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terça-feira, 15 de setembro de 2026

Impactos silenciosos de relacionamentos abusivos na saúde mental

 


Setembro Amarelo: os impactos silenciosos de relacionamentos abusivos na saúde mental da mulher


Empresária e liderança feminina aborda sinais de abuso psicológico e o caminho de reconstrução após relacionamentos marcados por comportamentos narcisistas



O Setembro Amarelo, campanha nacional de prevenção ao suicídio e de valorização da vida, também é um momento oportuno para discutir fatores que afetam diretamente a saúde mental da mulher, entre eles, os relacionamentos abusivos. Abuso psicológico, comportamentos narcisistas e dependência emocional costumam se instalar de forma gradual, o que dificulta a percepção de quem está vivendo essa realidade.

Para Vanessa Ferreira, empresária do ramo da beleza e liderança feminina no bairro da Mooca, em São Paulo, falar abertamente sobre o tema é uma forma de ajudar outras mulheres a reconhecerem sinais que muitas vezes só ficam claros depois de anos.

“Muitas mulheres que passam por isso demoram a entender o que estão vivendo, porque o abuso psicológico não deixa marca visível. Ele vai corroendo a autoestima aos poucos, até a mulher se sentir incapaz de tomar decisões sozinha”, afirma Vanessa.


Sinais de um relacionamento abusivo

Relacionamentos abusivos nem sempre envolvem violência física. O abuso psicológico pode se manifestar por meio de controle excessivo, humilhações veladas, isolamento social, desqualificação constante das opiniões e sentimentos da parceira, e alternância entre momentos de afeto intenso e desprezo - padrão frequentemente associado a comportamentos narcisistas.

“Um dos sinais mais claros é quando a mulher percebe que está se afastando dos amigos, da família, do trabalho que gostava. Isso não acontece por acaso: é parte de um processo de isolamento que fragiliza a rede de apoio dela”, explica a empresária.


Perda de autoestima e dependência emocional

A exposição prolongada a relações abusivas costuma corroer a autoconfiança e reforçar a sensação de dependência emocional. Muitas mulheres passam a acreditar que não são capazes de viver sem o parceiro, mesmo diante de comportamentos que as prejudicam.

“A dependência emocional é um dos maiores obstáculos para a mulher conseguir sair dessa situação. Ela não fica porque quer, fica porque foi convencida, aos poucos, de que não vai conseguir sozinha. Reconstruir essa confiança é o primeiro passo”, destaca Vanessa.


O papel da rede de apoio

Amigos, familiares e grupos de apoio têm papel importante tanto na identificação quanto na saída de relacionamentos abusivos. Para Vanessa, que atua como liderança feminina em sua comunidade, iniciativas que aproximam mulheres e criam espaços de escuta fazem diferença concreta nesse processo.

“Nenhuma mulher deveria precisar passar por isso sozinha. Ter alguém para conversar, que não julgue e que ajude a enxergar a situação de fora, muitas vezes é o que faz ela dar o primeiro passo”, afirma.


O processo de reconstrução

Sair de um relacionamento abusivo não encerra o processo: a reconstrução da autoestima, da autonomia e da confiança costuma exigir tempo e, frequentemente, acompanhamento profissional especializado. Para Vanessa, esse período também pode se tornar uma oportunidade para a mulher redescobrir aspectos de si mesma que haviam sido deixados de lado.

“A reconstrução é um processo, não acontece da noite para o dia. Mas eu vejo, de perto, mulheres que saem dessas relações e voltam a se reconhecer, a empreender, a cuidar de si. É um caminho possível, e ele começa quando a mulher entende que merece mais”, conclui Vanessa Ferreira.

Vanessa Ferreira é empresária do ramo da beleza e liderança feminina no bairro da Mooca, em São Paulo. Atua no fortalecimento de mulheres de sua comunidade, com foco em autoestima, empreendedorismo e apoio mútuo.

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quarta-feira, 29 de abril de 2026

Pessoas que têm quase zero comunicação com seus irmãos

 

A psicologia diz que as pessoas que têm quase zero comunicação com seus irmãos geralmente tiveram estas 9 experiências únicas na infância



A ideia de que irmãos são inseparáveis ainda é fortemente romantizada. Mas a realidade, como mostram estudos recentes, pode ser bem diferente. Segundo o artigo publicado por Farley Ledgerwood, em janeiro de 2026, cerca de 28% dos adultos já passaram por algum período de afastamento


No relato pessoal do autor, ele revela: "Meu irmão e eu não nos falamos há mais de uma década". A frase, simples e direta, carrega uma complexidade emocional que, como ele mesmo diz, não cabe em conversas casuais. A seguir, entenda quais experiências na infância, segundo a psicologia e observações reunidas por Ledgerwood, podem estar por trás desse distanciamento.


1. Favoritismo dos pais deixa marcas profundas

Um dos fatores mais recorrentes é o favoritismo. Quando um filho é constantemente tratado como o “preferido”, cria-se um desequilíbrio que pode gerar ressentimento duradouro. Segundo o autor, tanto a percepção atual quanto as lembranças da infância influenciam diretamente na relação entre irmãos na vida adulta.


Esse cenário pode fazer com que um se sinta sempre insuficiente, enquanto o outro carrega o peso de expectativas ou até desenvolve um senso de superioridade.


2. Separações e rupturas familiares também afastam

Divórcios, mortes ou novos casamentos mudam completamente a dinâmica familiar. Como explica o texto, essas situações muitas vezes colocam os irmãos em lados opostos ou os forçam a competir por atenção emocional.


No relato pessoal do autor, ele revela: "Meu irmão e eu não nos falamos há mais de uma década". A frase, simples e direta, carrega uma complexidade emocional que, como ele mesmo diz, não cabe em conversas casuais. A seguir, entenda quais experiências na infância, segundo a psicologia e observações reunidas por Ledgerwood, podem estar por trás desse distanciamento.


De acordo com a análise apresentada, o impacto não está apenas na ruptura em si, mas em como ela reorganiza os vínculos dentro da família.


3. Pouco tempo juntos na infância enfraquece laços

Pode parecer óbvio, mas a convivência faz toda a diferença. Irmãos que não cresceram juntos ou tiveram pouca interação na infância tendem a ter menos conexão na vida adulta.


Sem memórias compartilhadas, histórias em comum ou vínculos construídos desde cedo, a relação pode simplesmente não se sustentar com o passar dos anos.


4. Quando um irmão vira 'adulto cedo demais'

Outro ponto importante é o chamado fenômeno da “parentificação”, quando uma criança assume responsabilidades de adulto dentro de casa.


Segundo o artigo, isso gera um acúmulo de frustrações. Quem viveu essa realidade pode crescer com ressentimento, especialmente ao perceber que abriu mão da própria infância enquanto os irmãos viveram de forma mais leve.


5. Abusos entre irmãos ainda são ignorados

Um dos tópicos mais delicados abordados por Farley Ledgerwood é o abuso entre irmãos, muitas vezes tratado como “rivalidade normal”.


