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quinta-feira, 23 de abril de 2026

Sushi no almoço: o truque para fugir da fadiga pós-refeição


 

Sushi no almoço: o truque dos profissionais de alta performance para fugir da fadiga pós-refeição


Culinária japonesa conquista o almoço corporativo ao unir leveza, praticidade e energia para manter a produtividade no expediente


De acordo com um levantamento da Alelo, refeições mais calóricas chegam a reduzir a produtividade em até 20% no período da tarde, ou seja, o que é consumido no almoço pode ser a diferença entre uma tarde de trabalho produtiva ou uma longa jornada de batalha contra o sono. Não por acaso, os brasileiros vêm substituindo os tradicionais “pratos-feitos”, pesados e mais gordurosos, por opções mais leves como sushi, temaki e poke. O crescimento consistente de pedidos de culinária japonesa já é uma realidade apontada pelo iFood, que registrou cerca de 50 milhões de pedidos dessa categoria em 2025, indicando mudança no comportamento alimentar durante a jornada de trabalho e a busca por escolhas que favoreçam energia, foco e bem-estar até o fim do expediente.


Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) indicou que profissionais que optam por refeições leves mantêm níveis de concentração até 15% maiores no período da tarde. O mesmo estudo aponta que refeições balanceadas ajudam a preservar a atenção e a disposição para atividades cognitivas, evitando a queda de desempenho comumente associada ao consumo de alimentos mais gordurosos no almoço.


“Hoje, quem trabalha em escritório quer refeições que aliam praticidade a equilíbrio nutricional e sustentem a energia ao longo do dia. Isso passa por combinações adequadas de proteínas de qualidade, carboidratos de digestão mais estável e gorduras boas, além de ingredientes frescos, que ajudam a evitar picos de glicemia e a sensação de cansaço após o almoço”, comenta o Chef Augusto Gomes, especialista em padrões e procedimentos do Grupo Home Sushi Home


O diferencial da culinária japonesa está em três fatores: o vinagre de arroz (usado em muitos dos preparos) e as fibras das algas reduzem o índice glicêmico da refeição, evitando picos de insulina e a queda de energia no meio da tarde; o ômega-3 presente em peixes como salmão e atum alimenta diretamente as funções cerebrais, melhorando o foco; e os preparos evitam frituras pesadas e gorduras saturadas, o que impede uma digestão lenta que desvia sangue do cérebro para o estômago. Combinados de sashimi, Frango Teriyaki com Arroz e Legumes ou Pokes são pratos que se encaixam bem nesse contexto justamente por oferecerem equilíbrio sem sobrecarregar o organismo.


Além do benefício para a produtividade, o consumo de culinária japonesa no horário diurno já é tratado como reflexo de um novo estilo de vida corporativo, em que saúde, bem-estar e equilíbrio viraram parte importante da rotina. Segundo estudo feito pelo MDPI Nutrients (2021), intervenções nutricionais no ambiente de trabalho, incluindo a oferta de refeições e lanches mais saudáveis, estão associadas à melhoria nos hábitos alimentares dos colaboradores, à redução objetiva da fadiga, ao aumento da energia e a um bem-estar geral que se sente no fim do expediente.


Com a popularização do sushi como a nova “marmita dos escritórios”, restaurantes e serviços de delivery especializados já vêm repensando seus cardápios para esse público, oferecendo opções práticas, rápidas e nutricionalmente equilibradas. “Estamos falando de escolhas com boa densidade nutricional. O poke, por exemplo, permite reunir em um único prato carboidratos, proteínas magras e vegetais ricos em fibras e micronutrientes, promovendo saciedade e mantendo níveis de energia mais estáveis ao longo do dia. Esse tipo de combinação favorece o foco, a disposição e o bem-estar no ambiente de trabalho”, conclui o Chef Augusto Gomes.



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sábado, 18 de abril de 2026

Saudável, mas nem tanto



 Saudável, mas nem tanto: hábitos comuns podem sabotar a alimentação equilibrada


Nutróloga Suzana Viana explica que excesso de modismos e informações superficiais levam a erros que comprometem a saúde e dificultam resultados


A busca por uma alimentação saudável nunca esteve tão em alta, mas nem sempre as escolhas consideradas “corretas” trazem os benefícios esperados. O consumo excessivo de alimentos tidos como saudáveis, a substituição de refeições por opções “fit” e a exclusão de grupos alimentares sem orientação estão entre os erros mais frequentes  e podem impactar diretamente a saúde metabólica e digestiva.


De acordo com a médica nutróloga Suzana Viana, o problema está na forma como a informação chega ao público. “Hoje, existe excesso de conteúdo sobre alimentação, mas nem sempre com embasamento. Isso faz com que muitas pessoas adotem estratégias restritivas ou desequilibradas, acreditando que estão cuidando da saúde, quando, na verdade, estão prejudicando o próprio organismo”, explica.


Entre os equívocos mais comuns está o exagero na quantidade de alimentos considerados saudáveis. Itens como castanhas, frutas e produtos integrais, apesar de nutritivos, também possuem valor calórico e, em excesso, podem dificultar o controle de peso


Por outro lado, a exclusão de carboidratos e gorduras sem acompanhamento profissional também preocupa. “Esses nutrientes têm funções importantes no organismo, como fornecer energia e participar da regulação hormonal. Cortes radicais podem causar efeitos negativos, como fadiga, compulsão alimentar e desequilíbrios metabólicos”, destaca Suzana.


Produtos industrializados rotulados como “light”, “zero” ou “fit” também entram na lista de armadilhas. Muitas vezes, esses alimentos continuam sendo ultraprocessados, com aditivos químicos e baixo valor nutricional. “O rótulo pode induzir ao erro. Nem tudo que parece saudável realmente é. É fundamental avaliar a composição dos alimentos”, orienta.


Além disso, hábitos como comer em horários desregulados ou sem atenção à qualidade das refeições podem afetar o funcionamento gastrointestinal e contribuir para quadros como disbiose, distensão abdominal e dificuldade na digestão.


Para a médica, o caminho mais seguro é buscar equilíbrio e orientação individualizada. “Alimentação saudável não é sobre restrição extrema nem sobre seguir tendências. É sobre entender as necessidades do corpo, respeitar a individualidade e manter constância com escolhas equilibradas”, conclui.


Suzana Viana


Suzana Viana é médica formada pela Faculdade de Tecnologia e Ciências (2013), com pós-graduação em Gastroenterologia pela Faculdade IPEMED (2019) e nutróloga titulada pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). Atua como nutróloga, auxiliando pacientes com problemas gastrointestinais, lipedema, disbiose, obesidade, menopausa e fertilidade.


Foto: Freepik


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domingo, 22 de fevereiro de 2026

Detox pós-folia: como a culinária japonesa auxilia na recuperação física




Detox pós-folia: entenda como a culinária japonesa auxilia na recuperação física


Especialista revela os nutrientes essenciais para desinchar e recuperar a energia depois de excessos no Carnaval

 

Entre um bloquinho e outro, calor, noite virada e aquela cerveja em excesso é comum ocorrer a desregulação do organismo. Quem sustenta o pique até o fim sabe que, por trás da folia sem freio, existe uma conta que chega na quarta-feira. Por isso, não basta apenas ter resistência ou disposição, mas saber como repor o que o corpo perdeu no caminho.

