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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Agosto Dourado reforça importância da amamentação

 

Agosto Dourado reforça importância da amamentação e leva orientação a usuárias do 16º Centro de Saúde em Salvador


Em meio às ações do Agosto Dourado, campanha dedicada à promoção, proteção e apoio à amamentação, o 16º Centro de Saúde Maria Conceição Imbassahy, localizado no bairro Pau Miúdo, em Salvador, promoveu uma roda de conversa voltada ao incentivo ao aleitamento materno.


A atividade foi conduzida pela palestrante Djenane Fernandes e contou com a participação de multiprofissionais da unidade municipal, gerida pela Fundação ABM de Pesquisa e Extensão (Fabamed), reunindo pacientes e funcionárias na sala de espera.


De forma dinâmica e participativa, o encontro, que ocorreu na última quinta-feira (6), abordou os principais benefícios da amamentação para mães e bebês, além de orientações sobre a prática correta. Com o auxílio de próteses realísticas de mamas, as participantes puderam conhecer, de maneira prática, diferentes técnicas e indicações para o aleitamento, além de esclarecer dúvidas.


Durante mais de duas horas, o espaço foi utilizado para troca de experiências e conhecimentos, fortalecendo a importância da amamentação para o crescimento e desenvolvimento saudável das crianças.


Para a supervisora ambulatorial do 16º Centro, Eleneide Souza, a iniciativa também representa uma oportunidade de acolher as mulheres e oferecer informações que possam contribuir para uma experiência de amamentação mais segura.


“Promover momentos como esse é fundamental para que as mulheres se sintam acolhidas e tenham acesso a informações confiáveis. A amamentação pode trazer desafios, e ter profissionais disponíveis para esclarecer dúvidas e demonstrar na prática faz toda a diferença”, destacou.


Dados do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani) apontam que cerca de 45% a 47% das crianças brasileiras são amamentadas exclusivamente até os seis meses de vida. A recomendação do aleitamento materno exclusivo nesse período está relacionada aos benefícios nutricionais e imunológicos proporcionados pelo leite materno.


Considerado o alimento mais completo para os primeiros meses de vida, ele fornece nutrientes essenciais, contribui para o fortalecimento do sistema imunológico e também favorece a criação do vínculo entre mãe e filho.


Além dos benefícios individuais, a amamentação possui impacto na saúde pública, contribuindo para a prevenção de doenças e para a redução de internações infantis. É nesse contexto que o Agosto Dourado reforça, ao longo do mês, a importância não apenas de incentivar o aleitamento, mas também de garantir informação, acolhimento e apoio para que as mães possam manter a prática.


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domingo, 26 de julho de 2026

A importância de falar sobre morte e luto na infância



 

 A morte é um fenômeno que faz parte da vida, sentir a perda de alguém que se ama é natural, sendo inevitável que haja tristeza, dor e sofrimento. Mas de um modo geral, a morte é também um assunto muito evitado na sociedade, pois o ser humano ainda não sabe lidar com esse episódio. 

 

Se para o adulto é difícil lidar com a morte e encarar o luto, imagine como esse fato pode ser um processo para as crianças e torna-se um problema psicossomático em suas vidas ao longo dos anos. 
  
 

De acordo com a psicóloga Bianca Reis, “as doenças psicossomáticas são causadas por problemas emocionais do indivíduo e representam a ligação direta entre a saúde emocional e a física. Tudo que a gente não fala, comunica ou elabora cresce e acha um caminho de manifestação e, em muitos casos esse caminho é o adoecimento."
  
 

De certa forma é preciso criar o hábito de falar da morte, assim como o de falar e vivenciar o luto. Ser transparente, trazer recordações positivas da pessoa que morreu, abordar o assunto de forma lúdica, procurar ajuda de um profissional, são algumas alternativas que podem ajudar e auxiliar nesse momento tão delicado e difícil.   

 

A especialista acrescenta que, “a morte é um desafio emocional com o qual a criança tem que lidar, e por vezes pode desencadear diversos tipos de comportamento, inclusive dificuldades de expressar e identificar os sentimentos”. Cada criança vai lidar com a morte e o luto de uma forma, a depender da idade, temperamento, condução e apoio dos adultos. É preciso respeitar a particularidade de cada uma das crianças que enfrentam essa situação. 
 

 

É importante que a família desenvolva o hábito de falar da vida e da morte, que não negue o luto e que use recursos como filmes e livros para contextualizar e falar sobre o assunto, antes mesmo de acontecer algum episódio. 

 

“A criança está em desenvolvimento cognitivo e emocional e, embora quando sofra uma perda significativa ela perceba que a morte é uma coisa irreversível, há questões que ela só vai compreendendo e revendo à medida que cresce”, complementa Bianca Reis. 

 

Precisamos lembrar que o luto é um processo, não um evento. A gente vive/sobrevive apesar do luto. Ele é fluido e presente de forma mais ou menos ativa a depender de muitas circunstâncias.

 

As crianças, assim como os adultos, vão passar ou estar nesse processo por um tempo indeterminado, e é preciso todo cuidado e observação.

 
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quarta-feira, 22 de julho de 2026

Chances de identificar doenças ainda nos primeiros meses de vida

 

Avanços da medicina diagnóstica ampliam chances de identificar doenças ainda nos primeiros meses de vida


Triagens neonatais e exames laboratoriais cada vez mais precisos permitem detectar doenças raras e outras condições antes mesmo do aparecimento dos primeiros sintomas


Quando um bebê nasce, alguns exames realizados nos primeiros dias e meses de vida são fundamentais para acompanhar seu desenvolvimento e identificar precocemente alterações neurológicas, motoras e metabólicas. Entre eles está o teste do pezinho, exame de triagem neonatal realizado por meio da coleta de algumas gotas de sangue do calcanhar do bebê, geralmente entre o terceiro e o quinto dia de vida.


Além de detectar doenças mais conhecidas, como hipotireoidismo congênito e fenilcetonúria, as versões ampliadas do exame permitem identificar diversas doenças raras que, nessa fase, ainda não apresentam sintomas. Entre elas estão as imunodeficiências combinadas graves (SCID), doenças de depósito lisossômico, galactosemia e aminoacidopatias, condições que podem comprometer o desenvolvimento da criança caso não sejam diagnosticadas e tratadas precocemente.


Um estudo publicado na revista científica Orphanet Journal of Rare Diseases revelou que pessoas com doenças raras no Brasil esperam, em média, 5,4 anos para receber um diagnóstico definitivo. Esse intervalo pode comprometer o início do tratamento e aumentar o risco de sequelas, especialmente quando se trata de doenças que se manifestam ainda na infância.


De acordo com a médica geneticista Betânia Toralles, fundadora do DNA Laboratório, a medicina diagnóstica evoluiu significativamente nos últimos anos, oferecendo exames cada vez mais sensíveis e precisos. “Um dos principais exemplos é o teste do pezinho ampliado, que consegue identificar mais de 50 doenças raras logo nos primeiros dias de vida, antes mesmo do surgimento dos sintomas”, explica.


