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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Hábitos dos brasileiros influenciam no avanço da obesidade


Dia 11 de Outubro é o Dia Mundial de Combate à Obesidade. A data alerta sobre a importância da prevenção e controle da doença que vem crescendo no mundo. No Brasil, a obesidade avança em todas as faixas etárias. Entre jovens de 18 a 24 anos, a incidência praticamente dobrou, passou de 4,4% para 8,5%, nos últimos 10 anos. Na população adulta, os números também são preocupantes. Mais da metade dos adultos (53,8%) está acima do peso ideal, sendo que um em cada cinco apresentam obesidade. Em Salvador, o índice de obesos chega a 19,9%, maior que a média nacional de 18,9% em 2016. O cenário da obesidade é duplicado entre pessoas com 25 anos e menor nível de escolaridade. Os dados foram apresentados esse ano pela pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico - Vigitel. 

Os hábitos e estilo de vida dos brasileiros contribui para o aumento do peso da população e prevalência de doenças como diabetes e hipertensão, em 61,8% e 14,2%, respectivamente. O consumo de alimentos processados, estresse e falta de atividade física estão entre as principais causas que contribuem para prevalência da obesidade. “Os hábitos alimentares saudáveis aliados à prática regular de exercícios físicos e mudança no estilo de vida são fundamentais para o combate à obesidade. A doença exige prevenção, desde a infância, para que a população tenha uma melhor qualidade de vida no presente e no futuro”, comenta o Dr. Marcus Lima, médico especialista em cirurgia bariátrica e videolaparoscopia.


No rastro da campanha mundial de prevenção e combate ao câncer de mama, Outubro Rosa, é importante destacar que a obesidade é um fator adicional para o desenvolvimento do câncer. Os tipos de câncer associados à obesidade mais frequentes são: mama, próstata, cólon e reto, ovário, esôfago e endométrio. “Acredita-se que o aumento do risco de alguns tumores como o de mama, endométrio e intestino grosso, nas pessoas obesas, acontece devido a alterações dos hormônios sexuais como estrógeno, progesterona e androgênios, além de mecanismo de resistência à insulina em alguns pacientes obesos. Esses aspectos são propulsores para a multiplicação celular e desenvolvimento do câncer”, explica o Dr. Marcus Lima.

Estudos apontam a cirurgia bariátrica como principal opção de tratamento para o combate à obesidade severa e doenças associadas como câncer, hipertensão, diabetes tipo 2, entre outras. Isso ocorre porque o impacto da cirurgia não se dá apenas no peso, mas no metabolismo do indivíduo. A pessoa que apresenta obesidade tem uma série de alterações metabólicas que são responsáveis pelo desenvolvimento de doenças comumente associadas ao excesso de peso. “Com a perda de peso, de modo geral, há um ganho no metabolismo do indivíduo, fazendo com que ele tenha uma melhora nas doenças, na qualidade de vida e na sobrevida”, conclui o Dr. Marcus Lima.

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