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terça-feira, 18 de agosto de 2026

Tal pai, tal filho?

 


*Tal pai, tal filho? Conhecer o histórico familiar ajuda a prevenir a perda de cabelo*


_Médico da Novofio Salvador explica que conhecer o histórico familiar favorece o diagnóstico precoce da alopecia androgenética e amplia as chances de preservar os cabelos_


"Se o pai ou o avô ficou careca, o filho também ficará?" A dúvida é comum entre os homens, principalmente quando começam a notar os primeiros sinais de queda de cabelo. Embora a herança genética seja o principal fator relacionado à alopecia androgenética, o tipo mais frequente de calvície, ela não determina exatamente quando a perda dos fios terá início nem como ou com que intensidade a condição irá evoluir. 


"A genética é, sem dúvida, o principal fator da alopecia androgenética, mas ela não deve ser encarada como uma sentença. Cada pessoa responde de forma diferente e, hoje, quanto mais cedo o paciente procura avaliação, maiores são as chances de controlar a progressão da calvície", explica o médico da clínica capilar Novofio Salvador, Wesley Bernardo da Silva. 


A calvície é uma condição que afeta milhões de homens e costuma ter forte influência genética. Por isso, conhecer o histórico familiar e estar atento aos primeiros sinais de queda capilar pode fazer toda a diferença. A identificação precoce da alopecia androgenética amplia as possibilidades de tratamento e aumenta as chances de preservar os fios por mais tempo.


A alopecia androgenética ocorre quando os folículos capilares apresentam maior sensibilidade aos hormônios andrógenos, o que provoca o afinamento progressivo dos fios. Com o passar do tempo, os cabelos passam a nascer mais finos e curtos até que alguns folículos deixam de produzir novos fios.


Os primeiros sinais costumam surgir de forma discreta. Entre eles estão o aumento da queda de cabelo, a redução do volume, o afinamento dos fios, o recuo da linha frontal,  as conhecidas entradas, e a diminuição da densidade capilar na região do topo da cabeça. Como a evolução é gradual, muitos homens demoram a perceber essas mudanças ou acreditam que elas fazem parte do processo natural de envelhecimento.


Segundo Wesley Bernardo da Silva, esse é um dos principais motivos pelos quais muitos pacientes chegam ao consultório quando a perda capilar já está em estágio avançado. "Muitas pessoas esperam que a calvície fique evidente para buscar ajuda. No entanto, quando o tratamento é iniciado nas fases iniciais, conseguimos preservar um número maior de folículos ativos e alcançar resultados mais satisfatórios", destaca o especialista.


Atualmente, existem tratamentos capazes de desacelerar a progressão da alopecia androgenética e estimular o fortalecimento dos fios. A indicação varia conforme o estágio da doença e deve ser definida após avaliação especializada. "O diagnóstico precoce continua sendo a principal estratégia para preservar os cabelos e reduzir o risco de perdas irreversíveis", ressalta o médico.


Crédito da foto: Magnific


*Sobre a Novofio Salvador*


A clínica capilar Novofio Salvador é especializada em medicina capilar, oferecendo diagnóstico, prevenção e tratamento para queda de cabelo, falhas capilares e diferentes tipos de alopecia. Com acompanhamento médico e tecnologia de ponta, a clínica alia protocolos personalizados a técnicas modernas para promover resultados naturais e seguros. Entre os procedimentos realizados estão a tricoscopia para diagnóstico capilar, transplante capilar pela técnica FUE, transplante de barba e sobrancelhas, além de terapias regenerativas como MesoFio, ExoFio, PDRN, microenxerto autólogo com Microlyzer e LEDterapia. A proposta é oferecer um cuidado integral, com foco na recuperação da saúde capilar e na qualidade de vida dos pacientes. 


*SERVIÇO*


Novofio Salvador - Clínica Capilar


Endereço: Av. Antônio Carlos Magalhães, 1116, Sala 301 B3 – Itaigara – Salvador (BA)


Telefone: (71) 996912202


Horário de funcionamento: Segunda a sexta-feira, das 8h às 19h; sábado, das 8h às 12h

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segunda-feira, 2 de março de 2026

3 cuidados para homens que desejam ser pais após os 40 anos



Espermatozoides também envelhecem com o passar do tempo, o que pode dificultar a concepção e gestação de um bebê. Confira dicas essenciais para realizar o sonho da paternidade



Crédito: Imagem de prostooleh no Freepik


Quando se fala em dificuldade para engravidar, é comum que o foco recaia quase exclusivamente sobre as mulheres, principalmente aquelas que adiam a maternidade e, por isso, sofrem o impacto do relógio biológico. O que ainda é pouco discutido é que os homens também passam por um processo de envelhecimento reprodutivo. “Com o passar dos anos, o esperma apresenta piora na quantidade, motilidade e integridade do material genético de seus espermatozoides”, esclarece Dr. Conrado Alvarenga, andrologista da Clínica Vida Bem Vinda, em São Paulo, que integra a rede Fertgroup.

 


Um artigo científico publicado recentemente na revista Nature ajudou a quebrar o tabu de que são as mulheres as principais responsáveis pela dificuldade em gestar um bebê. Cientistas confirmaram que o envelhecimento masculino está associado a alterações genéticas progressivas nos espermatozoides. “O estudo aprofundou descobertas anteriores sobre a fertilidade masculina, destacando que, à medida que o homem envelhece, surgem, em média, 1,67 novas mutações genéticas por ano, o que está relacionado a um maior risco de aborto espontâneo, especialmente no primeiro trimestre da gravidez”, ressalta o andrologista Afonso Bento, da Clínica Vida Bem Vinda da Fertgroup.

 


Mas isso não significa que é impossível ser pai em idade mais avançada. Para realizar este sonho é preciso cuidar da saúde com acompanhamento especializado. A seguir, veja os principais cuidados indicados para homens com mais de 40 anos que desejam ser pais.

 


1. Realize um check-up reprodutivo


Procure uma clínica especializada em saúde reprodutiva. O andrologista vai solicitar exames como espermograma (que verifica quantidade, motilidade e morfologia dos espermatozoides), dosagens hormonais, ultrassonografia testicular e testes genéticos (quando indicados).

 


2. Adote um estilo de vida saudável


Os maus hábitos influem na fertilidade masculina. “Consumo excessivo de álcool, tabagismo, sedentarismo, noites mal dormidas, estresse e obesidade comprometem o DNA dos espermatozoides. Quanto mais anos de exposição a esse estilo de vida, maior a chance de piora do material genético”, alerta Dr. Conrado.

 


3. Cuidado com o uso de hormônios sintéticos


A utilização de esteroides anabolizantes é uma causa frequente de infertilidade masculina. Essas substâncias inibem a produção natural de testosterona e, consequentemente, de espermatozoides. Esta dica é importante mesmo para homens mais jovens. Porém, quanto maior o tempo de exposição a esses hormônios sintéticos, mais difícil fica reverter a infertilidade. Então, para aumentar as chances de ter filhos, é necessário interromper o uso o quanto antes.

 


Técnicas de reprodução assistida, como fertilização in vitro (FIV) e injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI), podem aumentar significativamente as chances de sucesso, especialmente quando há alterações na qualidade do esperma. “A inteligência artificial tem ganhado espaço e apresenta potencial para seleção de espermatozoides com maiores chances de gerar embriões saudáveis”, diz Dr. Afonso.



 


 


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terça-feira, 11 de novembro de 2025

Terapia inovadora traz qualidade de vida para pacientes com câncer

 


Novembro Azul: Terapia inovadora traz qualidade de vida para pacientes com câncer de próstata resistente a tratamentos


 Um dos pioneiros no uso do Lutécio-177 PSMA, que ataca o tumor de forma precisa, o Hospital Orizonti une a urologia e a medicina nuclear para atender casos mais avançados da doença


 Crédito: Freepik

 


Minas Gerais é o segundo estado do Brasil com maior número de novos casos de câncer de próstata, com uma estimativa entre 7.970 e 11.800 diagnósticos anuais para o triênio 2023-2025, segundo o INCA e o Ministério da Saúde. Com uma taxa de incidência bruta de 110,23 por 100 mil homens, significativamente acima da média nacional, a campanha de Novembro Azul ganha força no estado e serve de alerta para os mineiros.


