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quarta-feira, 15 de abril de 2026

Fertilização in Vitro na Bahia



 Mais de 70% dos ciclos de Fertilização in Vitro na Bahia foram realizados por mulheres acima de 35 anos em 2025


 


Busca por tratamento para engravidar reflete tendência crescente de adiar a maternidade


 


A busca crescente por tratamentos de reprodução assistida para ter filhos reflete uma tendência da sociedade atual: mulheres cada vez mais adiam seu projeto de maternidade. Na Bahia, em 2025, foram realizados 1185 ciclos de Fertilização in Vitro, sendo 316 pacientes com menos de 35 anos e 869 com mais de 35 anos. Os números são do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio), vinculado a ANVISA, e mostram que 73,64% dos ciclos na Bahia foram realizados por mulheres acima dos 35 anos. “A mulher moderna, geralmente, prioriza os estudos e a carreira profissional e decide engravidar, muitas vezes, em idade mais avançada, quando sua fertilidade já começou a declinar”, afirma o ginecologista Joaquim Lopes, da Huntington Cenafert, clínica que integra um dos principais grupos de Reprodução Assistida do Brasil.


“No passado, mulheres costumavam ter filhos ainda muito jovens, por volta dos 20 anos, mas atualmente é comum terem seu primeiro filho após os 35 anos”, lembra Joaquim Lopes. A idade da mulher é, no entanto, um dos fatores naturais que comprometem a sua capacidade reprodutiva. Uma mulher nasce com um a dois milhões de óvulos (oócitos) e, ao contrário do homem que produz espermatozoides durante toda a vida, a mulher não produz novos óvulos e seu estoque vai diminuindo ao longo da vida até a menopausa. A partir dos 35 anos, a quantidade e a qualidade dos óvulos começam a cair de forma acelerada até a falência ovariana total. Justamente a partir dessa idade, quando a fertilidade entra em declínio, que muitas mulheres começam a pensar em ter seu primeiro filho. “Algumas mulheres com ciclo menstrual regular e boa condição de saúde reprodutiva consegue engravidar espontaneamente mesmo com mais 40 anos, no entanto, boa parte dos casos precisa recorrer a ajuda especializada”, esclarece Joaquim Lopes.


Além dos números locais, o Brasil lidera a Reprodução Assistida na América Latina, de acordo com REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida (REDLARA), instituição científica e educacional, que agrupa mais de 90% dos centros que realizam técnicas de reprodução assistida na região. Dos mais de 200 centros de medicina reprodutiva que integram a instituição, 70 ficam no Brasil.


No último ano (2025), foram realizados 62.951 ciclos de Fertilização in Vitro no país, de acordo com o SisEmbrio.


Gravidez após os 40 anos


Quando a gravidez não vem espontaneamente, é possível contar com as técnicas de reprodução assistida, especialmente a Fertilização in Vitro (FIV), para engravidar após os 40 anos. Segundo Joaquim Lopes, um dos primeiros passos é avaliar a reserva ovariana da mulher e sua condição geral de saúde.


O médico também destaca a possibilidade de congelamento de óvulos para a mulher que deseja adiar sua maternidade, seja por motivos profissionais ou pessoais. As técnicas de preservação da fertilidade, como a criopreservação de óvulos através do método de vitrificação, são eficazes e seguras. “O ideal é que o congelamento seja realizado até os 35 anos, embora após essa idade a paciente possa também recorrer a um aconselhamento reprodutivo para avaliar a possibilidade de preservação da fertilidade” recomenda.


Outra opção a ser considerada é o congelamento de embriões para futura implantação no útero. Nesse caso, é feito o procedimento de Fertilização in Vitro. Os óvulos coletados são fertilizados com o espermatozoide do parceiro ou sêmen de doador e os embriões obtidos são congelados para serem implantados no momento que a paciente decidir pela gravidez. A indicação de cada técnica é individualizada e depende de vários aspectos, que devem ser alinhados adequadamente entre a paciente e o especialista em medicina reprodutiva.


 


Quando buscar ajuda?


 


Uma mulher com menos de 30 anos e vida sexual ativa, que deseja ser mãe, pode esperar até dois anos para que aconteça a gravidez se ela já foi avaliada por um especialista e não apresenta nenhum problema que possa afetar sua fertilidade. Caso a mulher tenha mais de 30 anos não deve aguardar mais que um ano para iniciar uma investigação com o especialista. Se atingiu 35 anos, o prazo de espera não deve ultrapassar seis meses. Após os 40 anos de idade, se a mulher deseja engravidar, ela deve iniciar a investigação da sua capacidade fértil imediatamente. “A investigação do parceiro também é essencial para a avaliação precisa das causas da infertilidade e a indicação do tratamento adequado”, explica Joaquim Lopes.


Sobre a Huntington Cenafert


Localizada no bairro de Ondina, em Salvador, a Huntington Cenafert é uma clínica especializada em reprodução assistida e tem como missão garantir uma atenção integral e humanizada a pessoas que sonham em ter filhos.


Ao longo de sua atuação, a clínica já contabiliza mais de 3.500 bebês nascidos através das diversas técnicas de reprodução assistida. O laboratório de reprodução assistida da clínica oferece tecnologia de ponta para a realização dos procedimentos com eficácia e segurança. O paciente infértil conta com o suporte de uma equipe médica multidisciplinar, experiente e qualificada, e com serviços que vão desde o atendimento de casos mais simples - solucionados com tratamento de menor complexidade - até aqueles que exigem o emprego de técnicas avançadas no campo da reprodução assistida.


A Huntington Cenafert integra um dos principais grupos de Reprodução Assistida do Brasil.


Mais informações no site https://cenafert.com.br


 

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segunda-feira, 23 de março de 2026

Doenças autoimunes atingem quatro vezes mais mulheres



 Doenças autoimunes atingem quatro vezes mais mulheres; entenda os motivos por trás da força feminina

 

Efeitos dos cromossomos X e do estrógeno podem ser partes da resposta

 

Cerca de 80% dos pacientes diagnosticados com doenças autoimunes em todo o mundo são mulheres. O dado revela uma disparidade de gênero marcante, já que o público feminino é, em média, quatro vezes mais suscetível a condições como lúpus, esclerose múltipla, artrite reumatoide e outras doenças em que o sistema imunológico ataca erroneamente as próprias células e tecidos do corpo. Atualmente, as doenças autoimunes estão entre as 10 principais causas de morte em mulheres com menos de 65 anos em todo o mundo, segundo o Núcleo de Estudos de Doenças Autoimunes (NEDAI).

 

“A própria evolução biológica que conferiu às mulheres um sistema imunológico mais aguerrido para enfrentar ciclos reprodutivos e partos, por exemplo, é o que as torna mais propensas a ataques do próprio organismo contra si mesmo”, conta o Dr. Luís Eduardo Coelho Andrade, médico reumatologista e assessor médico da área de Imunologia do Grupo Fleury, detentor da Diagnoson a+ na Bahia.

 

A disparidade em números: do lúpus à tireoide

 

Embora a média geral seja de 80%, a incidência varia drasticamente dependendo da patologia. No caso do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), a proporção chega a nove mulheres para cada um homem. Estatística semelhante é observada na Colangite Biliar Primária e na Doença de Sjögren (que causa secura ocular e bucal), ambas com proporção de 9 para 1. Em um nível intermediário, a esclerodermia afeta seis mulheres para cada homem, enquanto doenças da tireoide, como a Tiroidite de Hashimoto, e a Artrite Reumatoide apresentam proporções de 5:1 e 4:1, respectivamente.

 

A "contradição" da força feminina

 

A explicação para essa vulnerabilidade reside em uma aparente contradição evolutiva. Historicamente, a mulher precisou de um sistema imune mais robusto para sobreviver a exposições críticas, como a menstruação e, principalmente, o parto, que na natureza representam grandes janelas para infecções potencialmente graves. A maior propensão para doenças autoimunes em mulheres pode estar relacionada a uma adaptação evolutiva para proteger a vida de seus filhos. Já que tendem a produzir mais anticorpos do que os homens, são capazes de proteger tanto a elas mesmas quanto a seus bebês desde a gestação e até por meio do leite materno.

