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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Setembro Amarelo: saiba como reconhecer uma crise emocional

 


*Setembro Amarelo: saiba como reconhecer uma crise emocional e quando buscar ajuda*


Choro frequente, ansiedade, irritação, isolamento e dificuldade para conversar ou controlar as próprias emoções podem ser sinais de sofrimento emocional. Reconhecer essas mudanças é importante para que familiares e pessoas próximas percebam quando alguém precisa de atenção. Durante o Setembro Amarelo, a enfermeira Ana Lídia Cunha, que atua em cuidados paliativos, geriatria de alta complexidade e emergências, explica quais sinais podem indicar uma crise emocional, como agir diante dessas situações e quando buscar ajuda profissional.

Segundo a enfermeira, além das mudanças de comportamento, algumas manifestações verbais também podem indicar que a pessoa está enfrentando um momento de sofrimento. “É importante ficar atento quando a pessoa diz frases como ‘não aguento mais’, ‘quero sumir’ ou ‘não vejo mais sentido nas coisas’”, explica Ana Lídia.

Ao perceber esses sinais, Ana Lídia orienta que a abordagem seja feita com calma e respeito, sem julgamentos. Permitir que a pessoa fale sobre o que está sentindo também pode ajudar nesse momento. “É importante mostrar que ela não está sozinha, perguntar como podemos ajudar e, quando necessário, buscar o apoio de familiares ou de um profissional”, afirma.

A enfermeira também chama atenção para a forma de abordar alguém durante uma crise emocional. Segundo ela, frases como “isso é besteira”, “isso é drama”, “você precisa ser forte” ou “tem gente com problemas piores” devem ser evitadas. “Não devemos discutir, julgar ou pressionar a pessoa. O mais importante é ouvir”, orienta.

De acordo com Ana Lídia, familiares e amigos podem permanecer próximos e ajudar na busca por acompanhamento quando a pessoa consegue conversar, está segura e não apresenta risco para si mesma ou para outras pessoas. “Já diante de risco de suicídio, tentativa de autolesão, agressividade intensa, perda de controle ou alteração grave do comportamento, a orientação é procurar atendimento profissional ou de emergência”, alerta.

Para a enfermeira, não é necessário ter uma resposta pronta para lidar com uma pessoa em sofrimento. “Não devemos ignorar a situação nem ter medo de se aproximar. Mesmo sem saber exatamente o que falar, estar presente e demonstrar que a pessoa não está sozinha pode fazer diferença”, afirma.




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Pontes para Filarmônica vai reunir orquestras da Chapa Diamantina em Mucugê

 


Pontes para Filarmônica vai reunir orquestras da Chapa Diamantina em Mucugê


Fotos/Pedro Soares


As filarmônicas Lyra Popular de Mucugê, João Mendes de Almeida de Canarana, Filarmônica Minerva de Morro do Chapéu e 25 de Fevereiro, de São Gabriel da Cachoeira, participam da segunda edição do projeto Ponte Para as Filarmônicas, nos dias 19/09 (sábado) e 20/9 (domingo), em Mucugê, na Chapada Diamantina. O evento, uma iniciativa da Casa da Ponte, tem como proposta valorizar e dar mais visibilidade as bandas filarmônicas como patrimônio imaterial da Bahia, além de promover ações de formação, integração e troca entre músicos de diferentes gerações e linguagens musicais.



Durante o encontro, os integrantes das quatros filarmônicas participarão de oficinas, que serão realizadas no Colégio de Tempo Integral de Mucugê – Cetim, no Centro da Cidade. Serão realizadas aulas de flauta, clarinete, saxofones, trompete, trombone, tuba, bombardino, percussão e arranjos. As atividades serão conduzidas por músicos da Orquestra Afrosinfônica, incluindo o maestro Ubiratan Marques, e por professores convidados.



No domingo, o evento será encerrado com uma apresentação das filarmônicas ao ar livre, às 17h, na Praça Coronel Propércio (Praça do Banco do Brasil).  Aberto ao público, o Ponte para as Filarmônicas é realizado pela Casa da Ponte Maestro Ubiratan Marques, com apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, através do Fundo de Cultura da Bahia e Programa de Apoio a Ações Continuadas.  