Na busca por opções mais eficazes e que tragam maior qualidade de vida, uma terapia inovadora surge para pessoas com a doença em estágio avançado, o Lutécio-177 PSMA. Também conhecido pelo nome comercial Pluvicto, é uma alternativa para quem enfrenta o câncer de próstata em um cenário de resistência à castração, quando as opções mais comuns já não surtem efeito. 


"A Medicina Nuclear ampliou nossas possibilidades contra o câncer de próstata avançado com esta terapia-alvo. Ela chega num momento em que o paciente já apresentou falha no tratamento hormonal e na quimioterapia, e não havia tantas outras opções terapêuticas. Para casos selecionados, há um controle da doença e melhora a qualidade de vida", explica o médico Pedro Furst, coordenador de medicina nuclear do Hospital Orizonti. 


Aplicado de forma endovenosa, o Lutécio-177 PSMA tem a capacidade de reconhecer uma proteína específica, a PSMA, que se expressa em grande quantidade na superfície das células do câncer de próstata. A aplicação é feita a cada seis semanas, e o paciente pode retornar para casa no mesmo dia. 


"O diagnóstico precoce, através do exame de toque retal e do PSA, continua sendo nossa maior arma, pois eleva exponencialmente as chances de cura. No entanto, para os casos que progridem ou que já são descobertos em estágio mais avançado, é crucial que tenhamos um arsenal terapêutico completo. A chegada do Lutécio-177 PSMA representa um grande avanço na linha de cuidado, oferecendo uma opção eficaz quando outras falharam", complementa o médico Leonardo Gomes, coordenador de urologia do Hospital Orizonti. 


Disponível no Brasil desde 2021, a terapia passou a ter cobertura obrigatória pelas operadoras de saúde no final de 2024, ampliando o alcance a todos os pacientes com indicação. No momento, o Hospital Orizonti possui uma das maiores expertises do país no uso do Lutécio-177 PSMA, com 12 pessoas em tratamento, que vêm apresentando resultados animadores com regressão da doença e melhora significativa dos sintomas, como a dor, e até mesmo a melhora da qualidade de vida.


"A integração entre a urologia e a medicina nuclear no Hospital Orizonti tem sido um diferencial. Poder contar com essa tecnologia e com a expertise da equipe do Dr. Pedro nos permite oferecer o que há de mais moderno e seguro no mundo, desde o diagnóstico até as fases mais avançadas da doença", conclui o Dr. Leonardo Gomes.


 

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quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Longevidade masculina requer cuidados com a prevenção


 Longevidade masculina requer cuidados com a prevenção eom diagnóstico precoce do câncer de próstata

 

Estudos indicam resistência e preconceito em relação a exames que diagnosticam a doença. Projeção é que o número de casos dobre até 2040.

 

A crescente expectativa de vida é uma conquista significativa tanto para a medicina quanto para cada indivíduo. Um dos principais desafios associados ao envelhecimento dos homens é o câncer de próstata, que afeta uma parcela significativa da população masculina. A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) alerta para os riscos de crescimento dos casos de câncer de próstata em todo o mundo. Com base em dados do Ministério da Saúde, a SBU informou que a doença matou 17 mil homens no Brasil em 2023, uma média de 47 por dia.

 

A revista científica internacional Lancet, em pesquisa publicada no primeiro semestre de 2024, prevê que o número de novos casos de câncer de próstata deve dobrar nos próximos anos. A comissão de câncer de próstata da respeitada publicação projeta que os casos no mundo devem duplicar até 2040, passando de 1,4 milhão em 2020 para 2,9 milhões em 2040, devido ao aumento de expectativa de vida global. A previsão é que aumente 85% o número de mortes (de 375 mil em 2020 para 694 mil em 2040).

 

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens. A idade é um fator de risco importante, já que a incidência é maior em pessoas com mais de 60 anos. O histórico familiar de câncer de próstata também é um fator de risco, além do sobrepeso, obesidade e tabagismo. Para os autores do estudo publicado na revista Lancet, o envelhecimento da população e o aumento da expectativa de vida fazem com que o número de homens mais velhos cresça ao longo dos anos, aumentando o risco para o câncer de próstata, já que a idade é um dos principais fatores associados ao desenvolvimento do tumor.

 

Segundo a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), apesar do aumento na incidência do câncer de próstata, a realização de exames preventivos, como o PSA e o toque retal, tem mostrado uma tendência preocupante de queda. O tabu e o preconceito ainda são desafios encontrados para prevenção e diagnóstico da doença. Segundo o urologista do Grupo Fleury, detentor da Diagnoson a+ na Bahia, Dr. José Carlos Truzzi, embora o câncer de próstata possa ser assintomático em suas fases iniciais, a detecção precoce é crucial. “Quando identificado em estágios iniciais, as chances de tratamento eficaz e cura são muito maiores. No entanto, estima-se que um em cada quatro homens não faça os exames recomendados, o que pode levar a diagnósticos tardios e aumento da mortalidade”, afirma o médico.

 

Rotina de prevenção

 

Segundo o Dr.Truzzi, a rotina dos exames para homens está alinhada à prevenção da doença e de um diagnóstico precoce. “O tumor do câncer de próstata tem crescimento devagar, e detectar a doença mais cedo abre uma janela para uma boa recuperação do paciente”, diz o urologista.

 

De acordo com o médico, além do câncer de próstata, outras doenças crônicas como diabetes e doenças cardiovasculares também estão ligadas ao envelhecimento. A adoção de hábitos saudáveis – como alimentação balanceada, atividade física regular e controle do estresse – pode reduzir drasticamente o risco dessas doenças.

 

Conscientização que faz a diferença

 

O Dr. José Carlos Truzzi também chama a atenção para a importância de uma jornada de conhecimento e para a quebra de paradigmas em relação à saúde masculina, enfatizando que cuidar da saúde é um investimento na qualidade de vida. “As consultas médicas regulares e exames preventivos devem ser parte da vida do homem, especialmente após os 45 anos. Iniciativas como o ‘Novembro Azul’ têm sido vitais para aumentar a conscientização sobre o câncer de próstata e incentivar os homens a buscarem cuidados médicos. No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer para desmistificar tabus e encorajar discussões abertas sobre saúde masculina”, enfatiza.

 

A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) recomenda que homens a partir dos 50 anos realizem exames de triagem, como o exame de toque retal e o PSA (Antígeno Prostático Específico). Quando detectado em estágios iniciais, o câncer de próstata apresenta uma taxa de cura de até 90%. O exame de PSA mede a quantidade dessa proteína no sangue, enquanto o toque retal permite ao médico avaliar diretamente a próstata em busca de nódulos ou irregularidades. Para homens com histórico familiar de câncer de próstata, como pai ou irmão diagnosticados com a doença, a recomendação é iniciar os exames ainda mais cedo, aos 45 anos.

 

“Além disso, é importante que os homens discutam suas preocupações com um profissional de saúde para entender melhor os riscos e benefícios dos exames, especialmente considerando que alguns casos podem não exigir tratamento imediato. A conscientização e o diálogo aberto sobre saúde masculina são essenciais para promover envelhecimento saudável e prevenir doenças como o câncer de próstata”, reforça o médico urologista.

 

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sábado, 25 de outubro de 2025

Bahia tem a segunda maior incidência de câncer de próstata do país

 


Novembro Azul: Bahia tem a segunda maior incidência de câncer de próstata do país


Idade, etnia (afrodescendentes têm mais predisposição para a doença), tabagismo, obesidade, sedentarismo, alimentação inadequada (rica em gorduras, carboidratos e ultraprocessados e pobre em fibas), além dos fatores genéticos hereditários, são fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de próstata.


