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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Cliente que se recusou a ser atendida por negros na Pituba é liberada



A mulher que se recusou a ser atendida por funcionários negros na Bonjour Delicatessen, na Pituba, em Salvador, foi liberada neste domingo (7/1), após audiência de custódia, segundo informações do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Ela estava detida na Central de Flagrantes desde a tarde de sábado (6/1).

A defesa da mulher alegou que a mesma sofre de transtorno mental de natureza “incurável”. Outro fator para concederem a liberdade provisoria é que ela é ré primária e não apresenta antecedentes criminais.

De acordo com a decisão da juíza Luciana Amorim, sob pena de revogação da liberdade, a mulher não poderá mudar de residência sem permissão da autoridade processante e deve comparecer todas as vezes que for intimada para atos do inquérito e da instrução criminal.

A ré também deve apresentar um laudo médico psiquiátrico a respeito da sanidade mental dela, em até 60 dias, bem como não poderá ausentar-se da própria casa por mais de 30 dias, sem comunicar o local onde será encontrada.

Caso descumpra as obrigações impostas pela juíza, a prisão preventiva poderá ser decretada.

Em nota, a assessoria do estabelecimento esclarece que sobre o incidente ocorrido no, dia 06/01, na loja 01 da Bonjour, na Pituba, por volta das 14h deste sábado houve um impasse entre duas clientes da Bonjour dentro da loja. 

Uma cliente não quis ser atendida por dois funcionários negros - e deixou isso claro para todos que estavam presentes durante a cena, ocorrida no horário do almoço.

Outra cliente acabou intervindo, indignada com a atitude racista e extremamente preconceituosa da primeira cliente - e partiu em defesa do grupo de funcionários, chamando a polícia que flagrou o ato racista junto com dezenas de testemunhas.

Com a chegada da polícia, a senhora se trancou em seu carro e se recusou a conversar sobre o ocorrido. A acusada se negou a abrir o carro aos policiais, a menos que um “policial branco” assim o fizesse.

Após alguns minutos de resistência, a senhora, alvo da acusação racista, foi encaminhada à delegacia mais próxima para prestar esclarecimentos a respeito de seu ato condenável.

Reforçamos nossa extrema ojeriza a qualquer tipo de atitude preconceituosa. Há mais de 10 anos, desde a sua inauguração, que o staff da Bonjour é formado, em sua grande maioria, de trabalhadores negros - dos quais todos nós da empresa temos muito orgulho em tê-los na equipe, convivendo de forma respeitosa e sem nunca ter havido qualquer tipo de distinção entre eles.

O gerente da Bonjour chamou a polícia imediatamente a pedido desta cliente que se indignou com o fato e iniciou a denúncia.

Repudiamos a atitude e esperamos que a mesma não se repita: seja ela em qualquer outro local ou circunstância.

Sobre o fato da acusada ter repetido atitudes semelhantes anteriormente, esclareço que foram situações das quais a Bonjour não tomou conhecimento - pois os próprios funcionários não denunciaram o fato, com receio de que nada acontecesse, justamente porque não haviam testemunhas. 

No caso atual, a denúncia foi feita pelo gerente da Bonjour, junto com dezenas de clientes que testemunharam a cena e - desta forma, reforçamos a importância de que todos tenham essa mesma iniciativa: a denúncia. 

Continuaremos em alerta orientando a todos os nossos funcionários a não se calarem diante de qualquer tipo de tratamento ofensivo, a fim de evitar que situações como essa aconteçam novamente. 

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