O texto alerta que agressões físicas, emocionais ou até mais graves deixam marcas profundas. Quando os pais ignoram ou minimizam essas situações, o impacto pode ser irreversível na relação.


6. Famílias que não falam sobre sentimentos criam distâncias

Ambientes onde emoções são reprimidas dificultam qualquer tipo de reconciliação. Como destaca o autor, sentimentos não desaparecem, apenas se acumulam.


Sem diálogo, pequenos conflitos viram grandes barreiras, e muitos irmãos acabam se afastando sem nunca resolver o que realmente aconteceu.


7. O 'bode expiatório' da família

Em algumas famílias, um dos filhos é constantemente responsabilizado pelos problemas. Esse papel, conhecido como “bode expiatório”, afeta profundamente a autoestima e a forma como a pessoa se enxerga.


Na vida adulta, é comum que esse irmão se afaste não só dos pais, mas também dos outros irmãos que participaram, direta ou indiretamente, dessa dinâmica.


8. Infâncias diferentes dentro da mesma casa

Um ponto curioso destacado no texto é que irmãos podem ter experiências completamente diferentes, mesmo crescendo juntos.


Mudanças financeiras, emocionais ou até de comportamento dos pais ao longo dos anos fazem com que cada filho tenha uma percepção distinta da família. Isso pode gerar conflitos difíceis de reconciliar.


9. Aprender a se afastar também pode ser um padrão

Por fim, o comportamento dos pais serve de modelo. Famílias que resolvem conflitos com afastamento acabam ensinando, mesmo sem perceber, que cortar relações é uma solução válida. Segundo o autor, esse padrão pode se repetir por gerações. 


Ao refletir sobre sua própria história, Farley Ledgerwood reconhece que vários desses fatores estiveram presentes em sua vida. Ele conclui que compreender as raízes do afastamento não elimina a dor, mas ajuda a lidar com a culpa e com a expectativa de reconciliação. E deixa uma reflexão importante: nem toda relação, mesmo entre irmãos, está destinada a durar para sempre.


Purepeople Brasil

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quarta-feira, 22 de abril de 2026

Futebol sob pressão: como a saúde mental influencia



 Futebol sob pressão: como a saúde mental influencia no desempenho dos atletas em campo


Psicanalista destaca a importância do preparo emocional no esporte de alto rendimento



Com a proximidade da Copa do Mundo, a atenção do público e da mídia começa a se voltar para o desempenho dos atletas dentro de campo. Mas, fora dele, um tema ganha cada vez mais destaque, a saúde mental no futebol. As disputas começam no dia 11 de junho, e a pressão por resultados, a exposição constante e as cobranças internas e externas têm levado muitos jogadores a enfrentarem um desafio ainda maior no esporte: o equilíbrio emocional.


“Hoje já se sabe que não existe performance sustentável sem equilíbrio emocional. A pressão constante, a cobrança pública e o medo do fracasso podem impactar diretamente a tomada de decisão, o foco e até o corpo do atleta”, explica a neurocientista e psicanalista Ana Chaves.


Casos recentes também reforçam como a saúde mental passou a ocupar espaço no debate esportivo. Em fevereiro deste ano, o futebol brasileiro foi surpreendido pela decisão do meia Philippe Coutinho, aos 33 anos, de romper seu contrato com o Vasco da Gama para priorizar o cuidado psicológico.


O astro do Real Madrid, o atacante Jude Bellingham, também falou publicamente sobre a dificuldade de admitir vulnerabilidades, reconhecer que precisava de apoio e se afastar de comentários externos para cuidar da própria saúde emocional. O jogador destacou ainda a importância de falar sobre sentimentos e buscar ajuda quando necessário.



Segundo Ana Chaves, o estresse crônico vivido por atletas de elite ativa mecanismos neurológicos que afetam o desempenho. “O cérebro sob pressão intensa pode entrar em estado de alerta constante, prejudicando funções como concentração, memória e controle emocional. Isso aumenta o risco de erros e até de lesões”, afirma.




A especialista também destaca que o ambiente digital intensifica esse cenário. “As redes sociais ampliam a exposição e a cobrança. O atleta não lida apenas com o jogo, mas com uma audiência global que opina em tempo real sobre sua performance”.


Recentemente, o jogador Richarlison tornou pública a pressão psicológica enfrentada após a Copa do Mundo do Qatar, em 2022. Segundo ele, nas redes sociais, os que antes o idolatravam como herói se transformaram em críticos ferozes, desmedidos e, por vezes, até criminosos. O atacante afirmou ainda que buscar ajuda especializada foi essencial para superar a depressão.


Ana Chaves defende que o cuidado com a saúde mental deve ser incorporado de forma estruturada à rotina esportiva. “Treinar a mente precisa ser tão importante quanto treinar o corpo. Isso inclui acompanhamento psicológico, estratégias de regulação emocional e preparação para lidar com pressão e frustração”, pontua.


Ela completa que o caminho para o alto rendimento no futebol contemporâneo passa, necessariamente, por essa integração. “Não se trata apenas de formar atletas mais fortes, mas mais preparados para sustentar uma carreira longa, equilibrada e saudável”, finaliza.


Crédito das imagens: UOL


Sobre Ana Chaves


Neurocientista e psicanalista renomada, Ana Chaves se dedica a estudar o funcionamento do cérebro humano e a capacitar indivíduos a alcançarem seu potencial máximo. Através de uma abordagem holística e científica, Ana inspira e orienta aqueles que buscam crescimento pessoal e profissional. Colabora com o UOL e Valor Econômico com colunas mensais sobre equilíbrio emocional e desenvolvimento humano. Também realiza palestras e mentorias, já tendo impactado a vida de mais de 5 mil pessoas. Para mais informações: @oficialanachaves no Instagram. 


Crédito das fotos: Reprodução/Instagram


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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

6 atitudes para viver com mais leveza emocional em 2026



Com a chegada de um novo ano, aumentam as expectativas por mudanças, recomeços e uma vida mais equilibrada. Na mesma medida, porém, cresce a pressão emocional, a autocobrança e a sensação de sobrecarga mental. 


Por isso, problemas como ansiedade, estresse e esgotamento emocional têm sido cada vez mais frequentes na rotina das pessoas, especialmente diante de um cenário marcado pelo excesso de informações, altas exigências profissionais e relações aceleradas.


Segundo o psicólogo Filipe Colombini, viver 2026 com mais tranquilidade exige menos promessas grandiosas e maior consciência no dia a dia. “Leveza emocional não significa ausência de problemas, mas a capacidade de lidar com eles de forma mais saudável e ponderada”, explica. 


