exportações da piscicultura brasileira dobraram em valores financeiros e aumentaram 14% em toneladas. Foram U$ 14,35 milhões entre janeiro e junho de 2022 frente a U$ 7,18 milhões ano passado. Já em toneladas, foram 4.931 nos primeiros seis meses deste ano e 4.327 no mesmo período de 2021.


A grande diferença entre os dois aumentos aconteceu por conta do crescimento das exportações de produtos que têm maior valor agregado, sobretudo os filés congelados – que tiveram aumento de 544% no volume financeiro e de 571% na quantidade vendida para fora do país. Entre todas as categorias, foi a que teve maior crescimento em ambos os indicadores.




Considerando os seis primeiros meses deste ano, maio foi o mês em que se registrou o maior faturamento (com U$ 4 milhões) bem como o maior volume exportado (1.331 toneladas). Esses são alguns dos dados divulgados na 10ª edição do Informativo sobre Comércio Exterior da Piscicultura, publicação trimestral editada em conjunto pela Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO) e pela Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR).


Como já se podia esperar, a tilápia segue sendo a principal espécie exportada pela piscicultura nacional. Sozinha, respondeu por 98% do faturamento e por 99% da quantidade de peixe exportada pelo Brasil no primeiro semestre de 2022. E também teve significativos aumentos (133% no volume financeiro e 32% na quantidade) quando se comparam o primeiro semestre deste ano com o de 2021.


Com relação ao destino das exportações, os Estados Unidos estão na primeira colocação, responsáveis por 76% do faturamento e por 63% da quantidade. Bem atrás, respectivamente com 8% e 9%, está o Canadá. Em volumes financeiros, foram U$ 10,9 milhões nas vendas para os Estados Unidos e U$ 1,2 milhão nas vendas para o Canadá.


Em média, o filé congelado foi o produto de tilápia que alcançou maior valor de venda no primeiro semestre deste ano, chegando a U$ 5,46 por kg. Comparado com o mesmo período de 2021, houve queda de U$ 0,34 por kg.


 


Boletim informativo




A fonte para a elaboração do informativo é o Comex Stat, portal do Ministério da Economia que divulga estatísticas relacionadas a comércio exterior. Editado a cada três meses, o boletim começou no início de 2020 e é resultado do BRS Aqua, o principal projeto da Embrapa na área de aquicultura. O informativo compõe o Centro de Inteligência e Mercado em Aquicultura, o CIAqui, também resultado do mesmo projeto.


O BRS Aqua envolve mais de 20 Unidades e cerca de 270 empregados da Embrapa, além de bolsistas. Destacam-se no projeto o forte caráter estruturante (por meio dele, a empresa está aumentando sua infraestrutura de pesquisa em aquicultura) e a formação de recursos humanos especializados em aquicultura, sobretudo em função das bolsas disponibilizadas.


 


 


Serviço


O que: 10ª edição do Informativo sobre Comércio Exterior da Piscicultura


Onde: https://www.embrapa.br/pesca-e-aquicultura/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1144996/exportacoes-da-piscicultura-brasileira-aumentaram-100-no-primeiro-semestre-de-2022-em-comparacao-com-o-mesmo-periodo-de-2021

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domingo, 1 de maio de 2022

Piscicultura do Sertão do São Francisco recebe investimentos

 


Piscicultura do Sertão do São Francisco recebe investimentos para ampliar beneficiamento e comercialização



No território de identidade Sertão do São Francisco, a piscicultura desponta como atividade promissora da agricultura familiar. Para reforçar o processo de produção e comercialização de peixes, o Governo do Estado, por meio do projeto Pró-Semiárido, firmou um convênio, nesta quinta-feira (28), com a Cooperativa de Produção e Comercialização dos Derivados de Peixe de Sobradinho (Coopes).  

Por meio do projeto Pró-Semiárido, executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com cofinanciamento do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), serão destinados R$ 531,7 mil em ações para ampliar e fortalecer a piscicultura, como a compra de ração para vender para os agricultores cooperados.  