A Lei nº 14.154/2021 prevê a ampliação gradual do teste do pezinho oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), aumentando o número de doenças investigadas. No entanto, a implementação ainda não foi concluída em todo o país e, na maioria dos estados, o exame permanece disponível em uma versão mais restrita. Enquanto isso, a rede privada já oferece painéis ampliados, capazes de rastrear um número maior de doenças por meio de metodologias mais abrangentes.


Em Salvador, o DNA Laboratório oferece o teste do pezinho ampliado, que investiga mais de 50 doenças raras ainda no período neonatal. A identificação dessas condições nos primeiros dias de vida possibilita o início precoce do tratamento, reduzindo o risco de complicações e sequelas permanentes.


“Em muitas doenças raras, o tempo faz toda a diferença. Quanto mais cedo o diagnóstico é realizado, maiores são as chances de iniciar o tratamento no momento certo e evitar complicações que podem comprometer o desenvolvimento da criança. O teste do pezinho ampliado permite identificar essas alterações antes mesmo do surgimento dos primeiros sintomas, possibilitando uma intervenção precoce”, afirma Betânia Toralles.


Segundo a especialista, os avanços da medicina diagnóstica têm permitido que os exames deixem de atuar apenas na confirmação de doenças para assumir também um papel preventivo. “Hoje conseguimos identificar diversas alterações antes da manifestação clínica, ampliando as possibilidades de tratamento e contribuindo para que a criança tenha um desenvolvimento mais saudável e melhor qualidade de vida”, enfatiza.


Foto: Magnific

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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Estimulação precoce pode mudar trajetórias

 

Estimulação precoce pode mudar trajetórias: por que os primeiros anos são decisivos na paralisia cerebral


A fisioterapeuta Jamaica Araújo, fundadora da Espaço Kids, reforça que diagnóstico ágil e estímulos adequados podem transformar o prognóstico desde a infância


Os primeiros anos de vida representam um período determinante para o desenvolvimento neurológico — especialmente em crianças com paralisia cerebral. Nessa fase, o cérebro apresenta elevada capacidade de adaptação, conhecida como neuroplasticidade, o que permite a reorganização de funções e a criação de novas conexões neurais diante de estímulos adequados.


É justamente esse potencial que torna a estimulação precoce uma das estratégias mais relevantes no cuidado dessas crianças. “A intervenção nos primeiros anos não se limita à reabilitação. Estamos falando de ensinar o sistema nervoso a desenvolver caminhos alternativos para funções que foram comprometidas”, explica a fisioterapeuta Jamaica Araújo, fundadora da Espaço Kids.


A paralisia cerebral é uma condição neurológica não progressiva que afeta movimento, postura e tônus muscular, podendo se manifestar em diferentes graus, desde quadros mais leves até limitações motoras importantes. Embora a lesão cerebral não evolua, as repercussões funcionais podem se agravar ao longo do tempo se não houver intervenção adequada.


Estimativas atuais apontam que a prevalência da condição pode chegar a cerca de 3 casos a cada 1.000 crianças, e que, anualmente, até 10 mil bebês podem vir a ser diagnosticados com paralisia cerebral. Os números reforçam a importância de estratégias de identificação e intervenção precoces.


Nesse cenário, a estimulação precoce atua diretamente na prevenção de deformidades, no ganho de funcionalidade e no estímulo ao desenvolvimento global. Abordagens como fisioterapia neurológica, terapia ocupacional e fonoaudiologia são fundamentais para trabalhar habilidades motoras, coordenação, comunicação e independência nas atividades diárias.


“O acompanhamento multiprofissional permite intervenções integradas, respeitando as necessidades individuais de cada criança. Quando iniciamos cedo, conseguimos favorecer não apenas o desenvolvimento motor, mas também aspectos cognitivos, sociais e emocionais”, reforça Jamaica.


Na prática, isso pode significar avanços importantes, como melhor controle postural, evolução na linguagem, maior interação com o ambiente e mais autonomia nas tarefas do dia a dia, fatores que impactam diretamente a qualidade de vida da criança e de toda a família.


Apesar dos avanços no diagnóstico e nas terapias, o início tardio do acompanhamento ainda é uma realidade frequente. A falta de informação, a dificuldade de acesso a serviços especializados e, em alguns casos, a demora na identificação dos sinais iniciais contribuem para esse cenário. Entre os principais sinais de alerta estão atraso no controle cervical, dificuldade para sentar ou engatinhar, alterações no tônus muscular (rigidez ou flacidez), movimentos involuntários e atraso no desenvolvimento da fala.


“Mais do que tratar limitações, a estimulação precoce amplia possibilidades permitindo que cada criança desenvolva seu potencial dentro das suas particularidades e tenha mais oportunidades de participação, autonomia e inclusão ao longo da vida”, destaca a especialista.


Clínica Espaço Kids

Especializada no atendimento a crianças com deficiência, a Clínica Espaço Kids oferece um cuidado integrado que vai além das terapias convencionais. Em um ambiente acolhedor, profissionais de diversas áreas trabalham juntos para estimular o desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e social dos pequenos.


Fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicopedagogos, musicoterapeutas, psicomotricistas e psicólogos unem esforços para criar planos personalizados que atendam às necessidades únicas de cada criança e adolescente.


O diferencial da Espaço Kids está também no olhar atento às famílias. O suporte não termina com as sessões: a equipe promove orientação e acompanhamento contínuo, formando uma rede de apoio que ajuda pais e responsáveis a enfrentar os desafios do dia a dia com mais segurança e qualidade de vida.


Endereços:

Unidade de tratamento convencional: Rua das Rosas, n. 179, salas 305, 306, 307 e 308. Ed. Empresarial San Juan, Pituba

Unidade de tratamento intensivo: Rua Arthur de Azevedo Machado, n. 1459, térreo. Ed. Internacional Trade Center, Stiep

Telefone: (71) 9.9960-6006

Mais informações: @clinicaespacokids


Crédito da imagem: Magnific

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quarta-feira, 22 de abril de 2026

Afogamento é uma das principais causas de morte infantil no Brasil




Afogamento é uma das principais causas de morte infantil no Brasil e motiva campanha da Galzerano sobre segurança no banho de bebês


Galzerano lança iniciativa “Sem susto, mamãe” com orientações práticas para prevenir acidentes domésticos


O afogamento segue como um dos principais riscos à saúde infantil no Brasil — inclusive dentro de casa. Dados do Ministério da Saúde indicam que o país registrou mais de 71 mil mortes por afogamento entre 2010 e 2023, com maior incidência entre crianças e adolescentes.


Entre os mais vulneráveis, crianças de 1 a 4 anos estão entre as principais vítimas. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, o afogamento está entre as principais causas de morte nessa faixa etária, sendo um dos acidentes mais letais na primeira infância.


Outro dado relevante aponta que grande parte das ocorrências acontece dentro da própria residência, em locais como piscinas, baldes e banheiras. A Criança Segura alerta que, em bebês, poucos centímetros de água já são suficientes para provocar afogamento, muitas vezes em decorrência de breves momentos de distração dos cuidadores.