 

Após longos períodos de exposição ao calor e privação de sono, o corpo pede uma pausa, e ela começa no prato. Apostar em uma alimentação baseada em ingredientes de alta densidade nutricional, leves e de fácil assimilação garantem disposição sem sobrecarregar o metabolismo. Nesse processo, evitar o excesso de gorduras saturadas e produtos ultraprocessados contribui para uma recuperação mais eficiente, permitindo manter o ritmo antes, durante e depois da festa.

 

Benefícios da culinária japonesa: nutrientes, hidratação e reposição de minerais

 

Na busca por equilíbrio, a culinária japonesa desponta como uma das alternativas mais inteligentes e completas para quem busca restaurar o vigor físico sem abrir mão do prazer gastronômico. “O consumo de peixes frescos, pilares da dieta oriental, oferece ao corpo proteínas de alto valor biológico e teores significativos de ômega-3, um ácido graxo com propriedades anti-inflamatórias que pode ajudar quem submeteu a musculatura a esforços prolongados nos blocos e avenidas”, comenta Amauri Sales, CEO de Home Sushi Home, rede de franquias de delivery especializada em culinária japonesa e asiática.

 

Outro elemento para recuperação pós-folia é a hidratação, alimentos com alto teor hídrico e baixo sódio, como o pepino presente no sunomono e os vegetais frescos dos poke bowls, ajudam a reidratar o corpo, facilitando a eliminação de toxinas acumuladas. “O uso de algas como o nori também fornece um aporte extra de iodo e magnésio, minerais que frequentemente apresentam queda após períodos de estresse físico e consumo de álcool, ajudando a estabilizar o metabolismo e devolver a clareza mental necessária para o retorno às atividades do dia a dia”, explica Sales.

 

Praticidade saudável: o novo conceito de fast-food 

 

Para quem ainda sente o cansaço físico e prefere evitar o esforço de cozinhar ou enfrentar filas, o delivery surge como uma das opções favoritas, e isso se reflete também nas preferências alimentares dos consumidores. Dados do iFood mostram que em 2025, os pedidos diários de sushi, sashimi e temaki chegaram a mais de 122 mil por dia no Brasil, totalizando mais de 33,4 milhões de entregas ao longo do ano, o que evidencia a popularidade da culinária japonesa no contexto do delivery e reforça a tendência de consumo por praticidade e conveniência.

 

“O crescimento do delivery também impulsionou a ideia de um fast food mais saudável, que respeita o tempo do consumidor sem comprometer a qualidade dos ingredientes”, avalia o CEO. “Receber uma refeição preparada com insumos frescos e técnicas leves permite que o descanso seja priorizado, ao mesmo tempo em que se evita recorrer a opções ultra processadas, comuns em momentos de fadiga, provando que é possível retomar o ritmo cotidiano de forma prazerosa e conectada com as necessidades biológicas”.


 

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terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Exagerou nas festas de fim de ano?



Exagerou nas festas de fim de ano? Veja como equilibrar a alimentação sem dietas restritivas



Especialista alerta que ajustes graduais, foco na qualidade dos alimentos e respeito ao funcionamento do corpo são mais eficazes


Após o período de confraternizações, marcado por excesso de açúcar, álcool e alimentos ultraprocessados, cresce a busca por dietas radicais como forma de “compensação”. Mas é preciso cuidado, pois essa estratégia pode gerar mais prejuízos do que benefícios, afetando o metabolismo, a saúde intestinal e favorecendo o efeito sanfona. A retomada do equilíbrio passa por ajustes graduais e escolhas sustentáveis, não por restrições extremas.


A médica nutróloga Suzana Viana explica que o organismo precisa de tempo para se reorganizar após períodos de exagero. “Dietas muito restritivas logo após as festas tendem a sobrecarregar o corpo, aumentar a compulsão alimentar e dificultar a manutenção de resultados ao longo do ano”, afirma.



Entre as principais recomendações está o retorno progressivo à rotina alimentar. Priorizar alimentos in natura, como frutas, legumes, verduras e fontes magras de proteína, ajuda a reequilibrar o organismo sem causar estresse metabólico. A redução do consumo de açúcar, frituras e ultraprocessados deve ocorrer de forma consciente, sem cortes abruptos.


A hidratação também ganha destaque no pós-festas. O consumo adequado de água auxilia na digestão, na função intestinal e na eliminação de toxinas, especialmente após o aumento da ingestão de bebidas alcoólicas e alimentos ricos em sódio.


O excesso alimentar típico do fim de ano pode provocar desconfortos gastrointestinais, como inchaço, constipação e azia. Para minimizar esses efeitos, a orientação é investir em fibras alimentares, presentes em vegetais, grãos integrais e sementes, além de alimentos que favoreçam a saúde da microbiota intestinal.


Segundo Suzana Viana, respeitar os sinais do corpo é essencial nesse processo. “Fome, saciedade e ritmo intestinal são indicadores importantes. Forçar jejuns prolongados ou dietas muito restritas ignoram esses sinais e podem comprometer a recuperação do bem-estar”, pontua.


A retomada de hábitos saudáveis após as festas deve considerar também o estilo de vida. Reorganizar horários das refeições, praticar atividade física de forma gradual e manter regularidade são estratégias mais eficazes do que soluções imediatistas. “O início do ano não precisa ser marcado por punição alimentar. Quando o foco está na constância e na qualidade das escolhas, os resultados aparecem de forma mais segura e duradoura”, conclui a nutróloga.


Foto: Freepik


Suzana Viana


Suzana Viana é médica formada pela Faculdade de Tecnologia e Ciências (2013), com pós-graduação em Gastroenterologia pela Faculdade IPEMED (2019) e nutróloga titulada pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). Atua como nutróloga, auxiliando pacientes com problemas gastrointestinais, lipedema, disbiose, obesidade, menopausa e fertilidade.

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

O que comer no Carnaval para manter disposição e evitar o cansaço?


Especialista médico explica quais escolhas alimentares ajudam a sustentar o rendimento físico durante longas horas de festa


Após reunir mais de 53 milhões de foliões em todo o país no Carnaval de 2025, segundo estimativa do Ministério do Turismo, a expectativa para 2026 é de que a adesão às festas de rua seja ainda maior. Com mais pessoas nas ruas, calor intenso e longos períodos de esforço físico, definir bem o que consumir ao longo do dia se torna decisivo para preservar o fôlego e evitar a fadiga típica da temporada carnavalesca.


Para o Dr. Edson Ramuth, médico e fundador do Emagrecentro, antes mesmo de pensar nas refeições, é fundamental garantir a base do cuidado durante os dias de festa: a hidratação. “A água é o ponto de partida de tudo, ela precisa estar sempre à mão, seja levada de casa ou comprada ao longo do dia. Sem hidratação adequada, o rendimento físico cai, o ânimo diminui e o risco de mal-estar aumenta”, explica. Superado esse passo, o profissional destaca o que ingerir antes, durante e entre os blocos para ajudar o corpo a acompanhar o ritmo intenso da programação:


1. Faça uma refeição leve antes de sair de casa

Antes de ir para a rua, o ideal é consumir uma alimentação que combine carboidrato e proteína. “Pão integral com ovo, arroz com feijão e frango ou iogurte com frutas ajudam a manter a glicose estável e garantem vitalidade por mais tempo”, orienta. Segundo ele, sair em jejum aumenta o risco de tontura e fraqueza. “O organismo precisa de combustível antes do esforço físico”, reforça.