A prática regular de atividade física, a manutenção do peso adequado e uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras, legumes e carnes magras são hábitos considerados protetivos


A Bahia é o estado brasileiro com a segunda maior incidência de câncer de próstata com estimativa de 6.510 novos casos para 2025, sendo 1.200 em Salvador, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). No Brasil, a estimativa é que 71.730 brasileiros tenham o diagnóstico da doença neste ano. Tipo mais comum de tumor em homens (sem considerar o câncer de pele não melanoma), o câncer de próstata responde por 28,6% das mortes da população masculina acometida por algum tipo de neoplasia maligna, segundo o Ministério da Saúde. “O Novembro Azul tem a proposta de conscientizar a população masculina sobre a importância dos cuidados com a saúde e do diagnóstico precoce do câncer de próstata”,  afirma o oncologista Rafael Batista, da Oncoclínicas. O médico destaca que homens afrodescendentes têm maior propensão para desenvolvimento da doença. “Com a maior população negra do Brasil, as estatísticas da doença na Bahia refletem essa realidade. Além da maior propensão, o tumor costuma evoluir de forma mais agressiva entre os afrodescendentes”, ressalta o especialista.



Em seu estágio inicial, a doença costuma ser silenciosa, e, geralmente, só apresenta sintomas quando já está em fase mais avançada.  Dificuldade para urinar seguida de dor e/ou ardor, gotejamento prolongado no final, frequência urinária aumentada durante o dia ou à noite são alguns dos sinais mais comuns. “Mesmo pacientes mais jovens e sem fatores de risco devem ter atenção aos sinais e procurar ajuda especializada para investigar o quadro”, esclarece o oncologista André Bacellar, da Oncoclínicas.



A oncologista Carolina Rocha, da Oncoclínicas, explica que em fase mais avançada, pode ocorrer a presença de sangue no sêmen, dor óssea, impotência sexual, além de outros desconfortos decorrentes de quadros de metástases.



Exame que dura 5 a 15 segundos pode salvar vidas


“A desinformação e o preconceito ainda prejudicam muito o combate à doença, pois uma parcela dos homens rejeita os exames de rastreamento, como o exame de toque retal, fundamental para o diagnóstico precoce”, destaca o oncologista André Bacellar. “O exame de toque dura de 5 a 15 segundos e é fundamental para detectar alterações que não conseguem ser identificadas apenas pelo exame de PSA”, acrescenta.



“O tumor, geralmente, não apresenta sintomas no início e, por isso, os exames de rastreamento são os principais aliados para impedir um diagnóstico tardio, quando as chances de sucesso do tratamento são reduzidas”, afirma a oncologista Carolina Rocha. “Quando detectado e tratado em fase inicial, o tumor pode ter mais de 90% de chances de cura”, lembra a médica.



A recomendação é que homens a partir dos 50 anos busquem um urologista para avaliação médica individualizada, o que inclui a realização do exame clínico (toque retal) e o teste de antígeno prostático específico (PSA), anualmente, para rastreamento da doença. “Em casos específicos, como homens que têm histórico familiar da doença e homens negros, o médico pode antecipar a indicação dos exames de rastreamento para a partir dos 40 ou 45 anos”, esclarece o oncologista Rafael Batista.


 


Vigilância ativa e tratamento individualizado


O tratamento do câncer de próstata é individualizado e depende da idade do paciente, estadiamento da doença (localização, grau de extensão e o quanto o tumor pode estar afetando outros órgãos) e do seu potencial de agressividade. O paciente deve ser esclarecido sobre os riscos e benefícios da indicação terapêutica.



Nem todos os casos requerem um tratamento oncológico imediato, que envolva procedimento cirúrgico, quimioterapia e radioterapia. Para tumores iniciais e com características de baixa agressividade, o acompanhamento vigilante com consultas e exames periódicos deve ser discutido com o paciente, uma vez que é possível poupá-lo de algumas toxicidades que o tratamento pode causar. “A cirurgia, a radioterapia associada ou não ao bloqueio hormonal e a braquiterapia (também conhecida como radioterapia interna) podem ser realizadas com boas taxas de resposta nos outros casos da doença localizada”, finaliza Rafael Batista.


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sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Incontinência urinária também afeta homens

 


Incontinência urinária também afeta homens e tem tratamento, alerta urologista image.png Urologista do Itaigara Memorial, Cassio Pugas, explica que condição pode ser comum após cirurgias ou consequência do envelhecimento 


Embora seja mais frequente entre mulheres, a incontinência urinária também acomete os homens. Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), até 20% do público masculino pode apresentar a condição, que impacta diretamente a qualidade de vida e a autoestima. Ainda cercado de tabus, o problema faz com que muitos pacientes deixem de procurar ajuda médica. A incontinência pode surgir em diferentes fases da vida, sendo mais comum após cirurgias urológicas ou como consequência natural do envelhecimento. 


De acordo com o urologista do Itaigara Memorial, Cassio Pugas, é essencial que os homens saibam que a condição tem solução. “Com acompanhamento adequado, conseguimos indicar desde medidas simples até tratamentos avançados, sempre com foco em devolver conforto e segurança ao paciente”, destaca.


Entre as causas mais comuns estão a bexiga hiperativa — caracterizada pela necessidade frequente e urgente de urinar mesmo em pequenos volumes — muito comumente associado à Hiperplasia Benigna da Próstata (HPB) e os quadros pós-cirúrgicos da próstata, explica o especialista. 


Ainda segundo o médico, o tratamento varia de acordo com a causa e a gravidade do quadro. “Em muitos casos, o uso de medicamentos consegue controlar os sintomas. A fisioterapia pélvica também é uma alternativa importante, pois fortalece os músculos do assoalho pélvico por meio de exercícios específicos ou técnicas de eletroestimulação. Já em situações mais graves, a cirurgia pode ser indicada”, detalha.


O urologista reforça que buscar ajuda é o primeiro passo para melhorar a qualidade de vida. “O mais importante é que o homem não enfrente o problema sozinho. Procurar atendimento médico é essencial para recuperar a confiança e voltar a viver sem limitações”, conclui Cassio.


Crédito da foto: Freepik

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sexta-feira, 19 de setembro de 2025

É preciso falar da saúde dos homens

 De repente 30: É preciso falar da saúde dos homens


Rairtoni Pereira *


 


Aos 30 anos, muitos homens estão no auge da carreira, da vitalidade e das conquistas pessoais. Mas apesar da estabilidade, o corpo começa a dar sinais de mudanças importantes. É nessa faixa etária que o homem se encontra em uma das fases mais cruciais da vida para começar ou intensificar a sua atenção com a saúde. 


Segundo especialistas, é nesse momento da vida que se atinge o pico de diversas potencialidades, que vão do desempenho físico e muscular às capacidades cognitivas, vida afetiva e sexual. Mais do que uma gíria que celebra as “trinta voltas ao sol”, “trintar” deve marcar o início de um novo ciclo de autocuidado. Afinal, embora este seja o auge de performance para mutos homens, também é o início de um processo natural de declínio fisiológico. 


A partir dos 30 anos, podem surgir perdas progressivas de massa muscular e óssea, redução na facilidade de emagrecer, queda capilar, diminuição da firmeza da pele, alterações no sono, no funcionamento intestinal, no desejo sexual e até na agilidade mental. 


No entanto, é válido reforçar que, tais mudanças inevitáveis, não significam um ponto final, mas um chamado para que se aumente as ações inerentes a maior qualidade de vida. 


O cuidado com a saúde masculina ainda é um desafio multifatorial, influenciado por fatores sociais, familiares culturais e psicológicos. A ideia de que o homem precisa ser sempre forte resistente à dor e que buscar ajuda médica ou praticar hábitos saudáveis não é “coisa de homem” continua presente no imaginário coletivo masculino – muitas vezes, retardando cuidados essenciais e aumentando riscos.