De acordo com o diretor-presidente da CAR, Wilson Dias, será uma segunda frente que a cooperativa abrirá no seu portfólio de produtos. Além de fazer o beneficiamento do pescado, fará a comercialização da ração. “Esse convênio tem esse propósito, que a Coopes compre ração em atacado e faça o fornecimento mediante contrato com os produtores, em que eles vão pagar parte em dinheiro e parte em pescado. Desta maneira, o beneficiamento e a comercialização serão fortalecidos também”.  

Para Rosália Vieira, presidente da Coopes, esse convênio é uma oportunidade que contribui para a sustentabilidade da produção de peixes. Segundo ela, um dos desafios dos produtores têm sido o aumento de preço da ração no mercado. “Os produtores poderão comprar a ração mais barata e terão a venda garantida de sua produção, para a cooperativa beneficiar. Os piscicultores e piscicultoras terão um ‘fôlego’ para conseguir alimentar os peixes e também não ficarão reféns dos atravessadores, que não pagam preços justos”. 

O peixe da espécie tilápia, produzido pela Coopes, é estocado e comercializado seguindo os padrões ideais sanitários e de qualidade, além de possuir o Selo de Identificação da Agricultura Familiar (SIPAF), que garante a sua origem. Hoje, a cooperativa tem a capacidade de produção de 100 a 300 quilos por mês, comercializados de diversas formas, como filé de tilápia a vácuo, congelado em posta, espalmado congelado, linguiça de peixe, espetinhos de peixe, bolinho de peixe e peixe fresco, um cardápio variado que pode ser adquirido no Armazém da Caatinga, em Juazeiro, ou por meio do site www.mercaf.com.br. 

A engenheira de Pesca do Pró-Semiárido, Joseane Araújo, que acompanha o desenvolvimento produtivo da Coopes, destacou que com a assinatura desse convênio será possível garantir a alimentação dos peixes. “Os produtores comprarão a ração com cerca de 15% de desconto, mais barato que os mercados atuais. Nesse processo, ganha quem produz e, também, a cooperativa, pois terá uma produção periódica, para a comercialização contínua, podendo assim abastecer grandes supermercados”.  

A Coopes conta ainda com outro convênio firmado junto ao Pró-Semiárido, no valor total de R$439,9 mil. Um recurso que prevê a aquisição de equipamentos para o beneficiamento do pescado e aproveitamento de resíduos sólidos, entre outras ações, beneficiando piscicultores do território Sertão do São Francisco. 

Mais investimentos 

Para garantir a qualificação da produção, outro projeto do Governo do Estado, o Bahia Produtiva, destinou à Coopes R$ 1,6 milhão de recursos aplicados na reforma da unidade de beneficiamento de pescados, construção da fábrica de óleo e aquisição de máquinas e equipamentos. A previsão é que a obra seja entregue no segundo semestre deste ano. O Bahia Produtiva é executado pela CAR/SDR e cofinanciado pelo Banco Mundial. 

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sexta-feira, 29 de abril de 2022

Piscicultura do Sertão do São Francisco recebe investimentos para ampliar beneficiamento e comercialização



No território de identidade Sertão do São Francisco, a piscicultura desponta como atividade promissora da agricultura familiar. Para reforçar o processo de produção e comercialização de peixes, o Governo do Estado, por meio do projeto Pró-Semiárido, firmou um convênio, nesta quinta-feira (28), com a Cooperativa de Produção e Comercialização dos Derivados de Peixe de Sobradinho (Coopes).  


Por meio do projeto Pró-Semiárido, executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com cofinanciamento do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), serão destinados R$ 531,7 mil em ações para ampliar e fortalecer a piscicultura, como a compra de ração para vender para os agricultores cooperados.  


De acordo com o diretor-presidente da CAR, Wilson Dias, será uma segunda frente que a cooperativa abrirá no seu portfólio de produtos. Além de fazer o beneficiamento do pescado, fará a comercialização da ração. “Esse convênio tem esse propósito, que a Coopes compre ração em atacado e faça o fornecimento mediante contrato com os produtores, em que eles vão pagar parte em dinheiro e parte em pescado. Desta maneira, o beneficiamento e a comercialização serão fortalecidos também”.  