2. Leve frutas práticas para consumir durante

Banana, maçã, uva e tangerina são opções fáceis de transportar e consumir. “As frutas oferecem energia rápida, fibras e minerais importantes, além de serem de fácil digestão”, explica o médico. Ele destaca que a banana, por exemplo, “contribui para a reposição de potássio perdido no suor, ajudando a reduzir a sensação de exaustão ao longo do dia”.


3. Inclua lanches com proteína para sustentar o ritmo

Castanhas, amendoim, sanduíches naturais, e barrinhas proteicas são boas alternativas. “A proteína colabora para evitar picos e quedas bruscas de energia e aumenta a saciedade”, afirma. De acordo com o especialista, “quem se alimenta apenas de itens muito açucarados tende a perder rendimento mais rápido”.


4. Fast food e a falsa sensação de energia

Frituras e refeições muito gordurosas costumam dar a impressão de saciedade e energia imediata, mas esse efeito é passageiro. “Durante a digestão, o corpo direciona mais energia para o sistema digestivo, o que pode causar sensação de estufamento, refluxo e enjoo”, explica o profissional. Além disso, esse tipo de alimento pode provocar oscilações rápidas nos níveis de açúcar no sangue, resultando em cansaço precoce e queda de energia pouco tempo após a refeição.


Por fim, o médico reforça que escolhas conscientes ao longo do dia fazem diferença. “Planejar o que consumir, optar por preparações leves e fazer substituições inteligentes ajuda o corpo a sustentar o ritmo intenso do Carnaval com mais bem-estar, sem abrir mão do prazer da festa”, conclui.

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sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Como a alimentação pode ajudar no desempenho no Enem



 Da mesa ao cérebro: como a alimentação pode ajudar no desempenho no Enem


Alimentos ricos em nutrientes, hidratação e boas noites de sono ajudam a manter o foco e a memória durante o exame, marcado para os dias 9 e 16 de novembro


Com a proximidade do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que será realizado nos dias 9 e 16 de novembro, cresce a expectativa e a ansiedade entre os mais de 4,8 milhões de inscritos confirmados, segundo o Ministério da Educação (MEC). Nesse período, além de revisar conteúdos e garantir boas noites de sono, a alimentação torna-se uma aliada essencial para o bom desempenho, ajudando a manter o foco, a disposição e o equilíbrio físico e mental.


De acordo com o nutricionista e professor do curso de Nutrição do Centro Universitário UniFG, Denis Harley, o cérebro depende de uma grande variedade de nutrientes para funcionar adequadamente. “A concentração, a memória e o foco são resultados de vários sistemas do corpo trabalhando juntos. O cérebro é o maestro desse processo e precisa de glicose, mas não em excesso. O ideal é consumir boas fontes de carboidratos associadas a proteínas e gorduras saudáveis”, explica.



O que comer para turbinar o desempenho 


Entre os alimentos que ajudam na memória, na concentração e na disposição física e mental, Denis destaca: 


Peixes gordos (salmão, sardinha, atum): ricos em ômega-3, importante para a memória; 

Ovos: fontes de colina, nutriente essencial para a concentração; 

Frutas e verduras coloridas: ricas em antioxidantes, que protegem as células cerebrais; 

Oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas): fornecem energia de longa duração e ajudam no controle do estresse; 

Cereais integrais: liberam energia de forma gradual, mantendo a glicose estável; 

Água: indispensável para o funcionamento do cérebro e para prevenir a fadiga mental.



O que evitar 


Nos dias que antecedem a prova, o ideal é manter a alimentação habitual e evitar exageros. Bebidas açucaradas, refrigerantes, alimentos gordurosos e bebidas alcoólicas devem ser deixados de lado. “Energéticos e excesso de café também não são boas opções, pois aumentam a ansiedade e atrapalham o sono”, ressalta o nutricionista.




O professor da UniFG faz outro alerta: evitar alimentos desconhecidos ou muito diferentes da rotina, já que podem causar desconforto intestinal, intolerâncias ou alergias, situações indesejadas no dia da prova. “Evite também alimentos muito pesados, com cheiro forte ou muito açucarados. Eles podem causar desconforto e prejudicar o foco durante o exame”, orienta.




O nutricionista recomenda uma alimentação leve e equilibrada, que mantenha a energia sem provocar sonolência, como, por exemplo: café da manhã com pão integral e queijo, frutas e café ou leite; almoço leve, com arroz, feijão, frango ou peixe grelhado e salada variada; e, durante a prova, frutas secas, castanhas, barrinha de cereal ou chocolate amargo, que ajudam a manter a concentração.




Sono, ansiedade e hidratação 


Para o nutricionista, os últimos dias antes do Enem devem ser de manutenção da rotina alimentar e de sono. “Este não é o momento de fazer mudanças drásticas na dieta ou testar suplementos. O corpo precisa de equilíbrio e previsibilidade para funcionar bem”, reforça.


A alimentação também influencia diretamente o sono e o controle da ansiedade. O triptofano, presente em alimentos como leite e derivados, banana, aveia e oleaginosas, ajuda na produção de serotonina e melatonina, hormônios ligados ao bem-estar e à qualidade do sono. Denis também recomenda evitar cafeína e estimulantes após as 16h. “Dormir bem nos dias anteriores é tão importante quanto estudar. O descanso adequado ajuda na fixação da memória e na disposição física”, afirma.


A hidratação é outro ponto fundamental. Segundo Denis, mesmo uma leve desidratação pode causar dor de cabeça, cansaço e perda de concentração. “O ideal é beber água ao longo do dia, em pequenas quantidades, e levar uma garrafinha para a prova”, aconselha o especialista.


O professor da UniFG ainda destaca que uma boa alimentação é parte da estratégia para chegar bem ao Enem e afirma que, com equilíbrio, descanso e nutrição adequada, o estudante garante o combustível certo para o corpo e para a mente. 


Sobre a UniFG 


Com 20 anos de história completados em 8 de novembro de 2022, a UniFG desenvolve ensino, pesquisa e extensão através dos seus mais de 30 cursos de graduação ofertados nas cidades baianas de Guanambi e Brumado. Dona de conceito institucional máximo (nota 5) no Ministério da Educação (MEC), a UniFG é responsável pela formação de milhares de profissionais em diversas áreas do conhecimento.  


Em 2020, a UniFG se integrou ao maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, que tem mais de 300 mil alunos e quase 20 anos de história. Em 2022, a instituição inaugurou um novo campus em Brumado e lá iniciou as atividades do primeiro curso de Medicina da região. Alunos de Medicina dos municípios em que a UniFG atua ainda contam com a Inspirali, um dos principais players de educação continuada na área médica do país.  


Atualmente, o centro universitário tem 18 cursos com notas 4 ou 5 na avaliaçao do MEC, entre eles, Direito, Estética e Cosmética e Odontologia, estes, que obtiveram nota máxima do órgão. Em 2022, recebeu 45 estrelas (distrituídas em 14 cursos) na edição do Guia da Faculdade, plataforma que avalia cursos de ensino superior país afora. Desde 2012 recebe o selo de instituição socialmente responsável, concedido pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), que reconhece instituições que promovem projetos sociais nas áreas de saúde, educação, cultura e meio ambiente, entre outros.  