 

Ademais, o sistema imunitário feminino tem aspectos complexos únicos. Por exemplo, o feto em crescimento no útero tem grande proporção de componentes do pai, ou seja, componentes estranhos que deveriam ser atacados pelo sistema imunitário materno. No entanto, ocorre tolerância a esses componentes e o sistema imunitário acaba contribuindo para a nutrição e crescimento do feto. "Essa força feminina, desenvolvida para ser mais resistente a infecções e tolerar componentes estranhos do feto, pode ser a mesma que torna a mulher propensa à autoimunidade. O preço por esse sistema mais robusto e complexo é que às vezes ele arruma “encrenca” com o próprio corpo", explica o especialista.

 

Possivelmente inseridos na própria herança evolutiva, destacam-se dois fatores biológicos determinantes:

 

Hormônios: o estrógeno é um potente estimulador do sistema imune, aumentando a proliferação de células de defesa e a produção de anticorpos. Não à toa, a maior discrepância entre os sexos ocorre justamente na fase hormonalmente ativa (entre a puberdade e a menopausa).

Genética: mulheres possuem dois cromossomos X, que carregam uma vasta quantidade de genes reguladores da imunidade. Mesmo com a inativação de um deles na maioria das células, muitas células ainda mantêm alguns genes do segundo cromossomo ativos, podendo gerar uma "dose dupla" de estímulo imunitário.

 

Para o ecossistema de saúde, o diagnóstico precoce é o maior desafio, pois essas doenças frequentemente se iniciam de forma insidiosa e com sinais e sintomas inespecíficos. Embora os autoanticorpos (biomarcadores dessas enfermidades) possam circular no sangue anos antes dos primeiros sintomas, eles também podem ser encontrados em indivíduos que não necessariamente vão desenvolver a doença. No cotidiano das pacientes, o manejo exige equilíbrio, hábitos de vida saudáveis e disciplina em seguir as consultas médicas, tomar os medicamentos e fazer os exames periódicos. Dessa forma, uma jovem com diagnóstico recente de uma doença autoimune pode manter seus planos de vida familiares e profissionais.  Uma vez que o estrógeno natural participa da predisposição à doença, a reposição hormonal ou o uso de anticoncepcionais devem ser cuidadosamente considerados. Embora não sejam proibidos de forma generalizada, seu uso e dose devem ser criteriosamente avaliados pelo médico, considerando-se o tipo de enfermidade e o grau de atividade da doença.

 

Recomendações e cenário atual

 

Atualmente, a medicina ainda não consegue prevenir a eclosão da autoimunidade em quem tem predisposição genética, mas hábitos de vida saudáveis contribuem para reduzir as chances de surgimento da doença e mesmo para o seu controle. O estresse psicológico é um gatilho documentado para crises de lúpus e artrite reumatoide, por exemplo.

 

"Uma vez feito o diagnóstico, além do tratamento medicamentoso, é fundamental manter a 'condição higiênica' de vida com atividade física, sono de qualidade, controle de peso e evitar o estresse excessivo. Se o paciente consegue uma vida equilibrada, isso contribui diretamente para o controle da doença", conclui o Dr. Andrade.


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terça-feira, 3 de março de 2026

Câncer de colo de útero é o segundo mais incidente entre as mulheres

 

Março Lilás: apesar de evitável, câncer de colo de útero é o segundo mais incidente entre as mulheres do Nordeste


 


A campanha de combate ao câncer de colo de útero (ou câncer cervical) busca conscientizar sobre a importância dos exames de rastreamento e da vacinação HPV, aliados para a estratégia global de erradicação do câncer de colo de útero até 2030


 

No Brasil, o câncer de colo de útero é o terceiro mais incidente em mulheres. No Nordeste, é o segundo, ficando atrás apenas do câncer de mama (sem contar o câncer de pele não melanoma). De acordo com estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o país deve registrar 19.310 novos casos da doença em 2026.  Na região Nordeste, a estimativa é de que 6.130 novos diagnósticos do tumor sejam registrados a cada ano. A Bahia, por sua vez, lidera o número de novos diagnósticos da doença na região, com estimativa de 1370 novos casos. “Esses números refletem a desinformação e a desigualdade de acesso aos exames de rastreamento, o que acaba por desencadear muitos casos de diagnóstico tardio de uma doença que é completamente evitável”, explica a oncologista Luciana Landeiro, da Oncoclínicas na Bahia.  “O Março Lilás é uma oportunidade para reforçar a mensagem da prevenção através dos exames de rastreamento e da vacina HPV”, enfatiza a especialista


Cerca de 90% dos casos da doença, também conhecida como câncer cervical, estão relacionados a infecção persistente por determinados tipos de HPV (Papilomavírus humano), vírus transmitidos em relações sexuais sem proteção, principalmente o HPV-16 e o HPV-18, considerados de alto risco oncogênico. Segundo o oncologista Daniel Brito, da Oncoclínicas, “a imunização contra o HPV é a principal aliada para prevenção do câncer de colo de útero, além de prevenir cânceres de vulva, vagina, ânus, pênis, lesões que podem evoluir para câncer, tumores de orofaringe e outras neoplasias de cabeça e pescoço associadas ao Papilomavírus Humano”.


A oncologista Camila Kelly Chiodi, da Oncoclínicas, chama atenção para outros fatores de risco associados ao desenvolvimento da doença. “Há um risco aumentado para mulheres fumantes infectadas pelo HPV. O cigarro, o sexo sem proteção, a higiene íntima inadequada e a iniciação sexual precoce são fatores que também podem aumentar o risco de desenvolvimento do câncer de colo de útero”, destaca a especialista.



Estudos comprovam eficácia da vacina


Inúmeros estudos internacionais apontam que a vacina contra o HPV é capaz de reduzir em até 87% o risco do desenvolvimento do câncer de colo de útero, especialmente em mulheres que foram imunizadas na adolescência. A imunização também é capaz de reduzir em 62% a mortalidade por câncer de colo de útero.


Um estudo realizado, entre 2019 e 2023,  por pesquisadores da Fiocruz, com apoio da Royal Society e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), avaliou dados do Sistema Único de Saúde (SUS) de mais de 60 milhões de mulheres a cada ano, com idade de 20 a 24 anos, para medir o impacto da vacinação para HPV no país.


Publicada na Revista The Lancet, a pesquisa concluiu que a imunização reduziu em 58% os casos de câncer do colo do útero e em 67% as lesões pré-cancerosas graves


A oncologista Daniela Barros, da Oncoclínicas destaca a importância de conscientizar a população e, em especial os pais, sobre a necessidade de imunizar meninas e meninos.  “A vacinação de meninas e meninos na idade entre 9 e 14 anos, antes de se tornarem sexualmente ativos, reduz a transmissão do vírus e protege contra o câncer de colo de útero, sendo uma estratégia de saúde pública fundamental para erradicação da doença”, ressalta. "Se a cobertura vacinal for alta e a imunização acontecer na idade ideal, é possível pensar em erradicação", acrescenta a médica.


Avanço no rastreamento


Capaz de identificar 14 genótipos do HPV,  o teste molecular DNA-HPV, que já é usado em consultórios e está sendo implementado no Sistema Único de Saúde (SUS),  traz um avanço considerável para a prevenção do câncer de colo de útero. O teste é capaz de detectar, com precisão e de forma precoce, a presença do vírus HPV no colo do útero mesmo antes que ele cause lesões ou alterações celulares. “Com o teste molecular, é possível prever o risco da paciente desenvolver um câncer de colo de útero e adotar as medidas preventivas”, explica a oncologista Hamanda Nery, da Oncoclínicas


Considerado mais eficaz e preciso que o exame citopatológico (Papanicolau), o teste de DNA-HPV é recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como exame primário para diagnosticar infecções pelo HPV. “O teste tem uma sensibilidade diagnóstica até 95% maior que o exame preventivo tradicional, então sua implementação é uma conquista na luta pela erradicação do câncer de colo de útero”, conclui Luciana Landeiro.


Recomendado pelo Ministério da Saúde para mulheres entre 25 e 64 anos, o teste deve ser repetido a cada 3 ou 5 anos, na ausência de infecção pelo HPV.