Para Rosália Vieira, presidente da Coopes, esse convênio é uma oportunidade que contribui para a sustentabilidade da produção de peixes. Segundo ela, um dos desafios dos produtores têm sido o aumento de preço da ração no mercado. “Os produtores poderão comprar a ração mais barata e terão a venda garantida de sua produção, para a cooperativa beneficiar. Os piscicultores e piscicultoras terão um ‘fôlego’ para conseguir alimentar os peixes e também não ficarão reféns dos atravessadores, que não pagam preços justos”. 



O peixe da espécie tilápia, produzido pela Coopes, é estocado e comercializado seguindo os padrões ideais sanitários e de qualidade, além de possuir o Selo de Identificação da Agricultura Familiar (SIPAF), que garante a sua origem. Hoje, a cooperativa tem a capacidade de produção de 100 a 300 quilos por mês, comercializados de diversas formas, como filé de tilápia a vácuo, congelado em posta, espalmado congelado, linguiça de peixe, espetinhos de peixe, bolinho de peixe e peixe fresco, um cardápio variado que pode ser adquirido no Armazém da Caatinga, em Juazeiro, ou por meio do site www.mercaf.com.br. 


A engenheira de Pesca do Pró-Semiárido, Joseane Araújo, que acompanha o desenvolvimento produtivo da Coopes, destacou que com a assinatura desse convênio será possível garantir a alimentação dos peixes. “Os produtores comprarão a ração com cerca de 15% de desconto, mais barato que os mercados atuais. Nesse processo, ganha quem produz e, também, a cooperativa, pois terá uma produção periódica, para a comercialização contínua, podendo assim abastecer grandes supermercados”.  


A Coopes conta ainda com outro convênio firmado junto ao Pró-Semiárido, no valor total de R$439,9 mil. Um recurso que prevê a aquisição de equipamentos para o beneficiamento do pescado e aproveitamento de resíduos sólidos, entre outras ações, beneficiando piscicultores do território Sertão do São Francisco. 


Mais investimentos 

Para garantir a qualificação da produção, outro projeto do Governo do Estado, o Bahia Produtiva, destinou à Coopes R$ 1,6 milhão de recursos aplicados na reforma da unidade de beneficiamento de pescados, construção da fábrica de óleo e aquisição de máquinas e equipamentos. A previsão é que a obra seja entregue no segundo semestre deste ano. O Bahia Produtiva é executado pela CAR/SDR e cofinanciado pelo Banco Mundial. 

 

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quinta-feira, 17 de março de 2022

Mangues de Santo Amaro recebem quase dois milhões de caranguejos

 


Foto: Divulgação/Bahia Pesca

Os mangues do distrito de Acupe, em Santo Amaro da Purificação, terão mais vida a partir desta quinta-feira (17). A Bahia Pesca, empresa vinculada à Secretaria da Agricultura do Estado, realizará o repovoamento de aproximadamente 1,7 milhão de megalopas (filhotes de caranguejo na segunda fase de desenvolvimento) nos manguezais da região, a partir das 14h.

As megalopas foram cultivadas no laboratório da Bahia Pesca, na Fazenda Experimental Oruabo, em Santo Amaro, onde também são realizadas as principais atividades de pesquisa da empresa. As fêmeas utilizadas para a reprodução são capturadas no próprio manguezal e devolvidas ao habitat natural assim que as larvas nascem.

“Durante sua estada em nosso laboratório, as fêmeas foram nutridas com alimentos à base de peixes e camarão até a eclosão dos ovos. É neste momento que ‘nasce’, em forma de larva, a iguaria tão apreciada por baianos e turistas. As larvas então são colocadas em tanques onde se alimentam de microalgas e microcrustáceos e vão se desenvolvendo até atingir o estágio de megalopas”, explica a técnica da Bahia Pesca, Eliane Hollunder.

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terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

33ª CIPM resgata 600 caranguejos pescados em período ilegal



 Equipes da 33ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Valença) devolveram 600 caranguejos para o habitat natural, no domingo (6), no povoado de Garapuá, pertencente a cidade de Cairu. 