Dados do Ministério da Saúde reforçam essa necessidade.  Entre 2000 e 2018, a expectativa de vida dos homens cresceu, mas ainda é 7,1 anos inferior à das mulheres. Doenças crônicas não-transmissíveis, como cardiovasculares e respiratórias, representam um risco até 50% maior para os homens. 


O Vigitel 2020, pesquisa do Ministério da Saúde, também destaca fatores de risco que se agravam na população masculina: uso prejudicial de álcool, sedentarismo, dietas desequilibradas, hipertensão e obesidade são mais frequentes entre homens e associados a maior mortalidade. 


Um levantamento do Centro de Referência em Saúde do Homem de São Paulo, revelou ainda outro dado preocupante: 70% dos homens que procuram atendimento médico o fazem motivados por esposa ou filhos.  Mais da metade desses pacientes chega ao consultório com doenças já em estágio avançado.


Diante desse contexto, discutir a saúde do homem é urgente e focar na faixa etária dos 30 a 39 anos é ainda assertivo dentro da proposta. Trata-se de um período-chave para prevenir, transformar hábitos e promover um envelhecimento saudável. 


Nesse cenário, surgem iniciativas como “A Matilha” que busca formar uma comunidade de homens entre 30 a 39 anos dispostos a cuidar do corpo e da mente.  A proposta do movimento vai além da estética. Une filosofia estoica, treinamento físico e propósito de vida e busca de formar “guerreiros da vida real” que, ao cuidarem da saúde, descobrem também novas formas de encarar existência.


O ponto central é simples: atrair o homem pela transformação física e entregar um pacote muito mais completo que une saúde, consciência e propósito. A principal ideia é atrair eles pela mudança no corpo e na saúde, mas entregar muito mais que isso, entregar uma mudança de visão da vida e do próprio propósito. 


A saúde dos homens com mais de 30 anos deve ser um foco principal na agenda da saúde masculina. Não é suficiente apenas discutir o assunto; é necessário agir. Quantas dicas lemos todos os dias que poderiam melhorar nossa qualidade de vida, mas acabam apenas sendo lidas? É o momento de converter informação em ação.


*Rairtoni Pereira dos Santos Silva é Personal Trainer há mais de 10 anos, ajudando pessoas a serem mais felizes com seus corpos. É autor do livro “5 Atitudes para criar o hábito de se exercitar todos os dias”.


 


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quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Síndrome de Fournier: infecção que se alimenta das genitálias humanas

 


Síndrome de Fournier: entenda o que é a infecção que se alimenta das genitálias humanas


Infectologista do CEUB alerta que a doença, mais comum em homens, pode ter relação com higiene íntima inadequada e trazer risco de amputações e óbito


A recente morte do funkeiro Leandro Rogério (40) gerou uma série de dúvidas sobre uma infecção que, popularmente, é descrita como capaz de “devorar” as genitálias dos pacientes. Diagnosticado com a síndrome de Fournier - uma infecção rara, agressiva e voraz capaz de transformar pequenas feridas em verdadeiros campos de batalha para bactérias - o caso despertou temor e questionamentos sobre a higiene íntima masculina. Eveline Vale, infectologista e professora de Medicina do Centro Universitário de Brasília (CEUB), explica os sintomas e tratamento desta emergência médica, destacando as medidas preventivas.

 

De acordo com a infectologista, a síndrome de Fournier é um tipo de fasceíte necrosante que atinge a região genital, anal e perineal, podendo se estender até a pelve. “A doença costuma ter início a partir de pequenas lesões, abscessos, feridas ou procedimentos cirúrgicos e evolui de forma extremamente rápida, causando destruição dos tecidos”, afirma Eveline. Geralmente é causada por uma infecção polimicrobiana, ou seja, envolve a ação conjunta de diferentes tipos de bactérias que aceleram a destruição dos tecidos. 

 

Entre as bactérias mais comuns, a especialista cita a Escherichia coli, presente no intestino, a Klebsiella pneumoniae e a Pseudomonas aeruginosa, além de microrganismos que habitam a pele, como Streptococcus pyogenes e Staphylococcus aureus. Segundo a professora, ainda estão presentes na síndrome as bactérias anaeróbias, com a Bacteroides fragilis e Clostridium. A síndrome é considerada rara e a incidência geral é de 1,6 para cada 100 mil homens, com maior ocorrência registrada na região Sul. A predominância é clara com 77% dos pacientes sexo masculino, com idade média de 51,7 anos, com pico entre 50 e 79. 

 

A taxa de letalidade geral é de aproximadamente 7,5%, mas pode ser significativamente maior quando há sepse ou complicações como insuficiência renal e respiratória. Em casos mais graves, a necessidade de amputações parciais pode chegar a 30%. “Quando a doença aparece, a maioria dos pacientes carregam comorbidades, principalmente diabetes mellitus e hipertensão. Essas condições funcionam como combustível para o avanço rápido da infecção.”

 

Sinais e sintomas de alerta

O sintoma mais característico é lesão com dor intensa e desproporcional ao aspecto visível da área, podendo ocorrer inchaço, vermelhidão de rápida progressão, formação de bolhas e odor fétido característico da necrose tecidual. De acordo com a docente do CEUB, o diagnóstico é estabelecido a partir da avaliação clínica, histórico do paciente, exames laboratoriais e de imagem, como radiografia ou tomografia, que ajudam a identificar a extensão da infecção e a presença de gás ou necrose. “Dada a rápida evolução da doença, o início do Síndrome de Fournier: entenda o que é a infecção que se alimenta das genitálias humanas


Infectologista do CEUB alerta que a doença, mais comum em homens, pode ter relação com higiene íntima inadequada e trazer risco de amputações e óbito


A recente morte do funkeiro Leandro Rogério (40) gerou uma série de dúvidas sobre uma infecção que, popularmente, é descrita como capaz de “devorar” as genitálias dos pacientes. Diagnosticado com a síndrome de Fournier - uma infecção rara, agressiva e voraz capaz de transformar pequenas feridas em verdadeiros campos de batalha para bactérias - o caso despertou temor e questionamentos sobre a higiene íntima masculina. Eveline Vale, infectologista e professora de Medicina do Centro Universitário de Brasília (CEUB), explica os sintomas e tratamento desta emergência médica, destacando as medidas preventivas.

 

De acordo com a infectologista, a síndrome de Fournier é um tipo de fasceíte necrosante que atinge a região genital, anal e perineal, podendo se estender até a pelve. “A doença costuma ter início a partir de pequenas lesões, abscessos, feridas ou procedimentos cirúrgicos e evolui de forma extremamente rápida, causando destruição dos tecidos”, afirma Eveline. Geralmente é causada por uma infecção polimicrobiana, ou seja, envolve a ação conjunta de diferentes tipos de bactérias que aceleram a destruição dos tecidos. 

 

Entre as bactérias mais comuns, a especialista cita a Escherichia coli, presente no intestino, a Klebsiella pneumoniae e a Pseudomonas aeruginosa, além de microrganismos que habitam a pele, como Streptococcus pyogenes e Staphylococcus aureus. Segundo a professora, ainda estão presentes na síndrome as bactérias anaeróbias, com a Bacteroides fragilis e Clostridium. A síndrome é considerada rara e a incidência geral é de 1,6 para cada 100 mil homens, com maior ocorrência registrada na região Sul. A predominância é clara com 77% dos pacientes sexo masculino, com idade média de 51,7 anos, com pico entre 50 e 79. 

 

A taxa de letalidade geral é de aproximadamente 7,5%, mas pode ser significativamente maior quando há sepse ou complicações como insuficiência renal e respiratória. Em casos mais graves, a necessidade de amputações parciais pode chegar a 30%. “Quando a doença aparece, a maioria dos pacientes carregam comorbidades, principalmente diabetes mellitus e hipertensão. Essas condições funcionam como combustível para o avanço rápido da infecção.”

