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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Experiências do Cedeba com educação em diabetes serão adaptadas para o Haiti

A avaliação do trabalho do Centro do Diabetes e Endocrinologia do Estado da Bahia (Cedeba) pela delegação do Haiti que, durante três dias conheceu o funcionamento do importante Centro de Referência, foi muito positiva. A visita foi encerrada na tarde desta quarta-feira (13), com uma apresentação sobre o atendimento ao paciente com diabetes no Haiti.

Pela manhã a delegação conheceu e se encantou com o trabalho educativo do Grupo Doce Conviver que o Cedeba desenvolve para pacientes com diabetes tipo 2. Depois das exposições da enfermeira Ana Cláudia Perrotta e da  nutricionista  Cristiane Pacheco, a equipe conheceu o rico material educativo que o Cedeba (a maior parte produção da sua equipe técnica) utiliza no trabalho educativo, fundamentado na pedagogia do educador Paulo Freire.

Para a diretora Executiva da Fundação Haitiana de Diabetes e Doenças Cardiovasculares (FHADIMAC), Nancy Charles Larco, o trabalho do Cedeba é muito interessante, principalmente pela forma como está organizado e estruturado. O trabalho de educação em diabetes foi o que mais chamou a atenção do grupo, bem como a atenção para a prevenção da retinopatia diabética.

O membro do Gabinete do Ministro da Saúde do Haiti, responsável pela formação dos Residentes em Cirurgia, Maurice Daguilh, também destacou a importância das ferramentas de educação que o Cedeba utiliza ,visando conscientizar o diabético sobre a necessidade do auto-cuidado. Também teve excelente impressão do compromisso da equipe do Cedeba com a assistência.

Outro aspecto ressaltado pelos integrantes da delegação foi a proteção legal que o diabético tem no Brasil, que lhe assegura medicamentos e insumos, tema da apresentação da assistente social e advogada, Júlia Coutinho.

Segundo a presidente da Associação Nacional das Enfermeiras e Enfermeiros Licenciados no Haiti, membro da Comissão Presidencial da Reforma do Sistema de Saúde, também advogada especialista em Direito da Saúde, Lucile Charles, embora a Constituição do seu País assegure nos artigos 19 e 23 o direito à saúde, não existe legislação especial de garantia de direitos para os diabéticos como no Brasil.


AMPLA PROGRAMAÇÃO

A experiência vivida no Cedeba foi muito importante e, segundo a diretora executiva da FHADIMAC que pretende adaptar o material educativo para a realidade do Haiti. Além do material educativo, a equipe contou ainda na manhã de hoje com exposição da coordenadora de Educação em Diabetes e Apoio à Rede, Graça Velanes sobre o trabalho de ajuste glicêmico, com o controle da hemoglobina glicada (dá a média da glicemia nos últimos três meses) e sobre a ação de apoio aos municípios.

A diretora da FHADIMAC agradeceu à diretora do Cedeba, Reine Chaves, a acolhida e a hospitalidade. A diretora do Cedeba colocou-se à disposição para apoiar o trabalho do Haiti, citando que o Cedeba já recebeu representantes de Moçambique e Guine Bissau que permaneceram na Bahia por um período longo para conhecer o trabalho do Centro.

Para a diretora do Cedeba, a vinda da delegação do Haiti foi muito importante – a indicação foi do representante da Organização Panamericana de Saúde no Haiti, Luis Cotidiano - “mostrando que o nosso trabalho está em consonância com o que preconizam as organizações internacionais.

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