De acordo com o comandante da unidade, major Bruno Czekus Soares, os animais foram capturados em período de defeso da espécie, fase em que ocorre a reprodução. "Chegou uma denúncia de que algumas pessoas tinham realizado a pesca no período proibido. Quando chegamos no local indicado, os suspeitos fugiram, mas deixaram os animais", explicou o oficial.


O resgate dos caranguejos foi realizado por policiais da unidade que faziam o policiamento ostensivo durante a Operação Verão.

Fonte: Ascom/ Silvânia Nascimento

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sábado, 5 de fevereiro de 2022

160 mil alevinos são distribuídos para agricultores e agricultoras familiares

 


160 mil alevinos são distribuídos para agricultores e agricultoras familiares de municípios do Território Metropolitano de Salvador



Agricultores e agricultoras familiares dos municípios de Pojuca e Camaçari, receberam, nesta quinta-feira (03), alevinos de tambaqui e tambacu, para incentivar a piscicultura nessas propriedades rurais. Na próxima semana será realizada também a entrega no município de São Sebastião do Passé. No total, estão sendo distribuídos 160 mil alevinos para os três municípios. O objetivo é promover renda a partir da diversificação de atividades produtivas e também garantir segurança alimentar e nutricional das famílias, a partir do consumo dessa proteína animal.


A ação foi resultado da parceria entre a Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e a Bahia Pesca, vinculada à Secretaria de Agricultura (Seagri). A iniciativa foi realizada após estudo de viabilidade e do potencial, para esse tipo de atividade, feito pela equipe da Bahiater/SDR que atua no Território de Identidade Metropolitano de Salvador, nas propriedades dos beneficiários.  



“Essa é mais uma ação para que os agricultores possam incrementar a sua renda, no Território metropolitano. Vamos continuar nesse processo de construção para o fortalecimento da economia e da renda da agricultura familiar no Metropolitano”, destacou a coordenadora da Bahiater no Território Metropolitano de Salvador, Marinês Santos.


Gildete Alves Paiva, da Associação São Roque, do município de Pojuca, que recebeu uma parte da doação de alevinos, falou da importância dessa doação, feita por meio da parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Pojuca, que vai ajudar às famílias e possibilitar, futuramente, uma renda extra, com a venda dos peixes. “A Associação São Roque agradece essa oportunidade, que vai gerar uma renda para as famílias no futuro”.


Conceição Santos, do município de Camaçari, comemorou a chegada dos alevinos, que irá beneficiar famílias de comunidades rurais do município. “A gente nunca teve essa oportunidade que, através do Governo do Estado, a gente está tendo, de um projeto para nos apoiar na renda ou como complemento do salário. Isso abriu novos horizontes para as pessoas da comunidade. Quase dez pessoas já me procuraram e irão fazer os tanques para poder ampliar a produção. Na hora que a gente começar a vender vamos ser referência. A gente tem o tambaqui, a tilápia, as galinhas. Está todo mundo empolgado!”.



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sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Marisqueiras recebem curso de receitas rápidas com pescado


Peixe no palito, fishburguer, pururuca. Essas são algumas das iguarias que cerca de 100 marisqueiras baianas aprenderão a fazer nos próximos dias. Elas participarão de um curso de receitas rápidas de pescado, realizado pela Bahia Pesca. O objetivo do curso é preparar as profissionais para que possam obter uma renda extra com a gastronomia.


As aulas serão online e ao vivo e incluem assuntos como beneficiamento e processamento de pescado, pré-higienização, manipulação de temperos e congelamento de produtos.


As turmas foram divididas por regiões geográficas. As marisqueiras selecionadas nos territórios de São Francisco, Itaparica, Recôncavo e Região Metropolitana de Salvador (RMS) terão aulas entre os dias 22 e 26 de novembro. Já as profissionais do Litoral Sul e da Costa do Descobrimento assistirão ao curso entre entre os dias 29 de novembro e 3 de dezembro.