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segunda-feira, 2 de março de 2026

Cirurgia íntima ganha espaço entre mulheres

 

Cirurgia íntima ganha espaço entre mulheres que buscam conforto, autoestima e liberdade ao usar biquíni


Médica Ginecologista Ana Verena Colonnezi explica como funciona o procedimento


Durante o verão, o uso de biquínis e roupas mais leves pode evidenciar um desconforto que, para algumas mulheres, vai além da estética e envolve também questões funcionais relacionadas à região íntima. O incômodo costuma ocorrer em casos de hipertrofia dos pequenos lábios, ou seja, quando há excesso de tecido e eles se projetam além do considerado habitual. Nesses quadros, as queixas não se limitam ao constrangimento e podem incluir dor, irritações frequentes e limitações nas atividades do dia a dia, incluindo momentos de lazer.


A ginecologista Ana Verena Colonnezi explica que essa realidade tem levado mais mulheres a buscar informações sobre a possibilidade da cirurgia íntima, especialmente quando os sintomas interferem na qualidade de vida. Segundo ela, a indicação vai além de uma insatisfação puramente estética.


“O aumento dos pequenos lábios pode favorecer assaduras, infecções de repetição e dor ao usar biquíni ou roupas mais justas, durante a prática de atividade física e até nas relações sexuais. Muitas pacientes relatam sensação constante de atrito, incômodo ao caminhar ou permanecer sentada por muito tempo, além de insegurança com a aparência da região”, afirma Ana Verena.


De acordo com a médica, a cirurgia, conhecida como labioplastia, passa a ser considerada quando há sintomas físicos persistentes ou impacto emocional significativo. “Não se trata de padronizar corpos, mas de avaliar cada caso. A indicação costuma ser feita para mulheres que apresentam dor recorrente, inflamações frequentes, dificuldade para realizar atividades físicas ou prejuízo na vida sexual. Também pode ser indicada quando há grande assimetria que gera desconforto funcional”, esclarece.


A ginecologista reforça que, ao corrigir a assimetria, a cirurgia pode proporcionar também alívio dos sintomas físicos e emocionais associados. Após o procedimento, muitas pacientes relatam aumento da autoestima, maior liberdade para escolher roupas e biquínis e mais conforto nas atividades cotidianas.


Procedimento


Apesar dos benefícios relatados, a médica reforça que a decisão deve ser criteriosa. “É fundamental que a paciente passe por avaliação individualizada, com médico habilitado, para entender se há indicação clínica real. Devem ser considerados o histórico de saúde, as queixas apresentadas e as expectativas em relação ao resultado. Além disso, é indispensável seguir os protocolos de segurança, realizar exames pré-operatórios e respeitar o período de recuperação”, conclui.


O procedimento é realizado, em geral, de forma ambulatorial, com anestesia local e recuperação rápida. Além da redução e harmonização dos pequenos lábios, existem outras abordagens dentro da cirurgia íntima, como correção de flacidez, redução de excesso de gordura na região pubiana e reconstrução do corpo perineal (situação comum em mulheres que passaram por parto normal e apresentam alterações estruturais).




Sobre Ana Verena Colonnezi



Especialista em implantes hormonais, rejuvenescimento íntimo, laser e radiofrequência íntima. Atua na Ginecologia com uma visão integral, regenerativa, estética e funcional, incluindo implantes hormonais, climatério e menopausa, planejamento familiar, protocolos injetáveis e personalizados para a saúde íntima e sexual das mulheres nas diversas fases da vida. 



Crédito da foto: Freepik

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Especialistas esclarecem dúvidas sobre leucemia

 

Fevereiro Laranja: Especialistas esclarecem dúvidas sobre leucemia, tipo de câncer que afeta as células de defesa do organismo




A doença pode acometer pessoas de diferentes faixas etárias, inclusive crianças



De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), 12.220 novos casos de

leucemia devem ser registrados em 2026 no Brasil. Na Bahia, a estimativa é de 790 novos casos. A leucemia é um tipo de câncer que surge na medula óssea, a fábrica do sangue. As células doentes se proliferam desordenadamente dentro da medula, dificultando a fabricação normal do sangue, provocando sintomas como sangramento, anemia e infecções. A doença pode afetar pessoas de diferentes faixas etárias, inclusive crianças, como no caso da Leucemia Linfoblástica Aguda que mais frequentemente acontece em pacientes dessa idade.


Embora a leucemia seja um tipo de câncer hematológico com causas ainda pouco conhecidas, muitas pesquisas já associam vários fatores de risco a alguns tipos da doença. Dentre os fatores, herança genética, tabagismo, idade

aumentada, infecções no início da vida, exposição ambiental ao benzeno, à

radiação ionizante e a agrotóxicos e solventes, além de exposição a altas

doses de radioatividade e quimioterapia prévia.


Para esclarecer dúvidas sobre a doença, os hematologistas Lycia Bellintani e Caio do Espirito Santo, da equipe da Oncoclínicas, responderam algumas

perguntas:




1) Anemia pode causar leucemia?


O hematologista Caio do Espirito Santo esclarece que “anemia não causa

leucemia, mas pode ser um dos sintomas apresentados por um paciente com leucemia”.  A anemia, condição na qual há uma redução da quantidade de glóbulos vermelhos ou de hemoglobina no sangue, tem várias causas. Pode ser decorrente de deficiências

nutricionais, como de ferro, vitamina ou e ácido fólico.  Outras causas podem ser as doenças crônicas e hereditárias, assim como as leucemias e os linfomas.


Já a leucemia é um tipo de câncer hematológico que afeta os leucócitos

(glóbulos brancos), responsáveis pelo sistema imunológico. Com a produção excessiva e descontrolada de leucócitos doentes, a defesa do organismo

fica comprometida.


2) É possível prevenir a leucemia?


A leucemia é uma neoplasia hematológica de origem ainda pouco conhecida e com sinais e sintomas decorrentes da disfunção na produção das células do sangue. Através de um simples exame de sangue, como o hemograma, é possível detectar alterações hematológicas que podem indicar a suspeita de leucemia. 


Para a hematologista Lycia Bellintani, o fato de grande parte dos pacientes

diagnosticados com leucemia não apresentar fatores de risco conhecidos

modificáveis, é mais um indicativo da importância da prevenção através dos

exames de sangue periódicos. “É importante estarmos atentos aos sinais do corpo. No caso das leucemias, os principais sintomas são relacionados à alteração na produção das células da medula óssea, levando à anemia, sangramentos e infecções. Os exames laboratoriais são fundamentais para

identificar possíveis alterações em fases iniciais”, explica.


“ Quando o exame de sangue aponta a suspeita de uma leucemia, o paciente deve ser encaminhado para a realização de um mielograma, exame especifico que analisa as células sanguíneas produzidas pela medula óssea para verificar a presença de células anormais”, acrescenta o hematologista Caio do Espirito Santo,


3) Quando o transplante de medula óssea é a única opção, o paciente passa a depender da compatibilidade e da doação de algum membro da família? 



Embora exista mais possibilidade de compatibilidade entre irmãos, pais e

filhos, a doação não é algo restrito a familiares próximos. O Registro

Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME) consegue conectar doadores cadastrados e receptores compatíveis em todo o Brasil e até em bancos internacionais.



4)  Qual são os principais sintomas da leucemia?


Infecções persistentes ou recorrentes, perda de peso sem motivo aparente,

palidez, cansaço extremo, falta de energia, febres inexplicáveis ou

suores noturnos, aumento de gânglios, hematomas, sangramentos sem causas

aparentes e até desconforto abdominal (decorrente do aumento do baço e do fígado) são alguns sintomas que podem indicar uma leucemia.


“Ao notar alterações e sintomas persistentes, é preciso buscar imediatamente um hematologista para investigação”, finaliza Lycia Bellintani



Carol Campos

Assessoria de Imprensa

(71) 98853-1393

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Ondas de calor, névoa mental, insônia e ganho de peso



Ondas de calor, névoa mental, insônia e ganho de peso: como identificar o climatério e tratar os sintomas 


Ginecologista do Núcleo Tina Batalha, Ana Verena Colonnezi reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento especializado


Ondas de calor, alterações no sono, névoa mental, mudanças de humor e ganho de peso são sintomas comuns vivenciados por muitas mulheres a partir dos 40 anos, mas que nem sempre são associados ao climatério — fase de transição hormonal que antecede a menopausa. A falta de informação faz com que esses sinais sejam frequentemente normalizados ou confundidos com estresse e rotina intensa, o que pode atrasar o diagnóstico e o início do tratamento adequado.


