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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Elevador Lacerda completa 144 anos no mesmo dia da padroeira da Bahia

Inaugurado em oito de dezembro de 1873. Em 21 de junho de 1896, o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia rebatizou-o com o nome de Elevador Antônio de Lacerda, mais tarde simplificado para Elevador Lacerda. No início da década de 30, já na propriedade da Companhia Linha Circular de Carris da Bahia, o elevador ganhou a atual feição. A firma dinamarquesa Cristian Nielsen construiu a torre externa, com duas cabines e o passadiço sobre a Ladeira da Montanha, em concreto armado, eletrificando-o. Na década de 1950, foi incorporado ao patrimônio da Prefeitura Municipal do Salvador e, em setembro de 1997, na gestão do prefeito Antônio Imbassahy, foi instalada iluminação cênica, valorizando-o na paisagem noturna.

— O Elevador Lacerda tem 72 metros (de piso a piso);
— Tem quatro cabines: as cabines 1 e 2 comportam 32 pessoas. As cabines 3 e 4 comportam 26 pessoas;
— As cabines fazem o percurso em 22 segundos;
— Diariamente, 32 mil pessoas utilizam o Elevador Lacerda, mas já houve época que o Elevador transportava 45 mil pessoas por dia. Foi entre 1975 e 1980, quando os terminais da França e da Praça da Sé eram muito movimentados. Hoje existem as linhas de ônibus circulares, que fizeram que esses dois terminais fossem esvaziados.

Reconhecido como um dos ícones mais importantes do turismo deSalvador, o famoso Elevador Lacerda trata-se de um equipamento urbano situado na Praça Cayru no bairro do Comércio próximo aoMercado Modelo, e liga a Cidade Baixa à Cidade Alta. Oferece aos seus visitantes uma maravilhosa e panorâmica vista da Baía de Todos os Santos.

Um pouco da história
Foi construído pelo engenheiro Augusto Frederico de Lacerda, sócio do irmão, o comerciante Antônio Francisco de Lacerda, idealizador da Companhia de Transportes Urbanos, utilizandopeças de aço importadas da Inglaterra. As obras foram iniciadas em 1869 e, com os dois elevadores hidráulicos funcionando, em dezembro de 1873 ocorreu a inauguração, com o nome de Elevador Hidráulico da Conceição da Praia. Popularmente conhecido como Elevador do Parafuso, posteriormente seria renomeado como Elevador Lacerda (1896), em homenagem ao seu construtor.

Após sua inauguração, passou a ser o principal meio de transporte entre as duas partes da cidade. Inicialmente operando com duas cabines, atualmente funciona com quatro modernas cabines eletrificadas que comportavam vinte passageiros cada.
Na estrutura inicial os passageiros tinham de ser pesados individualmente, e o peso total dos passageiros a serem transportados era calculado, somando-os até atingir o limite máximo de segurança.


Com construção iniciada em 1869 e inaugurado em 8 de dezembro de 1873, o cartão-postal da capital baiana foi o mais alto elevador urbano do mundo e o primeiro edifício público modernista no Brasil. Concebido pelo engenheiro Antonio de Lacerda e construído pelo irmão Augusto de Lacerda, inicialmente foi denominado Elevador Hidráulico da Conceição. Isso porque o maquinário contava com uma bomba a óleo movida originalmente por uma máquina a vapor para fazer o transporte de pessoas entre 63 metros de altura. O nome Lacerda – em homenagem ao idealizador – foi concretizado em 1896. 

Em 1906, o sistema foi modificado para tração elétrica e, 21 anos depois, a Companhia Linha Circular de Carris da Bahia, empresa concessionária do elevador, passou a ser controlada pela General Eletric. Com isso, uma nova mudança foi realizada: a ampliação do equipamento com a construção de uma nova torre de 73,5m, mais duas cabines e ponte superior de acesso. A inauguração da estrutura atual ocorreu em 1º de janeiro de 1930. Devido à importância, o ascensor foi tombado como patrimônio cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 7 de dezembro de 2006. 


Meio de transporte – Administrado pela Prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), o ascensor transporta cerca de 28 mil pessoas diariamente, entre 6h e 23h, de segunda a sexta-feira, e das 6h às 22h, aos sábados e domingos. A tarifa custa apenas R$ 0,15. A viagem é quase expressa – dura apenas 30s. “Não sabia que era tão rápido para chegar até aqui (Praça Cairu). A vista que podemos contemplar é linda e vale muito a pena”, disse o turista mineiro Marcos Teixeira, 37 anos.

Para se manter em funcionamento durante todo esse tempo, diversas ações de reforma e manutenção já foram realizadas. A ação mais recente nesse sentido foi realizada em 2013, com a substituição de duas cabines e revisão estrutural. Em 2014, uma novidade: a liberação do acesso às cabines para pessoas com bicicletas todos os dias, em parceria com o Movimento Salvador Vai de Bike.   


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