“Muitas profissionais já têm um talento natural para a gastronomia, mas ainda não conseguem desenvolver um trabalho profissional. O curso as ajudará a desenvolver melhor essa vocação”, afirma a instrutora do curso, Maria Aparecida Mendes, conhecida como Cida Pescadora.


Todas as alunas receberão um kit com faca, tábua, avental, luva, touca e máscara.


Fonte: Ascom/Bahia Pesca


 Foto: Bahia Pesca


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terça-feira, 24 de agosto de 2021

Pescadoras artesanais de Itiúba participam de oficina de beneficiamento de peixes


 Para assegurar a viabilidade da criação de pescados, o Governo do Estado, por meio do projeto Pró-Semiárido, promoveu intercâmbio de experiências com as pescadoras das comunidades de Taquari e Assentamento Maria dos Santos, do município de Itiúba. O grupo, com cerca de 20 mulheres, percorreu mais de 200 quilômetros, até a cidade Sobradinho, para conhecer o trabalho desenvolvido pelas pescadoras artesanais da Cooperativa de Produção e Comercialização dos derivados de Peixes de Sobradinho (Coopes).  


A engenheira de pesca do Pró-Semiárido Josiane Araújo, que acompanha os dois grupos, destacou a importância desse momento para apoiar o grupo de Itiúba a potencializar a sua criação de tilápia e também da piaba: “A ideia foi fazer algo que as ajudasse a agregar valor ao pescado. Tanto que elas trouxeram a piaba para que possam desenvolver um produto e fazer a agregação”. 


O grupo de pescadoras de Itiúba comercializa a tilápia e a piaba evisceradas e também preparam refeições para venda local. “O intercâmbio está dentro do que a gente esperava, do que a gente tem necessidade. A gente, adquirindo conhecimento, tem como evoluir e fazer com que o nosso peixe seja mais procurado e tanto vai ser bom pra gente que vai beneficiar o peixe quanto para quem compra.”, ressaltou a presidente da associação comunitária de Taquari, Aurinha Ribeiro de Andrade. 



Na ocasião, as pescadoras puderam participar de um curso de beneficiamento de peixe e aproveitamento e confecção de produtos a partir dos resíduos do pescado. A capacitação foi ofertada pelo Instituto das Irmãs da Santa Cruz com apoio do Instituto Múltiplo de Cidadania (IMC) e da Bahia Pesca, empresa vinculada à Secretaria de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia – Seagri. 


A capacitação foi facilitada por Cida Maria Aparecida Mendes, mais conhecida como Cida Pescadora. Ela destacou que a formação tem um importante papel para geração de renda e também autonomia das famílias: “A importância deste trabalho é para que as pessoas tenham a oportunidade de viver melhor. Agregar valor ao seu produto envolvendo mais a família porque hoje, diante da situação que a gente vive, mais presa, você tem que fazer por onde as pessoas se sentirem bem dentro de casa para se manter, comer bem e ajudar os vizinhos.”  


Depois da formação, as pescadoras visitantes já vislumbram o aumento da demanda pelo pescado beneficiado em suas comunidades e no município, tanto a venda in natura quanto do peixe preparado para consumo. Além disso, elas planejam comercializar para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) como afirma dona Aurinha: “Esse peixe sem espinha a prefeitura vai poder comprar para a merenda escolar porque o perigo é a espinha... Já vai ser outra forma de venda.” 


O Pró-Semiárido é um projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com cofinanciamento do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida). 


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quinta-feira, 22 de julho de 2021

Pescadores baianos recebem mais 10 mil máscaras

 


Cerca de 10 mil pescadores baianos receberão, a partir desta semana, equipamentos de prevenção ao Covid-19. A Bahia Pesca (empresa vinculada à Secretaria de Agricultura) entregará máscaras de proteção a quase 30 colônias e associações de pescadores do estado.


O material será disponibilizado às entidades de Cachoeira, Santo Amaro, Saubara, Vera Cruz, Itaparica, Conde, Paratinga, Morpará e Bom Jesus da Lapa, que repassarão gratuitamente os equipamentos a seus associados. Desde o início da pandemia a Bahia Pesca já distribuiu mais de 170 mil máscaras aos profissionais da pesca.