Pensando nisso, o especialista reuniu seis atitudes práticas e acessíveis que ajudam a preservar a saúde mental, reduzir o sofrimento psíquico e construir uma relação mais gentil consigo mesmo ao longo do ano. Veja a seguir:


1. Aprenda a respeitar seus limites  

A exaustão emocional costuma surgir quando ignoramos os sinais do corpo e da mente. “Dizer ‘não’ quando necessário é um ato de autocuidado, não de egoísmo”, explica o psicólogo. Reconhecer limites evita ansiedade, estresse e burnout.


2. Reduza a autocobrança excessiva  

A pressão por produtividade constante e perfeição é um dos grandes gatilhos de sofrimento emocional. “Errar faz parte do processo humano. A autocompaixão é fundamental para manter o equilíbrio psicológico”, ressalta Colombini.


3. Organize o dia a dia, mas aceite imprevistos  

Ter uma rotina estruturada ajuda o cérebro a funcionar com mais segurança. No entanto, rigidez excessiva pode gerar frustração. “Planejar é importante, mas a flexibilidade emocional é o que traz leveza”, afirma.


4. Cuide da sua saúde emocional diariamente  

Assim como o corpo, a mente precisa de cuidados constantes. Pequenas pausas, momentos de silêncio, lazer e descanso são essenciais. “Saúde mental não se constrói a partir de momentos de crise, mas no cotidiano”, reforça o psicólogo.


5. Cultive relações que fazem bem  

As relações exercem impacto direto sobre a saúde emocional. Vínculos saudáveis oferecem acolhimento, segurança e funcionam como uma rede de apoio nos momentos difíceis. Já aquelas marcadas por conflitos, cobranças excessivas ou falta de reciprocidade tendem a gerar sofrimento psicológico. “Avaliar com quem você se relaciona é fundamental. Relações que somam fortalecem; as que sobrecarregam precisam ser repensadas”, orienta Colombini.


6. Busque ajuda profissional quando necessário  

Muitas pessoas ainda enxergam a terapia como último recurso, mas Filipe Colombini reforça que esta é uma ferramenta de autoconhecimento e prevenção. “Cuidar da saúde mental é um investimento em qualidade de vida”, destaca. “A vida continuará trazendo problemas, mas a forma como lidamos com eles pode ser muito mais saudável e a terapia traz grande auxílio nesse sentido”, conclui.

 

Mais sobre Filipe Colombini: psicólogo, especialista em orientação parental e atendimento de crianças, jovens e adultos. Especialista em Clínica Analítico-Comportamental. Mestre em Psicologia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP). Professor do Curso de Acompanhamento Terapêutico do Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas – Instituto de Psiquiatria Hospital das Clínicas (GREA-IPq-HCFMUSP). Professor e Coordenador acadêmico do Aprimoramento em AT da Equipe AT. Formação em Psicoterapia Baseada em Evidências, Acompanhamento Terapêutico, Terapia Infantil, Desenvolvimento Atípico e Abuso de Substâncias.

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terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Janeiro Branco alerta para o impacto do estresse e do burnout



 Janeiro Branco alerta para o impacto do estresse e do burnout na saúde do coração


Especialistas do Hospital Cardiológico Costantini observam aumento de casos de hipertensão, arritmias e sintomas cardíacos associados ao estresse crônico e à sobrecarga emocional


O Hospital Cardiológico Costantini reforça, durante a campanha Janeiro Branco, a importância de olhar para a saúde mental como parte indissociável da prevenção das doenças cardiovasculares. A instituição tem registrado um crescimento significativo no número de pacientes com queixas cardíacas relacionadas ao estresse, ao burnout e ao ritmo acelerado da vida moderna, cenário que acende um alerta para os impactos silenciosos da sobrecarga emocional sobre o coração.


Reconhecido oficialmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um fenômeno ocupacional, o burnout está associado ao estresse crônico no trabalho que não foi adequadamente administrado. No Brasil, estimativas da International Stress Management Association (ISMA-BR) indicam que cerca de 30% dos trabalhadores apresentam sintomas da síndrome. Em paralelo, as doenças cardiovasculares seguem liderando as causas de morte no país, responsáveis por aproximadamente 30% dos óbitos anuais, segundo dados do Ministério da Saúde.


“Existe uma ligação direta e comprovada entre o estresse persistente e o adoecimento cardiovascular. Quando o organismo permanece em estado de alerta constante, há liberação excessiva de hormônios como o cortisol, aumento da inflamação sistêmica, elevação da pressão arterial e prejuízos importantes ao sono, fatores que sobrecarregam o coração”, explica Gustavo dos Reis Marques, médico cardiologista do Hospital Cardiológico Costantini.


O preço cardíaco da vida moderna


O estresse, quando pontual, faz parte da adaptação do corpo. O problema surge quando ele se torna crônico. Estudos científicos demonstram que pessoas submetidas a altas demandas profissionais, longas jornadas e pouca recuperação têm maior risco de desenvolver hipertensão, arritmias, síndrome coronariana e até eventos graves, como infarto e AVC.


“No consultório, é cada vez mais comum atender pacientes sem histórico cardíaco relevante, muitos deles jovens, que chegam com palpitações, dor no peito, picos de pressão e sensação de cansaço extremo. Em muitos casos, o coração está estruturalmente preservado, mas funciona em permanente estado de alerta por causa do estresse emocional e profissional”, relata o cardiologista.


Burnout e coração: um alerta que não pode ser ignorado


O Hospital Cardiológico Costantini observa que o ambiente de trabalho tem sido um fator determinante nesse cenário. Pressão por desempenho, dificuldade de desconexão fora do expediente e ausência de pausas adequadas contribuem para um desgaste progressivo do sistema cardiovascular.


“O coração não foi projetado para viver sob estímulo de emergência o tempo todo. Quando isso acontece, o risco cardiovascular aumenta de forma silenciosa. O burnout não afeta apenas a produtividade ou a saúde mental, ele tem consequências diretas e mensuráveis para o coração”, destaca Dr. Gustavo.


Prevenção começa pela mente


Durante o Janeiro Branco, o Hospital reforça que a prevenção passa por uma abordagem integrada. Dormir bem, respeitar momentos de pausa, praticar atividade física regular, buscar apoio psicológico e aprender a manejar o estresse são medidas fundamentais para proteger a saúde do coração. Para pessoas que já apresentam fatores de risco, como hipertensão, diabetes, colesterol elevado ou histórico familiar, o acompanhamento cardiológico regular é essencial.


“Cuidar da saúde mental é uma estratégia de prevenção cardiovascular. Quando a mente adoece, o coração sofre — e essa é uma mensagem que precisa ser compreendida pela população e pelas empresas”, afirma o especialista.


Um tema para o ano inteiro


Embora o Janeiro Branco concentre as ações de conscientização, o Hospital Cardiológico Costantini ressalta que o cuidado com a saúde emocional deve ser contínuo. Em um contexto de aumento dos casos de burnout e de manutenção das doenças cardiovasculares como principal causa de mortalidade, integrar mente e coração deixou de ser tendência e se tornou uma necessidade.