“A proposta é criar pontes entre saberes musicais, entre gerações e entre territórios. Acreditamos que as filarmônicas são fundamentos históricos e culturais da música produzida na Bahia”, afirma Ubiratan Marques

Segundo a a produção, esta ação busca ampliar a visibilidade dessas instituições centenárias no cenário cultural baiano. As filarmônicas têm um papel fundamental na formação musical comunitária. AQUI ENTRA A DECLARAÇÃO DE BIRA,  



SERVIÇO


Ponte Para as Filarmônicas

Local: Mucugê (BA)

Datas: 19 e 20 de setembro de 2026

Local das oficinas: Colégio de Tempo Integral de Mucugê – Cetim

Apresentação final: domingo, 20/09, às 17h – na Praça Coronel Propércio (Praça do Banco do Brasil)

Entrada gratuita


Realização: Casa da Ponte Maestro Ubiratan Marques

Apoio financeiro: Governo do Estado da Bahia, através do Fundo de Cultura da Bahia | Programa de Apoio a Ações Continuadas




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Casa Granatowicz e Art’G: Graça Valadares reúne convidados exclusivos em Salvador



*Casa Granatowicz e Art’G: Graça Valadares reúne convidados exclusivos em Salvador para o lançamento da coleção Emerald Lake*


A alta joalheria autoral da *Casa Granatowicz* e da *Art’G* ganha um capítulo especial na Bahia no dia *1º de outubro* . A joalheira, empresária e embaixadora da marca *Graça Valadares* será a anfitriã de um almoço especial a clientes, colecionadores e formadores de opinião, no *Hotel Fasano* , em *Salvador (BA)* . O encontro celebra a chegada exclusiva ao estado da coleção *Emerald Lake* .



Com apenas 10 parceiros selecionados em todo o território nacional, a Art’G mantém um modelo restrito de distribuição de suas criações. Na Bahia, o espaço de Graça Valadares detém com exclusividade a representação da linha, colocando Salvador no circuito nacional da alta joalheria autoral e consolidando a cidade como um polo de convergência regional para o mercado de luxo, arte e design de autor.


Inspirada nos tons profundos de verde dos lagos das Montanhas Rochosas canadenses, a coleção Emerald Lake estabelece um diálogo entre a pureza visual das paisagens canadenses e a intensidade e o brilho das esmeraldas brasileiras nobres. As pedras são selecionadas sob rigorosos padrões de responsabilidade socioambiental e rastreabilidade ética.


Desenvolvida sob o rigor técnico da Casa Granatowicz, divisão de alta manufatura da marca dedicada a peças esculturais e ao prolongado trabalho de bancada artesanal, a coleção traduz a proposta da Art’G de unir exclusividade, design, técnica e significado em joias marcantes, sofisticadas e atemporais.


Para celebrar a parceria comercial e prestigiar a noite promovida por Graça Valadares, o designer e fundador da Art’G, Márcio Granatowicz, estará presente como convidado de honra. Durante o encontro, ele irá compartilhar com os convidados os bastidores da alta ourivesaria clássica, o processo criativo e o trabalho artesanal envolvido na criação das peças.


*Serviço*


*Lançamento Emerald Lake por Art’G e Graça Valadares*

Data: quinta-feira, 1º de outubro

Horário: A partir das 12h30

Local: Restaurante Gero - Hotel Fasano Salvador – Praça Castro Alves, 5, Centro – Salvador, na Bahia

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IPQ acelera expansão e anuncia nova sede própria

 


*IPQ acelera expansão e anuncia nova sede própria para abrigar P&D, robótica e inteligência artificial*


A IPQ Tecnologia adquiriu o prédio da Porto Seguro, na Avenida Antônio Carlos Magalhães, em Salvador, para abrigar a nova sede do grupo. O edifício passará a se chamar IPQ Tower. São nove andares e mais de 3 mil metros quadrados de área construída para atender às demandas atuais e futuras da organização. 


O imóvel passa por um processo de requalificação, onde funcionará um moderno centro de operações, inovação e desenvolvimento tecnológico da companhia, que atua nas áreas de segurança pública e privada, monitoramento inteligente e transformação digital. 


Foto: Imagem ilustrativa da nova sede

Release completo: https://www.ipq.com.br/ipq-acelera-expansao-e-anuncia-nova-sede-propria-para-abrigar-pd-robotica-e-inteligencia-artificial/

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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Olorin estreia nesta sexta-feira, 18, em Salvador

 


*Olorin estreia nesta sexta-feira, 18, em Salvador com homenagem a Dorival Caymmi e participação de Armandinho Macêdo*

_Espetáculo promete releituras instrumentais de clássicos como “Saudade de Itapuã”, “Marina”, “Maracangalha” e “O que é que a baiana tem”_



É nesta sexta-feira, 18 de setembro, que Salvador conhecerá oficialmente o Olorin, novo projeto da música instrumental baiana que chega ao palco do Teatro SESC Casa do Comércio com uma proposta de celebrar a obra de Dorival Caymmi a partir de uma linguagem contemporânea. Às vésperas da estreia, o espetáculo “Olorin toca Caymmi com Armandinho Macêdo” acaba de divulgar parte da setlist, revelando algumas das canções que ganharão novos arranjos e interpretações instrumentais durante a apresentação.