O cenário se insere em um contexto mais amplo de acidentes domésticos. Segundo o Ministério da Saúde, milhares de crianças são atendidas anualmente no país por ocorrências dentro de casa, reforçando o ambiente doméstico como um dos principais pontos de atenção para a prevenção.


Diante desse quadro, a Galzerano, marca brasileira de produtos infantis, lança  a campanha “Sem susto, mamãe”, com foco na prevenção de acidentes durante o banho de bebês e crianças.


A iniciativa reúne conteúdos educativos voltados a pais e cuidadores, abordando desde a escolha e montagem correta das banheiras até cuidados essenciais no uso diário. Entre os principais pontos estão orientações sobre o kit banho, instruções para montagem segura dos equipamentos, controle da temperatura da água — que deve ficar entre 36 °C e 37 °C — e práticas de higienização e conservação para evitar desgaste e ferrugem nos suportes.


Além das recomendações técnicas, a campanha reforça a importância da supervisão constante e da atenção integral durante o banho — fator apontado por especialistas como determinante para evitar acidentes.


Com a iniciativa, a Galzerano busca ampliar o acesso à informação e contribuir para a redução de ocorrências domésticas, transformando o momento do banho em uma experiência segura, tranquila e positiva para as famílias.


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sexta-feira, 13 de março de 2026

Doenças respiratórias aumentam no outono

 


Doenças respiratórias aumentam no outono: pediatra explica como proteger as crianças


Com a chegada do outono e as primeiras quedas de temperatura, especialistas alertam para o aumento gradual dos casos de doenças respiratórias em crianças. Nessa época do ano, quadros como gripe, resfriados, bronquiolite, sinusite, pneumonia e crises de asma tornam-se mais frequentes nos consultórios e serviços de saúde.


Segundo a pediatra Mariana Bolonhezi, a mudança de estação costuma trazer alterações climáticas e comportamentais que favorecem a circulação de vírus respiratórios.


“O outono marca o início de um período em que começamos a observar mais infecções respiratórias. As temperaturas ficam mais baixas, o ar tende a ficar mais seco e as pessoas passam mais tempo em ambientes fechados, o que facilita a transmissão de vírus”, explica a médica.


Dados do Ministério da Saúde indicam que os vírus respiratórios seguem em alta no país. Em 2025, foram registrados mais de 42 mil casos de infecção pelo vírus sincicial respiratório (VSR) até outubro, sendo a maioria em crianças menores de dois anos, grupo mais vulnerável a complicações respiratórias. O vírus é responsável por cerca de 80% dos casos de bronquiolite e por até 60% das pneumonias nessa faixa etária, segundo dados epidemiológicos.




Principais sinais de alerta


De acordo com a pediatra, os pais devem ficar atentos a sintomas respiratórios que podem indicar agravamento do quadro, especialmente em bebês e crianças menores.


Os pais devem ficar atentos a sintomas como febre persistente, tosse intensa ou dificuldade para respirar, chiado no peito, cansaço ou prostração, recusa alimentar e respiração rápida ou com esforço.


“Nesses casos, é fundamental procurar avaliação médica. Em crianças pequenas, as infecções respiratórias podem evoluir mais rapidamente”, orienta Mariana Bolonhezi.




Cuidados para prevenir doenças respiratórias no outono


Algumas medidas simples no dia a dia podem ajudar a reduzir o risco de infecções respiratórias durante os meses mais frios.




A pediatra destaca como principais cuidados:




Manter a vacinação em dia:


Vacinas como a da influenza ajudam a reduzir complicações respiratórias e hospitalizações.




Ambientes ventilados


Mesmo com temperaturas mais baixas, é importante manter janelas abertas por alguns períodos para permitir a circulação de ar.




Higiene frequente das mãos


Lavar as mãos regularmente ou usar álcool em gel ajuda a reduzir a transmissão de vírus.




Evitar contato com pessoas doentes


Crianças pequenas devem evitar proximidade com pessoas com sintomas gripais.




Manter boa hidratação


A ingestão adequada de líquidos ajuda a manter as vias respiratórias mais protegidas.




Atenção ao ar seco


Quando necessário, o uso de umidificadores ou recipientes com água no ambiente pode ajudar a reduzir irritações nas vias respiratórias.




Atenção redobrada com bebês


Crianças menores de dois anos estão entre as mais vulneráveis às complicações respiratórias. Isso acontece porque o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento e as vias aéreas são mais estreitas, o que facilita o agravamento de quadros infecciosos.




Para Mariana Bolonhezi, o outono também é um momento importante para reforçar a prevenção e observar sinais precoces de doenças respiratórias.


“O acompanhamento pediátrico e os cuidados preventivos ajudam a reduzir complicações. Muitas infecções respiratórias podem ser evitadas ou tratadas precocemente quando os pais estão atentos aos primeiros sintomas”, conclui.


 


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quarta-feira, 11 de março de 2026

Dia Mundial do Rim

 


No Dia Mundial do Rim, Hospital do GRAACC chama atenção para câncer renal que afeta principalmente crianças


Quando diagnosticado precocemente, tumor de Wilms pode ter mais de 90% de chances de cura

 


O Dia Mundial do Rim, celebrado em 12 de março, chama a atenção para a importância da saúde renal em todas as fases da vida e para doenças que podem afetar também o público infantojuvenil, como o tumor de Wilms, também conhecido como nefroblastoma, o câncer renal mais comum na infância.

 


A doença representa cerca de 90% dos tumores renais pediátricos e ocorre, principalmente, em crianças entre 2 e 5 anos de idade. O tumor se desenvolve a partir de células embrionárias do rim que não completam o processo normal de maturação e continuam a se multiplicar após o nascimento.

 


“O tumor de Wilms é raro, mas é o câncer renal mais comum na infância. Muitas vezes, os pais percebem o primeiro sinal durante atividades do dia a dia, como o banho ou ao vestir a criança, quando notam um aumento do volume abdominal ou um caroço na barriga”, explica Dr.ª Monica Cypriano, oncologista pediátrica e diretora clínica do Hospital do GRAACC.

 


Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), quando o diagnóstico é feito precocemente e o tratamento ocorre em centros especializados em oncologia pediátrica, como o GRAACC, as chances de cura podem ultrapassar 90%, especialmente nos casos em que o tumor está localizado apenas no rim.

 


O diagnóstico costuma ser realizado por meio de exames de imagem, como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética do abdômen. Esses exames permitem identificar a presença do tumor e avaliar se houve comprometimento de outras estruturas.

 


O tratamento pode envolver cirurgia, quimioterapia e, em alguns casos, radioterapia, dependendo do estágio da doença e das características do tumor. “O tratamento do câncer infantil evoluiu muito nas últimas décadas. Com diagnóstico precoce e atendimento em centros especializados, conseguimos oferecer terapias eficazes e aumentar significativamente as chances de cura”, afirma Dr.ª Monica.