“Procurar ajuda é um ato de cuidado e prevenção. Um coração saudável começa, muitas vezes, pelo equilíbrio emocional”, conclui Dr. Gustavo.


Sobre o Hospital Cardiológico Costantini

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Pintura, tricô e corrida



 Pintura, tricô e corrida: por que começar ou retomar hobbies promove a saúde mental



Imagem: Freepik


Em uma rotina dominada por telas e consumo excessivo de conteúdos nas redes sociais, encontrar atividades que garantem momentos de desconexão, conforto e lazer se tornou uma forma valiosa de melhorar o bem-estar. Nesse contexto, os hobbies ganham destaque como grandes aliados, oferecendo pausas que ajudam a manter o cérebro ativo e aberto a novas experiências, recuperar o foco, amenizar o estresse e reservar um tempo para si mesmo.   


“A importância do hobby é justamente conseguir fazer algo sem necessariamente a autocobrança de performar resultado, de estar sempre produzindo. Hoje, mais do que nunca, é um meio para que as pessoas possam se divertir e encontrar prazer dentro do dia a dia, o que traz contribuições para um cotidiano mais saudável”, afirma Rafaella Dominguez, psicóloga e professora do curso de Psicologia da Universidade Salvador (UNIFACS).   


Segundo estudo publicado pela Harvard Health, que ouviu mais de 93 mil pessoas acima dos 65 anos em 16 países, passatempos regulares estão associados a níveis mais altos de felicidade, maior satisfação com a vida, menos sintomas depressivos e visão positiva diante de desafios. Essas constatações reforçam a opinião de especialistas sobre os benefícios à saúde mental. 


Seja pintar livro de colorir, montar quebra-cabeças, cuidar de plantas ou envolver-se com cerâmica e crochê, todos os hobbies são considerados caminhos para desacelerar e cuidar da mente. “Não existe regra ou recomendação de uma atividade específica. A melhor opção vai ser sempre aquela em que se consegue desempenhar e ter uma dose de leveza em meio às demandas diárias”, diz a profissional.  


 


Apoio a tratamentos  


Aprender um novo hobby ou retomar um da infância ainda pode ajudar em tratamentos psicológicos e psiquiátricos. A psicóloga destaca que, a depender do quadro, a prática costuma auxiliar no alívio dos sintomas. Isso porque amplia a percepção de que a vida pode ser mais prazerosa, o senso de propósito e a possibilidade de redescoberta de sensações positivas.  


Apesar dessas vantagens, ela enfatiza: “é muito importante que as pessoas também busquem fazer uma atividade física. Diversos estudos comprovam que o exercício regular auxilia na melhora de sintomas da ansiedade, depressão e outros transtornos mentais. Contudo, vale ressaltar que tanto os hobbies quanto a prática de atividades físicas complementam os tratamentos psiquiátrico, medicamentoso e psicoterapêutico, servindo de apoio ao longo dos processos”.  


 


Pontos de alerta  


Com o crescente interesse pelos passatempos, surgem ainda os riscos de transformá-los em fontes de pressão e insatisfação. De acordo com Rafaella Dominguez, deixam de ser benéficos quando passam a ser obrigatoriedade ou ter apenas o sentido de utilidade. “Muitos acabam levando para o lugar de autocobrança e ansiedade. O prazer inicial é substituído pela necessidade de ter resultado, ser o melhor ou se tornar competitivo a ponto de gerar sofrimento psíquico”, alerta a professora da UNIFACS.  


Para evitar sentimentos que não correspondem às finalidades dos hobbies, a docente lembra que o valor das atividades manuais e afetivas estão na maneira como se encaixam na vida de cada um e promovem o estímulo social através de experiências em grupo.   


“Quando possível, ao invés de ficar rolando a tela do celular por horas, escolha atividades que envolvem movimento e o contato com o mundo fora de casa. Existem muitas oportunidades de fazer novas amizades e até descobrir talentos escondidos ao se reunir em grupos para pintar, fotografar, correr na rua ou aprender a tocar um instrumento. Mais do que distrações, esses momentos entregam leveza e ajudam a construir laços sociais”, comenta.  

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segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Enem: como lidar com a ansiedade pós prova?

 

Período é ideal para relaxar, refletir e planejar os próximos passos, mantendo o equilíbrio emocional


Depois de dois domingos intensos de maratonas de provas, milhões de estudantes em todo o país encerraram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e, junto com ele, meses de estudos, revisões e expectativas. Passada a etapa mais decisiva, agora é hora de lidar com outro desafio: a ansiedade pelo resultado e a incerteza se a nota será suficiente para assegurar a aprovação no curso e na faculdade planejada.

 


Apesar de a mente ainda estar em ritmo acelerado, relembrando questões, revisitando respostas e imaginando possíveis cenários, especialistas em educação afirmam que este é o momento para desacelerar, cuidar do bem-estar emocional e reconhecer o próprio esforço: independentemente da nota, a jornada até aqui já representa uma conquista importante.

 


Respire!

 


Depois de semanas intensas de preparação e cobrança, é hora de desacelerar. Nesse período, é importante evitar o excesso de informações, como correções e gabaritos extraoficiais, que podem gerar comparações e alimentar a ansiedade. “O estudante já fez a parte dele, e agora o mais saudável é aceitar que o resultado está fora do controle e permitir-se relaxar”, afirma Samuel Ferreira Gama Junior, orientador educacional e de carreiras da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo/SP.

 


Praticar atividades prazerosas, como sair com amigos, assistir a um filme ou simplesmente descansar, ajuda a aliviar a tensão acumulada e a recuperar o equilíbrio emocional. “Depois de tanto foco e esforço, esse é um momento de reconexão com o que traz prazer e tranquilidade. Cuidar da mente e do corpo é parte essencial desse processo”, completa o docente da Aubrick.

 


Lidando com a realidade

 


Na vida, nem sempre o resultado será exatamente o esperado... e está tudo bem! Segundo o coordenador pedagógico da Escola Internacional de Alphaville, de Barueri/SP, Peter Rifaat, é fundamental que o jovem reconheça seus sentimentos e saiba lidar com as próprias expectativas, assim como com as cobranças de familiares e amigos. “A frustração faz parte do processo de crescimento. O importante é entender que o valor de uma pessoa não está atrelado à nota ou à aprovação em uma universidade específica”, destaca.

 


O especialista lembra ainda que o erro também faz parte do aprendizado: cada tentativa, acerto ou resultado abaixo do esperado contribui para o amadurecimento e o desenvolvimento de novas estratégias. “Acolher as emoções e conversar sobre elas é uma forma de transformar a experiência em autoconhecimento e evolução pessoal”, acrescenta Rifaat.