 

Sinais e sintomas de alerta

O sintoma mais característico é lesão com dor intensa e desproporcional ao aspecto visível da área, podendo ocorrer inchaço, vermelhidão de rápida progressão, formação de bolhas e odor fétido característico da necrose tecidual. De acordo com a docente do CEUB, o diagnóstico é estabelecido a partir da avaliação clínica, histórico do paciente, exames laboratoriais e de imagem, como radiografia ou tomografia, que ajudam a identificar a extensão da infecção e a presença de gás ou necrose. “Dada a rápida evolução da doença, o início do tratamento não deve esperar o resultado definitivo dos exames”, recomenda.

 

O tratamento inclui procedimento cirúrgico para a retirada do tecido necrosado, uso de antibióticos intravenosos de amplo espectro, suporte intensivo hospitalar e controle rigoroso de condições associadas, como o diabetes. “A síndrome de Fournier é uma emergência médica. Sem intervenção imediata, pode evoluir para choque séptico e levar ao óbito”, alerta Eveline. 

 

Entre as medidas preventivas, estão a higiene adequada da região genital e perineal, o tratamento precoce de infecções urinárias ou genitais, o controle rigoroso do diabetes e cuidados específicos após cirurgias ou traumas na área. “Reconhecer rapidamente os sinais e buscar atendimento médico imediato pode fazer toda a diferença entre a recuperação e as complicações graves”, arremata a especialista do CEUB.

 

 tratamento não deve esperar o resultado definitivo dos exames”, recomenda.

 

O tratamento inclui procedimento cirúrgico para a retirada do tecido necrosado, uso de antibióticos intravenosos de amplo espectro, suporte intensivo hospitalar e controle rigoroso de condições associadas, como o diabetes. “A síndrome de Fournier é uma emergência médica. Sem intervenção imediata, pode evoluir para choque séptico e levar ao óbito”, alerta Eveline. 

 

Entre as medidas preventivas, estão a higiene adequada da região genital e perineal, o tratamento precoce de infecções urinárias ou genitais, o controle rigoroso do diabetes e cuidados específicos após cirurgias ou traumas na área. “Reconhecer rapidamente os sinais e buscar atendimento médico imediato pode fazer toda a diferença entre a recuperação e as complicações graves”, arremata a especialista do CEUB.

 

 

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segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Dia dos Pais/Saúde masculina



Por que os homens ainda adiam o cuidado com a saúde e como mudar esse cenário?




Médico alerta para os impactos da negligência com a saúde masculina e orienta como mudar esse comportamento com atitudes simples




Apesar dos avanços na medicina preventiva e do maior acesso à informação, muitos homens ainda negligenciam a própria saúde. De acordo com dados do Ministério da Saúde, eles vivem, em média, sete anos a menos que as mulheres no Brasil, e um dos fatores mais determinantes para essa diferença é a resistência em buscar atendimento médico de forma preventiva.




Segundo Marcus Zionede, médico da área de urologia do AmorSaúde, rede de clínicas parceiras do Cartão de TODOS, essa resistência, muitas vezes, está ligada a construções culturais que associam masculinidade à invulnerabilidade, e o medo de parecer frágil ainda impede muitos brasileiros de procurar ajuda médica.




“Existe um estigma enraizado de que homem não pode demonstrar fragilidade. Por isso, muitos só procuram ajuda quando os sintomas estão insuportáveis, e isso pode atrasar o diagnóstico e prejudicar o tratamento”, explica Zionede. Informações do Centro de Referência em Saúde do Homem, de São Paulo, indicam que 7 em cada 10 homens só procuram um médico após insistência de familiares, e mais da metade chega ao consultório com doenças já em estágios avançados.




Doenças comuns entre os homens que podem ser evitadas


De acordo com o médico, muitas doenças que atingem os homens poderiam ser prevenidas ou tratadas com mais eficácia se o cuidado começasse cedo. Entre as principais enfermidades, destacam-se:




Hipertensão arterial, doença cardíaca silenciosa e perigosa;

Diabetes, que pode levar à perda de visão, falência renal e amputações;

Câncer de próstata, um dos mais incidentes entre os homens;

Hipertrofia prostática benigna, caracterizada pelo aumento da próstata e comum com o envelhecimento;

Doenças intestinais, que muitas vezes são ignoradas por vergonha ou desinformação.



A ausência de check-ups regulares, segundo Zionede, pode trazer consequências sérias. “O principal risco é o agravamento das doenças. Muitas delas são silenciosas no início, mas evoluem rapidamente. Isso pode levar à incapacitação e até ao óbito precoce”, alerta o profissional.




Sintomas ignorados precisam de atenção


Além da resistência em buscar ajuda, os homens também tendem a minimizar sintomas importantes. Segundo o médico, cansaço constante, perda de peso sem motivo aparente, dificuldades urinárias ou intestinais e alterações na vida sexual são sinais de alerta que devem ser levados a sério. “Esses sintomas podem indicar problemas graves, e quanto mais cedo forem investigados, maior a chance de sucesso no tratamento”, explica.




Para começar a mudar esse cenário, Marcus Zionede orienta que cuidados básicos devem ser adotados como forma de prevenção a doenças e melhora do bem-estar, como manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física, realizar check-ups médicos anualmente e observar sinais do corpo para buscar ajuda médica diante de qualquer anormalidade. Mas, além disso, o médico destaca os cuidados com a saúde masculina após os 40 anos:




Check-up anual com clínico geral ou urologista para monitorar pressão arterial, colesterol, glicose, função hepática e renal, a fim de identificar sinais precoces de doenças como diabetes, dislipidemia, anemia, entre outras.

Exame de próstata (toque retal e PSA), importante para rastreamento do câncer de próstata;

Eletrocardiograma e teste de esforço (ergométrico) para avaliar a saúde cardiovascular, especialmente se houver histórico familiar;

Colonoscopia, indicada a partir dos 45 anos ou antes, se houver histórico familiar de câncer colorretal.



Um pai que ama os filhos também se cuida


Para Zionede, o incentivo da família pode ser um fator decisivo na mudança de comportamento. “A esposa, os filhos e amigos têm papel importante nesse processo. Compartilhar histórias, mostrar exemplos reais e apoiar o homem a dar o primeiro passo pode fazer toda a diferença”, afirma.




Com a chegada do Dia dos Pais, o médico deixa um recado: “Eu perdi meu pai há muitos anos. Quando você olhar para seus filhos e para sua esposa, pense que pode evitar esse sentimento de perda. A maioria das doenças pode ser curada quando diagnosticada cedo. Valorize quem te ama e use esse amor como força para cuidar mais de si mesmo”.

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sábado, 9 de agosto de 2025

Disfunção erétil: quando procurar um urologista?



No Dia Nacional da Saúde, celebrado em 5 de agosto, o urologista do Itaigara Memorial, Cassio Pugas, destaca o impacto da disfunção erétil na saúde integral do homem


Celebrado em 5 de agosto, o Dia Nacional da Saúde chama atenção para temas que impactam a qualidade de vida, mas ainda enfrentam barreiras como o tabu e a automedicação. É o caso da disfunção erétil, que, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), atinge cerca de 50% dos homens acima dos 40 anos, em diferentes graus de intensidade.


Apesar de comum, o problema pode comprometer a autoestima, os relacionamentos e, em muitos casos, sinalizar doenças crônicas como diabetes, hipertensão, colesterol elevado ou alterações hormonais. Por isso, o acompanhamento com um especialista é essencial.


Segundo o urologista do Itaigara Memorial, Cassio Pugas, a avaliação médica permite investigar a origem do problema e conduzir um tratamento seguro e individualizado. “É comum que os pacientes busquem soluções rápidas, mas a automedicação pode mascarar um problema maior. O ideal é investigar com apoio especializado”, afirma.


O médico também faz um alerta sobre o uso indiscriminado de medicamentos voltados à performance sexual, especialmente entre os mais jovens. Um levantamento realizado pela SBU em 2024 revelou que 1 em cada 3 homens entre 18 e 35 anos já utilizou medicamentos para ereção sem prescrição médica, motivados por curiosidade, insegurança ou pressão social. “Esse comportamento pode parecer inofensivo, mas tem riscos reais. Ao usar essas substâncias sem necessidade, muitos acabam agravando ou até antecipando quadros que estavam latentes”, explica.


