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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Caramujos invadem residências no conjunto Feira VI

Moradores do Conjunto Feira VI, na cidade de Feira de Santana, estão preocupados com a infestação de caramujos gigantes africanos, que estão se espalhando por uma rua inteira e invadindo várias casas.

Os bichos são encontrados nos muros, nos sacos de lixo, nas paredes das casas e até próximos da cerca elétrica. A moradora Edilza Rodrigues diz que os caramujos apareceram no local há cerca dois anos. “Tem tempo que para, mas tem tempo que eles tomam conta da rua mesmo”.

O professor Ricardo Lago disse que tem medo de pegar alguma doença. “Está todo mundo alarmado com essa praga de caramujos porque eles são numerosos e eles sobem nas paredes, entram nos lares. Então, a gente tem que combater esse tipo de epidemia urbana porque é um vetor de transmissão de doenças”, alerta.

O biólogo Jucelho Dantas diz que o tempo frio ajuda bastante na reprodução do caramujo, mas que animal não provoca doenças graves como muita gente pensa. Ainda assim, diz que é bom manter cuidado. “Esses moluscos podem transmitir um tipo de nematoide, uma verminose. Mas não é uma verminose de difícil tratamento. Não é nada muito alarmante”, afirma o especialista.

Os moradores também disseram que a prefeitura foi acionada algumas vezes, mas até hoje não mandou uma equipe para resolver a situação. “Nunca vi nenhuma equipe da prefeitura aqui exclusivamente para tratar do assunto dos caramujos. E eu, particularmente, coloco sal para fazer uma barreira para que eles não saiam do terreno para a rua”, conta o aposentado Oscarlino Nogueira.

A bióloga Manuela Miranda, do Centro de Zoonoses de Feira de Santana, disse que o órgão tem realizado ações educativas sobre a prevenção e controle desses animais que costumam se proliferar neste período de frio. Afirmou ainda que na semana que vem mandará uma equipe para verificar a situação.

O biólogo Jucelho Dantas lembra que muitas pessoas jogam sal para matar o caramujo, mas o ideal é fazer a catação do bicho. “Você pode usar uma luva e colocar eles dentro de um balde de água quente. A morte é mais rápida e evita a contaminação do solo com sal. O sal vai causar problemas para cultivar algum tipo de planta”, ensina.

Fonte Folha do Estado

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