 


O tumor de Wilms ocorre em aproximadamente uma a cada 10 mil crianças com menos de 15 anos de idade e a média de diagnóstico costuma ocorrer por volta dos três a quatro anos. Por isso, é fundamental que pais e responsáveis estejam atentos a alterações persistentes no corpo da criança e procurem avaliação médica sempre que houver suspeita. Entre os sinais que merecem atenção estão aumento ou endurecimento da barriga, presença de nódulo ou massa abdominal, dor abdominal, febre sem causa aparente, perda de apetite, náuseas e vômitos, presença de sangue na urina e pressão arterial elevada.

 


“No câncer infantojuvenil, o diagnóstico precoce faz toda a diferença. Quanto mais cedo a doença é identificada e o tratamento iniciado, maiores são as chances de alcançarmos bons resultados e garantir qualidade de vida no futuro”, conclui Dr.ª Monica Cypriano.



 



Foto: Imagem de freepik

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

A importância do cuidado emocional no desenvolvimento de crianças



aneiro Branco: entenda a importância do cuidado emocional no desenvolvimento de crianças com deficiência


Fisioterapeuta Jamaica Araújo, fundadora da Clínica Espaço Kids, ressalta que cuidar da saúde emocional da criança com deficiência é fundamental para garantir evolução no processo terapêutico


O desenvolvimento de crianças com deficiência envolve mais do que aspectos físicos e cognitivos. O equilíbrio emocional exerce influência direta sobre o comportamento, a socialização e a resposta às terapias, especialmente em crianças e adolescentes com alterações no desenvolvimento neuropsicomotor. Durante o Janeiro Branco, campanha dedicada à conscientização sobre saúde mental, o tema ganha ainda mais relevância ao ampliar o olhar para o cuidado emocional dentro dos processos de reabilitação infantil.


Segundo a fisioterapeuta Jamaica Araújo, fundadora da Clínica Espaço Kids, o cuidado emocional deve fazer parte do acompanhamento terapêutico de crianças com deficiência. “Quando o aspecto emocional não é observado, a criança pode apresentar mais ansiedade, resistência às terapias e dificuldade de evolução. O cuidado emocional ajuda a criança a se sentir mais segura, favorecendo o engajamento e a resposta aos estímulos”, explica.


Por estarem em fase de desenvolvimento e, muitas vezes, expostas a rotinas terapêuticas intensivas, crianças com deficiência apresentam maior vulnerabilidade emocional diante de frustrações, mudanças e desafios do cotidiano. Nesse contexto, o cuidado com a saúde mental envolve ensinar a criança, de forma gradual e acolhedora, a lidar com emoções, compreender limites e enfrentar dificuldades de maneira mais leve, sempre com o suporte da família e de profissionais especializados.


Alterações de comportamento, dificuldade de interação, irritabilidade, regressões no aprendizado ou resistência às terapias podem estar associadas a fatores emocionais que interferem diretamente no desenvolvimento global da criança. Mudanças de rotina, desafios de comunicação e as próprias demandas do processo terapêutico exigem constante adaptação, reforçando a importância de um acompanhamento especializado e humanizado.


O cuidado emocional também se estende às famílias, que desempenham papel fundamental no desenvolvimento de crianças com deficiência. “Quando a família recebe acolhimento e orientação, consegue lidar melhor com os desafios do dia a dia, criando um ambiente mais equilibrado e favorável ao desenvolvimento da criança”, destaca Jamaica Araújo.


O acompanhamento com uma equipe multidisciplinar é indispensável para identificar demandas emocionais e ajustar as intervenções de forma integrada. “O suporte emocional à criança e à família garante a continuidade das terapias, potencializa os ganhos funcionais e contribui para um desenvolvimento mais consistente e saudável”, reforça a fisioterapeuta.

Clínica Espaço Kids


Especializada no atendimento a crianças com deficiência, a Clínica Espaço Kids oferece um cuidado integrado que vai além das terapias convencionais. Em um ambiente acolhedor, profissionais de diversas áreas trabalham juntos para estimular o desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e social dos pequenos.


Fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicopedagogos, musicoterapeutas, psicomotricistas e psicólogos unem esforços para criar planos personalizados que atendam às necessidades únicas de cada criança e adolescente.


O diferencial da Espaço Kids está também no olhar atento às famílias. O suporte não termina com as sessões: a equipe promove orientação e acompanhamento contínuo, formando uma rede de apoio que ajuda pais e responsáveis a enfrentar os desafios do dia a dia com mais segurança e qualidade de vida.

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

O papel do atendimento multidisciplinar

 


Consciência e acolhimento: o papel do atendimento multidisciplinar no desenvolvimento de crianças com deficiência  


Clínica Espaço Kids reúne equipe formada por fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos e outros profissionais especializados 


Promover o desenvolvimento pleno e o bem-estar de crianças com deficiência exige mais do que técnica: requer empatia, integração e olhar atento para cada pequena conquista. É sob essas diretrizes que a Clínica Espaço Kids atua, reunindo uma equipe multidisciplinar formada por fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos e outros profissionais especializados. 


O objetivo é oferecer um atendimento humanizado e completo, que considere não apenas os aspectos motores, mas também cognitivos, emocionais e sociais de cada criança. 


O atendimento multidisciplinar é um dos pilares mais importantes no cuidado de crianças com alterações no desenvolvimento neuropsicomotor. “Cada criança é única, e o trabalho em equipe permite que possamos compreender essa singularidade de forma ampla. A integração entre os profissionais faz com que o plano terapêutico seja mais eficaz e, acima de tudo, mais acolhedor”, explica Jamaica Araújo, fisioterapeuta e fundadora da Clínica Espaço Kids. 


Além da abordagem técnica, a clínica também preza pelo acolhimento das famílias, que desempenham papel essencial no processo terapêutico. A escuta ativa, o diálogo constante e o suporte emocional são fatores que contribuem diretamente para o progresso das crianças. “O afeto e o vínculo são tão importantes quanto os estímulos físicos e cognitivos. Quando a criança se sente segura e compreendida, ela responde melhor às terapias e avança com mais confiança”, complementa Jamaica. 


Com um espaço pensado especialmente para o público infantil, a Clínica Espaço Kids se destaca como um ambiente de aprendizado, cuidado e inclusão. Por meio de uma atuação comprometida e integrada, o espaço reafirma sua missão de transformar desafios em conquistas. 



Clínica Espaço Kids 



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sábado, 6 de dezembro de 2025

Medo e desinformação impactam vacinação de bebês prematuros no Brasil

Foto Saude DF
 

Pesquisa revela que experiência de famílias com a prematuridade é marcada por medo, preocupação constante e informações contraditórias


A vacinação é descrita como uma experiência que gera estresse moderado a intenso para 65% das pessoas entrevistadas, com 75% relatando dificuldades - entre elas a falta de orientação


São Paulo, novembro de 2025 – A experiência das famílias com a prematuridade - condição em que o bebê nasce antes das 37 semanas de gestação, tem o seu período inicial marcado por medo, preocupação constante, insegurança com os cuidados e, ao mesmo tempo, sentimento de esperança. É o que revela a pesquisa “A Proteção aos Prematuros no Brasil”, realizada pelo Datafolha a pedido da Sanofi.


