Dr. Fábio Kamamoto, diretor do Instituto Lipedema Brasil, alerta para a influência dos hormônios no surgimento e agravamento da doença, que afeta milhões de mulheres no país;
São Paulo, 21 de agosto de 2025 - O lipedema, condição crônica e progressiva que provoca o acúmulo anormal de gordura nos membros, tem relação direta com oscilações hormonais ao longo da vida da mulher. Segundo o Dr. Fábio Kamamoto, diretor do Instituto Lipedema Brasil e um dos principais especialistas no tema no país, o lipedema está intimamente ligado a períodos de alterações hormonais, como puberdade, gestação e menopausa. Nessas fases, os níveis de estrogênio e progesterona sofrem variações que podem desencadear ou acelerar o quadro.
Estudos apontam que a doença afeta, em média, cerca de 10 milhões de mulheres no Brasil e 10% delas em todo o mundo, e costuma ser confundida com obesidade, atrasando o diagnóstico correto. “Apesar do aumento da divulgação sobre a doença no país, ainda sofremos com a falta de informação e isto faz com que muitas pessoas passem anos tentando perder peso sem resultado, quando na verdade lidam com um problema que tem origem também genética, vascular e hormonal”, explica o Dr. Kamamoto.
Os hormônios e a influência na evolução da doença - Os hormônios afetam diretamente a permeabilidade vascular e a deposição de gordura, o que explica por que os sintomas tendem a se intensificar em determinados períodos da vida da mulher. “Hormônios como o estrogênio favorecem o acúmulo de gordura desproporcional e processos inflamatórios que agravam a doença, tornando seu tratamento complexo exigindo cuidados integrados", comenta.
Mulheres com diversos graus de lipedema - crédito foto: divulgação ONG Movimento Lipedema
O diagnóstico precoce e o acompanhamento com especialistas são fundamentais para controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. “Tratar o lipedema não é apenas uma questão estética, trata-se de uma necessidade clínica. Quanto antes a paciente for avaliada, mais eficaz será o manejo da doença. Por isso, um tratamento multidisciplinar, ou seja, com médicos de diversas especialidades, é recomendado”, conclui o Dr. Kamamoto.
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