Entre as músicas confirmadas estão clássicos que fazem parte do imaginário afetivo dos baianos e da própria história da música brasileira, como “São Salvador”, “2 de Fevereiro”, “365 Igrejas”, “Saudade de Itapuã”, “Só Louco”, “Vatapá”, “Canoeiro”, “Maracangalha”, “Marina”, “O que é que a baiana tem”, “Adeus” e “Abaeté”. A apresentação será aberta com um solo de berimbau, preparando o público para a viagem sonora proposta pelo grupo.


A escolha do repertório reforça uma das principais características do Olorin: revisitar a obra de Caymmi sem reproduzi-la simplesmente como foi concebida. As canções serão atravessadas pela força da música instrumental baiana, com guitarra baiana, bandolim, violões, baixo e percussão, criando novas possibilidades para melodias que atravessaram gerações. O encontro ganha ainda uma dimensão especial com a participação de Armandinho Macêdo, um dos maiores nomes da música instrumental brasileira e referência mundial da guitarra baiana. Sua presença estabelece uma ponte entre o legado de Caymmi, a tradição dos instrumentos que nasceram e se desenvolveram na Bahia e a produção musical contemporânea.


Idealizado por Paulo Argolo e João Falcão Neto, o Olorin foi concebido para levar a identidade musical da Bahia para além de suas fronteiras. O projeto une músicos de reconhecida trajetória a uma proposta audiovisual assinada pelo VJ Gabiru, que utiliza projeções para criar imagens e paisagens digitais que dialogam com a execução musical em tempo real. Assim, o público não encontrará apenas uma apresentação instrumental, mas uma experiência que combina som, imagem, ancestralidade e tecnologia. A intenção é fazer com que a obra de Caymmi seja percebida não somente pela memória de suas canções, mas também por novas texturas, ritmos e possibilidades visuais.


*Uma estreia com vocação internacional*


A apresentação em Salvador marca o início da trajetória do Olorin nos palcos. O grupo já trabalha para levar o projeto a outros territórios e tem como próximos horizontes festivais e espaços internacionais. Entre os objetivos está a participação, em abril de 2027, da Atlantic Music Expo (AME) e do Kriol Jazz Festival, em Cabo Verde. A partir da costa africana, o planejamento prevê ainda apresentações em Rabat e Marrakesh (Marrocos) e na Europa, passando por cidades como Lisboa, Coimbra, Madrid e Barcelona. A estratégia reforça a intenção dos idealizadores de apresentar ao público internacional uma Bahia instrumental, sofisticada e profundamente conectada às suas matrizes culturais.


Para Paulo Argolo, responsável pela escolha do nome Olorin, a palavra de origem iorubá, que reúne Olô, prefixo que indica posse ou agência, traduzido como "aquele que tem" ou "o dono de", e Orin, que significa canção ou música. Também em outra situação é o nome raiz de Gandalf do filme "O Senhor dos Anéis", associado ao sonho, no sentido de visualização, algo com propriedade para acontecer e que traduz o desejo de levar a música e a identidade baiana para diferentes partes do mundo. "O espetáculo que chega a Salvador nesta semana é, portanto, o primeiro capítulo dessa trajetória e a setlist recém-divulgada dá ao público uma prévia do que será essa primeira travessia pelas águas de Caymmi", afirma.


*SERVIÇO*

*Olorin toca Caymmi com Armandinho Macêdo*

Quando: 18 de setembro de 2026, às 20h

Onde: Teatro SESC Casa do Comércio – Salvador (BA)

Ingressos: bilheteria do Teatro SESC Casa do Comércio e pelo link https://bileto.sympla.com.br/event/125120

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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Almacen Pepe lança e-commerce próprio

 


Almacen Pepe lança e-commerce próprio e leva experiência da delicatessen para a casa dos clientes 


Almacen Pepe lança e-commerce próprio e leva experiência da delicatessen para a casa dos clientes 


André Faro, Matheus Faro, Pepe Faro e Danilo Portugal


Plataforma integra projeto de comemoração pelos 11 anos da marca e permite compras online com os mesmos preços das lojas físicas e entrega agendada



O Almacen Pepe apresentou aos seus clientes mais uma novidade: o lançamento do serviço de e-commerce, com uma plataforma própria, que vai levar a experiência da tradicional delicatessen para o ambiente digital. A iniciativa faz parte das ações especiais de comemoração pelos 11 anos da marca e amplia as possibilidades de compra para quem busca mais praticidade e conforto no dia a dia. 