 


Equilíbrio e próximos passos

 


Para além da espera pelo resultado, este também é um momento de ampliar a consciência sobre as diferentes formas de construir uma trajetória acadêmica. Segundo Fernanda Silveira, coordenadora do Ensino Médio do colégio Progresso Bilíngue, de Campinas/SP, o foco agora deve estar menos em tentar prever o desempenho no Enem — já que as notas individuais e de corte só são definidas em janeiro, quanto abrem as inscrições para programas educacionais como o Sistema de Seleção Unificada (SISU) e Programa Universidade para Todos (Prouni) — e mais em compreender que o ingresso no ensino superior pode ocorrer por vários caminhos.

 


“Cada instituição possui modalidades próprias de seleção, bolsas e oportunidades que valorizam o percurso do estudante. Conhecer essas possibilidades ajuda o jovem a tomar decisões mais claras e tranquilas quando os resultados oficiais forem divulgados. Às vezes, o plano B se torna uma oportunidade até melhor do que o plano inicial”, opina.

 


Considere esperar o ano que vem

 


Em alguns casos, o melhor passo pode ser esperar. O período até a maratona de vestibulares de provas do próximo ano pode ser usado para revisar conteúdos com calma, investir no autoconhecimento e refletir sobre o curso ou carreira desejada.

 


“Reavaliar os objetivos e tentar novamente não significa fracasso, mas sabedoria. O estudante tem a vida toda pela frente para escolher o que quer e preparar-se da melhor forma. Cada trajetória é única, e dar um novo passo no tempo certo pode ser decisivo para alcançar o objetivo esperado”, finaliza o coordenador pedagógico do Brazilian International School – BIS, de São Paulo/SP, Henrique Barreto Andrade Dias.

 


Confira o calendário de datas pós prova!

 


Divulgação do gabarito das provas objetivas: até o 10° dia útil após o 2° dia de aplicação de provas;

Acesso às notas individuais: 16 de janeiro de 2026;

Espelho da redação: 60 dias após a divulgação dos resultados.

 


Os especialistas

 


Fernanda Silveira é pedagoga e psicopedagoga, com 10 anos de experiência na gestão pedagógica do Ensino Médio, com atuação voltada ao acompanhamento acadêmico dos estudantes e ao fortalecimento de suas trajetórias rumo ao vestibular e às suas escolhas para o futuro. Atua como coordenadora pedagógica do Ensino Médio das unidades do Progresso Bilíngue em Campinas (Cambuí e Taquaral).

 


Henrique Barreto Andrade Dias é licenciado em Geografia e Sociologia, possui especialização em projetos para o terceiro setor e pós-graduação em Psicologia Positiva, Neurociência, Mindfulness, Neuropsicopedagogia e Neurociência Aplicada à Aprendizagem. Atua na área da Educação há 18 anos e atualmente é coordenador pedagógico do currículo brasileiro do Brazilian International School.

 


Peter Rifaat é educador e líder escolar com mais de 15 anos de experiência em educação internacional e bilíngue. É formado em Pedagogia e possui certificações internacionais, incluindo DELTA e CELTA (Cambridge), além de diversas certificações do IB. Atualmente, atua na Escola Internacional de Alphaville como Coordenador Pedagógico do Ensino Médio, Coordenador do Programa do Diploma IB, professor de TOK e integra a equipe de Orientação Universitária e de Carreira.

 


Samuel Gama é mestre em Educação (University of Chichester, UK), pós-graduado em Psicopedagogia (Instituto Singularidades); e bacharel em Língua e Literatura Portuguesa e Inglesa (Faculdades Metropolitanas Unidas) e Administração (The University of British Columbia, Canadá). Com mais de 15 anos de experiência, já ocupou cargos de gestão acadêmica, além de ter atuado como mentor de professores e formador em inovação pedagógica e examinador internacional do British Council. É conselheiro universitário de carreiras e orientador educacional do Ensino Médio na Escola Bilíngue Aubrick.

 



Sobre a ISP – International Schools Partnership



A International Schools Partnership (ISP) é um grupo internacional presente em 25 países, com 109 escolas privadas e mais de 92.500 estudantes em todo o mundo. A ISP apoia e capacita as instituições de ensino, desenvolvendo novos padrões de excelência em educação, para transformar as escolas em referência em suas comunidades locais e no setor educacional global. O aluno da ISP está no centro da jornada de aprendizagem e é preparado para o futuro, tendo acesso a educadores apaixonados e experientes, e ferramentas para que adquira confiança, conhecimento e habilidades; e aprimore seu aprendizado acadêmico, pessoal, social e emocional em um ambiente seguro, acolhedor e inclusivo. Para mais informações, acesse o site.

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sábado, 22 de novembro de 2025

Feridas que não cicatrizam: quando se preocupar e como agir



Ferimentos que demoram a fechar podem ser um sinal de alerta para condições de saúde mais sérias


Saber identificar quando uma lesão exige atenção médica é essencial para evitar complicações e garantir um tratamento eficaz. Entre as principais causas de cicatrização lenta, estão diabetes, má circulação, infecções, traumas repetitivos e doenças que comprometem o sistema imunológico. Além disso, o uso de medicamentos, o tabagismo e deficiências nutricionais também podem interferir no processo de recuperação da pele.


De acordo com médica hiperbarista, Dra. Bianca Oliveira, é fundamental procurar ajuda profissional quando a ferida apresenta dor persistente, secreção com odor, vermelhidão intensa, aumento de tamanho ou ausência de melhora após alguns dias de cuidados caseiros. Esses sinais podem indicar infecção ou outras complicações que exigem avaliação profissional.



Cuidados em casa: o que evitar

Para favorecer a recuperação, é importante manter o local limpo, trocar o curativo regularmente e proteger a região contra novos traumas. No entanto, a médica faz um alerta: automedicação e uso de produtos caseiros sem orientação adequada podem agravar o quadro e dificultar o tratamento. O ideal é seguir sempre as recomendações de um profissional de saúde.


Feridas que não cicatrizam de forma adequada devem ser avaliadas por um médico especialista, especialmente em casos de doenças crônicas, como diabetes ou insuficiência vascular. “O acompanhamento especializado permite identificar a causa do problema e definir o tratamento mais indicado, que pode incluir curativos avançados, oxigenoterapia hiperbárica e cuidados multidisciplinares”, explica Dra. Bianca.


De acordo com a especialista, a diferença entre feridas simples e complexas está diretamente relacionada à velocidade e à qualidade da cicatrização. “Feridas simples tendem a fechar em poucos dias e respondem bem aos cuidados básicos de higiene e proteção. Já as feridas complexas, por outro lado, demoram mais para cicatrizar, podem infeccionar e, em alguns casos, se tornam crônicas”, explica a especialista.

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segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Golpe do amor: o que é e como se prevenir

 

O “golpe do amor” é uma fraude em que golpistas criam perfis falsos em sites de namoro para ganhar a confiança da vítima e, depois, pedem dinheiro alegando emergências, manipulando sentimentos para obter vantagens financeiras.


Encontrar o amor é um desejo comum à maioria das pessoas. No entanto, a busca por essa conexão emocional profunda e significativa pode expor as pessoas a uma variedade de riscos e vulnerabilidades como o golpe do amor.