Cassio reforça que a saúde sexual masculina deve ser tratada como parte da saúde integral do homem e não apenas como uma questão de desempenho. “Tratar a disfunção erétil é também uma forma de prevenir outras complicações. O mais importante é que os homens não sintam vergonha de procurar ajuda”, conclui.


A orientação da especialista é que os homens mantenham uma rotina de acompanhamento urológico a partir dos 40 anos, com a realização de exames preventivos e avaliações periódicas. O diagnóstico precoce contribui não só para a saúde sexual, mas para o cuidado integral com o coração, os hormônios e o bem-estar geral. O Itaigara Memorial possui uma equipe experiente de urologistas para a realização de consultas e cirurgias.


Foto: Getty Images

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sexta-feira, 8 de agosto de 2025

Hábitos de vida podem afetar saúde reprodutiva do homem



 Hábitos de vida podem afetar saúde reprodutiva do homem e comprometer desejo de ser pai, alertam especialistas


Tabagismo, consumo excessivo de álcool e uso de anabolizantes são fatores de risco para a infertilidade


Apesar de ainda ser um tabu, a infertilidade masculina é responsável por 35% dos casos de infertilidade de um casal em idade reprodutiva. No passado, a reponsabilidade pela gravidez era sempre atribuída à mulher, mas, hoje, já está comprovado que ela deve ser compartilhada igualmente pelos dois sexos. Estima-se que cerca de 35% dos casos de infertilidade podem ser atribuídos à mulher, outros 35% são de responsabilidade do homem, 20% estão relacionados a ambos e 10% são de causas desconhecidas. “Quando um casal não consegue ter filhos naturalmente e vai buscar ajuda especializada, a investigação da infertilidade conjugal deve ser feita sempre pelos dois sexos”, orienta a médica especialista em medicina reprodutiva Valentina Cotrim, do Cenafert – Centro de Medicina Reprodutiva, que integra o Grupo Huntington, um dos principais Grupos de Reprodução Assistida do Brasil


“Infelizmente, por questões culturais ou desinformação, muitos homens ainda associam infertilidade masculina a disfunções sexuais, como impotência ou falta de virilidade. Isso é um enorme equívoco, o que causa a infertilidade dos homens são deficiências na qualidade e quantidade dos espermatozoides”, esclarece a especialista.


A baixa produção de espermatozoides pelos testículos, causada por alterações hormonais, assim como alterações na motilidade e morfologia dos gametas, são alguns dos fatores que influenciam a fertilidade masculina. Há também causas genéticas que podem levar a ausência de produção de espermatozoides (azoospermia) ou concentração muita reduzida de espermatozoides no sêmen (oligozoospermia severa).


Hábitos de vida e fertilidade masculina


Além dos fatores hormonais, genéticos e ambientais, o estilo de vida também podem ser um “vilão” quando o assunto é saúde reprodutiva. “Os hábitos de vida podem comprometer bastante a fertilidade. O tabagismo, o uso de drogas e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas são fatores que podem comprometer a fertilidade do homem”, afirma o urologista João Ricardo Figueiredo, da equipe do Cenafert.


“A obesidade e as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s) também são fatores que podem afetar a fertilidade”, afirma o urologista Ewerton Pedrosa Muragaki, da equipe do Cenafert.


De acordo com os especialistas, o uso frequente de anabolizantes por jovens que frequentam academias em busca de aumentar a massa muscular é outro fator de risco para infertilidade. Essas drogas podem causar alterações hormonais, como a queda da testosterona, com redução da produção de sêmen, comprometendo a fertilidade. 


A exposição a fatores ambientais (poluição, agentes químicos, solventes, pesticidas e alguns metais pesados) é outro fator de risco para a fertilidade.


Saúde reprodutiva


Segundo Ewerton Pedrosa Muragaki, adotar alguns hábitos faz a diferença para a saúde reprodutiva. Não fumar, praticar atividade física regular, controlar o estresse e a ansiedade, fazer sexo seguro, dormir bem, ter uma alimentação equilibrada, manter uma vida sexual saudável com uma frequência média de três relações por semana, e evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas são algumas das medidas benéficas para condição de fertilidade.


Além dos hábitos saudáveis, os exames de rotina e a consulta anual ao urologista são fundamentais para a saúde. “Muitos homens não têm uma rotina de consulta com urologista, ao menos uma vez ao ano, para uma avaliação clínica e realização de exames", finaliza João Ricardo Figueiredo.

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terça-feira, 5 de agosto de 2025

Disfunção erétil: quando procurar um urologista?



No Dia Nacional da Saúde, celebrado em 5 de agosto, o urologista do Itaigara Memorial, Cassio Pugas, destaca o impacto da disfunção erétil na saúde integral do homem


Celebrado em 5 de agosto, o Dia Nacional da Saúde chama atenção para temas que impactam a qualidade de vida, mas ainda enfrentam barreiras como o tabu e a automedicação. É o caso da disfunção erétil, que, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), atinge cerca de 50% dos homens acima dos 40 anos, em diferentes graus de intensidade.


Apesar de comum, o problema pode comprometer a autoestima, os relacionamentos e, em muitos casos, sinalizar doenças crônicas como diabetes, hipertensão, colesterol elevado ou alterações hormonais. Por isso, o acompanhamento com um especialista é essencial.


Segundo o urologista do Itaigara Memorial, Cassio Pugas, a avaliação médica permite investigar a origem do problema e conduzir um tratamento seguro e individualizado. “É comum que os pacientes busquem soluções rápidas, mas a automedicação pode mascarar um problema maior. O ideal é investigar com apoio especializado”, afirma.


O médico também faz um alerta sobre o uso indiscriminado de medicamentos voltados à performance sexual, especialmente entre os mais jovens. Um levantamento realizado pela SBU em 2024 revelou que 1 em cada 3 homens entre 18 e 35 anos já utilizou medicamentos para ereção sem prescrição médica, motivados por curiosidade, insegurança ou pressão social. “Esse comportamento pode parecer inofensivo, mas tem riscos reais. Ao usar essas substâncias sem necessidade, muitos acabam agravando ou até antecipando quadros que estavam latentes”, explica.


Cassio reforça que a saúde sexual masculina deve ser tratada como parte da saúde integral do homem e não apenas como uma questão de desempenho. “Tratar a disfunção erétil é também uma forma de prevenir outras complicações. O mais importante é que os homens não sintam vergonha de procurar ajuda”, conclui.


A orientação da especialista é que os homens mantenham uma rotina de acompanhamento urológico a partir dos 40 anos, com a realização de exames preventivos e avaliações periódicas. O diagnóstico precoce contribui não só para a saúde sexual, mas para o cuidado integral com o coração, os hormônios e o bem-estar geral. O Itaigara Memorial possui uma equipe experiente de urologistas para a realização de consultas e cirurgias.


Foto: Getty Images


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sábado, 2 de agosto de 2025

Saúde reprodutiva masculina ganha destaque no mês dos Pais


Infertilidade atinge mais de 3 milhões de homens no Brasil e ainda é negligenciada por grande parte da população masculina


Com a aproximação do Dia dos Pais, celebrado em 10 de agosto, especialistas reforçam a importância de ampliar o debate sobre a saúde reprodutiva masculina. Apesar dos avanços na medicina, a fertilidade do homem ainda é um tema cercado por desinformação, silêncio e negligência. Estima-se que cerca de 15% dos casais brasileiros enfrentem dificuldades para engravidar após um ano de tentativas sem contracepção. Entre esses casos, aproximadamente 30% têm como causa exclusiva o fator masculino, o que representa mais de 3 milhões de brasileiros afetados pela infertilidade. Mesmo assim, muitos homens só procuram ajuda médica após anos de tentativas frustradas de gravidez no relacionamento. "É comum que a investigação da infertilidade comece apenas pela parceira. O fator masculino segue sendo subestimado, mesmo estando presente em uma parcela significativa dos casos", afirma o médico Fábio Vilela, especialista em reprodução assistida do IVI Salvador, que faz o alerta sobre a necessidade de os homens se cuidarem mais.


