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sexta-feira, 11 de abril de 2025

Piscicultura empresarial é a nova aposta para a região Oeste da Bahia



A criação de peixes em tanques e reservatórios de irrigação foi apresentada como uma alternativa para o desenvolvimento da piscicultura empresarial no município Luis Eduardo Magalhães (LEM), no oeste baiano. Para garantir ações de desenvolvimento do setor como um todo, inclusive da qualificação da produção, aconteceu nessa semana uma reunião entre os gestores da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Bahia Pesca e Prefeitura.


“Já temos um trabalho, a nível municipal, de atendimento aos pequenos produtores. Esse encontro despertou algo maior”, vislumbra o secretário de Agricultura de LEM, Jaime Coppellesso. Um potencial grande e que, segundo ele, não está sendo muito aproveitado na região. 


“O peixe é uma carne saudável, rico em proteínas, vitaminas e gorduras boas, de grande aceitação no mercado, mas a gente espera iniciar um trabalho diferente e produtivo, pensando no desenvolvimento de toda a cadeia produtiva”, declara Cappellesso, ressaltando o papel dos órgãos estaduais nesse processo. “Uma atividade que gera empregos, produção e divisas. A água está lá, o investimento está feito”, conclui.


O presidente da Bahia Pesca, Daniel Victória, se comprometeu em realizar uma visita técnica para a instalação de tanques. “A ideia é mostrar a viabilidade do investimento e aproximar as instituições. Não adianta só entregar alevinos, a gente quer construir a cadeia”, enfatiza.


Ascom/Adab

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quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Rio São Francisco recebe peixamento com 57 mil alevinos



 Rio São Francisco recebe peixamento com 57 mil alevinos de espécies nativas



Fotos: divulgação/Codevasf


A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) realizou a soltura de mais 57 mil alevinos de espécies nativas no rio São Francisco. O peixamento integrou as celebrações da Festa de Bom Jesus dos Navegantes, em Bom Jesus da Lapa (BA), no sábado (11).


No total, foram soltos 45 mil alevinos de curimatã e 12 mil alevinos de pacamã produzidos pelo Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Xique-Xique, unidade de pesquisa e tecnologia vinculada à 2ª Superintendência Regional da Codevasf.


“Os peixamentos têm a finalidade de recompor a ictiofona nativa da bacia e mitigar impactos ambientais causados pela ação humana. A iniciativa também busca garantir que os peixes que estão ameaçados de extinção, como o pacamã, cumpram a função ecológica de reprodução e recomposição do estoque pesqueiro e, no futuro, sirvam como alimento para as comunidades ribeirinhas que vivem majoritariamente da pesca artesanal.”, explicou o engenheiro de Pesca da Codevasf Dyego Freire.



A ação na localidade de Barrinha, às margens do rio São Francisco, contou com a participação da comunidade e de visitantes. “Todo ano a Codevasf sempre colabora com os pescadores. Tem a importância de ter esses peixes, que trazem muito benefício para os pescadores. E é isso que nós precisamos para o rio São Francisco”, disse o pescador Noêmio Pereira.


“Esse peixamento já é uma tradição na Festa de Bom Jesus dos Navegantes. Neste ano, nós celebramos 60 anos dessa festa, aqui na cidade de Bom Jesus da Lapa. Olha que maravilha, coincidiu duas coisas: a festa com a temporada das chuvas. Então, o rio está cheio, os peixes estarão satisfeitos. Todo mundo está contente porque a maravilha acontece”, afirmou o padre Roque Silva, do Santuário de Bom Jesus da Lapa.

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domingo, 31 de março de 2024

Pescadores comercializam cerca de dois milhões

 
Pescadores artesanais comercializam cerca de dois milhões de reais na quaresma


Piscicultores (as) e pescadores (as) artesanais dos municípios de Sobradinho, Curaçá, Itiúba e Capim Grosso comemoram a comercialização de mais de 162 toneladas de peixe para prefeituras, em feiras, supermercados e também direto ao consumidor final. Parte desse resultado se deve à assistência técnica prestada a pescadores (as) e piscicultores (as) por meio do projeto da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Pró-Semiárido.