O estudo ouviu pais e mães de crianças entre 0 e 5 anos que nasceram prematuras, distribuídos por todas as regiões do país — majoritariamente mulheres, a maioria com filhos que passaram longos períodos em UTI neonatal.


Os resultados revelam um cenário em que a fragilidade do bebê, o trauma da internação e a falta de informações consistentes se combinam e impactam diretamente a adesão ao calendário vacinal, fundamental para esses bebês que têm o sistema imunológico ainda mais frágil.


De acordo com o levantamento, 65% dos pais consideram a vacinação uma experiência de estresse moderado a intenso. Quase metade relata medo de reações adversas, 24% sentem ansiedade ou nervosismo e 11% chegam a sentir culpa por acreditar que o bebê está sofrendo. Essa sensibilidade emocional está profundamente conectada à história da prematuridade: 92% dos bebês passaram por internações na UTI neonatal, muitos deles com peso muito baixo, dificuldades respiratórias ou de alimentação e, em alguns casos, risco de vida.


Para o infectologista pediátrico Dr. Daniel Jarovsky, esse impacto emocional precisa ser acolhido e compreendido. “Os pais de prematuros carregam uma memória de fragilidade intensa. Quando chega o momento da vacinação, muitos revivem aquele período crítico. Mas é justamente por terem maior risco de infecções graves que os prematuros precisam ser vacinados no tempo certo e com as recomendações específicas”, afirma.


A pesquisa também evidencia percepções equivocadas que atrasam a proteção. Um em cada quatro pais prefere adiar a vacina até que o bebê “fique mais forte”, embora as evidências científicas mostrem que a proteção precoce é fundamental.1 Além disso, 36% acreditam que prematuros seguem o calendário de bebês nascidos a termo, quando, na verdade, esses bebês têm um calendário vacinal com cuidados específicos, com recomendações relacionados à idade gestacional e peso.


Recomendado pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), esse calendário inclui vacinas como a hexavalente acelular (disponível no SUS para bebês nascidos antes de 33 semanas ou com menos de 1,5kg, e para todos os bebês no mercado privado). Trata-se de uma vacina indicada para todos os bebês, mas que tem valor especial para os prematuros, uma vez que tem menos reações e protege contra seis doenças com uma só aplicação: difteria, tétano, coqueluche (pertussis), poliomielite, hepatite B e infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b (como meningite e pneumonia)2,3. Além de vacinas, inclui ainda outros imunobiológicos, como anticorpos monoclonais para a proteção contra o vírus sincicial respiratório (VSR), uma das principais causas de bronquiolite e pneumonia em bebês com menos de um ano.4


Os atrasos vacinais também são influenciados por barreiras práticas. O estudo mostra que 75% dos pais enfrentaram algum obstáculo para vacinar seus filhos, incluindo falta de vacinas, longas filas, horários incompatíveis e ausência de orientação adequada. Embora a maioria tenha conseguido manter o calendário em dia ou com pequenos atrasos, há casos em que dificuldades estruturais dos serviços de saúde ou inseguranças persistentes contribuíram para adiamentos mais significativos.


Desinformação ou falta de clareza sobre calendário vacinal


Sobre as orientações acerca da imunização fornecidas logo após o nascimento, 70% dizem ter recebido explicações claras sobre o calendário vacinal, mas 24% consideraram as informações confusas ou não receberam qualquer orientação.


A desinformação é outro elemento central explorado no questionário. 43% dos responsáveis ouviram informações contraditórias sobre vacinação de prematuros, originadas principalmente na família, redes sociais e, em alguns casos, de profissionais de saúde. Além disso, 28% relataram ter visto um profissional demonstrar insegurança diante da vacinação de um bebê prematuro, evidenciando a necessidade de qualificação permanente dos profissionais para a oferta de orientações adequadas.  


A baixa clareza sobre o calendário vacinal também se relaciona ao conhecimento limitado sobre os CRIEs (Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais), serviços do SUS que integram a RIE (Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais) e são preparados para atender grupos vulneráveis, como prematuros, com imunobiológicos específicos e orientação qualificada.


Embora sejam fundamentais para garantir esquemas adequados a esses bebês, a pesquisa mostra que apenas 39% dos responsáveis conhecem os CRIEs, enquanto 31% apenas ouviram falar e 30% desconhecem totalmente o serviço. Entre aqueles que conhecem, porém, 85% relatam que seus filhos foram vacinados ou orientados no local, evidenciando o potencial desses centros para reduzir inseguranças, corrigir informações contraditórias e apoiar profissionais na comunicação com as famílias.


“Os bebês prematuros têm necessidades de saúde específicas e urgentes, e isso inclui a imunização no tempo correto e com as recomendações adequadas. Quando quase metade das famílias relata ter recebido orientações contraditórias, fica evidente a necessidade de protocolos unificados e qualificação permanente dos profissionais. É papel de toda a rede garantir que nenhum bebê tenha sua proteção atrasada por falta de informação”, reforça Denise Suguitani, diretora executiva da ONG Prematuridade.com.


Mesmo com esses desafios, o sentimento de segurança é significativo: 58% dos pais afirmam se sentir aliviados por entender que estão protegendo seus filhos ao vaciná-los. Denise destaca que fortalecer esse sentimento é essencial. “Informação clara, transmitida com empatia e consistência, transforma a vacinação em uma etapa de confiança, não de temor”, diz.


Sobre a pesquisa


A pesquisa “A Proteção aos Prematuros no Brasil”, conduzida pelo Datafolha a pedido da Sanofi, ouviu 200 pais e mães de bebês prematuros com até 5 anos, de todas as regiões brasileiras, incluindo capitais, regiões metropolitanas e cidades do interior. Cerca de 70% dos respondentes eram mulheres, 43% tiveram o parto pelo SUS e 92% dos bebês passaram por internação em UTI neonatal. O estudo investigou percepções sobre saúde, desenvolvimento, orientações recebidas, barreiras enfrentadas e o entendimento sobre o calendário vacinal específico para prematuros, recomendado pela SBIm.


Novembro Roxo


Em setembro, a publicação no Diário Oficial da União oficializou o dia 17 de novembro como o Dia Nacional da Prematuridade, por meio da Lei nº 15.198/2025, que reforça o compromisso com o alerta e a prevenção do parto prematuro, além de também assegurar o direito de acompanhamento pós-alta dos bebês até os 2 anos de idade, com prioridade no atendimento e calendário especial de imunizações. A lei também institui o Novembro Roxo como mês oficial da causa e a semana do dia 17 como a Semana da Prematuridade, todos dedicados a reforçar ações de informação e mobilização social sobre o tema.