A ausência de acompanhamento médico preventivo, somada à dificuldade cultural em lidar com questões relacionadas à saúde íntima, contribui para diagnósticos tardios e para a evolução silenciosa de condições que poderiam ser tratadas com maior eficácia se identificadas precocemente. Diversos fatores afetam a fertilidade masculina. Infecções sexualmente transmissíveis, como clamídia, gonorreia e HPV, estão entre as causas mais comuns de inflamações nos testículos e nos epidídimos, comprometendo a produção e a qualidade dos espermatozoides, muitas vezes sem apresentar sintomas evidentes. A varicocele, dilatação das veias da bolsa escrotal, é outra condição frequente, associada à elevação da temperatura testicular e à queda na qualidade do sêmen. Estima-se que ela esteja presente em até 50% dos casos de infertilidade masculina primária. Alterações hormonais, obstruções nos canais deferentes e casos de azoospermia, a ausência total de espermatozoides, também comprometem a capacidade de reprodução.


Além dos fatores clínicos, o estilo de vida tem impacto direto na fertilidade. Hábitos como tabagismo, consumo excessivo de álcool, uso de drogas, alimentação inadequada, excesso de peso, sedentarismo, estresse crônico e privação de sono interferem na qualidade seminal e nos níveis hormonais. "O cuidado com a saúde reprodutiva passa por escolhas cotidianas e não pode ser deixado para depois. Pequenas mudanças de hábito já são capazes de gerar impacto positivo nos resultados dos exames", complementa o especialista.


A medicina reprodutiva oferece alternativas viáveis mesmo diante de quadros complexos. Exames simples como o espermograma podem identificar alterações importantes, orientando a escolha do tratamento adequado. Em alguns casos, mudanças no estilo de vida e suplementação vitamínica são suficientes. Em outros, técnicas como a inseminação intrauterina ou a fertilização in vitro (FIV) são indicadas, com coleta de espermatozoides por punção ou biópsia testicular. Quando não há produção viável, a doação de sêmen surge como solução segura e amplamente regulamentada. O processo é sigiloso, ético e realizado em clínicas especializadas, com rigorosos protocolos de segurança, exames genéticos e suporte psicológico.


"A paternidade pode se concretizar de diversas formas. Mesmo quando a produção de espermatozoides é muito baixa ou ausente, conseguimos buscar essas células diretamente nos testículos por meio de técnicas como a punção ou a biópsia testicular. E em casos em que não é possível encontrar espermatozoides viáveis, a doação de sêmen se apresenta como uma alternativa segura e eficaz", destaca o médico do IVI Salvador. A doação de sêmen, cada vez mais comum nos tratamentos de reprodução assistida, permite que casais heterossexuais, casais homoafetivos e pessoas solteiras tenham acesso à paternidade. Para muitos homens que enfrentam infertilidade irreversível, esse gesto representa não apenas uma chance real de formar uma família, mas também uma forma de ressignificar o desejo de ser pai. "A paternidade pode se concretizar de diversas formas. O mais importante é não abrir mão do desejo de construir uma família. Estamos ao lado de quem busca esse caminho", conclui o Dr. Fábio Vilela.


 

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sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Agosto Azul alerta sobre cuidados com a saúde do homem

 
Campanha Agosto Azul reforça alerta sobre cuidados com a saúde do homem


Grupo AllCross destaca importância da prevenção e do check-up masculino em meio à baixa procura dos homens por serviços médicos


O mês de agosto é marcado pela campanha Agosto Azul, uma iniciativa nacional que busca conscientizar os homens sobre a importância da prevenção e dos cuidados regulares com a saúde. Em meio aos alertas das entidades médicas sobre a baixa adesão masculina aos consultórios e exames preventivos, o Grupo, reforça seu compromisso com a saúde preventiva e o bem-estar da população.


Segundo o Ministério da Saúde, os homens vivem, em média, sete anos menos do que as mulheres no Brasil. A diferença é atribuída, em grande parte, à resistência em buscar ajuda médica e à negligência com exames periódicos. "É essencial desmistificar a ideia de que cuidar da saúde é um sinal de fraqueza. Pelo contrário, a prevenção é um ato de responsabilidade consigo mesmo e com quem está ao redor", destaca Wanderlei Machado, Coordenador Nacional de Vendas do Grupo.


De acordo com o executivo, o comportamento masculino ainda apresenta entraves históricos e culturais no que diz respeito à atenção com a saúde. "A maioria dos homens só procura atendimento quando o problema já está em estágio avançado. Isso precisa mudar. O check-up anual é uma ferramenta poderosa que pode salvar vidas", reforça.


Ao longo do ano, o Grupo tem se engajado em iniciativas voltadas à saúde do homem, promovendo conteúdos informativos, campanhas e orientações sobre a importância dos exames de rotina. A empresa atua em todo o território nacional e é parceira de mais de 100 operadoras de planos de saúde, facilitando o acesso à informação e a opções de atendimento preventivo.


"Precisamos criar um ambiente onde o homem se sinta confortável em buscar ajuda médica. Isso começa com informação acessível e incentivo à mudança de hábitos", completa Wanderlei Machado.


Além dos exames preventivos para câncer de próstata, pressão arterial, colesterol e diabetes, o Agosto Azul também estimula a prática de atividade física, alimentação saudável, redução do consumo de álcool e abandono do tabagismo, medidas simples que impactam diretamente na qualidade e na longevidade de vida.

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terça-feira, 15 de julho de 2025

Dia do Homem

 
Dia do Homem: por que ainda precisamos insistir em falar sobre o autocuidado masculino

 Levantamento inédito traça panorama da saúde dos brasileiros às vésperas do 15 de julho


Às vésperas do Dia do Homem, comemorado em 15 de julho, um novo levantamento traça um panorama atual da saúde do colaborador no Brasil. Os dados revelam avanços importantes em hábitos preventivos, como o aumento da prática de atividade física e a redução do tabagismo. Ao mesmo tempo, sobrepeso e saúde mental continuam a exigir atenção. O levantamento foi realizado pela Pipo Saúde, no período de janeiro a dezembro de 2024, com a participação de 9.691 colaboradores, de empresas de diferentes portes, com perfis e segmentos diferenciados.


“Os homens, independente de faixa etária, não têm o hábito de investir no autocuidado e prevenção, e só recorrem à saúde quando não há outra opção. O perfil de busca por atendimento médico masculino ainda é reativo e influenciado por pressões externas, e não proativo e orientado à prevenção. Romper esse padrão exige políticas que promovam o autocuidado como um valor social”, comenta Arthur Geise, Diretor Médico da Pipo Saúde.


A data, criada para incentivar o autocuidado e a conscientização sobre questões que afetam a saúde física e emocional dos homens, reforça a importância de olhar com profundidade para esses indicadores — não apenas neste mês, mas ao longo de todo o ano.


"Ainda existe uma limitação cultural para que o homem acompanhe sua saúde e invista no seu autocuidado, mas isso precisa mudar. Diferente da mulher, que é orientada a realizar exames preventivos ginecológicos à partir dos 25 anos, com o papanicolau, o homem não tem exames ou incentivos específicos para buscar profissionais de saúde”, explica Arthur Geise, “A vantagem de se ter um exame específico para fazer é que, ao visitar um profissional da saúde, acabamos falando sobre nossa saúde como um todo e assim, abrimos nossos olhos para o autocuidado. O Dia do Homem serve como um incentivo à essa busca por saúde, mesmo sem ter um exame obrigatório. Até porque, a parte mais valiosa da prevenção não está nos exames, mas numa boa conversa clínica em consulta”.