De acordo com a ginecologista Ana Verena Colonnezi, do Núcleo Tina Batalha, a redução progressiva da produção de hormônios femininos, especialmente o estrogênio e a progesterona, está na base da maioria dos sintomas do climatério. “Embora seja uma fase natural da vida da mulher, o climatério pode trazer desafios importantes. Ondas de calor, alterações do sono, instabilidade emocional e dificuldade de concentração são sinais frequentes e não devem ser ignorados”, explica.


Segundo o Ministério da Saúde, o climatério é o período de transição do estado reprodutivo para o não reprodutivo da mulher, marcado por alterações hormonais progressivas que podem se iniciar anos antes da menopausa. De acordo com as diretrizes oficiais, essa fase pode provocar impactos físicos, metabólicos, emocionais e cardiovasculares, o que reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento especializado.


Entre os sintomas mais comuns estão os fogachos, ou ondas de calor, suores noturnos, insônia, alterações de humor, secura vaginal e redução da libido. “Esses sintomas variam muito de mulher para mulher, tanto em intensidade quanto em duração. Além disso, muitas mulheres percebem ganho de peso, especialmente na região abdominal, e alterações na composição corporal, relacionadas às mudanças hormonais”, destaca a especialista.


A ginecologista explica que o climatério envolve diferentes fases, desde o período em que os ciclos menstruais começam a se tornar irregulares até o pós-menopausa. “A menopausa é um marco específico, diagnosticado após 12 meses consecutivos sem menstruação. Já o climatério é um processo mais longo, no qual os sintomas podem surgir de forma gradual e evoluir ao longo do tempo”, esclarece Ana Verena.


Segundo a médica, o acompanhamento adequado permite aliviar sintomas e prevenir complicações futuras. “Nem todas as mulheres precisam de reposição hormonal, mas, em casos selecionados, ela pode ser fundamental para melhorar a qualidade de vida e reduzir riscos, como perda de massa óssea e alterações metabólicas. O mais importante é que o tratamento seja individualizado, respeitando a história clínica e as necessidades de cada paciente”, afirma.


Para Ana Verena Colonnezi, informação e cuidado especializado são essenciais para atravessar essa fase com mais equilíbrio. “O climatério não deve ser encarado como algo a ser suportado em silêncio. Com orientação médica, ajustes no estilo de vida e acompanhamento contínuo, é possível atravessar esse período com mais bem-estar físico, emocional e hormonal”, conclui.


Sobre o Núcleo TB



O Núcleo TB é um centro dedicado à promoção da saúde, prevenção de doenças e cuidado integral do paciente, reunindo profissionais especializados e atuando com base em evidências científicas e abordagem multidisciplinar.



Crédito da foto: iStock

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terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Higiene e cuidado íntimo no verão


Higiene e cuidado íntimo no verão: como proteger a saúde da mulher durante a estação mais quente  do ano



Calor, umidade e roupas de banho podem favorecer infecções; ginecologista explica como prevenir desconfortos íntimos comuns nesta época


Com a chegada do verão, o calor intenso, a maior exposição ao sol, as idas à praia e à piscina e o uso prolongado de roupas molhadas criam um ambiente favorável ao surgimento de infecções íntimas. Para muitas mulheres, esse período traz um aumento significativo de desconfortos, como coceira, irritações e corrimentos, problemas que estão entre as principais causas de consultas ginecológicas no Brasil.


De acordo com a médica ginecologista e obstetra Liliane de Melo Guimarães, parceira da DKT South America, a combinação de umidade, abafamento e alterações na imunidade torna a região íntima mais vulnerável a fungos e bactérias. “O verão favorece mudanças no pH vaginal e aumenta a umidade local. Isso cria condições perfeitas para quadros como candidíase, vaginose e irritações de pele”, explica.


A candidíase, uma das infecções mais frequentes, costuma se manifestar com coceira intensa, ardor, corrimento esbranquiçado e sensação de desconforto vaginal. Apesar de comum, a especialista destaca que a prevenção depende de hábitos simples e diários.


1. Prefira roupas leves e tecidos naturais


 


Calcinhas de algodão permitem a ventilação adequada e ajudam a reduzir a umidade. “Tecidos sintéticos, rendas e peças muito apertadas abafam a região íntima, o que favorece a proliferação de fungos”, afirma a médica. Dormir sem calcinha também contribui para a ventilação noturna.


2. Evite ficar longos períodos com biquíni molhado



A umidade constante é um dos principais desencadeadores de infecções. Trocar a roupa de banho após sair da água é uma das medidas mais importantes.


3. Reforce a higiene, mas sem exageros



Lavar apenas a área externa com sabonete neutro é suficiente. “Duchas internas e sabonetes íntimos em excesso podem desregular a flora vaginal”, alerta Liliane.


4. Cuidados com a roupa íntima


 


Passar o fundo da calcinha antes de usar e evitar secá-las no banheiro (ambiente úmido) ajuda a prevenir fungos. Lavar as peças com sabão neutro ou de coco reduz chances de alergia.


5. Atenção à alimentação e imunidade



O verão costuma vir acompanhado de maior consumo de álcool, doces e alimentos gordurosos, que favorecem desequilíbrios no organismo. Priorizar frutas, hidratação e noites de sono adequadas ajuda o corpo a se proteger melhor.


6. Durante a menstruação, escolha alternativas mais práticas para o calor



A ginecologista destaca que coletores menstruais podem ser aliados na estação. “O Softcup da linha Prudence Íntima, por exemplo, permite que a mulher entre no mar ou na piscina com conforto e segurança, sem interferir nas atividades de lazer”, comenta.


Quando procurar ajuda médica?


Caso os sintomas persistam, como coceira, ardor, mau odor, dor ou corrimento anormal, é fundamental buscar orientação profissional. O tratamento adequado depende do diagnóstico correto, e o uso de remédios caseiros ou automedicação pode agravar o quadro.


“O verão deve ser um período de bem-estar e diversão. Conhecer o próprio corpo e adotar medidas simples de cuidado são passos essenciais para evitar desconfortos e desfrutar da estação com segurança”, reforça Liliane.




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quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Dia da Menopausa: cuidados essenciais para manter a saúde da pele


Dermatologista detalha rotina adeuada de cuidados que amenzam mudanças 


O dia 18 de outubro marca o Dia da Menopausa, data criada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) com o objetivo de conscientizar sobre uma fase natural de transição na vida da mulher. Esse período é caracterizado por alterações hormonais significativas que impactam não apenas o humor, mas também o corpo, especialmente a pele.


 


A queda dos hormônios, em especial do estrogênio, afeta diretamente a saúde cutânea, que tende a ficar mais seca, flácida e suscetível ao aparecimento de rugas e manchas. Em alguns casos, esse desequilíbrio pode ainda favorecer o aumento da oleosidade e o surgimento de acne.


 


O dermatologista Dr. Raul Cartagena Rossi, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e consultor da TheraSkin®, explica: “Na menopausa, a pele passa por transformações intensas: a redução do estrogênio diminui a produção de colágeno e a capacidade de manter a hidratação natural, o que leva ao ressecamento e à perda de firmeza. Além disso, a maior sensibilidade à exposição solar contribui para o desenvolvimento de hiperpigmentações, causando manchas”.


 


Ele reforça também a importância de uma rotina de cuidados para atenuar os impactos visíveis no rosto e no corpo: “Manter a pele hidratada, protegida e bem cuidada é indispensável para combater os sinais do envelhecimento”.


 


Limpeza


Durante a menopausa, é importante optar por produtos de limpeza suaves, capazes de higienizar sem comprometer a barreira natural da pele. O Sabonete Líquido Klavie® Clinical é ideal, pois é livre de sabão e contém ingredientes que ajudam a preservar a barreira natural da pele. Ele é indicado para pele seca, sensível ou irritada, mantendo o pH fisiológico sem causar ressecamento. Para a pele mista e oleosa, o gel de limpeza Cleany® Controle, promove uma limpeza suave e eficaz, removendo impurezas. Já o gel de limpeza Cleany® Concentrado oferece uma limpeza profunda e confortável para a pele oleosa e acneica, hidratando e protegendo sem agredir.