O lançamento oficial aconteceu nesta terça-feira, dia 15 de setembro, durante um jantar que reuniu convidados e imprensa. O evento foi comandado pelo Diretor de e-commerce do Almacen Pepe, Matheus Faro, que apresentou a nova plataforma de compras online desenvolvida para levar a experiência das lojas físicas para o ambiente digital, reunindo o portfólio da delicatessen e oferecendo aos clientes mais praticidade e comodidade. A ocasião contou com a presença da família Faro, entre eles Seu Pepe, e o sócio-administrador da rede, André Faro.

Como bônus para os clientes, as compras feitas através do serviço terão um mês inteiro de frete grátis, com o benefício válido até o dia 16 de outubro. Disponível no site almacenpepeonline.com.br, o e-commerce vai oferecer uma experiência de compra intuitiva e organizar centenas de produtos em categorias, como bebidas, congelados, hortifruti, padaria e utilidades, além de uma página que reúne os itens em promoção. 

Para o Diretor de e-commerce do Almacen Pepe, Matheus Faro, o lançamento representa um grande diferencial da empresa no mercado, sendo reflexo do acompanhamento dos novos hábitos de consumo sem abrir mão da qualidade que consolidou a marca ao longo dos anos. “Desenvolvemos uma plataforma própria que traduz a experiência do Almacen Pepe para o ambiente digital. Estamos celebrando os 11 anos do Almacen Pepe olhando para o futuro. O Clube do Pepe foi um passo importante para estreitarmos o relacionamento com nossos clientes, oferecendo benefícios exclusivos, e agora damos mais um avanço com o lançamento do e-commerce. É um investimento em inovação, mas, acima de tudo, em relacionamento com quem escolhe o Almacen Pepe”, afirma. 

Comodidades do e-commerce

O serviço terá agilidade na entrega, permitindo que o cliente escolha quando prefere receber os produtos em casa. O novo serviço amplia o alcance da rede, fazendo o papel de uma quinta unidade com funcionamento no ambiente digital. Assim, o e-commerce permite que pessoas que moram mais distantes das lojas ou que por qualquer motivo não possam realizar compras presenciais tenham acesso ao portfólio da delicatessen sem precisar se deslocar ou pagar mais caro. Outra vantagem é a ferramenta de salvar no próprio site a lista de compras, facilitando os próximos pedidos. 

Diferentemente dos aplicativos de delivery, o e-commerce do Almacen Pepe funcionará como um canal virtual próprio. Isso significa que o consumidor comprará diretamente na plataforma da rede, com os mesmos preços praticados nas lojas físicas, tendo acesso ao portfólio completo e a uma experiência desenvolvida para atender às necessidades dos clientes da rede. O serviço contará com compra mínima de R$ 100.

A novidade reforça a estratégia do Almacen Pepe de investir continuamente em iniciativas que proporcionem mais vantagens e conveniência aos consumidores. O serviço soma-se ao Clube do Pepe, programa de relacionamento já consolidado pela marca, criado para oferecer benefícios exclusivos aos clientes. Agora, além de aproveitar ofertas e vantagens através do clube, os consumidores passam a contar também com uma plataforma própria de compras online.

Sobre o Almacen Pepe

O Almacen Pepe é uma rede de delicatessen e restaurantes com quatro unidades em Salvador (Pituba, Horto Florestal, Alphaville e Shopping Barra) que reúne gastronomia contemporânea, linha de panificação própria, variedade de rótulos e curadoria de produtos nacionais e importados. Com ambiente acolhedor e proposta voltada para experiências à mesa, a casa se destaca pela valorização de ingredientes de qualidade, pela diversidade do cardápio e pela programação que conecta gastronomia e eventos. Lançada em 2015 pelo imigrante espanhol Pepe Faro, a marca mistura o estilo de empórios europeus com a hospitalidade baiana.

