Ferimentos que demoram a fechar podem ser um sinal de alerta para condições de saúde mais sérias
Saber identificar quando uma lesão exige atenção médica é essencial para evitar complicações e garantir um tratamento eficaz. Entre as principais causas de cicatrização lenta, estão diabetes, má circulação, infecções, traumas repetitivos e doenças que comprometem o sistema imunológico. Além disso, o uso de medicamentos, o tabagismo e deficiências nutricionais também podem interferir no processo de recuperação da pele.
De acordo com médica hiperbarista, Dra. Bianca Oliveira, é fundamental procurar ajuda profissional quando a ferida apresenta dor persistente, secreção com odor, vermelhidão intensa, aumento de tamanho ou ausência de melhora após alguns dias de cuidados caseiros. Esses sinais podem indicar infecção ou outras complicações que exigem avaliação profissional.
Cuidados em casa: o que evitar
Para favorecer a recuperação, é importante manter o local limpo, trocar o curativo regularmente e proteger a região contra novos traumas. No entanto, a médica faz um alerta: automedicação e uso de produtos caseiros sem orientação adequada podem agravar o quadro e dificultar o tratamento. O ideal é seguir sempre as recomendações de um profissional de saúde.
Feridas que não cicatrizam de forma adequada devem ser avaliadas por um médico especialista, especialmente em casos de doenças crônicas, como diabetes ou insuficiência vascular. “O acompanhamento especializado permite identificar a causa do problema e definir o tratamento mais indicado, que pode incluir curativos avançados, oxigenoterapia hiperbárica e cuidados multidisciplinares”, explica Dra. Bianca.
De acordo com a especialista, a diferença entre feridas simples e complexas está diretamente relacionada à velocidade e à qualidade da cicatrização. “Feridas simples tendem a fechar em poucos dias e respondem bem aos cuidados básicos de higiene e proteção. Já as feridas complexas, por outro lado, demoram mais para cicatrizar, podem infeccionar e, em alguns casos, se tornam crônicas”, explica a especialista.
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