 


Hidratação


Cuidar da hidratação é indispensável, especialmente porque a pele na menopausa costuma perder umidade, tornando-se mais propensa ao ressecamento, à flacidez e às marcas do tempo. O Creme Hidratante Klaviê® Clinical oferece hidratação profunda e duradoura por até 24 horas. Ele é ideal para o corpo e áreas mais ressecadas, como mãos, joelhos e cotovelos, promovendo a restauração da barreira cutânea e mantendo o pH equilibrado. Para as peles mais sensíveis, Amilia® Repair é uma loção prebiótica multirreparadora que acalma, hidrata e recupera a pele. O produto atua reduzindo a vermelhidão, acalmando a irritação, coceira e sensação de calor da pele mais sensível, promovendo alívio imediato dos sintomas, possibilitando uma hidratação profunda e preservando a água da pele.


 


Proteção solar


O protetor solar deve fazer parte da rotina diária de cuidados durante a menopausa, já que a pele nessa fase é mais sensível ao aparecimento de manchas devido à exposição solar. As versões de amplo espectro, com FPS a partir de 30, oferecem a proteção necessária contra os efeitos nocivos do sol. E para isso, o UV-Less®, protetor solar facial com FPS 70, é o ideal. O produto possui toque seco, fórmula oil free e textura ultraleve, além de uma fórmula enriquecida com ácido hialurônico, niacinamida, vitamina E e alantoína, ingredientes ativos que hidratam, acalmam e ajudam na reparação e proteção da pele.


 


Cuidados com manchas


Com a chegada da menopausa, a pele fica mais sensível à radiação solar e, junto às mudanças hormonais, isso pode intensificar o aparecimento de manchas. Para combater as manchas Klassis® R é um grande aliado. Se trata de um produto multifuncional formulado com Retinoato de Hidroxipinacolona, derivado da vitamina A, ideal para clarear e prevenir manchas, além de melhorar a elasticidade e hidratação da pele. Ele também ajuda a reduzir rugas e flacidez, proporcionando um efeito rejuvenescedor.


 


Vitamina C


A vitamina C atua como um antioxidante potente, ajudando a proteger a pele contra os radicais livres e a retardar o envelhecimento precoce. Euryale® C, com sua fórmula rica em vitamina C pura, ajuda a preservar o colágeno e as fibras elásticas da pele, prevenindo rugas e linhas de expressão. Seu uso diário no rosto, pescoço e colo, especialmente pela manhã, contribui para uma pele mais firme e luminosa. A embalagem airless do produto garante a estabilidade e eficácia da vitamina C, evitando sua oxidação.


 


Alimentação balanceada


Cuidar da pele é fundamental, mas incluir na dieta alimentos ricos em antioxidantes, como frutas cítricas, verduras e ácidos graxos essenciais, também ajuda a reduzir os sinais do envelhecimento e estimular a renovação celular.


 


1Dr. Raul Cartagena Rossi (CRM/SP: 224.016 RQE 141952), Médico Dermatologista, Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Farmacêutico Especialista em Farmacologia e Consultor Científico da Theraskin.

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terça-feira, 14 de outubro de 2025

Câncer de mama: diagnóstico precoce eleva chances de cura



 Campanha Outubro Rosa reforça importância do rastreamento e do check-up anual para reduzir mortalidade entre mulheres


O mês de outubro é marcado pela campanha internacional Outubro Rosa, que tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Segundo a Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (Iarc), a projeção é de que os casos desse tipo de tumor aumentem em 38% no mundo até 2050, em comparação com os números de 2022. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima mais de 73 mil novos casos por ano no triênio 2023-2025.


De acordo com o mastologista do Itaigara Memorial, Dr. Daniel Cendon Duran, a realização de consultas anuais com o especialista é essencial. “O câncer de mama se constitui como uma multiplicação desordenada de células anormais que compõem o tecido mamário, formando assim tumores. Daí a importância do check-up médico regular, pois, quando diagnosticada precocemente, a doença pode ter taxas de cura acima de 95%”, explica.


Os principais sintomas incluem nódulos endurecidos e indolores nas mamas, retrações ou abaulamentos de pele e mamilos, secreção papilar sanguinolenta ou incolor, feridas ou descamação da aréola, edema ou inchaço de pele com aspecto em casca de laranja, vermelhidão, nódulos em axilas ou pescoço. No entanto, o médico alerta que muitos casos não apresentam sintomas na fase inicial, reforçando a importância do acompanhamento preventivo e do autoexame.



Diagnóstico e tratamento



O diagnóstico pode ser feito por exames como mamografia, ultrassonografia, ressonância magnética e biópsia do tecido mamário. “Mulheres a partir dos 40 anos devem realizar a mamografia anualmente, mesmo sem sinais ou sintomas, já que isso permite identificar tumores em estágios iniciais, aumentando as chances de tratamento eficaz e menos agressivo, além de maiores chances de cura”, reforça Daniel.



Inclusive, o Ministério da Saúde divulgou no mês passado que a realização da mamografia passa a ser recomendado “sob demanda” para mulheres de 40 a 49 anos, por meio da vontade da paciente e indicação médica. A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) já orientava a realização anual do exame a partir dos 40 anos. Em 2024, mais de 30% das mamografias realizadas no país foram em mulheres abaixo dos 50 anos, de acordo com o Ministério da Saúde.


O tratamento se baseia principalmente na cirurgia e, em muitos casos, necessita ser complementado por quimioterapia, imunoterapia, radioterapia, inibidores hormonais ou anticorpos monoclonais. “No Itaigara Memorial Hospital Dia, podem ser realizadas cirurgias com alta no mesmo dia. Uma delas é a cirurgia conservadora da mama ou quadrantectomia que retira o tumor de câncer de mama e uma margem de tecido saudável ao seu redor, conservando o restante da mama. Outra cirurgia é a mastectomia que remove todo o tecido mamário, preservando ou não pele e o mamilo, a depender do envolvimento da doença”, informa o médico.



Prevenção



Embora idade e histórico familiar sejam fatores de risco importantes, o câncer de mama também está associado à exposição hormonal, nuliparidade, menarca precoce e menopausa tardia, consumo excessivo de álcool, tabagismo e sedentarismo. Confira a seguir medidas que ajudam na prevenção:



Manter o peso adequado;


Praticar atividade física regularmente;


Adotar uma alimentação equilibrada;


Não fumar;


Reduzir ou evitar o consumo de álcool.


O Itaigara Memorial conta com o Instituto da Mulher, unidade composta por profissionais de diversas especialidades dedicados à saúde feminina, com atendimentos em consultório na área de mastologia, além da realização de procedimentos, como retirada de nódulos,  que são feitos no Itaigara Memorial Hospital Dia. Essas cirurgias de baixa complexidade são realizadas de forma rápida, com tempo máximo de internamento de até 12 horas e alta no mesmo dia.


Foto: Freepik

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quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Terapia de reposição hormonal e câncer de mama


 

Terapia de reposição hormonal e câncer de mama: o que é mito e o que é verdade


A terapia de reposição hormonal (TRH) é uma alternativa de tratamento utilizada por mulheres que enfrentam os sintomas da menopausa, como ondas de calor, insônia, alterações de humor e ressecamento vaginal. Apesar dos benefícios para a qualidade de vida, a relação da TRH com o câncer de mama ainda gera dúvidas e receios.


Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é o tipo mais frequente entre as mulheres no Brasil, com uma estimativa de 74 mil novos casos por ano entre 2023 e 2025. Fatores hormonais têm papel importante no desenvolvimento da doença. De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), o uso de reposição hormonal combinado, que associa estrógeno e progesterona, pode em alguns casos aumentar discretamente o risco de câncer de mama, especialmente quando utilizado por tempo prolongado.


Para o ginecologista Dr. Jorge Valente, especialista em metabologia, reposição hormonal e longevidade, é essencial esclarecer o debate. “O risco existe, mas não é igual para todas as mulheres. A reposição deve ser sempre personalizada, com acompanhamento próximo e baseada em evidências científicas. A generalização de que toda terapia hormonal causa câncer de mama é um equívoco que prejudica muitas mulheres que poderiam se beneficiar do tratamento”, afirma.