SERVIÇO
Lançamento do e-commerce do Almacen Pepe
Data: 15 de setembro (terça-feira)
Site: https://www.almacenpepeonline.com.br/
Compra mínima: R$ 100
Frete grátis de 15 de setembro a 16 de outubro
Opções de entrega agendada 


Crédito das fotos: Leo Trindade

















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terça-feira, 15 de setembro de 2026

Impactos silenciosos de relacionamentos abusivos na saúde mental

 


Setembro Amarelo: os impactos silenciosos de relacionamentos abusivos na saúde mental da mulher


Empresária e liderança feminina aborda sinais de abuso psicológico e o caminho de reconstrução após relacionamentos marcados por comportamentos narcisistas



O Setembro Amarelo, campanha nacional de prevenção ao suicídio e de valorização da vida, também é um momento oportuno para discutir fatores que afetam diretamente a saúde mental da mulher, entre eles, os relacionamentos abusivos. Abuso psicológico, comportamentos narcisistas e dependência emocional costumam se instalar de forma gradual, o que dificulta a percepção de quem está vivendo essa realidade.

Para Vanessa Ferreira, empresária do ramo da beleza e liderança feminina no bairro da Mooca, em São Paulo, falar abertamente sobre o tema é uma forma de ajudar outras mulheres a reconhecerem sinais que muitas vezes só ficam claros depois de anos.

“Muitas mulheres que passam por isso demoram a entender o que estão vivendo, porque o abuso psicológico não deixa marca visível. Ele vai corroendo a autoestima aos poucos, até a mulher se sentir incapaz de tomar decisões sozinha”, afirma Vanessa.


Sinais de um relacionamento abusivo

Relacionamentos abusivos nem sempre envolvem violência física. O abuso psicológico pode se manifestar por meio de controle excessivo, humilhações veladas, isolamento social, desqualificação constante das opiniões e sentimentos da parceira, e alternância entre momentos de afeto intenso e desprezo - padrão frequentemente associado a comportamentos narcisistas.

“Um dos sinais mais claros é quando a mulher percebe que está se afastando dos amigos, da família, do trabalho que gostava. Isso não acontece por acaso: é parte de um processo de isolamento que fragiliza a rede de apoio dela”, explica a empresária.


Perda de autoestima e dependência emocional

A exposição prolongada a relações abusivas costuma corroer a autoconfiança e reforçar a sensação de dependência emocional. Muitas mulheres passam a acreditar que não são capazes de viver sem o parceiro, mesmo diante de comportamentos que as prejudicam.

“A dependência emocional é um dos maiores obstáculos para a mulher conseguir sair dessa situação. Ela não fica porque quer, fica porque foi convencida, aos poucos, de que não vai conseguir sozinha. Reconstruir essa confiança é o primeiro passo”, destaca Vanessa.


O papel da rede de apoio

Amigos, familiares e grupos de apoio têm papel importante tanto na identificação quanto na saída de relacionamentos abusivos. Para Vanessa, que atua como liderança feminina em sua comunidade, iniciativas que aproximam mulheres e criam espaços de escuta fazem diferença concreta nesse processo.

“Nenhuma mulher deveria precisar passar por isso sozinha. Ter alguém para conversar, que não julgue e que ajude a enxergar a situação de fora, muitas vezes é o que faz ela dar o primeiro passo”, afirma.


O processo de reconstrução

Sair de um relacionamento abusivo não encerra o processo: a reconstrução da autoestima, da autonomia e da confiança costuma exigir tempo e, frequentemente, acompanhamento profissional especializado. Para Vanessa, esse período também pode se tornar uma oportunidade para a mulher redescobrir aspectos de si mesma que haviam sido deixados de lado.

“A reconstrução é um processo, não acontece da noite para o dia. Mas eu vejo, de perto, mulheres que saem dessas relações e voltam a se reconhecer, a empreender, a cuidar de si. É um caminho possível, e ele começa quando a mulher entende que merece mais”, conclui Vanessa Ferreira.

Vanessa Ferreira é empresária do ramo da beleza e liderança feminina no bairro da Mooca, em São Paulo. Atua no fortalecimento de mulheres de sua comunidade, com foco em autoestima, empreendedorismo e apoio mútuo.

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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Dia do Cliente: 5 dicas para reconhecer e proteger seus direitos de consumidor

Com mais de 1,3 milhão de processos de consumo na Bahia, especialista da Faculdade Baiana de Direito orienta sobre como identificar armadilhas e buscar auxílio jurídico

Imagem: Magnific

Com a chegada do Dia do Cliente, comemorado em 15 de setembro, campanhas promocionais costumam movimentar o comércio e atrair quem busca boas oportunidades de compra. No entanto, o entusiasmo do consumidor muitas vezes dá lugar à frustração ao se deparar com preços maquiados, ausência de informações claras ou ofertas enganosas. Saber identificar esses dilemas e conhecer as garantias asseguradas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC) é fundamental para evitar armadilhas e garantir compras seguras.