Saiba mais em www.centrouniversitariounifg.edu.br  

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domingo, 2 de novembro de 2025

Sushi: o prato queridinho do Brasil e os perigos invisíveis que o acompanham



Com o consumo em alta, Paula Eloize alerta para os riscos sanitários e a importância da segurança dos alimentos na culinária japonesa


O sushi conquistou de vez o paladar dos brasileiros. Segundo dados do iFood, são quase 4 milhões de pedidos mensais, o que coloca o prato japonês como o sexto mais consumido do país.


De acordo com o Panorama do Mercado de Sushi no Brasil (1º semestre de 2025), o país soma cerca de 16.700 restaurantes especializados em culinária japonesa, movimentando R$ 12,8 bilhões ao ano.


O crescimento é impressionante, mas por trás dessa popularidade há um desafio crescente para a saúde pública: a segurança dos alimentos crus.




Quando o frescor vira risco



O sushi, o sashimi e o temaki são preparados com peixes e frutos do mar crus, alimentos altamente perecíveis que exigem controle rigoroso de temperatura, higiene e manipulação.




“Esses alimentos não passam por cocção, e por isso qualquer falha no armazenamento ou na manipulação pode ser suficiente para permitir o crescimento de micro-organismos patogênicos”, explica Paula Eloize, especialista em segurança dos alimentos e idealizadora do grupo Food Smart.




Paula alerta que as bactérias mais comuns associadas a peixes crus são Salmonella spp., Listeria monocytogenes, Vibrio parahaemolyticus e Escherichia coli. Além delas, há parasitas como Anisakis simplex, cujas larvas podem causar anisakíase, uma infecção intestinal dolorosa e ainda pouco conhecida no Brasil.




“Alguns desses micro-organismos resistem bem a baixas temperaturas, e o congelamento doméstico não é suficiente para eliminar riscos. É preciso controle técnico, equipamentos adequados e procedimentos padronizados”, reforça.




Os sintomas mais comuns de infecção incluem náuseas, dor abdominal, febre e diarreia intensa, mas há casos em que a contaminação pode causar reações alérgicas, inflamações crônicas e até complicações neurológicas em pessoas vulneráveis.




O problema que o consumidor não vê



De acordo com Paula, o maior risco está na contaminação invisível.




“Muitas bactérias e parasitas não alteram o cheiro, o sabor ou a aparência do peixe. Então o produto pode parecer fresco e, ainda assim, estar contaminado. Essa é a armadilha do sushi mal manipulado: o perigo é silencioso.”




Com o crescimento do delivery, outro desafio é a logística de transporte.




“Um alimento cru precisa se manter refrigerado de ponta a ponta, do preparo à entrega. Quando o sushi sai da temperatura ideal por apenas algumas horas, já há risco de multiplicação microbiana. E como o consumidor não tem como saber se o produto foi mantido na temperatura correta, o risco é invisível e subestimado.”




Como escolher um restaurante seguro



Para reduzir riscos, Paula recomenda que os consumidores adotem critérios técnicos antes de escolher onde comer:




Observe a estrutura física: o ambiente deve ser limpo, refrigerado e com áreas separadas para manipulação de alimentos crus e cozidos.

Verifique vitrines e balcões: os peixes devem estar dentro de vitrines frias e protegidos, nunca expostos ao ar ambiente.

Analise a higiene dos manipuladores: uniformes limpos, uso de touca e ausência de adornos são sinais de boas práticas.

Desconfie de preços muito baixos: peixes de qualidade duvidosa e armazenamento inadequado costumam acompanhar promoções agressivas.

Observe o tempo de exposição: sushi e sashimi não devem ficar prontos por longos períodos; o ideal é que sejam preparados sob demanda.

Prefira restaurantes com Responsável Técnico (RT): a presença desse profissional é obrigatória e garante o controle das Boas Práticas de Fabricação.



“A segurança dos alimentos começa muito antes de o prato chegar à mesa. Está na escolha dos fornecedores, na capacitação da equipe, na limpeza do ambiente e no respeito aos limites de tempo e temperatura”, destaca Paula.




Responsabilidade compartilhada



Embora o papel da fiscalização sanitária seja fundamental, Paula reforça que a segurança é um compromisso de toda a cadeia, do restaurante ao consumidor.




“O RT e a equipe de manipulação têm o dever técnico de garantir a conformidade sanitária. Mas o cliente também precisa ser crítico e fazer escolhas conscientes. Segurança dos alimentos não é luxo, é responsabilidade coletiva.”




Com um mercado bilionário e um público cada vez mais exigente, a tendência é que a gastronomia japonesa continue crescendo no Brasil. Mas, para que isso ocorra de forma sustentável, a segurança precisa andar lado a lado com o sabor.




“O sushi é símbolo de tradição, técnica e equilíbrio. E nada representa mais esse equilíbrio do que a harmonia entre sabor e segurança”, conclui Paula Eloize.

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terça-feira, 28 de outubro de 2025

Glitter e segurança dos alimentos


 

Glitter e segurança dos alimentos: o alerta da Anvisa e o papel dos profissionais da área


A recente proibição do uso de glitters e pós decorativos plásticos em alimentos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) levantou um alerta importante sobre os limites entre estética e segurança na produção de alimentos.


Mais do que uma notícia pontual, o caso expõe falhas estruturais na compreensão e aplicação das Boas Práticas de Fabricação (BPF) e reforça a necessidade de atuação técnica responsável por parte dos profissionais do setor.




O que foi determinado pela Anvisa


A Anvisa reforçou, por meio de comunicado oficial, que produtos contendo PP micronizado (polipropileno), substância comumente usada em glitters plásticos, não podem, sob nenhuma hipótese, ser utilizados em alimentos.


Esses materiais são permitidos apenas em decorações externas e não comestíveis, como cenários e enfeites de festas, mas não podem entrar em contato direto com bolos, doces, bebidas ou sobremesas.


A agência também destacou que qualquer produto destinado à coloração, brilho ou efeito decorativo de alimentos deve ser composto exclusivamente por aditivos alimentares aprovados e listados na legislação brasileira vigente, com base em avaliações de segurança toxicológica.




O risco dos microplásticos


O polipropileno é um tipo de plástico amplamente utilizado em embalagens, utensílios e produtos industriais, mas não é metabolizado pelo organismo humano.


Quando ingerido, pode provocar irritações gastrointestinais e contribuir para o acúmulo de microplásticos em tecidos e órgãos, um fenômeno já estudado em diferentes países e associado a processos inflamatórios, alterações hormonais e potenciais riscos imunológicos.


Além disso, em produtos líquidos, como bebidas e sobremesas cremosas, a dispersão desses microplásticos é ainda mais crítica, dificultando a identificação visual e aumentando a probabilidade de consumo acidental.




O que este caso revela sobre o setor


Embora o caso pareça pontual, ele reflete um problema estrutural: a falta de entendimento técnico sobre a fronteira entre o que é seguro e o que é apenas “permitido”.


Muitos empreendedores e manipuladores ainda interpretam a legislação de forma superficial, sem compreender a diferença entre produtos cosméticos, decorativos e aditivos alimentares.


Esse cenário reforça a importância da presença e atuação ativa do Responsável Técnico (RT) e de consultores de alimentos nas operações, especialmente em estabelecimentos de confeitaria, panificação, eventos e produção artesanal.