Ao mesmo tempo, entidades internacionais como a North American Menopause Society (NAMS) e a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) reforçam que, quando bem indicada e monitorada, a terapia pode ser segura e eficaz, principalmente em mulheres que iniciam o tratamento logo após a menopausa e não apresentam contraindicações.


MITOS E VERDADES SOBRE REPOSIÇÃO HORMONAL E CÂNCER DE MAMA

Toda reposição hormonal causa câncer de mama

Mito. O risco está associado ao tipo de terapia, à duração do tratamento e ao histórico de saúde da paciente. O uso exclusivo de estrógeno, por exemplo, em mulheres que retiraram o útero, não apresenta o mesmo impacto que a terapia combinada.


O uso prolongado de reposição hormonal combinada pode elevar o risco de câncer de mama

Verdade. Estudos mostram que a exposição prolongada a estrógeno e progesterona pode aumentar o risco, especialmente após 5 anos de uso contínuo.


Mulheres que têm histórico familiar não podem fazer reposição hormonal

Mito. O histórico familiar exige mais cautela e acompanhamento, mas não é uma contraindicação absoluta. O médico deve avaliar caso a caso, levando em conta exames e fatores de risco individuais.


A avaliação individual é essencial antes de iniciar a terapia

Verdade. Fatores como idade, histórico familiar, densidade mamária e doenças pré-existentes precisam ser considerados antes da indicação.


Sintomas da menopausa devem ser enfrentados sem tratamento, porque reposição hormonal é perigosa

Mito. A reposição hormonal é uma das formas mais eficazes de reduzir sintomas que comprometem a qualidade de vida. Quando feita sob acompanhamento médico, pode trazer benefícios importantes sem necessariamente aumentar de forma significativa os riscos.


A reposição hormonal traz benefícios além do alívio dos sintomas da menopausa

Verdade. Além de reduzir fogachos, insônia e alterações de humor, a TRH pode ajudar na prevenção da osteoporose e na saúde cardiovascular em algumas mulheres.


Para o Dr. Jorge Valente a reposição hormonal não deve ser vista como uma solução isolada para os sintomas da menopausa. Segundo ele, seu uso deve estar aliado a um estilo de vida saudável, que inclua prática regular de exercícios físicos, alimentação equilibrada e cuidados preventivos para garantir a saúde integral da mulher. Além disso, o especialista destaca que o acompanhamento por profissionais capacitados é indispensável para que a terapia seja conduzida de forma segura, responsável e personalizada. “Mais do que temer a reposição hormonal, é preciso compreendê-la como um recurso terapêutico valioso, desde que usado de forma responsável e individualizada. Informação de qualidade e acompanhamento médico são os maiores aliados das mulheres nesse momento da vida”, finaliza. 


Sobre o Dr. Jorge Valente

Médico pós-graduado em medicina ortomolecular e em longevidade, especialista em ginecologia pela FEBRASGO, com 26 anos de atuação na área de ginecologia endócrina. Atua em reposição hormonal, emagrecimento e com foco na saúde integral, onde o estilo de vida é a base do tratamento.

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quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Estabelecida nova idade para Mulheres entre 40 e 49 anos

Crédito imagem: eu médico residente
 

Estabelecida nova idade para Mulheres entre 40 e 49 anos, representam 23% dos casos de câncer de mama


Mulheres com idades entre 40 e 49 anos representam 23% dos casos de câncer de mama. Na terça-feira (23), o Ministério da Saúde anunciou uma alteração na faixa etária para a realização de mamografias, expandindo os limites para o rastreamento do câncer de mama no Sistema Único de Saúde (SUS). Mulheres com idades entre 50 e 74 anos poderão fazer o exame a partir de outubro. 


Hoje em dia, a idade máxima é de 69 anos. Além disso, as novas recomendações incluem mulheres com idades entre 40 e 49 anos. Nesse grupo, a mamografia será oferecida independentemente da presença de sinais ou sintomas da doença, embora sem uma frequência obrigatória definida. 


grupo, a mamografia será oferecida independentemente da presença de sinais ou sintomas da doença, embora sem uma periodicidade obrigatória definida. Câncer de mama afeta 33% das mulheres com menos de 50 anos no Brasil, segundo estudo do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem. Essa informação é parte de uma série de novas orientações para a detecção precoce da doença. Mesmo que não apresentem sinais ou sintomas da doença, essas mulheres serão convocadas a cada dois anos para fazer mamografias preventivas.


O envelhecimento é considerado um dos principais fatores de risco para o câncer de mama pelo ministério. Além disso, ele segue as recomendações da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), que sugerem a expansão da cobertura para assegurar um diagnóstico precoce e aumentar as chances de um tratamento eficaz. Alteração na faixa etária para realização do exame de mamografia.


A nova diretriz altera a faixa etária para a realização do exame de mamografia, revogando regras anteriores que complicavam o atendimento e incentivavam o rastreamento "sob demanda", ou seja, a partir de uma decisão conjunta entre a paciente e o profissional de saúde. 


A nova recomendação é que o profissional explique os benefícios e as desvantagens do exame, mas a decisão final cabe à paciente. No Brasil, o câncer de mama é o tumor mais frequente entre as mulheres e a principal causa de óbito por câncer nesse grupo. 



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Dicas para prevenção e alívio de desconfortos nas costas



 Gestação e coluna: dicas para prevenção e alívio de desconfortos nas costas


Djalma Amorim Jr., ortopedista membro da SBOT e da SBC, alerta para sinais de alerta e orienta gestantes sobre cuidados com a coluna


A dor nas costas é uma queixa frequente entre gestantes e está diretamente ligada às mudanças físicas que ocorrem durante a gravidez. De acordo com o ortopedista Djalma Amorim Jr., especialista em coluna e membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC), fatores como alterações na curvatura da coluna, crescimento uterino e das mamas, além de sobrecarga muscular, podem tornar o dia a dia da gestante mais difícil.

 

“Mulheres que já sentiam dor nas costas antes da gravidez, adolescentes em fase de crescimento ou fumantes estão mais propensas a sentir desconforto. É preciso atenção, pois algumas dores podem indicar problemas mais sérios, como inflamação do nervo ciático ou hérnia de disco”, explica Djalma.

 

Para aliviar a dor e manter a coluna saudável, o especialista recomenda medidas simples, mas eficazes: usar almofadas de apoio ao dormir, aplicar compressas mornas, realizar massagens suaves, alongamentos diários e atividades físicas moderadas, como pilates, hidroterapia ou caminhada. A fisioterapia também pode ser indicada, com técnicas que fortalecem a musculatura e dão suporte à coluna sem comprometer a movimentação.

 

Sinais de alerta

 

O especialista alerta que alguns sintomas exigem atenção médica imediata. Entre eles estão dor intensa ou persistente que não melhora com repouso ou métodos caseiros; formigamento, dormência ou fraqueza nas pernas e nos pés, que podem indicar compressão dos nervos. É preciso atenção ainda para caso surja alguma dificuldade para caminhar, levantar-se ou realizar atividades cotidianas, o que pode sinalizar um possível comprometimento da coluna.

 

“É fundamental procurar avaliação médica assim que esses sinais aparecem, para identificar a causa corretamente e iniciar o tratamento mais adequado, evitando complicações e garantindo o bem-estar da gestante e do bebê”, ressalta Djalma Amorim Jr..

 

Prevenção

 

Além do tratamento, Djalma alerta ainda que cuidados de prevenção são fundamentais no processo de gestação. Manter uma rotina saudável, evitar ganho de peso excessivo, adotar posturas corretas, usar calçados adequados e respeitar os momentos de descanso ajudam a reduzir a sobrecarga na coluna e tornam a gestação mais confortável. “Uma avaliação ortopédica antes e durante a gestação ajuda a identificar riscos, orientar exercícios específicos e evitar que pequenas dores se tornem problemas crônicos”, reforça o ortopedista.

 

Djalma Amorim Jr. atende no Centro Médico Hospital Aliança, Clínica CICV, Clínica EVAB e Hospital Português, oferecendo atendimento especializado para diagnosticar e tratar diferentes tipos de dor.