Na era digital atual, onde as interações online se tornaram uma extensão natural das relações humanas, o desejo de encontrar um companheiro ou companheira de vida pode levar indivíduos a enfrentar situações complicadas e, por vezes, perigosas. 


Uma dessas situações é conhecida popularmente como o “golpe do amor”, uma forma de fraude sentimental que tem se proliferado com o advento da internet e das redes sociais.


Este artigo tem como objetivo principal esclarecer aos nossos leitores sobre a natureza do golpe do amor, como reconhecê-lo, formas de prevenção e orientações sobre como agir caso sejam vítimas dessa forma de esquema.


O que é o golpe do amor?

Como acontece o golpe do amor

Como reconhecer um golpe do amor?

Como se proteger do golpe do amor?

Dicas de segurança para relacionamentos online

O que fazer se desconfiar que está sendo vítima de um golpe do amor?

Passos imediatos a tomar

Como reportar o golpe às autoridades

Como recuperar-se emocionalmente de um golpe

Idosos: as principais vítimas de golpes financeiros em apps de relacionamento

Séries sobre o golpe do amor

A Internet do Mal: Episódio 5: Golpe Romântico

Catfish: a série

Vá além na segurança dos relacionamentos online


O que é o golpe do amor?

O golpe do amor envolve táticas manipulativas por parte de fraudadores que, se passando por potenciais parceiros amorosos, criam perfis falsos em plataformas de relacionamento, redes sociais ou aplicativos de mensagens, com o intuito de estabelecer uma conexão emocional com suas vítimas.


Os golpistas investem tempo e esforço para ganhar a confiança e o afeto de suas vítimas, simulando interesse genuíno e compartilhando histórias pessoais fabricadas. Com o passar do tempo, após terem construído uma relação emocionalmente significativa, esses indivíduos começam a solicitar dinheiro, alegando necessidades urgentes, como questões de saúde, problemas financeiros inesperados ou desejos de visitar a vítima pessoalmente.


Como acontece o golpe do amor

O golpe do amor acontece de diversas maneiras, mas tem um modus operandi comum: o golpista finge ter sentimentos românticos profundos com o objetivo de ganhar a confiança da vítima para, em última análise, obter vantagens financeiras. 


Este tipo de golpe pode ocorrer em várias plataformas e contextos, mas alguns métodos são particularmente prevalentes.


Um dos tipos mais comuns de golpe do amor ocorre em sites e aplicativos de namoro. Nesses ambientes, golpistas criam perfis falsos com informações e fotos atraentes que não correspondem à sua verdadeira identidade. 


Eles geralmente estudam os perfis de suas vítimas potenciais para criar abordagens personalizadas e convincentes. Através de conversas cuidadosamente orquestradas, eles desenvolvem um “relacionamento” rápido e intenso, fazendo com que a vítima se sinta especial e compreendida.


Outra forma de nomear o golpe do amor é através do termo catfishing. Tática que também envolve a criação de uma identidade online completamente fictícia. 


O golpista, neste caso, pode investir meses e até anos construindo uma relação emocional com sua vítima, sem nunca revelar sua verdadeira face. 


Frequentemente, o catfisher evita encontros presenciais ou chamadas de vídeo, alegando desculpas que parecem razoáveis, como compromissos de trabalho urgentes ou problemas de saúde, para manter sua identidade oculta.


Em ambas as situações, o objetivo final é ganhar a confiança e afeto da vítima a tal ponto que, quando o golpista finalmente faz um pedido de dinheiro – seja para uma emergência médica falsa, uma viagem para finalmente se encontrarem ou algum outro pretexto convincente – a vítima se sente compelida a ajudar. 


Infelizmente, uma vez que o dinheiro é enviado, o golpista muitas vezes desaparece, deixando para trás não apenas uma perda financeira, mas também um profundo dano emocional.


Por isso, hoje, é importante estar ciente dessas táticas e abordar relacionamentos online com uma dose saudável de ceticismo e precaução. 


Verificar a autenticidade das pessoas com quem nos comunicamos online, nunca enviar dinheiro para alguém que conhecemos apenas virtualmente e buscar aconselhamento de amigos ou familiares antes de tomar decisões precipitadas são passos importantes para evitar ser vítima desses golpes devastadores.




Como reconhecer um golpe do amor?


Como se proteger do golpe do amor?

Dicas de segurança para relacionamentos online

Nunca envie dinheiro ou compartilhe informações financeiras.

Faça uma busca reversa de imagens para verificar a autenticidade de fotos de perfil usando o Google Imagens. Tre um print da foto do perfil que gerou desconfiança e jogue na busca de imagens do Google, conforme a imagem abaixo:



O que é o golpe do amor?


O golpe do amor envolve táticas manipulativas por parte de fraudadores que, se passando por potenciais parceiros amorosos, criam perfis falsos em plataformas de relacionamento, redes sociais ou aplicativos de mensagens, com o intuito de estabelecer uma conexão emocional com suas vítimas.


Os golpistas investem tempo e esforço para ganhar a confiança e o afeto de suas vítimas, simulando interesse genuíno e compartilhando histórias pessoais fabricadas. Com o passar do tempo, após terem construído uma relação emocionalmente significativa, esses indivíduos começam a solicitar dinheiro, alegando necessidades urgentes, como questões de saúde, problemas financeiros inesperados ou desejos de visitar a vítima pessoalmente.



Como acontece o golpe do amor


O golpe do amor acontece de diversas maneiras, mas tem um modus operandi comum: o golpista finge ter sentimentos românticos profundos com o objetivo de ganhar a confiança da vítima para, em última análise, obter vantagens financeiras. 


Este tipo de golpe pode ocorrer em várias plataformas e contextos, mas alguns métodos são particularmente prevalentes.


Um dos tipos mais comuns de golpe do amor ocorre em sites e aplicativos de namoro. Nesses ambientes, golpistas criam perfis falsos com informações e fotos atraentes que não correspondem à sua verdadeira identidade. 


Eles geralmente estudam os perfis de suas vítimas potenciais para criar abordagens personalizadas e convincentes. Através de conversas cuidadosamente orquestradas, eles desenvolvem um “relacionamento” rápido e intenso, fazendo com que a vítima se sinta especial e compreendida.


Outra forma de nomear o golpe do amor é através do termo catfishing. Tática que também envolve a criação de uma identidade online completamente fictícia. 


O golpista, neste caso, pode investir meses e até anos construindo uma relação emocional com sua vítima, sem nunca revelar sua verdadeira face. 


Frequentemente, o catfisher evita encontros presenciais ou chamadas de vídeo, alegando desculpas que parecem razoáveis, como compromissos de trabalho urgentes ou problemas de saúde, para manter sua identidade oculta.


Em ambas as situações, o objetivo final é ganhar a confiança e afeto da vítima a tal ponto que, quando o golpista finalmente faz um pedido de dinheiro – seja para uma emergência médica falsa, uma viagem para finalmente se encontrarem ou algum outro pretexto convincente – a vítima se sente compelida a ajudar. 