“É hora de redobrar os cuidados. Os pescadores e as marisqueiras baianas têm feito sua parte, e nós não poderíamos deixar de colaborar com esse esforço coletivo”, explica o presidente da Bahia Pesca, Marcelo Oliveira.


As máscaras foram adquiridas junto a 603 associações, cooperativas e empresas, numa ação realizada em parceria entre as secretarias do Planejamento (Seplan), Desenvolvimento Econômico (SDE) e Desenvolvimento Rural (SDR).


Fonte: Ascom/ Bahia Pesca

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sexta-feira, 18 de junho de 2021

Unidade de beneficiamento de pescados vai beneficiar piscicultores de Paulo Afonso e região


 Os piscicultores do Território Itaparica vão contar com uma unidade de beneficiamento de pescados, reformada e equipada. Nesta quinta-feira (17), o Governo do Estado, por meio do projeto Bahia Produtiva, autorizou o início das obras à Associação dos Pequenos Criadores de Peixe da Lagoa do Junco, na Comunidade de Xingozinho, no município de Paulo Afonso.



A unidade, com capacidade para beneficiar até cinco toneladas por dia, vai impactar positivamente a renda de 107 famílias agricultores familiares produtores de pescados, além de toda a região de Paulo Afonso e Glória.  Localizada próximo aos locais de cultivo de pescado, a unidade vai ser o elo entre produção e comercialização, aumentando a margem de lucro, além de introduzir a higienização no manuseio do pescado.


Estão sendo investidos R$1,9 milhão, pelo Bahia Produtiva, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), para recuperar e adequar a unidade a fim de operar dentro dos padrões do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA), no beneficiamento da tilápia produzida localmente.



Além das obras civis, estão previstas a aquisição de equipamentos, a definição do layout da planta de processamento e a instalação dos sistemas de tratamento de água e efluentes.


O secretário de Desenvolvimento Rural, Josias Gomes, destacou que o setor da agroindústria pode, a curto e médio prazo, ser uma alavanca no desenvolvimento social e econômico da região: “Estamos incorporando ações, junto com a prefeitura, para que os piscicultores possam ter um espaço apropriado para o beneficiamento das suas produções e possam ganhar um preço justo com a venda dos seus produtos”.


Para o prefeito de Paulo Afonso, Luiz de Deus, o investimento vai alavancar ainda mais a produção.  “O município tem ótimos criadores e agricultores e os investimentos em parceria com o Governo do Estado é de extrema importância. Esses projetos beneficiam a agricultura familiar e a geração de emprego e renda para o homem do campo”.  


A associação comercializa hoje cerca de 15 mil quilos de peixe por dia, na forma “inteiro fresco no gelo” sem passar pelos procedimentos básicos que atendem à legislação e as exigências do mercado. A quase totalidade da produção de tilápia da região é vendida à beira d’água, sem qualquer tipo de beneficiamento que lhe agregue valor.


O presidente da Associação dos Pequenos Criadores de Peixe da Lagoa do Junco, Isac Feitoza, afirmou que a unidade de beneficiamento é um sonho de 20 anos: “Hoje, a gente só tem o mercado da feira livre para vender nossa produção. Com essa unidade, a gente tem a perspectiva de entrar em novos mercados, além de se adequar na questão ambiental. Vai melhorar nosso ganho, custo e rentabilidade”.  


O Bahia Produtiva está investindo R$46,1 milhões no sistema produtivo da psicultura em toda a Bahia, beneficiando 3524 famílias. Os investimentos são aplicados em ações para o fortalecimento da pesca artesanal, piscicultura, maricultura e mariscagem, como a aquisição de equipamentos, embarcações, kit de produção individual para marisqueira, implantação e requalificação de unidades de beneficiamento de pescado.