Boas práticas e recomendações técnicas


Para evitar riscos e não incorrer em infrações sanitárias, os profissionais devem reforçar alguns pontos essenciais:




Verificação de rótulos e composição:


Todo insumo usado em alimentos deve conter identificação clara de finalidade alimentícia, registro válido e lista de ingredientes com aditivos aprovados pela Anvisa.




Capacitação constante:


O conhecimento técnico atualizado é a ferramenta mais importante do RT para prevenir práticas inadequadas e orientar manipuladores com base em evidências.




Auditoria interna de insumos e fornecedores:


Avaliar fichas técnicas e exigir certificados de conformidade é fundamental para garantir rastreabilidade e segurança dos ingredientes utilizados.




Treinamento e conscientização da equipe:


Manipuladores e confeiteiros devem compreender que nem tudo o que é visualmente atraente é seguro, e que a segurança do consumidor está acima de qualquer apelo estético.




O papel do profissional preparado


A função do RT e do consultor de alimentos vai muito além de cumprir legislações: trata-se de antecipar riscos, interpretar normas e proteger a integridade do produto e do consumidor.


Casos como o do glitter evidenciam o quanto o setor precisa de profissionais informados, críticos e tecnicamente sólidos, capazes de transformar o conhecimento em decisões práticas e seguras.


Em um mercado cada vez mais exigente e fiscalizado, a diferença entre um produto bonito e um produto seguro está no olhar técnico de quem o aprova.




Por: Paula Eloize


Especialista em segurança dos alimentos e idealizadora do grupo Food Smart. Atualmente, a brasileira vive em Lisboa com o propósito de fortalecer a segurança dos alimentos e valorizar o papel técnico dos profissionais do setor.


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segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Bicarbonato de sódio: o que acontece com o corpo

 

Bicarbonato de sódio: o que acontece com o corpo se você consumir o ingrediente todos os dias



O que é o bicarbonato de sódio e por que ele é usado?

O bicarbonato de sódio é um sal alcalino com a capacidade de neutralizar ácidos. Por isso, muitas pessoas utilizam o ingrediente para aliviar sintomas de queimação no estômago — típicos da azia, gastrite e refluxo gastroesofágico.


Ao ser ingerido, o bicarbonato reage com o ácido clorídrico presente no estômago, gerando uma substância neutra (cloreto de sódio) e dióxido de carbono, o que reduz momentaneamente a acidez e proporciona alívio.


Essa reação química, embora eficaz a curto prazo, pode provocar um desequilíbrio no sistema digestivo quando ocorre com frequência.


O perigo do uso contínuo: efeito rebote e aumento da acidez

A acidez gástrica tem uma função essencial na digestão. O ambiente ácido do estômago ajuda a quebrar os alimentos, impede a proliferação de bactérias nocivas e favorece a absorção de nutrientes importantes, como ferro e vitamina B12.


Quando o bicarbonato de sódio é usado com frequência para neutralizar o ácido estomacal, o corpo entende que há acidez insuficiente. Como resposta, aumenta a produção de ácido clorídrico. Esse mecanismo de compensação é conhecido como efeito rebote.


Assim o uso contínuo do bicarbonato pode gerar um ciclo vicioso: o estômago passa a produzir ainda mais ácido após cada ingestão, o que agrava sintomas como refluxo e gastrite. O que começa como uma solução rápida pode, portanto, intensificar o problema a longo prazo...


Alterações no pH do sangue: risco de alcalose metabólica

Um dos argumentos mais comuns entre quem consome bicarbonato regularmente é o desejo de “alcalinizar o organismo”. A ideia por trás disso é que ambientes corporais menos ácidos seriam menos propensos ao desenvolvimento de doenças, incluindo o câncer.


Mas essa teoria não tem base científica. O corpo humano mantém o pH do sangue dentro de uma faixa extremamente estreita (entre 7,35 e 7,45), e qualquer variação pode ter consequências graves.


Quando há um aumento anormal da alcalinidade no sangue, ocorre a alcalose metabólica, condição que pode provocar:


Náuseas e vômitos

Confusão mental

Fraqueza muscular

Espasmos e tremores

Arritmias cardíacas

Risco de coma, em casos extremos

Ingerir bicarbonato para 'alcalinizar o corpo' é um erro que pode colocar a saúde em risco!



Bicarbonato de sódio "limpa" o sangue? Cuidado com os mitos

É comum ver promessas exageradas em vídeos e posts nas redes sociais, sugerindo que o bicarbonato de sódio “limpa o sangue” ou “desintoxica o organismo”. Esses mitos ignoram a fisiologia humana.


A verdade é que a desintoxicação do corpo é feita pelo fígado, rins e intestinos, que trabalham de forma integrada e eficiente. Não há evidência de que o bicarbonato contribua para esse processo de maneira segura ou eficaz.


Outro erro comum é achar que “uma pitadinha por dia não faz mal”. O problema é que essas pequenas doses podem se acumular ao longo do tempo — especialmente se forem ingeridas mais de uma vez ao dia, o que aumenta o risco de intoxicação e distúrbios metabólicos.


Quando o uso do bicarbonato de sódio é seguro?

Apesar dos alertas, o bicarbonato de sódio não é um vilão absoluto. Seu uso é seguro em situações pontuais e bem definidas, como:


Na culinária, para fermentação de massas (como bolos e pães)

Como agente de limpeza doméstica, sem ingestão

Em contextos clínicos, como tratamento hospitalar sob prescrição médica

Em caso de azia ou má digestão frequente, o mais indicado é consultar um gastroenterologista ou nutricionista, que poderá investigar as causas reais e orientar o tratamento adequado.


Alternativas naturais para aliviar desconfortos digestivos

Se você sofre com sintomas como queimação, estufamento ou refluxo, há estratégias mais seguras e eficazes que podem ser adotadas no dia a dia:


Alimente-se com moderação: evite refeições volumosas e gordurosas

Mastigue devagar e com atenção

Não deite logo após comer

Evite bebidas alcoólicas, refrigerantes e cafeína em excesso

Inclua alimentos ricos em fibras e probióticos, como mamão, aveia, iogurte e kefir

Mantenha-se hidratado e pratique atividades físicas leves

Procure um profissional de saúde para ajustes personalizados na alimentação

Com isso, a tendência é reduzir episódios de má digestão!


Moderação é essencial

O bicarbonato de sódio é um composto acessível e versátil, mas não deve ser tratado como uma solução milagrosa para problemas digestivos ou de saúde geral.


Seu uso contínuo, sem supervisão médica, pode causar mais prejuízos do que benefícios, principalmente para quem já tem doenças crônicas ou usa medicamentos. 