Infelizmente, uma vez que o dinheiro é enviado, o golpista muitas vezes desaparece, deixando para trás não apenas uma perda financeira, mas também um profundo dano emocional.


Por isso, hoje, é importante estar ciente dessas táticas e abordar relacionamentos online com uma dose saudável de ceticismo e precaução. 


Verificar a autenticidade das pessoas com quem nos comunicamos online, nunca enviar dinheiro para alguém que conhecemos apenas virtualmente e buscar aconselhamento de amigos ou familiares antes de tomar decisões precipitadas são passos importantes para evitar ser vítima desses golpes devastadores.



Como reconhecer um golpe do amor?


infográfico com sinais de alerta sobre o golpe do amor


Como se proteger do golpe do amor?

Dicas de segurança para relacionamentos online

Nunca envie dinheiro ou compartilhe informações financeiras.

Faça uma busca reversa de imagens para verificar a autenticidade de fotos de perfil usando o Google Imagens. Tre um print da foto do perfil que gerou desconfiança e jogue na busca de imagens do Google, conforme a imagem abaixo:

Mecanismo de busca por imagens do Google para ajudar a identificar imagens falsas em golpes de catfish


Prefira perfis verificados enquanto estiver navegando nas plataformas de namoro.



O que fazer se desconfiar que está sendo vítima de um golpe do amor?


Passos imediatos a tomar

Pare de enviar dinheiro imediatamente.

Colete todas as evidências como conversas, fotos, e-mails e detalhes de transações financeiras que ocorreram entre você e o golpista.

Altere suas senhas e medidas de segurança online.


Leia também: Dia Internacional da Internet Segura: 7 dicas para manter sua vida online protegida


Como reportar o golpe às autoridades

Após tomar as medidas iniciais para proteger sua segurança financeira e coletar evidências, o próximo passo é reportar o golpe:


Reporte o golpe à plataforma de namoro ou rede social.


Entre em contato com a polícia local e registre um boletim de ocorrência levando as evidências coletadas de conversas e transações financeiras.

Considere compartilhar sua experiência em fóruns ou grupos, para alertar outras possíveis vítimas.

Como recuperar-se emocionalmente de um golpe

Procure apoio de amigos, familiares ou grupos de apoio.

Lembre-se de que não está sozinho(a) e que ser vítima não é sua culpa.

Considere procurar ajuda profissional para lidar com as emoções.

Idosos também são vítimas de golpes financeiros em apps de relacionamento

Com o aumento do uso de tecnologia entre pessoas mais velhas, os idosos estão se tornando alvo comum de golpes financeiros, principalmente em aplicativos de relacionamento. 


A solidão e a busca por conexão emocional podem ser fatores que tornam essa faixa etária especialmente suscetível a fraudes românticas. 


Além disso, muitos idosos, que não cresceram em um ambiente digital, podem ter menos experiência em identificar sinais de fraude online.


Os golpistas aproveitam a vulnerabilidade emocional dos idosos, desenvolvendo rapidamente uma relação de confiança e afeto. 


A partir daí, utilizam desculpas convincentes para pedir ajuda financeira, como emergências médicas ou problemas para viajar até a vítima. Essa prática resulta em perdas financeiras significativas e danos emocionais profundos.


Por isso, como forma de prevenção para familiares e amigos, é essencial conversar sobre a segurança online com idosos. 


É importante incentivá-los a tomar medidas preventivas como: nunca enviar dinheiro para pessoas conhecidas apenas pela internet e sempre consultar familiares antes de tomar decisões financeiras em relacionamentos virtuais.



Séries sobre o golpe do amor

Se você quer saber mais sobre esse tipo de golpe, aqui vão algumas dicas de conteúdos disponíveis nos nossos streamings parceiros:


A Internet do Mal – Episódio 5: Golpe Romântico

Disponível no Max, a série documental A Internet do Mal investiga os perigos ocultos da internet, destacando como as redes sociais e aplicativos de namoro e outros cantos da web podem ser usados para manipular, enganar e prejudicar pessoas. 


A série explora casos reais de vítimas de golpes virtuais, mostrando o impacto devastador que essas ações podem ter na vida das pessoas. Cada episódio foca em uma história específica, revelando as táticas usadas pelos criminosos e as consequências para as vítimas.


Servindo como um alerta sobre os riscos do mundo digital, a série enfatiza a importância da segurança online e da conscientização sobre as ameaças virtuais, incluindo o golpe do amor. 


O episódio 5 da série fala, especificamente, sobre catfish e conta a história de Cece, vítima de um golpe romântico em um aplicativo de namoro. 

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sábado, 1 de novembro de 2025

Síndrome de Burnout: o esgotamento invisível da nova economia digital.



Nos últimos anos, o trabalho ganhou um novo formato, moldado pela velocidade da informação e pela expansão da economia digital. A revolução tecnológica alterou não apenas a forma como produzimos, vendemos e consumimos, mas também como nos relacionamos profissionalmente. Hoje, o escritório cabe na palma da mão, o celular se tornou a principal ferramenta de trabalho, e a fronteira entre vida pessoal e profissional se tornou quase imperceptível. O expediente, antes delimitado por horários e espaços físicos, passou a acompanhar o trabalhador em todos os momentos do dia. Essa aparente liberdade — poder trabalhar de qualquer lugar, em qualquer hora, e no próprio ritmo — tem um custo silencioso: o esgotamento mental. Essa exaustão tem nome, diagnóstico clínico e, cada vez mais, reconhecimento social e jurídico. Trata-se da Síndrome de Burnout.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece o Burnout como um distúrbio resultante do estresse crônico ligado ao ambiente de trabalho, incluído na Classificação Internacional de Doenças (CID-11) como um fenômeno ocupacional. Ele não se trata de uma fraqueza individual ou de simples cansaço, mas de um quadro de exaustão física, emocional e mental que compromete o desempenho e o bem-estar do trabalhador. Entre os sintomas mais comuns estão a fadiga constante, a irritabilidade, a dificuldade de concentração, o sentimento de ineficácia, a insônia, além de manifestações físicas como dores musculares, crises de ansiedade e até distúrbios gastrointestinais. O Burnout surge, geralmente, quando a pressão por resultados se torna crônica e o indivíduo sente que perdeu o controle sobre seu trabalho, perdendo também o sentido do que faz.


Na era digital, esses sintomas se intensificaram. O ambiente profissional, marcado pela lógica da hiperconectividade e pela cultura da performance, transformou a ideia de produtividade em um valor absoluto. Profissionais de tecnologia, marketing, comunicação, finanças, influenciadores digitais e freelancers vivem sob a constante exigência de estar “sempre online”, disponíveis e atualizados. O medo de perder relevância, a necessidade de se destacar num mercado competitivo e a comparação constante com outros profissionais, potencializada pelas redes sociais, alimentam um ciclo de autoexigência e insatisfação. A digitalização trouxe flexibilidade, mas também dissolveu os limites entre descanso e trabalho, entre o que é obrigação e o que é prazer. Trabalhar em casa, que parecia sinônimo de liberdade, tornou-se, para muitos, um aprisionamento invisível, em que o descanso é constantemente invadido por notificações, prazos e metas.