Para contribuir com a conscientização sobre o tema levar informação de qualidade à população, o TV Saúde Brasil Net, com apoio da Sanofi, lançou um documentário especial sobre prematuridade como parte da Série Saúde Brasil. Disponível gratuitamente no YouTube, a produção explica os diferentes graus de prematuridade, riscos associados, avanços da neonatologia e direitos das famílias, com entrevistas de profissionais de referência, como Dr. Arlley Cleverson Belo da Silva, médico especialista em Obstetrícia, Ginecologia e Medicina Fetal, Dra. Lilian Sadeck, Pediatra no Centro Neonatal do Instituto da Criança e Adolescente do Hospital das Clínicas da FMUSP e Dr. Renato Kfouri, Pediatra Infectologista e Presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria. 


O filme dedica ainda um espaço essencial à imunização dos prematuros, destacando a importância da proteção contra doenças respiratórias e infecciosas, para as quais esses bebês são particularmente vulneráveis. Além da visão técnica, o documentário ouve quem vive a prematuridade na prática. Denise Suguitani, diretora da ONG Prematuridade.com, e Kelly Gadelha de Oliveira Diniz, mãe de um bebê prematuro, compartilham suas experiências, desafios e aprendizados — trazendo humanidade, acolhimento e profundidade ao tema.


O documentário está disponível gratuitamente no YouTube e pode ser assistido aqui: https://bit.ly/docprematuridade


De acordo com o relatório Born Too Soon, da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil está entre os países com maior número absoluto de nascimentos prematuros no mundo. Os bebês nascidos antes de 37 semanas de gestação enfrentam riscos significativamente maiores à saúde, incluindo complicações respiratórias, cardíacas, neurológicas e atrasos no desenvolvimento cognitivo e motor. 5


 


Sobre a Sanofi 


 


Somos uma inovadora empresa global de saúde, movida por um propósito: buscamos os milagres da ciência para melhorar a vida das pessoas. Nossa equipe, ao redor do mundo, dedica-se a transformar a prática da medicina, trabalhando para tornar o impossível possível. Fornecemos opções de tratamento potencialmente transformadoras e proteção vacinal que salva vidas para milhões de pessoas em todo o mundo, ao mesmo tempo em que colocamos a sustentabilidade e a responsabilidade social no centro de nossas ambições. 


 


Sobre a ONG Prematuridade.com 


 


A Associação Brasileira de Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês Prematuros – ONG Prematuridade.com, é a única organização sem fins lucrativos dedicada, em âmbito nacional, à prevenção do parto prematuro e à garantia dos direitos dos prematuros e de suas famílias. A ONG é referência para ações voltadas à prematuridade e representa o Brasil em iniciativas e redes globais que visam o cuidado à saúde materna e neonatal. A organização desenvolve ações políticas e sociais, bem como projetos em parceria com a iniciativa privada, tais como campanhas de conscientização, ações beneficentes, qualificação de profissionais de saúde, colaboração em pesquisas, aconselhamento jurídico e acolhimento às famílias, entre outras.


 


Contato para Imprensa – Zeno Group


Aline Dumelle: (11) 97438-7296 | Aline.Dumelle@zenogroup.com


Nayrim Pinheiro: (11) 98326-3115 | Nayrim.Pinheiro@zenogroup.com


 


Referências 


SADECK, L. D. S.; KFOURI, R. de A. Atualização sobre a vacinação em prematuros. Jornal de Pediatria (Rio de Janeiro), v. 99, supl. 1, p. S81–S86, 2023. Disponível em: https://www.jped.com.br/en-pdf-X2255553623035670. Acesso em: 21 nov. 2025.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Calendários SBIm de vacinação: Bebês prematuros [Internet]. São Paulo: SBIm; [citado em: 21 nov. 2025]. Disponível em https://sbim.org.br/calendario-de-vacinacao/bebes-prematuros

Bula Hexaxim

Leader S, Kohlhase K. Recent trends in severe respiratory syncytial virus (RSV) among US infants, 1997 to 2000. J Pediatr. 2003;143(5 Suppl):S127-32.

World Health Organization. Born too soon: decade of action on preterm birth [Internet]. Geneva: World Health Organization; 2023. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/9789240073890

 



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sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Bebês prematuros exigem atenção redobrada


 Bebês prematuros exigem atenção redobrada para cardiopatias congênitas


Diagnósticos precoces e acompanhamento diferenciado reduzem riscos e garantem melhor evolução clínica


Bebês que chegam ao mundo antes da hora podem enfrentar desafios que vão além do baixo peso e da imaturidade pulmonar. Entre eles, estão as cardiopatias congênitas, malformações no coração que podem acometer a criança desde o nascimento. A discussão ganha ainda mais relevância neste período de Novembro Roxo, dedicado à sensibilização sobre prematuridade e aos cuidados essenciais para garantir um início de vida mais seguro aos recém-nascidos.



De acordo com o Ministério da Saúde, entre seis e oito bebês a cada mil nascidos vivos apresentam algum tipo de cardiopatia. Quando se consideram todos os nascimentos, a estimativa é de que um em cada 100 bebês tenha*m* algum defeito cardíaco. *Estes* números reforçam a necessidade do diagnóstico precoce e cuidado especializado.


A cardiologista pediátrica Keylla Passos, coordenadora do Serviço de Cardiologia Pediátrica do Hospital Mater Dei Salvador, explica que algumas dessas alterações são mais frequentes nos prematuros. “As doenças cardíacas congênitas mais comuns nesses bebês são o canal arterial patente, a comunicação interventricular e a comunicação interatrial”, afirma.


O que são - O canal arterial patente (PCA) é uma estrutura presente em todos os fetos e que normalmente se fecha nas primeiras horas após o nascimento. Nos prematuros, esse fechamento pode demorar ou nem acontecer espontaneamente, causando sobrecarga no coração e nos pulmões. Já as comunicações interventricular (CIV) e interatrial (CIA) são orifícios entre câmaras do coração, que podem se fechar naturalmente. A oclusão espontânea pode ocorrer em defeitos menores. 



A CIA e a CIV causam uma mistura inadequada de sangue entre as cavidades, podendo levar a um cansaço, dificuldade para ganhar peso e maior risco de infecções respiratórias. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, essas alterações estão entre as causas mais comuns de internação cardíaca em prematuros e, quando não tratadas, podem acarretar insuficiência cardíaca ou impacto no desenvolvimento.


Diagnóstico e tratamento - O diagnóstico das comunicações interventriculares pode ocorrer ainda na gestação, mas nem sempre é simples. “Quando o defeito é muito pequeno, abaixo de três milímetros, o ecocardiograma fetal pode não identificar, dependendo muito da posição do bebê e das limitações naturais do exame. Nesses casos, o diagnóstico costuma ser feito após o nascimento e, felizmente, não traz risco imediato à vida do recém-nascido”, explica Keylla. Já o PCA e a comunicação interatrial são sempre diagnósticos pós-natais. “Essas estruturas existem e permanecem abertas durante toda a vida intrauterina. O esperado é que se fechem naturalmente, mas nos prematuros isso nem sempre acontece”, completa.