Como fazer bicarbonato de sódio caseiro usando apenas 2 ingredientes perfeito para usar na limpeza de casa


Bicarbonato de sódio ajuda amaciar a carne? Saiba como deixar seus bifes suculentos com dica simples e econômica




https://www.msn.com/pt-br/saude/medicina/bicarbonato-de-s%C3%B3dio-o-que-acontece-com-o-corpo-se-voc%C3%AA-consumir-o-ingrediente-todos-os-dias/ar-AA1G1FKv?ocid=msedgntp&pc=U531&cvid=68fd983ab72145b6a4490a45ae5c1956&ei=44













Bicarbonato de sódio: o que acontece com o corpo se você consumir o ingrediente todos os dias

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Integral, desnatado e vegetal: conheça 6 tipos de leite

  



Integral, desnatado e vegetal: conheça 6 tipos de leite e saiba como incluí-los na alimentação e receitas 


 


Cláudia Mulero, nutricionista da Água Doce Sabores do Brasil, esclarece sobre as variedades deste tipo de bebida e como adaptá-la em diferentes alimentações e receitas 


 


São Paulo (SP), outubro de 2025: Fonte rica em proteínas, vitaminas e minerais, o leite faz parte dos hábitos alimentares de muitas pessoas e é um importante ingrediente para diversas receitas. Com a grande variedade disponível nos supermercados e apesar de todos os tipos serem semelhantes na aparência, cada um apresenta valores nutricionais, sabores e aromas diferenciados, podendo impactar nas dietas e nos resultados das receitas. Para esclarecer essa questão, Cláudia Mulero, nutricionista da Água Doce Sabores do Brasil, explica as diferenças dos tipos de leite e as orientações de consumo e uso adequados.


 


Leite integral  


O mais conhecido da lista, o leite integral não passa por nenhum processo de remoção de gordura, cerca de 3% ou 3,5% do teor, e é consumido com grande parte dos nutrientes. É rico em cálcio, proteínas e vitaminas A, D, E e K. Com uma textura mais cremosa e encorpada, é indicado para crianças em fase de crescimento e pessoas com baixo peso. É a melhor escolha quando se busca sabor rico e textura aveludada. É uma opção para o preparo de sobremesas cremosas, como pudim, brigadeiro, curau, arroz-doce e flan; molho branco, purês e risotos, além de massas e pães, por proporcionar maciez e cor dourada. Também pode ser adicionado em cafés e bebidas para realçar o sabor e dar cremosidade, principalmente em cappuccino e latte.



Leite semidesnatado  


Uma versão intermediária entre o leite integral e o desnatado, o semidesnatado tem parte da gordura retirada. Essa redução não afeta a porcentagem de cálcio e proteínas do leite, embora a quantidade das vitaminas pode ficar em menor concentração. Sendo a escolha ideal para quem deseja controlar a ingestão de calorias, pois oferece equilíbrio entre sabor e leveza. Versátil, pode substituir tanto o integral quanto o desnatado na maioria das receitas. Pode ser utilizado em preparos do dia a dia, como bolos, panquecas, molhos e sobremesas leves. Além disso, é uma opção na culinária funcional, quando se busca reduzir calorias sem perder textura.


 


Leite desnatado  


O leite desnatado passa pela remoção total de gordura, sendo considerada a versão menos calórica, mas ainda mantendo as proteínas e o cálcio. No entanto, perde parte das vitaminas lipossolúveis, já que elas dependem da gordura para serem absorvidas, e apresenta um sabor mais leve, sem a cremosidade do leite integral. É ideal para quem busca reduzir calorias ou segue dietas com restrição de gordura. É recomendado para receitas light de vitaminas, mingaus, panquecas e bolos simples. Também pode ser usado para molhos leves, substituindo o integral em versões com menos calorias. É uma ótima alternativa para bebidas frias, como smoothies e cafés gelados.


 


Leite de cabra  


Com características nutricionais e sensoriais um pouco diferentes, o leite de cabra possui uma gordura de fácil digestão, sendo considerada uma boa opção para as pessoas que têm dificuldade de digerir o leite de vaca. No entanto, contém quase a mesma quantidade de lactose. Apesar de não ser tão comum, o leite de cabra apresenta um valor calórico alto, por contar com mais cálcio, vitaminas e minerais. Com sabor mais suave a adocicado, é uma opção para produção de queijos e iogurtes artesanais, por apesentar um ótimo rendimento. Também é ideal para sobremesas delicadas, como manjar, mousses e flans. Já na culinária gourmet, o ingrediente combina bem com molhos brancos, purês e doces finos.


 


Leites vegetais  


Como alternativa para veganos e pessoas intolerantes à lactose, os leites de soja, amêndoas, coco, aveia e arroz são leites vegetais desenvolvidos a partir de alguns cereais, leguminosas e oleaginosas que não oferecem colesterol ou lactose, mas apresentam proteínas e vitaminas. Alguns leites, como o de coco e o de soja, são amplamente utilizados no preparo de receitas culinárias, enquanto outros, como o de aveia e o de amêndoas, podem se adaptar facilmente com smoothies, cafés e cappuccinos. Na aplicação de receitas, pode apresentar uma variação de sabor e textura conforme o ingrediente.


 


Leites especiais 


Com os avanços tecnológicos, surgiram leites especiais que atendem a diferentes necessidades nutricionais. Os leites sem lactose, por exemplo, passam por um processo em que o açúcar natural do leite é quebrado em glicose e galactose, açúcares mais simples e de fácil digestão, tornando-se uma alternativa segura para pessoas com intolerância à lactose. Já os leites fortificados são enriquecidos com nutrientes como ferro, cálcio e vitaminas, contribuindo para uma alimentação mais equilibrada e funcional no dia a dia. Esse tipo é adaptado às necessidades nutricionais específicas, mantendo as funções culinárias, apenas com benefícios adicionais. Por exemplo, a versão sem lactose substitui o leite tradicional em qualquer receita. Já o A2 é indicado para digestão mais leve, podendo ser usado igual ao integral. Os enriquecidos são ótimos em preparos para crianças e idosos.


 

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quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Quando comer deixa de ser prazer e vira um desafio


 

Seletividade alimentar: quando comer deixa de ser prazer e vira um desafio no dia a dia


Enquanto para muitas pessoas a alimentação é um ato natural e até prazeroso, para outras pode representar uma verdadeira barreira no dia a dia. Comer, que deveria ser sinônimo de nutrição, saúde e sociabilidade, torna-se um desafio para quem enfrenta a seletividade alimentar, condição que limita a variedade de alimentos aceitos e pode impactar a saúde física, emocional e o convívio social.


O contraste é evidente: de um lado, pessoas que transitam com facilidade entre diferentes sabores, texturas e cores; de outro, indivíduos que restringem severamente seu cardápio a determinados alimentos, muitas vezes em função de aspectos sensoriais como textura, cheiro, sabor ou aparência. Esse comportamento pode comprometer a qualidade nutricional da dieta e gerar dificuldades em situações coletivas, como almoços em família, festas, encontros profissionais ou viagens.


A seletividade alimentar vai além de uma simples “frescura” ou preferência pessoal. Trata-se de uma condição reconhecida que pode estar associada a fatores sensoriais, comportamentais ou mesmo a questões de desenvolvimento. Crianças costumam ser mais impactadas, mas o quadro também pode persistir na vida adulta. As consequências variam: desde deficiências nutricionais até dificuldades emocionais, pois muitas vezes a pessoa se sente incompreendida ou julgada.


O tratamento adequado exige acompanhamento especializado, envolvendo profissionais como fonoaudiólogos, nutricionistas e psicólogos. A abordagem multidisciplinar é essencial para que o indivíduo consiga, aos poucos, ampliar seu repertório alimentar, respeitando seus limites e avançando de forma gradual. O objetivo não é impor alimentos, mas promover um processo de adaptação que leve ao equilíbrio.


Segundo a fonoaudióloga Joseane Bouzon, especialista em seletividade alimentar da Clínica Day Fono, “cada paciente apresenta um perfil único. O tratamento deve ser personalizado, considerando as características sensoriais e emocionais da pessoa. Com paciência e técnicas adequadas, é possível conquistar avanços significativos, garantindo mais saúde e qualidade de vida”.