"A data não deve ser encarada apenas como um estímulo comercial às compras, mas sim como uma oportunidade importante para reforçar a cidadania e a conscientização sobre as garantias legais asseguradas à população. Conhecer os seus direitos é o primeiro passo para exigir respeito nas relações de consumo e coibir abusos por parte dos fornecedores", destaca Flávia Marimpietri, professora e especialista em Direito do Consumidor da Faculdade Baiana de Direito.

O volume de conflitos judiciais reflete a relevância do tema no estado e no país. De acordo com um levantamento da plataforma jurídica Escavador com dados de 2025, a Bahia ocupa a segunda posição nacional em judicialização das relações de consumo, registrando 1,37 milhão (1.376.636) de processos, com destaque para temas como cobranças indevidas, problemas em contratos, juros abusivos e negativas de atendimento. No cenário nacional, o Brasil contabilizou mais de 4,1 milhões (4.141.569) de ações na área, lideradas por São Paulo, com 2,42 milhões de processos.

Além dos processos judiciais, os consumidores brasileiros registraram 2.014.153 reclamações contra empresas na plataforma Consumidor.gov no primeiro semestre deste ano, em levantamento feito pela Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor (Senacon). O índice médio de solução das reclamações foi de 80,17%, oscilando ao longo dos meses: começou em 84,66% em janeiro, caiu para 77,38% em março e fechou junho em 80,77%. As queixas se concentram em problemas ligados à dívida e cobrança.

Para ajudar os consumidores a comprarem com segurança e identificarem irregularidades nas vitrines e anúncios, a especialista elenca 5 dicas essenciais:

Exposição clara e ostensiva do preço: Enquanto o estabelecimento estiver aberto ao público, todos os produtos expostos devem obrigatoriamente apresentar seus preços visíveis. Práticas como esconder o valor da mercadoria ou afixar cartazes com a mensagem "consulte nossos vendedores" são inadequadas e descumprem o direito à informação.

Posicionamento correto das etiquetas: A etiqueta de preço afixada na mercadoria deve ser disposta na horizontal e ter sua face principal voltada diretamente para o consumidor, permitindo a leitura imediata sem necessidade de manuseio complexo da peça ou embalagem.

Transparência na compra a prazo: Nas vendas parceladas, o estabelecimento deve discriminar de forma clara e visível: o valor total à vista e a prazo, o número e valor das parcelas, a taxa de juros cobrada e o Custo Efetivo Total (CET) da transação.

Combate à publicidade enganosa: Nos termos do Artigo 37 (§ 1º) do CDC, é expressamente proibida a publicidade enganosa, ou seja, aquela construída sobre a mentira, seja por falsidade total ou parcial, por ação (comissiva) ou por omissão de dados essenciais sobre o produto ou serviço.

Direito de arrependimento & execução forçada da oferta: Para compras realizadas fora do estabelecimento comercial (como internet ou telefone), o consumidor tem o direito garantido de desistir da compra em até 7 dias após o recebimento do produto (Art. 49). Além disso, caso o fornecedor recuse o cumprimento de uma mensagem publicitária ou oferta, o consumidor pode exigir a execução forçada nos exatos termos anunciados (Art. 35 do CDC).

"Muitas vezes, o consumidor cai em armadilhas pela falta de clareza ou omissão intencional nas informações prestadas. Quando um estabelecimento oculta taxas ou faz promessas falsas na publicidade, há uma infração direta ao CDC e a pessoa lesada deve buscar a reparação adequada", reforça Marimpietri.

O que fazer em caso de desrespeito aos direitos?

Ao perceber que foi enganado ou teve um direito violado, a orientação inicial é guardar todas as provas, como notas fiscais, prints de telas, anúncios e números de protocolo de atendimento, e tentar a solução direta com a empresa. Caso o problema não seja resolvido, o consumidor pode registrar reclamações nos órgãos oficiais de proteção, como o Procon do seu município/estado ou no portal consumidor.gov.br.

Caso seja necessária a atuação jurídica para a reparação de danos, a orientação é procurar um advogado. Se não houver recursos financeiros para custear o atendimento, o cidadão pode recorrer a instituições gratuitas, como a Defensoria Pública do Estado ou a Núcleos de Práticas Jurídicas (NPJ), como o da Faculdade Baiana de Direito. O agendamento deve ser feito previamente pelo WhatsApp no número (71) 99910-3321 ou pelo telefone (71) 3205-7708.