Nem toda cardiopatia congênita exige intervenção imediata. Muitas se fecham espontaneamente. Mas, quando isso não ocorre, o tratamento varia conforme a gravidade. O canal arterial patente pode ser corrigido com medicação, cateterismo ou cirurgia. “A decisão é sempre individualizada, baseada na evolução clínica de cada bebê”, afirma a cirurgiã cardiovascular pediátrica Nadja Kraychet, também do Hospital Mater Dei Salvador. As comunicações interatrial e interventricular seguem a mesma lógica: se forem pequenas e sem repercussão, são apenas acompanhadas; quando maiores, exigem fechamento por cateterismo ou cirurgia.


Riscos e acompanhamento - Para além das alterações estruturais no coração, os prematuros têm maior probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares na vida adulta. Estudos da Organização Mundial da Saúde mostram que adultos que nasceram prematuros têm mais risco de hipertensão, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica. “Os maiores riscos para a saúde cardiovascular desses bebês, ao longo da vida, são a hipertensão arterial crônica e as doenças metabólicas. Por isso, eles precisam de um olhar diferenciado do pediatra desde cedo”, reforça Keylla.


Especialistas recomendam acompanhamento regular com cardiopediatra e pediatra, especialmente nos primeiros anos de vida. Nadja destaca que “quando há avaliação precoce e personalização do tratamento, é possível evitar complicações e oferecer a esses bebês a chance de uma vida normal, com crescimento adequado e sem limitações”, conclui.







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sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Proteção digital nas férias



 Proteção digital nas férias: especialista alerta para riscos e orienta famílias a reforçar cuidados online


Período de recesso aumenta o tempo de tela entre crianças e adolescentes; Alessandra Tanure apresenta recomendações práticas para evitar violações de privacidade e exposição excessiva


A chegada das férias escolares marca um período de descontração e rotina mais flexível. Mas, no ambiente digital, esse mesmo cenário acende um sinal de alerta. Com mais horas livres e maior autonomia para navegar na internet, crianças e adolescentes ficam mais expostos a conteúdos inadequados, perfis mal-intencionados e práticas que colocam em risco sua privacidade.


Para Alessandra Tanure, especialista em Direito Digital no âmbito de proteção de direitos de personalidade de crianças e adolescentes, esse é o momento em que a atenção dos responsáveis deve redobrar. “Férias ampliam tanto o lazer quanto as vulnerabilidades. Quando o uso da internet cresce, os riscos crescem junto”, afirma.


A especialista destaca que o ponto de partida é reorganizar o ambiente digital da casa. Isso inclui revisar aplicativos, ajustar privacidade, ativar controles parentais e conversar com as crianças sobre limites claros. “Curadoria de conteúdo é mais que monitorar: é ensinar a identificar situações que oferecem perigo, desde mensagens de desconhecidos até links suspeitos. Quando há diálogo e acompanhamento ativo, a criança se sente mais protegida e sabe como reagir”, explica Alessandra.


Outro tema sensível durante o recesso é o excesso de registros e publicações nas redes sociais, tanto por parte das crianças quanto dos próprios pais. Viagens, passeios e momentos em família costumam se transformar em postagens, mas nem sempre escapam de riscos como uso indevido de imagem, rastreamento e até manipulações feitas por inteligência artificial. 


“Antes de postar, reflita se aquela exposição é realmente necessária. A imagem de uma criança não é lembrança para likes, é um dado sensível que merece proteção permanente”, reforça Alessandra. Para ela, o recesso é oportunidade de reforçar acordos digitais familiares, combinando tempo de tela saudável, segurança e autonomia responsável, sem transformar o online em ameaça.


Sobre Alessandra Tanure Bulhões


Advogada, palestrante e professora, Alessandra Tanure é mestre em Direito pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), com especialização em Direito Digital voltada à proteção dos direitos de personalidade de crianças e adolescentes. É também pós-graduada em Direito Constitucional, membro da OAB/BA e atua em comissões voltadas à defesa dos direitos da criança e do adolescente. Integrante de grupos de pesquisa em Direito Privado e Democracia Constitucional, dedica sua trajetória acadêmica e profissional à promoção de ambientes digitais mais seguros para o público infantojuvenil.


Foto: Freepik

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sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Novembro Roxo reforça alerta sobre prematuridade



 Novembro Roxo reforça alerta sobre prematuridade: cuidado na gravidez salva vidas


Com cerca de 300 mil nascimentos prematuros por ano no Brasil, a campanha visa sensibilizar gestantes e profissionais de saúde para reduzir riscos e fortalecer o acompanhamento pré-natal


Durante todo o mês de novembro, a iniciativa Novembro Roxo volta sua atenção para a prematuridade — fenômeno que ocorre quando o bebê nasce antes de completar 37 semanas de gestação — e seus impactos na saúde materna e infantil. No Brasil, o desafio é expressivo: são cerca de 340 mil bebês prematuros a cada ano, número que representa aproximadamente seis nascimentos a cada dez minutos.


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o país está entre os dez com maior incidência de partos prematuros, com uma taxa entre 11 % e 12 %, acima da média global, que é de 10 %.




O impacto da prematuridade

A prematuridade é a principal causa de mortalidade entre crianças menores de cinco anos no Brasil. “Muitos bebês que nascem antes do tempo enfrentam desafios sérios, como dificuldade respiratória, maior vulnerabilidade a infecções e, em alguns casos, sequelas neurológicas. A assistência imediata e especializada faz toda a diferença para garantir a sobrevivência e o desenvolvimento saudável dessas crianças”, explica a docente do curso de Medicina da Afya Centro Universitário de Pato Branco, Dra. Renata de Carvalho Kuntz, médica pediatra e neonatologista


Ela lembra que o nascimento prematuro não é apenas um problema médico, mas também emocional e social, afetando toda a família. “É um momento de grande fragilidade. A rede de apoio — que envolve profissionais de saúde, familiares e políticas públicas — é essencial para o acolhimento e a recuperação do bebê”, completa a Dra. Renta.


Cuidados essenciais durante a gestação

Diversos fatores podem aumentar o risco de parto prematuro, como idade materna muito jovem ou avançada, infecções, hipertensão ou diabetes gestacional, além da ausência de um acompanhamento adequado.


De acordo com a médica da Afya Centro Universitário de Pato Branco, o pré-natal é o principal instrumento de prevenção.


“Cada consulta é uma oportunidade de identificar precocemente fatores de risco e intervir a tempo. Quando a gestante é acompanhada desde o início, conseguimos reduzir drasticamente as chances de parto prematuro”, destaca a Dra. Renata.


Entre os cuidados recomendados estão:


Iniciar o pré-natal o mais cedo possível e manter todas as consultas recomendadas;


Controlar condições como hipertensão e diabetes gestacional;


Evitar o tabagismo, o uso de álcool e outras substâncias;


Monitorar e tratar infecções maternas;


Manter uma alimentação equilibrada e acompanhamento psicológico.


Quando o parto antecipado é inevitável

Mesmo com todos os cuidados, alguns casos exigem intervenção antecipada para preservar a saúde da mãe ou do bebê. “Nessas situações, o suporte neonatal é determinante. É preciso garantir que o recém-nascido tenha acesso a uma UTI neonatal, equipe multiprofissional e ao chamado método Canguru, que incentiva o contato pele a pele e fortalece o vínculo familiar”, explica a médica.