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domingo, 2 de maio de 2021

Marisqueiras de Maraú aprendem a fazer sabonetes artesanais


 Em um cenário de crise econômica, a capacitação ainda é o melhor investimento. E ela se torna ainda mais importante quando permite uma renda extra. Por isso, a Bahia Pesca, em parceria com a Humana Brasil, está ensinando dezenas de marisqueiras baianas a fazerem sabonetes artesanais. As aulas acontecem neste sábado (1º) e segunda (3), em Maraú, entre 9h e 11h.


Podem participar da capacitação as marisqueiras atendidas pelo programa de assistência técnica da Bahia Pesca, previamente cadastradas. No sábado, a capacitação será realizada na Ilha do Tanque. Já na segunda-feira, a oficina será realizada no Colégio Antenor Lemos.


“Ao apresentar às marisqueiras alternativas que podem complementar suas rendas, proporcionamos uma segurança que em muito contribui para que elas possam continuar atuando em suas próprias comunidades ao mesmo tempo em que vislumbram outras opções que vão contribuir com sua qualidade de vida”, explica o presidente da Bahia Pesca, Marcelo Oliveira.


Os sabonetes, feitos com óleo de coco, mel, aroeira e babosa, serão vendidos a preços populares nas próprias comunidades em que são produzidos.


Fonte: Ascom/Bahia Pesca

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quinta-feira, 29 de abril de 2021

Embrapa lança cursos on-line sobre pirarucu no aniversário de 48 anos da empresa


Identificar as etapas de cultivo de pirarucu: alevino, juvenil e adulto; conhecerá os cuidados nutricionais, sanitários e de manejo nas etapas de juvenil e peixe adulto, até a chegada do produto ao mercado; aprenderá as formas de inserção do pirarucu no mercado e os aspectos econômicos ligados a esta atividade. Interessados devem se inscrever neste link: https://www.embrapa.br/e-campo/criacao-sustentavel-de-pirarucu-da-recria-ao-mercado


Segundo a pesquisadora Hellen Kato, responsável pelos treinamentos, a capacitação traz uma imersão completa em todos os aspectos envolvidos na criação da espécie. “O curso está estruturado em módulos independentes, pelos quais o participante poderá aprender no seu ritmo e nos horários que preferir”, explica. No caso do curso “Criação sustentável de Pirarucu: Da recria ao mercado” os módulos são “Recria e engorda do Pirarucu”; “Da despesca ao mercado”; “Sanidade na criação de pirarucus” e “Aspectos econômicos”.


Já no curso “Criação sustentável de Pirarucu: Reprodução e Alevinagem”, o objetivo é ensinar ao participante como identificar as etapas de cultivo de pirarucu: alevino, juvenil e adulto; conhecer estratégias de formação e manejo de plantel de reprodutores de pirarucu, além de informar quais os cuidados nutricionais, sanitários e de manejo necessários nas etapas de alevinagem. Para se inscrever, os interessados devem acessar este link: https://www.embrapa.br/e-campo/criacao-sustentavel-de-pirarucu


Confira esses e outros cursos da plataforma de cursos on-line da Embrapa, o e-Campo: https://www.embrapa.br/e-campo

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Tecnologia em sistema de aquicultura prevê aumento de 900% na produção de peixes na zona rural de Caatiba

 


Os testes do funcionamento de Aquicultura em Sistema de Recirculação (RAS) já começaram na Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Serra Pelada, localizada no município de Caatiba, no Território Médio Sudoeste da Bahia. Com a chegada de mais tecnologia a perspectiva é de aumentar signitivamente a produção de peixes na comunidade, que já tem tradição no ramo, melhorando a renda e a qualidade de vida das famílias. 



Hoje, a comunidade produz cerca de 4.480 kg de peixes, predominantemente tilápia, por ano. Os peixes são utilizados para alimentação dos moradores e o excedente é comercializado para feiras livres de Caatiba, Itapetinga e Vitória da Conquista. Mas, a estimativa de produção anual, com o sistema de recirculação fechada implantado, com 6 tanques de 50 mil litros cada, é de saltar para 40 toneladas, possibilitando que o produto ganhe acesso ao mercado. 