“O projeto Pró-Semiárido tem contribuído com os grupos produtivos na comercialização para as prefeituras, ajudando na organização da produção, na documentação para a participação nos pregões eletrônicos e auxiliando na abertura de novos mercados”, explica a engenheira de Pesca da CAR, que atua no Pró-Semiárido assessorando os grupos de piscicultores, Josiane Araújo. E sobre a comercialização nessa Semana Santa, ela observa que foi diferente do ano passado, porque houve menos volume de vendas para prefeituras e mais vendas em atacado, principalmente para feiras livres.


As cooperativas e associações de pescadores envolvidas recebem assessoramento técnico especializado da CAR, por meio do Pró-Semiárido, também para fomentar a produção e organizar a base produtiva. Além disso, os grupos receberam investimentos em estrutura física (tanques-rede e/ou ferrocimento, ração, alevinos, etc.), bem como acompanhamento e formação para melhorar o manejo produtivo e também na legalização ambiental e gestão financeira para a sustentabilidade dessa atividade econômica.



“A gente tem o acompanhamento da engenheira de Pesca em relação à biometria, ao acompanhamento do fornecimento de ração, ao quanto o peixe vai comer, e em relação ao preço também. É um processo que só veio para somar com os piscicultores. O Governo, graças a Deus, nos assistiu com isso e está nos assistindo por meio do Pró-Semiárido”, destaca Neuraci de Jesus Silva, pescadora filiada à Cooperativa de Produção e Comercialização dos Derivados de Peixes de Sobradinho (Coopes).


O apoio aos grupos que trabalham com a cadeia produtiva do peixe tem gerado importantes resultados na melhoria da segurança alimentar e nutricional, pois garantiu às famílias envolvidas e a outras famílias segurança alimentar, geração de emprego e renda para os beneficiários (as) e suas famílias, conservação ambiental e redução da pesca predatória.


O Governo do Estado da Bahia, por meio do Pró-Semiárido, projeto executado pela CAR, empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR), com cofinanciamento do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), aportou  R$ 4,3 milhões para estruturar e fortalecer a atividade de piscicultura em tanques-rede, da pesca artesanal e do sistema de criação de estrutura de ferrocimento.


Fotos: Equipe do Pró-Semiárido/ASCOM CAR


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quinta-feira, 25 de agosto de 2022

Piscicultura dá novos passos no Baixo Sul



Agricultores e agricultoras familiares do município de Jaguaripe, no território Baixo Sul, estão dando novos passos na atividade da piscicultura. E, agora, com a ordem de serviço assinada, a Propesca - Associação Obras Sociais, da Comunidade de Ilha D’ajuda, praia dos Garcez, prosseguirá com a execução do projeto e dará início à construção do galpão para o beneficiamento do pescado.  


Além do novo galpão, os investimentos serão destinados também para a construção de sete tanques de geomembrana elevado, sendo seis de engorda e um para decantação e filtragem da água, equipamentos de apoio à produção como: balanças, freezers, medidor multiparâmetro a prova d´água e fabricador de gelo, com capacidade de produção de 30 quilos por dia.  


Para os primeiros ciclos, está estabelecida a entrega de tilápias revertidas de fêmea para macho, para garantir a uniformidade da produção, e rações, além de capacitações com a Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase), prestadora contratada para prestar assistência técnica e extensão rural (Ater) para a associação e o acompanhamento com o Agente Comunitário Rural (ACR), Jefferson Correia. O ACR inclusive comenta como é a produção hoje na piscicultura de Jaguaripe. 



“O comércio do pescado aqui na ilha se baseia mais no extrativismo. Vamos começar agora esse projeto na criação do peixe e, a depender do desenvolvimento da região, [a criação] do camarão. Hoje, o principal problema é a comercialização, porque os pescadores dependem dos atravessadores”, comentou Jefferson.  


Os investimentos, de mais de R$ 560 mil, são do Estado da Bahia, por meio do projeto Bahia Produtiva, executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com cofinanciamento do Banco Mundial. 


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