O fenômeno do Burnout reflete, portanto, uma mudança cultural profunda. O trabalhador contemporâneo é incentivado a ser empreendedor de si mesmo, a investir constantemente em sua imagem e desempenho, a se adaptar a um mercado em constante transformação. Essa mentalidade, associada à falta de reconhecimento, à instabilidade econômica e à precarização das relações de trabalho, cria um terreno fértil para o adoecimento mental. O corpo pode estar em casa, mas a mente continua no trabalho, em um estado de alerta permanente.


Do ponto de vista jurídico, o debate sobre o Burnout também evoluiu. A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 7º, garante ao trabalhador a proteção da saúde física e mental, e a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) impõe ao empregador a obrigação de zelar por um ambiente laboral seguro e saudável. Nos últimos anos, tribunais brasileiros têm reconhecido a Síndrome de Burnout como doença ocupacional, o que garante ao trabalhador direitos como afastamento médico, estabilidade provisória no emprego após o retorno e indenização em casos de comprovação de nexo causal entre a atividade exercida e o adoecimento. Essa jurisprudência reflete uma mudança de mentalidade no Direito do Trabalho, que passa a considerar a saúde emocional como parte indissociável da saúde laboral.


Contudo, a solução para o Burnout vai além do campo jurídico. Ela exige uma reflexão coletiva sobre o modelo produtivo e os valores que regem o mundo corporativo. Empresas e gestores precisam compreender que produtividade não é sinônimo de exaustão. Organizações sustentáveis investem em programas de bem-estar mental, criam políticas de desconexão digital, estimulam pausas, promovem um ambiente empático e flexível, e treinam lideranças para identificar sinais precoces de esgotamento entre suas equipes. Além disso, as plataformas digitais, que intermediam grande parte das relações de trabalho na economia contemporânea, também têm responsabilidade sobre o impacto psicológico de suas dinâmicas de funcionamento.


Do lado individual, o profissional precisa aprender a reconhecer seus próprios limites e a se desconectar de forma consciente. Estabelecer pausas reais durante o dia, respeitar horários de descanso, praticar atividades fora das telas e buscar apoio psicológico são atitudes fundamentais para preservar o equilíbrio emocional. É importante compreender que cuidar da saúde mental não é um luxo, mas uma necessidade básica.


Prevenir o Burnout é, portanto, mais do que uma questão de bem-estar — é uma estratégia de sobrevivência profissional. Em um contexto em que a tecnologia avança mais rápido do que nossa capacidade emocional de acompanhá-la, é urgente resgatar a dimensão humana do trabalho. A economia digital precisa ser inclusiva e sustentável também do ponto de vista psicológico. O futuro do trabalho não pode ser apenas sobre eficiência e inovação, mas também sobre empatia, equilíbrio e propósito.


Cuidar da mente é cuidar da produtividade, da criatividade e da longevidade profissional. Nenhum algoritmo substitui a saúde mental de quem cria, planeja e executa. Em um mundo que nos exige velocidade, lembrar-se de desacelerar é um ato de resistência e inteligência. No fim das contas, a mente continua sendo humana — e é justamente essa humanidade que torna o trabalho verdadeiramente significativo.


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sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Você sabe por que uma ofensa marca mais do que um elogio?

 

Você sabe por que uma ofensa marca mais do que um elogio? A ciência explica


De acordo com o médico e terapeuta João Borzino, estudos indicam que um elogio dura cerca de 30 dias na memória — já uma ofensa pode nos assombrar por 20 anos


Você já deve ter passado por isso: alguém te elogia e, dias depois, você mal se lembra. Mas quando alguém te ofende, a frase volta e meia aparece na sua mente — às vezes anos depois. Coincidência? Nada disso. A ciência tem uma explicação.


"Estudos recentes apontam que elogios tendem a permanecer ativos na nossa memória por até um mês. Já uma ofensa pode nos acompanhar por décadas. Isso não é só psicológico — é biológico, antropológico e social. O nome disso é viés da negatividade", esclarece o médico e terapeuta João Borzino.


O médico afirma que nosso cérebro dá mais atenção ao que ameaça. "Do ponto de vista evolutivo, essa tendência faz sentido. Nossos antepassados precisavam estar atentos a qualquer sinal de perigo: um predador, um inimigo, um som estranho na floresta. Quem ignorava ameaças, morria. Quem prestava atenção a tudo de ruim, sobrevivia"


João Borzino destaca que é por isso que o cérebro humano reage com mais intensidade ao que ameaça do que ao que conforta. "Imagens negativas ativam regiões cerebrais mais profundas e intensas do que imagens positivas. Uma crítica gera mais impacto emocional do que um elogio — mesmo que ambos venham da mesma pessoa".


Psicólogos chamam isso de negativity bias, teoria diz que eventos negativos têm um peso emocional maior que eventos positivos. Segundo Borzino, um único comentário cruel pode causar mais impacto do que dez elogios sinceros.


"E tem mais: estudos mostram que, socialmente, uma atitude ruim se espalha até 9 vezes mais do que uma boa. Seja nas redes sociais, em rodas de conversa ou no noticiário, o que é ruim sempre chama mais atenção", afirma.


Fofoca, desgraça e tragédia: por que isso prende a gente?


Você já reparou que o trânsito para quando acontece um acidente? Todo mundo quer ver o que aconteceu, tirar uma foto, comentar. Mas se um pequeno animal tenta atravessar a rodovia, ninguém para para ajudá-lo. O médico e terapeuta diz explicação é simples: o ser humano tem fascínio pelo caos.


"Fofocas, escândalos, brigas, acidentes e tragédias geram mais interesse do que boas notícias. Essa tendência está ligada ao nosso instinto de sobrevivência: aprender com o erro dos outros, identificar inimigos, se proteger. Hoje, isso se traduz em curtidas, comentários e compartilhamentos".


Mas como lidar com isso? Saber que o nosso cérebro é assim pode ajudar a lidar com os efeitos das ofensas. João Borzino listou algumas estratégias simples:




Filtre o que você consome: evite mergulhar em notícias ruins o tempo todo.


Valorize os elogios: anote, releia, lembre deles.


Questione críticas: nem toda ofensa fala sobre você — muitas vezes diz mais sobre o outro.


Converse sobre o que te afeta: guardar sentimentos ruins só aumenta o peso deles.


"Lembrar mais da ofensa do que do elogio não significa que você é sensível demais. Significa que você é humano. Nosso cérebro foi moldado para reagir ao que machuca — e não ao que conforta. Entender isso é o primeiro passo para não se deixar dominar por aquilo que nos fere", finaliza.

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