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sábado, 12 de setembro de 2026

Setembro Amarelo: sinais de sofrimento emocional podem aparecer antes do pedido de ajuda

Dados do IBGE mostram que 32% dos adolescentes brasileiros relataram vontade de se machucar de propósito; psicóloga da Clínica SiM explica mudanças de comportamento que merecem atenção


Imagem: Magnific

Nem sempre o sofrimento emocional é acompanhado de um pedido explícito de ajuda. Em muitos casos, ele pode aparecer primeiro em mudanças na rotina e no comportamento, como isolamento, irritabilidade, alterações no sono, perda de interesse por atividades habituais ou queda no rendimento. Identificar essas mudanças pode contribuir para que a busca por ajuda aconteça antes do agravamento do quadro.

Para a psicóloga Mirella Martins Lippi, da Clínica SiM, a observação de mudanças persistentes é importante para diferenciar alterações pontuais de situações que podem exigir atenção profissional.


“É natural que as pessoas passem por momentos de tristeza, irritação ou desânimo. O que merece atenção é quando essas mudanças se tornam frequentes, intensas ou começam a interferir na rotina, nos relacionamentos e nas atividades que antes faziam parte da vida daquela pessoa. Nesses casos, é importante conversar e considerar a busca por avaliação profissional”, explica.


Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgados pelo IBGE em 2026, mostram a dimensão do tema entre adolescentes de 13 a 17 anos. 32% afirmaram ter sentido vontade de se machucar de propósito nos 12 meses anteriores à pesquisa. O percentual foi de 43,4% entre meninas e 20,5% entre meninos.


Outro indicador aponta para a importância das relações sociais. 26,1% dos estudantes disseram sentir, na maioria das vezes ou sempre, que ninguém se preocupa com eles. Entre as meninas, o índice chegou a 33,3%, enquanto entre os meninos foi de 19%.


Em relação à tristeza, 28,9% dos adolescentes relataram ter se sentido tristes na maioria das vezes ou sempre nos 30 dias anteriores à pesquisa. O percentual foi de 41% entre meninas e 16,7% entre meninos. Apesar de elevado, o indicador nacional apresentou redução em relação a 2019, quando era de 31,4%.


Mudanças de comportamento podem ser sinais de alerta


Entre os sinais que merecem atenção estão o afastamento repentino de familiares e amigos, perda de interesse por atividades, alterações persistentes no sono ou no apetite, irritabilidade frequente, queda no desempenho escolar ou profissional e mudanças significativas na forma de se relacionar.


Segundo Lippi, que também é especialista em Psicanálise, Neurociências e Comportamento, reconhecer esses sinais não significa tentar diagnosticar alguém, mas perceber quando existe uma mudança importante em relação ao comportamento habitual. 


A própria PeNSE passou a investigar de forma mais ampla aspectos relacionados à saúde mental dos adolescentes, incluindo sentimentos de tristeza, preocupação, irritação, desamparo, percepção de apoio, sensação de que a vida não vale a pena ser vivida e ocorrência de autoagressão.


Sobre a Clínica SiM

A Clínica SiM, integrante da SiMco – Healthcare Platform, é um grupo de clínicas de saúde acessível com presença nos estados da Bahia, Ceará e Pernambuco. Com mais de 230 mil beneficiários ativos, a empresa se destaca pelo compromisso com a democratização da saúde, combinando expansão estratégica, inovação e inclusão para ampliar o acesso a serviços médicos de qualidade.


Serviço

Para mais informações sobre a Clínica SiM e seus serviços, acesse o site www.clinicasim.com ou entre em contato pelo telefone 0800 357 6060.

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Comer perto de casa voltou a ter valor estratégico



Consumo em bairros residenciais, trabalho híbrido e delivery mais maduro redesenham a relação entre restaurantes, rotina e conveniência


Comer perto de casa voltou a pesar na rotina dos brasileiros. A proximidade deixou de ser apenas uma escolha de conveniência e passou a influenciar a forma como bares, restaurantes, padarias e lanchonetes organizam atendimento, cardápio, horários e canais de venda. Segundo a pesquisa Impactos da Mobilidade Urbana no Varejo, realizada em 2022 pela CNDL e pelo SPC Brasil, em parceria com o Sebrae, 77% dos consumidores disseram fazer a maior parte das compras perto de casa. O índice é menor que o registrado em 2017, quando era de 84%, mas a alimentação ganhou espaço nesse hábito: entre os produtos comprados na vizinhança, comidas e lanches passaram de 42% para 70% no período. 


Essa preferência pelo bairro também aparece na alimentação fora do lar. A rotina de consumo, antes mais concentrada nos deslocamentos entre casa e trabalho, ficou mais distribuída ao longo da semana e do território. Em São Paulo, uma análise da Pluxee com transações de vale-refeição entre 2019 e 2025 mostrou que os bairros comerciais concentram quase 87% do consumo e das transações antes da pandemia de Covid-19. Em 2020, os bairros residenciais passaram a responder por mais de 52% do consumo e quase 49% das transações.