O Dia Mundial da Alimentação, comemorado em 16 de outubro, é um convite para refletir sobre a importância de garantir comida na mesa e o direito de cada pessoa a uma alimentação saudável e acessível. A médica reforça que “discutir a seletividade alimentar é ampliar o olhar para os diferentes desafios ligados ao ato de comer, valorizando a empatia”.

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segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Frutas e verduras da estação

 

Frutas e verduras da estação: os melhores alimentos para incluir na dieta na primavera


Com a chegada da primavera, a natureza oferece uma grande variedade de frutas, verduras e legumes frescos, que além de trazerem mais sabor às refeições, contribuem para uma alimentação equilibrada e nutritiva. De acordo com a nutricionista Andrezza Botelho, optar por alimentos da estação é uma escolha inteligente para quem busca saúde, economia e qualidade no prato.


“Consumir alimentos da safra traz inúmeros benefícios. Eles costumam ser mais baratos, porque há maior abundância na época; têm melhor qualidade e sabor, já que são colhidos no ponto certo; concentram mais nutrientes; e, em muitos casos, necessitam de menos agrotóxicos, pois o clima favorece seu desenvolvimento natural”, explica Andrezza.


Entre as frutas da primavera, destacam-se as cítricas e vermelhas, como laranja, limão, morango e amora, ricas em vitamina C e antioxidantes, importantes para fortalecer o sistema imunológico e reduzir sintomas de alergias típicas da estação. Outras frutas abundantes nesse período, como abacaxi, acerola, abacate, manga, mamão e melancia, também são ótimas fontes de vitaminas e oferecem alta capacidade de hidratação.


Já entre as verduras e legumes da primavera, é possível apostar nos verdes, como ervilhas, espinafre, rúcula, alho-poró, brócolis e couves, que fornecem fibras e ferro. Outros legumes como abóbora, abobrinha, batata-doce, berinjela, cenoura e pepino podem ser incluídos em saladas, refogados e grelhados, tornando a rotina alimentar mais versátil e saborosa. As leguminosas da estação, como favas e lentilhas, também merecem destaque por oferecerem proteínas vegetais e minerais essenciais.


Segundo Andrezza, aproveitar os alimentos da safra é uma forma de alinhar saúde, sustentabilidade e prazer à mesa. “A primavera é uma estação vibrante, e refletir isso no cardápio é uma forma simples e eficaz de cuidar do corpo, fortalecer a imunidade e variar o consumo de nutrientes”, reforça.


 


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Carne, frango, peixe ou brócolis?



Carne, frango, peixe ou brócolis? Saiba como bater a meta diária de proteína


Nutricionista do CEUB explica quanto cada alimento oferece por porção e mostra como as proteínas vegetais podem ser tão poderosas quanto as de origem animal


Quando o assunto é proteína, as dúvidas são diversas: quanto consumir por dia? Qual é a porção ideal? Será que um bife entrega mais proteína do que um punhado de brócolis? Uma coisa é certa: esse nutriente é protagonista em qualquer plano alimentar saudável. Está presente nas dietas de quem busca emagrecimento, ganho de massa muscular ou simplesmente manter o corpo em equilíbrio. Mas afinal, entre as proteínas de origem animal e as vegetais, qual vale mais a pena consumir?

 

De acordo com Camila Lima, professora de Nutrição do Centro Universitário de Brasília (CEUB), a carne bovina costuma ocupar o topo do ranking em termos de concentração proteica. “Em média, a carne de boi oferece entre 26 e 34 gramas de proteína a cada 100 gramas. O peito de frango sem pele fica entre 25 e 31 gramas, enquanto peixes como o salmão apresentam de 20 a 25 gramas”, detalha. “Apesar de todas serem fontes riquíssimas, a carne vermelha geralmente entrega um pouco mais de proteína em menor quantidade.”

 

Muitas pessoas associam a proteína apenas ao universo fitness, mas os benefícios vão bem além da construção muscular. Esse nutriente está diretamente ligado à saciedade, ajudando a controlar o apetite e, consequentemente, o peso corporal. Além disso, atua em diversas funções vitais. “A proteína participa da manutenção da massa magra, contribui para a saúde dos ossos, fortalece o sistema imunológico, auxilia na produção de hormônios e enzimas e repara tecidos. Em resumo, ela é uma peça-chave para que todo o organismo funcione bem”, explica a professora.

 

Quais cortes escolher?

Na hora de optar pela carne bovina, a recomendação é dar preferência aos cortes magros, que oferecem o melhor custo-benefício em termos nutricionais. “O patinho cozido, por exemplo, pode chegar a 34,2 gramas de proteína em 100 gramas. Já o filé mignon apresenta cerca de 32,5 gramas”, aponta Camila Lima.

 

E os vegetarianos?

Engana-se quem pensa que apenas a carne fornece proteína de qualidade. As fontes vegetais também cumprem esse papel, mas exigem mais estratégia, já que nem sempre oferecem todos os aminoácidos de forma isolada. O segredo, segundo a especialista, está nas combinações certas: “Unir arroz com feijão, lentilha com cereais integrais, ou ainda grão-de-bico com quinoa garante uma proteína completa, muito semelhante à encontrada em alimentos de origem animal”.

 

Na prática, a nutricionista garante que a melhor escolha sempre vai depender do estilo de vida, dos objetivos e até das preferências pessoais. A docente do CEUB ressalta que o importante é variar e garantir boas fontes ao longo do dia, sem renunciar à diversidade. “Afinal, a proteína está no bife de patinho, mas também pode estar na clássica dupla brasileira arroz com feijão”.

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segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Relação entre a microbiota intestinal e a saúde óssea

 
Entenda a relação entre a microbiota intestinal e a saúde óssea


Nutricionista Denise Carreiro levará o tema para a II edição do CONNECTI, que acontece nos dias 21 e 22 de novembro, no Hotel Deville Prime


A microbiota intestinal é composta por trilhões de micro-organismos que desempenham funções vitais para a saúde humana, como na formação de mais de 70% das células imunológicas, a comunicação entre o sistema nervoso central e a participação em diversos processos que envolvem o sistema endócrino. Porém, tem crescido o número de estudos que apontam que o equilíbrio da microbiota também impacta diretamente na saúde óssea.  


Com mais de 30 anos de atuação na nutrição clínica, Denise Carreiro explica que uma microbiota saudável está relacionada com a integridade da parede intestinal, responsável por determinar o que entra ou sai do organismo. “Se temos alteração nessa microbiota saudável, vamos observar um comprometimento de absorção de nutrientes, como vitaminas e minerais, o que também vai prejudicar na formação do osso, que é composto por mais de 24 nutrientes”, conta a especialista.  


Desse modo, desequilíbrios na microbiota alteram a permeabilidade do intestino, favorecendo a passagem de substâncias que não deveriam ser absorvidas, como proteínas mal digeridas, toxinas de fungos e más bactérias. Isso pode causar processos inflamatórios no organismo ao mesmo tempo em que inibe a absorção de vitaminas e minerais.  