Ela também reforça a importância do aleitamento materno desde os primeiros dias de vida. “O leite da mãe é o primeiro remédio do bebê prematuro. Ele contém nutrientes e anticorpos que reduzem o risco de infecções e ajudam no ganho de peso”, afirma a Dra. Renata da Afya.


A força do Novembro Roxo

A campanha Novembro Roxo nasceu com o objetivo de sensibilizar famílias, profissionais de saúde e gestores públicos sobre a importância da prevenção da prematuridade e do cuidado humanizado com os bebês que nascem antes do tempo.


“A cor roxa simboliza sensibilidade e transformação — duas palavras que representam bem o que vivenciam as famílias de prematuros. É um período de superação e esperança, mas que exige também conscientização e políticas de saúde adequadas”, enfatiza a médica pediatra.


Um compromisso coletivo

Reduzir a taxa de nascimentos prematuros é um desafio que envolve toda a sociedade. Segundo a médica, informação e acesso à saúde são os principais aliados.


“Investir em educação para gestantes, fortalecer o pré-natal e garantir estrutura hospitalar de qualidade são passos fundamentais. Cada vida que conseguimos levar até o tempo certo de nascer é uma vitória coletiva”, finaliza a Dra. Renata da Afya Centro Universitário de Pato Branco.

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sábado, 18 de outubro de 2025

Curiosidade infantil pode virar susto

 
Curiosidade infantil pode virar susto: saiba o que fazer quando a criança coloca algo na boca, no ouvido ou até no nariz


Especialista alerta para os riscos de tentar remover o corpo estranho em casa e reforça a importância do atendimento médico imediato

 



Crédito: Imagem de asier_relampagoestudio no Freepik


Você já viu uma criança pequena colocando algo na boca? Essa cena, tão comum no dia a dia de quem convive com os pequenos, pode parecer inofensiva à primeira vista — mas também é motivo de preocupação. Por curiosidade ou simples brincadeira, muitas crianças acabam colocando pequenos objetos no ouvido, no nariz ou até engolindo, o que pode gerar situações de risco e exigir atendimento médico imediato.

 


De acordo com a Dra. Raquel Rodrigues, otorrinolaringologista do HOPE – Hospital de Olhos de Pernambuco, essa é uma situação mais frequente do que se imagina. “As crianças pequenas estão descobrindo o mundo. Muitas ainda estão na fase oral e tendem a colocar tudo na boca. Depois, passam a descobrir o nariz, o ouvido... e é natural que queiram explorar. Elas não fazem isso por maldade nem para chamar atenção — é pura curiosidade, e por não terem noção do risco, acabam se machucando”, explica.

 


Segundo a especialista, os corpos estranhos podem ser inanimados (como brinquedos, pedaços de esponja, bolinhas de papel, miçangas, pilhas de relógio ou grãos de feijão e milho) ou animados (como insetos e carrapatos, mais comuns em adultos). “Entre as crianças, os objetos inanimados são os mais frequentes. A gente vê de tudo: pedaços de brinquedo, tic-tacs, miçangas e até espuma de colchão. Já os insetos aparecem mais em adultos, geralmente por exposição — quem dorme ao ar livre, por exemplo, pode ter um inseto entrando no ouvido.”

 


Os sintomas variam de acordo com o local. Quando o corpo estranho está no ouvido, pode causar dor, incômodo, coceira ou zumbido. “Se for um inseto, a dor é imediata, porque ele se mexe e arranha o canal auditivo. A criança chora, aponta para o ouvido, fica inquieta. Já com objetos pequenos, às vezes não há dor, e o problema só é percebido no banho, quando o adulto nota algo diferente”, comenta a otorrinolaringologista.

 


A médica enfatiza ainda um ponto importante: a postura dos pais e cuidadores diante dessas situações. “É essencial explicar à criança que ela não deve colocar nada no ouvido, no nariz ou na boca. Às vezes a família acha graça e acaba reforçando o comportamento, e isso pode aumentar o risco de que o acidente se repita”, alerta a Dra. Raquel.

 


No caso do nariz, os sinais são mais específicos: “Em poucas horas, o nariz começa a produzir secreção com cheiro muito ruim — sempre de um lado só. Quando há coriza fétida unilateral, a primeira suspeita deve ser de corpo estranho, não sinusite”, alerta a médica.

 


Diante de uma situação assim, nada de tentar resolver em casa. A Dra. Raquel é categórica: “Jamais tente tirar sozinho. Isso pode empurrar o objeto ainda mais fundo, causar ferimentos e, no caso do nariz, até provocar engasgo ou broncoaspiração, quando o objeto vai parar no pulmão.”

 


Ela orienta que, em casos de insetos no ouvido, uma medida simples pode ajudar até chegar à emergência: “Pode pingar um pouquinho de azeite ou óleo mineral. Isso paralisa o inseto e alivia o incômodo, mas ainda assim é indispensável procurar o otorrino o quanto antes.”

 


Os riscos de manipulação indevida são altos. “Já vimos casos de perfuração da membrana timpânica e até desarticulação da cadeia ossicular, estruturas essenciais para a audição. Tudo por conta de tentativas de remoção feitas por pessoas não habilitadas ou com instrumentos inadequados”, reforça.


A especialista lembra ainda que todos os casos de corpo estranho são considerados urgências otorrinolaringológicas. “Não é algo para deixar para depois. Mesmo quando parece simples, deve ser avaliado por um profissional. Às vezes é preciso sedar a criança para garantir uma remoção segura e sem dor.”

 


Um ponto de atenção especial é quando o objeto é uma pilha de relógio. “A pilha estoura rapidamente, liberando substâncias químicas que podem perfurar o septo nasal em pouco tempo. Nesses casos, cada minuto conta. É correr para a emergência”, enfatiza a otorrino.

 


O procedimento de remoção, quando feito corretamente, costuma ser rápido e tranquilo. “A maioria dos pacientes se surpreende. Eles dizem: ‘Já acabou?’. Em poucos segundos resolvemos, porque temos o instrumental e a técnica adequada”, conta a médica.

 


E como evitar que isso aconteça? A resposta está na vigilância constante. “Os pequenos são muito rápidos. Então, o ideal é que objetos pequenos, como botões, pilhas, miçangas e peças de brinquedo, fiquem fora do alcance. É importante também estar atento durante as refeições, para que a criança não coloque grãos de feijão, milho ou arroz no nariz ou ouvido”, orienta a especialista.

 


Para a Dra. Raquel, o segredo está em atenção e calma. “A atenção precisa ser triplicada nessa fase de descobertas. E, se acontecer, não entre em pânico — mas procure ajuda médica imediatamente. O olhar atento e o cuidado dos adultos fazem toda a diferença para evitar acidentes e preservar a saúde dos pequenos”, finaliza a Dra. Raquel Rodrigues, otorrinolaringologista do HOPE – Hospital de Olhos de Pernambuco.



 



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