Trabalho híbrido torna-se mais frequente e traz mudanças



A volta ao presencial não retomou exatamente o desenho anterior. O trabalho híbrido manteve parte das refeições perto de casa e criou uma semana menos linear para restaurantes localizados em áreas corporativas. Em levantamento da Pluxee com a Abrasel, a quarta-feira se consolidou em 2025 como o principal dia para alimentação fora do lar, com 21,54% de participação no volume total de consumo e tíquete médio de R$ 40,46. O dado indica que o fluxo segue relevante nas regiões comerciais, mas passou a se concentrar mais em alguns dias.


Para o restaurante, essa mudança transforma a proximidade em uma questão de operação. O cliente que mora ou trabalha perto pode almoçar no salão, retirar no balcão, pedir pelo WhatsApp ou recorrer ao delivery, dependendo do dia e da ocasião. O mesmo estabelecimento precisa atender essas entradas sem perder controle de pedido, tempo de preparo, estoque, pagamento e margem. Quando os canais funcionam de forma separada, o aumento da demanda pode gerar atraso, erro de lançamento, produto indisponível ou dificuldade para entender o que realmente dá resultado.


Para o delivery do Frango Loco, essa leitura levou à criação de uma oferta voltada a clientes que precisam resolver o almoço com rapidez. “A gente começou a vender marmita visando esse pessoal que precisa de algo muito rápido, porque pensa, você está trabalhando e tem duas horas para descansar. Se pedir uma comida à la carte, vai demorar 30 minutos de preparo, mais 30 minutos para entregar. Assim, o teu horário de descanso vai reduzir para 10, 15 minutos, então a gente pensou muito em agilidade. Em cinco minutos, consigo te entregar uma marmita no balcão”, afirma Lucas, do Frango Loco.


A decisão mostra que a conveniência passou a depender menos de um único canal e mais da capacidade de adaptar produto, tempo de preparo e formato de atendimento à ocasião de consumo. Para quem atende salão, retirada, WhatsApp e delivery, o desafio é organizar essa demanda sem transformar a proximidade em descontrole operacional.



Tecnologia como aliada na gestão


Utilizar um sistema de gestão pode ser o diferencial para organizar a rotina do restaurante. Uma plataforma como a Saipos ajuda a centralizar pedidos, integrar salão, delivery, ficha, estoque e financeiro, além de reunir indicadores que mostram como a operação se comporta por canal, produto e horário.


“Quando o restaurante entende quais produtos vendem melhor, em quais horários a demanda aumenta e por onde os pedidos chegam, ele deixa de operar apenas no improviso. A tecnologia não substitui a experiência do empreendedor, mas organiza os dados para que as decisões sejam mais rápidas e menos intuitivas”, afirma Ariel Correia Supervisor de Customer Success da Saipos.


Para negócios de bairro, esse tipo de gestão permite identificar quais itens têm melhor saída no almoço, quais pedidos chegam mais pelo WhatsApp, quais produtos funcionam na retirada e onde a operação precisa de ajuste para atender a demanda local com mais previsibilidade.


O delivery reforça essa necessidade de leitura integrada. Depois de crescer de forma acelerada durante a pandemia, o canal passou a ocupar um papel mais complementar no consumo. Um estudo da Pluxee sobre São Paulo aponta que o delivery chegou ao pico de participação em 2021, com 16,66%, e caiu para 7,73% em 2025. O hábito, porém, permaneceu: consumidores que pedem comida mais de três vezes por mês passaram de 24% para 45%. No mesmo período, o consumo presencial em restaurantes cresceu 32,75%, acima do avanço do delivery, de 27,94%.


O cliente não abandonou a entrega nem voltou ao padrão anterior. Ele passou a alternar ocasiões, ou seja, em alguns dias, pede em casa, em outros, retira no balcão, almoça perto do trabalho ou escolhe um restaurante do bairro por praticidade. Essa combinação muda o peso das decisões diárias do restaurante, porque a venda não depende apenas de estar perto, mas de conseguir entregar uma experiência consistente em diferentes formatos.


Comer perto de casa voltou a ter valor estratégico porque aproxima o restaurante da rotina real do consumidor. O negócio que entende essa mudança consegue ajustar oferta, canal e operação antes que a demanda vire desorganização. No food service, conveniência deixou de ser apenas entregar rápido. Passou a significar estar disponível no momento certo, com uma operação capaz de responder ao bairro sem perder controle.


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