“Em geral, uma perda óssea está relacionada a uma síndrome de má absorção, muito antes de ser uma falta de cálcio. Só que o aumento de substâncias inflamatórias também aumenta a reabsorção de cálcio do osso e inibe a absorção de nutrientes que determinam a formação dessa massa óssea e a fixação do cálcio no osso”, esclarece Denise Carreiro.  



Importância da alimentação 


A alimentação tem uma importância essencial para garantir a saúde da microbiota, pois é através dela que o ser humano obtém os nutrientes e fitoquímicos para um bom funcionamento do organismo.  


Fibras solúveis e insolúveis, amido resistente, inulina e fós são os principais nutrientes que ajudam a manter uma microbiota saudável e estão presentes, principalmente, em legumes, verduras e frutas. O consumo de alimentos orgânicos é ainda mais benéfico para o organismo, pois eles chegam a ter até 50% a mais de fitoquímicos, que são fundamentais não apenas para a saúde da microbiota, como também por sua atuação anti-inflamatória, antioxidante e desintoxicante no organismo.  


A nutricionista alerta para o cuidado com a ingestão de alimentos ultraprocessados, que são ricos em proteínas mal digeridas, carboidratos refinados, açúcar e aditivos químicos, e servem de alimento para fungos e más bactérias. Outro fator que impacta na microbiota é o leite da vaca, pois ele altera o pH natural do estômago, intestino e do sangue, além de ser rico em lactose e proteínas que não são digeridas – que também são alimentos de fungos e más bactérias.  


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Quando o modismo pode prejudicar a saúde


 

Suplementação em excesso: quando o modismo pode prejudicar a saúde


Nutricionista explica que vitaminas e minerais são essenciais para o organismo, mas que o uso indiscriminado, muitas vezes incentivado por modismos, pode trazer mais riscos do que benefícios.



O consumo indiscriminado e excessivo de suplementos pode causar hipervitaminose. (Crédito: Freepik)


O interesse por suplementação nunca esteve tão em alta. De gominhas coloridas a coquetéis intravenosos, as redes sociais estão repletas de promessas de energia, imunidade e até longevidade. Mas o entusiasmo crescente com os suplementos tem um lado pouco discutido: o excesso de nutrientes no organismo, conhecido como hipervitaminose, pode trazer complicações sérias.


Para além de uma questão estética, a busca desenfreada por resultados rápidos tem levado pessoas saudáveis a consumirem suplementos sem necessidade comprovada. A prática, que deveria ser acompanhada por avaliação clínica, muitas vezes é feita de forma autônoma ou até incentivada por profissionais, mas sem respaldo científico. O resultado é que, em vez de corrigir deficiências, esse consumo pode sobrecarregar órgãos vitais, como o fígado, atrapalhar a absorção de outros nutrientes essenciais e causar outros efeitos adversos.


De acordo com a nutricionista Marina Gorga, especialista em nutrição funcional e fundadora do Studio Gorga Bem-Estar, a suplementação deve ser usada como recurso terapêutico, e não como moda. “Nem sempre mais é melhor. Quando falamos de nutrientes, o excesso pode ser tão prejudicial quanto a falta”, afirma.



Suplementação e soroterapia: o que são e quais os riscos?


A especialista esclarece que o termo suplementação refere-se ao consumo oral, sublingual, endovenoso, intramuscular de vitaminas, minerais ou compostos bioativos, geralmente em cápsulas, pós ou soluções. Já a soroterapia nada mais é do que o nome popularizado da aplicação endovenosa de nutrientes e compostos bioativos. Embora ambas as práticas possam ser úteis em situações específicas, o uso indiscriminado preocupa. “O problema surge quando essas estratégias são banalizadas e oferecidas sem critério. O soro não é uma reposição de energia instantânea e a cápsula não substitui uma refeição equilibrada. Toda intervenção deve ter indicação clínica clara”, explica Marina.




Quem está em risco de desenvolver hipervitaminose?


Segundo Marina, o risco está no consumo excessivo e indiscriminado por pessoas que não necessitam de reposição ou suplementação. Especialmente, jovens e adultos saudáveis que já seguem dietas equilibradas. “Vitaminas lipossolúveis, como A, D, E e K, se acumulam no organismo. Em excesso, podem provocar danos ao fígado, rins e até ao sistema cardiovascular. Além de custar caro para o bolso”, explica.


A especialista alerta ainda que o excesso de um nutriente pode comprometer a absorção de outro. “O excesso de vitamina D, por exemplo, compete com a vitamina A, tão importante para a saúde ocular, reprodutiva e tireoidiana. Já o ferro em excesso é pró-oxidativo, o que pode causar desequilíbrio ou danos celulares. Aquela velha história de “quanto mais, melhor” cai por terra quando o assunto é suplementação”, comenta Marina. 




Suplementos podem interagir com medicamentos?


Outro ponto pouco falado é o risco de interações medicamentosas. Compostos como o 5-HTP, frequentemente usado para melhorar sono e ansiedade, e a cafeína, presente em cápsulas e termogênicos, podem interferir no efeito de ansiolíticos e antidepressivos. “É fundamental avaliar o uso de suplementos dentro do contexto do histórico clínico e dos remédios que o paciente já utiliza. Caso contrário, a suplementação deixa de ser uma aliada e passa a ser um fator de risco”, alerta Marina.



Por que os “soros da moda” preocupam?


Nos últimos anos, os coquetéis intravenosos ganharam popularidade, muitas vezes vendidos como pacotes de revitalização. Para especialistas, a prática deve ser restrita a pacientes com deficiências comprovadas ou que não possam usar a via oral. “Aplicar soro em uma pessoa saudável, sem déficit nutricional, não traz benefícios sustentáveis. Pelo contrário: pode mascarar sintomas e atrasar diagnósticos importantes”, observa Marina.




O excesso de suplementos também afeta o comportamento?


Marina Gorga afirma que a relação não é apenas fisiológica. É muito comum que as pessoas possam desenvolver uma dependência emocional da suplementação, acreditando que não conseguem manter a saúde sem cápsulas ou soros. “Não podemos colocar a responsabilidade do bem-estar em um frasco. O suplemento é uma ferramenta, mas nunca substitui sono adequado, alimentação equilibrada e atividade física”, resume a nutricionista.




Quem precisa de suplementação?


A especialista reforça que os suplementos são ferramentas valiosas, desde que bem indicados. “Eles podem corrigir, quando bem dosados, as deficiências nutricionais. Mas precisam ser prescritos por um médico ou nutricionista”, orienta Marina Gorga. Para saber se o paciente precisa suplementar alguma vitamina ou mineral é necessário fazer uma série de exames bioquímicos, explica a nutricionista. “A partir do rastreio clínico, de uma boa anamnese na consulta e do resultado dos exames saberemos de fato o que precisa ser suplementado e as quantidades personalizadas. Esse é o procedimento correto e seguro”, orienta.


De acordo com a nutricionista Marina Gorga, o risco está nas fórmulas genéricas: clínicas e lojas especializadas muitas vezes vendem produtos com altas doses de nutrientes e compostos bioativos, como panaceias, mas sem respaldo científico.  Nessas situações, o consumo não traz os resultados prometidos e ainda pode levar ao excesso de nutrientes. “Se por um lado existem produtos que pecam pelo excesso, de outro lado temos as famosas gominhas, que são encontradas facilmente nos comércios e farmácias, mas que possuem doses ínfimas, incapazes de corrigir alguma deficiência e que só pesam no bolso do consumidor”, finaliza a especialista.



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