 

Foto: Divulgação

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quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Menopausa: como as mudanças na alimentação podem ajudar

 


Menopausa: como as mudanças na alimentação podem ajudar a amenizar os sintomas



Nutróloga destaca importância da alimentação adequada para atravessar essa fase com mais qualidade de vida


A menopausa, que costuma ocorrer entre os 45 e 55 anos, marca o fim do ciclo reprodutivo feminino e vem acompanhada da queda na produção hormonal. Mais do que uma mudança biológica, o período traz sintomas que impactam diretamente o dia a dia e a qualidade de vida da mulher, como ondas de calor, insônia, irritabilidade, ganho de peso e alterações no desejo sexual, além de risco aumentado para algumas doenças crônicas, como diabetes, problemas cardiovasculares e osteopenia ou osteoporose.


De acordo com a nutróloga Suzana Viana, a nutrologia tem papel essencial nesse processo de adaptação. “Nosso olhar vai além de amenizar sintomas. É preciso entender como o organismo está reagindo à queda hormonal, avaliando pontos como composição corporal, metabolismo, sono e até o aspecto emocional. Esse acompanhamento mais completo ajuda a promover equilíbrio e qualidade de vida”, explica.


As estratégias podem envolver ajustes na alimentação, suplementação personalizada, orientação sobre estilo de vida e, em alguns casos, terapias de modulação hormonal. “O foco é devolver energia, estabilidade e segurança para que cada mulher consiga viver essa fase de forma saudável e com autonomia”, acrescenta a especialista.


A queda dos hormônios femininos está relacionada a alterações como acúmulo de gordura abdominal, maior risco de doenças cardiovasculares, aumento da pressão arterial e perda de massa óssea. “É uma fase em que o corpo responde de maneira diferente e, por isso, é preciso redobrar os cuidados com escolhas alimentares e hábitos de vida”, observa Suzana.


Nesse contexto, o cardápio faz diferença. “Priorizar proteínas magras, fibras, cálcio, magnésio e vitaminas do complexo B pode trazer ganhos importantes, enquanto reduzir o consumo de ultraprocessados, açúcares e sal contribui para um metabolismo mais equilibrado. Pequenos ajustes no prato, aliados ao acompanhamento médico, podem resultar em melhora da disposição, sono mais regular e redução das ondas de calor”, ressalta.


A médica lembra que cada mulher vivencia a menopausa de forma única, o que exige acompanhamento personalizado. “Quando a mulher entende que a menopausa não é o fim, mas o início de um novo ciclo, ela passa a enxergar esse momento como uma oportunidade de autocuidado. Nosso papel é orientar e mostrar que é possível atravessar essa fase com saúde e bem-estar”, conclui.


Suzana Viana


Suzana Viana é médica formada pela Faculdade de Tecnologia e Ciências (2013), com pós-graduação em Gastroenterologia pela Faculdade IPEMED (2019). Atua como nutróloga, auxiliando pacientes com problemas gastrointestinais, lipedema, disbiose, obesidade, menopausa e fertilidade.


Mais informações: drasuzzanaviana.com.br

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terça-feira, 26 de agosto de 2025

Como adiar a maternidade de forma segura?

 


Como adiar a maternidade de forma segura? Ginecologista fala sobre os cuidados com a fertilidade feminina


Como a medicina moderna oferece exames e estratégias de planejamento reprodutivo para ajudar mulheres em fase de indecisão sobre a maternidade;



*Crédito foto: Freepik



São Paulo, 21 de agosto de 2025 – A idade média da mulher que engravida no Brasil tem aumentado nas últimas décadas, reflexo de mudanças sociais, profissionais e pessoais. Essa tendência, embora natural, traz impactos significativos para a fertilidade feminina, segundo Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia e membro da Prime Care Medical Complex, Dra. Yzabel Basilio.


“Com o avanço da idade, a reserva ovariana e a qualidade dos óvulos diminuem, o que pode dificultar a concepção e aumentar os riscos durante a gestação”, explica a Dra. Yzabel.


Além disso, muitas mulheres enfrentam dúvidas sobre a decisão de se tornarem mães. Para essas situações, a medicina reprodutiva oferece exames para avaliar a saúde dos ovários, como a dosagem hormonal e a reserva ovariana, além de técnicas como o congelamento de óvulos para planejamento futuro.


“Essas ferramentas permitem que as mulheres tomem decisões informadas e com maior segurança, preservando suas opções reprodutivas”, destaca a especialista.


A especialista também reforça a importância dos cuidados com o estilo de vida para a fertilidade. “Sono adequado, alimentação equilibrada, atividade física regular e controle do estresse são fundamentais para preparar o organismo para uma gravidez saudável.”


Outro ponto essencial é a consulta pré-concepcional, que ajuda a identificar fatores de risco e preparar o corpo da mulher para a gravidez, especialmente quando a maternidade é planejada para idades mais avançadas. “Esse acompanhamento aumenta as chances de uma gestação segura e reduz complicações”, finaliza.

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Do ciclo menstrual à menopausa

Como os hormônios afetam o lipedema, segundo especialista


Dr. Fábio Kamamoto, diretor do Instituto Lipedema Brasil, alerta para a influência dos hormônios no surgimento e agravamento da doença, que afeta milhões de mulheres no país;


São Paulo, 21 de agosto de 2025 - O lipedema, condição crônica e progressiva que provoca o acúmulo anormal de gordura nos membros, tem relação direta com oscilações hormonais ao longo da vida da mulher. Segundo o Dr. Fábio Kamamoto, diretor do Instituto Lipedema Brasil e um dos principais especialistas no tema no país, o lipedema está intimamente ligado a períodos de alterações hormonais, como puberdade, gestação e menopausa. Nessas fases, os níveis de estrogênio e progesterona sofrem variações que podem desencadear ou acelerar o quadro.


Estudos apontam que a doença afeta, em média, cerca de 10 milhões de mulheres no Brasil e 10% delas em todo o mundo, e costuma ser confundida com obesidade, atrasando o diagnóstico correto. “Apesar do aumento da divulgação sobre a doença no país, ainda sofremos com a falta de informação e isto faz com que muitas pessoas passem anos tentando perder peso sem resultado, quando na verdade lidam com um problema que tem origem também genética, vascular e hormonal”, explica o Dr. Kamamoto.


Os hormônios e a influência na evolução da doença - Os hormônios afetam diretamente a permeabilidade vascular e a deposição de gordura, o que explica por que os sintomas tendem a se intensificar em determinados períodos da vida da mulher. “Hormônios como o estrogênio favorecem o acúmulo de gordura desproporcional e processos inflamatórios que agravam a doença, tornando seu tratamento complexo exigindo cuidados integrados", comenta.



Mulheres com diversos graus de lipedema - crédito foto: divulgação ONG Movimento Lipedema


O diagnóstico precoce e o acompanhamento com especialistas são fundamentais para controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. “Tratar o lipedema não é apenas uma questão estética, trata-se de uma necessidade clínica. Quanto antes a paciente for avaliada, mais eficaz será o manejo da doença. Por isso, um tratamento multidisciplinar, ou seja, com médicos de diversas especialidades, é recomendado”, conclui o Dr. Kamamoto.

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terça-feira, 19 de agosto de 2025

Lipedema: saiba mais sobre condição que afeta sobretudo mulheres

 

Lipedema: saiba mais sobre condição que afeta sobretudo mulheres e ainda é cercada por mitos, que dificultam diagnóstico e tratamento


Caracterizado pelo acúmulo anormal e simétrico de gordura em membros inferiores e superiores, acompanhado de dor e sensibilidade, o lipedema é uma doença crônica e progressiva que afeta majoritariamente mulheres. Apesar de ter ganhado visibilidade recente, a condição ainda é cercada por mitos e desinformação, dificultando seu diagnóstico e tratamento adequados.


O lipedema pode manifestar seus primeiros sintomas já na puberdade, como explica Tauany Miranda, fisioterapeuta dermatofuncional da clínica Skincare. "Meninas jovens podem já apresentar características clínicas iniciais dessa condição ainda na adolescência pela ação dos hormônios endógenos, como estrogênio e progesterona”, conta. A especialista ressalta que mulheres em fases de grandes oscilações hormonais, como gravidez, uso de anticoncepcionais e menopausa, também podem ser afetadas, reforçando a urgência do diagnóstico precoce e da conscientização sobre os sinais que distinguem o lipedema de outras condições, como a obesidade, por exemplo – esta última sem dor e geralmente responsiva a dieta e exercícios.