O RAS é o método de produção em que a água do sistema de criação é continuamente tratada e reutilizada. Foi implantado pelo Governo do Estado, por meio do projeto Bahia Produtiva, e se insere na estratégia de política pública que vem sendo adotada na Bahia para dar estímulo aos produtores da agricultura familiar, visando aumentar a integração ao mercado, a receita líquida e a segurança alimentar dos beneficiários. 



A presidente da associação, Rosilene Oliveira, conta que a comunidade já trabalha com a criação de peixes em tanques escavados para a produção: “Esse projeto trouxe uma novidade que vai gerar muitos benefícios, não só para comunidade, mas para todo o município. Está sendo implantada pela primeira vez aqui na região e a expectativa é grande”.  


Para o piscicultor Zenilton Pales da Cruz, a atividade da pesca é o sustento da comunidade: “Com esses investimentos, teremos como aumentar nossa produção e fechar parceria com uma empresa, pois teremos a garantia de produzir mais e melhor”.  


O projeto Bahia Produtiva é executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).  



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quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Agroindústria de pescado melhora renda de 400 famílias de marisqueiras e pescadores de Itaparica


 A coleta de 400 famílias de marisqueiras e pescadores da Cooperativa dos Pescadores e Marisqueiros de Vera Cruz (Repescar), da Ilha de Itaparica, passou a ter venda garantida. A agroindústria de pescado passou por adequação e melhorias em sua infraestrutura, com o investimento de R$2,2 milhões, realizado pelo Governo do Estado, via projeto Bahia Produtiva, na qualificação do processo de produção e da gestão. 

As famílias beneficiadas com o trabalho da Repescar estão distribuídas em 30 comunidades, localizadas em nove municípios da Baía de Todos-os-Santos, no município de Candeias, Itaparica, Madre de Deus, Maragogipe, Salinas da Margarida, Salvador, São Francisco do Conde, Saubara e Vera Cruz. 



A Repescar trabalha com mariscos catados, como caranguejo, siri, chumbinho, aratu e ostra, polpa de peixe, e petiscos artesanais, como coxinha de bacalhau e de peguari e bolinho de siri e camarão do mar das paradisíacas águas da Baía de Todos-os-Santos. Os produtos possuem o Selo de Inspeção Estadual (SIE) e, com os avanços obtidos, os produtos hoje estão sendo comercializados pelo aplicativo www.goomer.app/cooperativa-repescar.  


São produzidas cerca de três toneladas por mês de pescados e mariscos e a cooperativa atende a demandas de clientes individuais, dez restaurantes da alta gastronomia de Salvador e ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Para este ano de 2021, fechou parceria com a startup Fishtag, uma plataforma que funciona como uma ‘curadoria’ de peixes, para fornecer seus produtos para restaurantes de São Paulo.  

 



Requalificação  


Os recursos do Projeto Bahia Produtiva foram destinados para reforma e ampliação da unidade de beneficiamento de pescados, embarcações e veículos para transporte da produção, armazenamento e logística.  


O presidente da Repescar, José Carlos Bezerra Júnior, explica que as mudanças foram na readequação da estrutura física da unidade para a legislação sanitária vigente: “Um ganho porque antes não tínhamos estruturas como muro, a pavimentação externa não existia, era grama. Redimensionamos as áreas internas e temos uma área nova criada para depuração de moluscos vivos, podendo ofertar ao mercado produtos vivos, trazendo um retorno maior para todos os cooperados”. 


A cooperativa passou a contar também com dois locais para tratamentos de resíduos orgânicos, uma área para tratar as conchas, local para tratamento de água, além da aquisição de um gerador. Os cooperados receberam equipamentos de proteção para cada tipo de atividade, equipamentos para produção e para cultivo e estrutura necessária para o fornecimento logístico e agora cada família faz com que seu produto chegue à cooperativa sem precisar de deslocar. 


A marisqueira Nelci Batista do Nascimento, do projeto Conchas do Paraguaçu, do município de Maragogipe, garante: “Com os equipamentos individuais e coletivos de proteção e de manejo, temos mais segurança para o trabalho do dia a dia”.


O Bahia Produtiva é um projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com cofinanciamento do Banco Mundial. 





Foto: André Fofano

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