Um dos maiores desafios é o reconhecimento dessa condição, pois muitos profissionais de saúde ainda a confundem ou desconsideram, atrasando o tratamento adequado. É o que também acredita a fisioterapeuta dermatofuncional Rachel Hanimann. “O diagnóstico é predominantemente clínico e físico, e a falta de uma diretriz clara no sistema de saúde brasileiro contribui para que muitas mulheres sofram sem um tratamento específico e eficaz”, conta. 


Para Dra. Laura Andrade, médica dermatologista, o principal mito a ser desconstruído é a ideia de que o lipedema seria falta de empenho ou de cuidado pessoal, quando na verdade é uma doença multifatorial e que, como tal, precisa também de um tratamento multidisciplinar. “Conscientizar tanto a população quanto a classe médica é fundamental para que as mulheres não normalizem a dor e busquem ajuda especializada com equipes multidisciplinares, incluindo endocrinologistas, angiologistas, dermatologistas e cirurgiões plásticos, quando necessário, para abordar o tema de forma completa”, aponta.



Crédito: Divulgação

 

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sexta-feira, 25 de julho de 2025

Alerta mulheres para riscos do Câncer de Cabeça e Pescoço

 

Hospital da Mulher alerta mulheres para riscos do Câncer de Cabeça e Pescoço


Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço: Hospital da Mulher alerta mulheres para riscos da doença


Foto: Divulgação/Ascom Hospital da Mulher

Referência em saúde da mulher na Bahia, especialmente no cuidado às doenças da mama e do sistema ginecológico e reprodutor, o Hospital da Mulher também se destaca no diagnóstico e tratamento dos cânceres de cabeça e pescoço. Durante a campanha Julho Verde e em lembrança ao Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço, celebrado em 27 de julho, o hospital alerta a população sobre os principais fatores de risco, sintomas e formas de prevenção da doença.


A unidade oferece atendimento especializado para diagnóstico e tratamento de tumores malignos da tireoide, das glândulas parótidas e submandibulares, além de doenças benignas como nódulos tireoidianos e cálculos em glândulas salivares. Para isso, conta com uma equipe multidisciplinar que inclui cirurgiões de cabeça e pescoço. Desde a inauguração do Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço, em 2018, já foram realizados 37.931 atendimentos médicos e mais de duas mil cirurgias.


Cada tratamento dever ser individualizado de acordo com o tipo de câncer e estágio. “Cirurgia, radioterapia, quimioterapia e iodoterapia estão entre as principais formas de tratamento para os cânceres de cabeça e pescoço”, afirma o coordenador do Serviço de Cabeça e Pescoço, Lucas Silva.


De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de tireoide é o tipo mais comum entre os tumores de cabeça e pescoço e afeta principalmente mulheres, com incidência três vezes maior do que entre os homens.

A comerciante Gessionete Ferreira, natural de Irecê, é uma das pacientes que passaram por tratamento no Hospital da Mulher. “Em menos de um mês fui atendida e já passei pelo procedimento cirúrgico”, contou. “Foi tudo muito tranquilo. Os médicos e enfermeiros me trataram muito bem”, destacou.


Como forma de prevenção ao câncer de cabeça e pescoço, especialistas recomendam evitar o consumo de bebidas alcoólicas, não fumar, manter o peso corporal adequado, adotar boa higiene bucal, usar preservativo e estar atento a sinais como lesões na cavidade oral ou nos lábios que não cicatrizam, manchas ou placas na língua, gengivas, céu da boca ou bochechas, nódulos no pescoço, além de rouquidão e dores persistentes na garganta, cabeça ou ouvidos.


Como acessar o atendimento

Para ser atendida no Serviço de Cabeça e Pescoço do Hospital da Mulher, a paciente deve ser encaminhada à unidade por meio do Sistema Lista Única, após consulta em uma unidade básica de saúde de sua região. No primeiro atendimento no hospital, a paciente passará por avaliação com especialistas e seguirá com o tratamento indicado.


Fonte: Ascom/Hospital da Mulher 

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segunda-feira, 21 de julho de 2025

Parto prolongado aumenta risco de hemorragia pós-parto

Foto okdiario


Especialista da Organon explica os sinais de alerta e os avanços no tratamento que salvam vidas maternas 


A hemorragia pós-parto ainda é uma das principais causas de morte materna, sendo responsável por cerca de 27% dos óbitos maternos registrados no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Estima-se que essa complicação afete entre 1% e 10% dos partos, em diferentes graus de gravidade. Perdas sanguíneas acima de 500 ml são consideradas como sangramentos anormais e indicam maior risco de hemorragia pós-parto. No Brasil, assim como em outros países, esse quadro permanece entre as principais causas evitáveis de mortalidade materna. 


Para esclarecer os riscos e desmistificar algumas crenças, o diretor médico da Organon, Luiz Lucio, explica o que é mito e o que é verdade sobre essas situações, especialmente no caso de partos prolongados, que aumentam a probabilidade de complicações. 


Segundo o especialista, considera-se prolongado um parto normal que dura mais de 20 horas em casos de primeira gestação ou mais de 14 horas em mulheres que já tiveram filhos. “O trabalho de parto prolongado é um sinal de alerta de que algo pode estar errado. Ele pode indicar problemas como bebê muito grande para passar pelo canal de parto, contrações uterinas ineficientes e/ou dilatação insuficiente do colo do útero”, afirma. 


O parto prolongado está associado a um maior risco de atonia uterina, quando o útero não se contrai adequadamente após a saída do bebê, impedindo que os vasos sanguíneos parem de sangrar e podendo evoluir para hemorragia pós-parto. “A principal causa de hemorragia pós-parto é a atonia uterina, e o trabalho de parto prolongado aumenta esse risco. Por isso, é fundamental que a equipe esteja preparada para agir rapidamente se houver um sangramento anormal”, ressalta o médico. 


Um dos mitos mais comuns é acreditar que a hemorragia só acontece em partos com complicações graves. De acordo com Lucio, a realidade é outra: “a grande maioria dos casos ocorre em mulheres sem fatores de risco prévios. Por isso é tão importante ter uma equipe capacitada e vigilante durante e após o parto para detectar qualquer anormalidade no sangramento, mesmo quando o trabalho de parto parece ter transcorrido normalmente”, explica. 


Além do trabalho de parto prolongado, outros fatores também aumentam o risco de hemorragia pós-parto, como gestação múltipla (dois ou mais bebês), infecção do líquido amniótico, distúrbios de coagulação, lacerações graves no canal de parto e histórico de hemorragia em partos anteriores. “Mesmo sem esses fatores, qualquer mulher pode apresentar sangramento excessivo. Por isso, o acompanhamento pré-natal e a assistência adequada no parto e no pós-parto são indispensáveis”, acrescenta. 


Embora mais comum no parto normal, a hemorragia também pode ocorrer em cesarianas. Por isso, independentemente do tipo de parto, a equipe médica deve estar atenta aos primeiros sinais de sangramento anormal e agir rapidamente. 


O especialista também destaca os avanços recentes no tratamento da hemorragia. Além dos medicamentos que estimulam a contração do útero, novas tecnologias ajudam a conter o sangramento, como balões intrauterinos, técnicas cirúrgicas específicas e dispositivos inovadores de vácuo intrauterino. “O mais recente é um dispositivo chamado Jada, que cria um vácuo dentro do útero para ajudá-lo a se contrair, cessando o sangramento de forma mais fisiológica. Esses recursos são essenciais para salvar vidas quando a hemorragia acontece”, afirma. 


Para muitas mulheres que sonham com o parto normal, saber que existem recursos eficazes para tratar a hemorragia pode trazer mais confiança. “É claro que estar em um hospital com estrutura e com profissionais experientes faz toda a diferença. Mas o mais importante é realizar um bom pré-natal, identificar riscos antecipadamente e contar com uma equipe preparada para agir caso surjam complicações”, conclui o especialista. 


 

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