Dados que precisam de atenção


Apesar dos avanços em estilo de vida, o controle do peso segue como um desafio. O sobrepeso entre os homens aumentou de 38,7% para 42,3%, e os casos de obesidade grau I também cresceram. A obesidade mórbida, embora atinja uma fatia menor da população, também apresentou aumento.


A saúde emocional do homem ainda merece atenção. O número de homens com saúde mental considerada normal subiu de 12,5% para 17,2%, mas quadros de riscos de saúde mental leves, moderados e graves ainda representam mais de 80% dos casos. A melhora, embora tímida, aponta para uma crescente abertura ao cuidado psicológico — tema muitas vezes negligenciado entre o público masculino.


Quanto ao consumo de álcool, houve uma queda significativa no consumo excessivo, que passou de 11,7% para 7,5%. No entanto, o consumo moderado cresceu de 20,8% para 32,7%, o que exige acompanhamento para evitar possíveis excessos a longo prazo.




Lado positivo do levantamento


Um dos destaques positivos do estudo é a expressiva redução do sedentarismo. A proporção de homens inativos fisicamente caiu de 54,9% em 2023 para 31,4% em 2024. Ao mesmo tempo, o número de homens ativos cresceu para 68,3% — um avanço significativo que mostra maior engajamento com a saúde preventiva.


Outro ponto positivo é a queda no tabagismo. O número de não fumantes subiu de 76% para quase 80%, e o de ex-fumantes também aumentou. Já a proporção de fumantes ativos caiu para 11,2%, mostrando uma mudança de comportamento importante.


“Os desafios futuros envolvem uma mudança cultural para o homem, com foco no autocuidado como controle de sobrepeso, cuidado com a saúde mental, adequação da alimentação e prática de atividades físicas. Atrair o homem para o autocuidado, sem promover exames ou criar demandas desnecessárias para isso, é bastante desafiador. Felizmente, o movimento da qualidade de vida tem aumentado e pode ser um catalisador para a saúde masculina”, complementa Arthur.


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domingo, 6 de abril de 2025

Morte do ex-jogador Leandro Domingues acende alerta


 Morte do ex-jogador Leandro Domingues acende alerta para o câncer de testículo

Especialista reforça a importância do diagnóstico precoce


O futebol baiano amanheceu de luto nessa quarta-feira (2). Faleceu, na noite da última terça-feira (1º), o ex-jogador Leandro Domingues, aos 41 anos. Ídolo do Esporte Clube Vitória, ele lutava desde 2022 contra um câncer de testículo, tendo passado por diversas etapas de tratamento, incluindo um transplante. Sua partida reacende a necessidade de atenção a esse tipo de neoplasia, que, embora considerada rara, é o tumor mais frequente entre homens jovens.



Segundo dados atualizados para 2025 pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar aproximadamente 1.700 novos casos de câncer de testículo este ano. A doença representa cerca de 1% de todos os tumores malignos masculinos, mas lidera entre homens na faixa etária de 15 a 35 anos.


“O câncer de testículo costuma evoluir de forma silenciosa e, muitas vezes, só é diagnosticado em fases mais avançadas. Sinais como aumento do volume testicular ou dor local devem ser sempre investigados”, alerta o urologista Nilo Jorge Leão, coordenador e fundador do Instituto Brasileiro de Cirurgia Robótica (IBCR).


Diagnosticado em 2022, Leandro enfrentou inicialmente um tratamento oncológico convencional, mas evoluiu com recorrência, exigindo abordagens mais complexas. “Casos como esse mostram o quanto o diagnóstico precoce pode fazer a diferença no desfecho da doença”, reforça o especialista.


Entre os fatores de risco estão histórico familiar, criptorquidia (testículo que não migrou adequadamente para o escroto na infância) e infecções testiculares prévias. “O autoexame testicular é um aliado importante, mas não substitui o acompanhamento regular com um urologista”, destaca Leão, que também coordena os serviços de Urologia dos Hospitais Mater Dei Salvador e Municipal.


O tratamento depende diretamente do estágio da doença. Em fases iniciais, a orquiectomia (remoção cirúrgica do testículo afetado) pode ser curativa. Nos estágios mais avançados, associações com quimioterapia, radioterapia ou até transplantes, como o de medula óssea, podem ser necessários. A cirurgia robótica surge como uma aliada importante nesses contextos.


“A cirurgia robótica proporciona maior precisão, menor sangramento e recuperação mais rápida. Em casos como as linfadenectomias retroperitoneais, por exemplo, ela é especialmente vantajosa”, explica o médico, que também lidera o Núcleo de Uro-Oncologia das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID).


Apesar da gravidade potencial, o câncer de testículo apresenta altas taxas de cura — superiores a 95% quando diagnosticado precocemente. Por isso, ações de conscientização e educação em saúde são fundamentais.


Enquanto o futebol se despede de um talento inesquecível, o episódio reforça um recado claro: o cuidado com a saúde masculina precisa entrar em campo com seriedade e prioridade.

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sexta-feira, 4 de abril de 2025

Abril Lilás: autoexame é a principal forma de detecção precoce do câncer

 


Abril Lilás: autoexame é a principal forma de detecção precoce do câncer de testículo, tumor mais comum em homens jovens


Mais de 25 mil cirurgias para retirada de um ou ambos os testículos foram realizadas no Brasil, de 2019 a 2023, de acordo com o Ministério da Saúde

 

 

Abril Lilás é o mês dedicado à conscientização sobre o câncer de testículo, doença que atinge, principalmente, homens entre os 20 e os 40 anos em plena idade reprodutiva. Apesar de representar 5% dos tumores urológicos e de ser considerado altamente tratável, o câncer testicular tem uma capacidade de crescimento muito rápida e pode ser letal ou deixar sequelas por toda vida. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 25 mil orquiectomias (cirurgia para retirada de um ou ambos os testículos) foram realizadas no Brasil de 2019 a 2023. Diferente de outros tipos de neoplasia, o tumor testicular não tem um exame de rastreamento especifico para sua detecção.

 

"A forma mais eficaz de detecção precoce desse tipo de tumor é um simples autoexame", explica o oncologista Rafael Batista, da Oncoclínicas na Bahia. "Ao perceber qualquer caroço no local ou alteração de textura, a recomendação é procurar imediatamente ajuda médica", acrescenta o especialista, que destaca a importância da realização do autoexame de forma regular. “Ele deve ser feito todo mês, uma vez que é um tipo de tumor que se desenvolve muito rapidamente”, explica. "As consultas regulares com o urologista também devem ser incluídas na rotina de prevenção de todo homem a partir dos 18 anos", ressalta Rafael Batista.

 

Nódulo endurecido e, quase sempre, indolor em um dos testículos, volume aumentado (inchaço), sensação de peso no local, alterações na textura dos testículos são alguns dos sintomas que podem estar associados a um câncer testicular. "É preciso estar atento e investigar os sinais. Quando diagnosticado precocemente, o tumor de testículo pode ter mais de 95% de possibilidade de cura", reforça a oncologista Carolina Alves Costa Silva, da Oncoclínicas. “O tratamento numa fase inicial é menos agressivo e pode evitar sequelas que vão impactar a qualidade de vida do paciente", lembra a médica.

 

A doença se desenvolve nos testículos, glândulas localizadas no escroto e que são responsáveis pela produção de espermatozoide e de testosterona. "Tanto o tumor em si como o seu tratamento podem causar alterações hormonais que comprometem a produção de espermatozoides, deixando o paciente infértil, explica André Bacellar, oncologista da Oncoclínicas. "Nos casos em que a neoplasia atinge os dois testículos e o tratamento indicado é a remoção cirúrgica de ambos, é importante que a equipe médica avalie junto com o paciente, caso ele queira ter filhos no futuro, a possibilidade do congelamento de sêmen para preservação da sua fertilidade", acrescenta o médico.

 

Histórico familiar (pai ou irmão que tiveram a doença) e pessoal, fatores genéticos, idade (dos 20 aos 40 anos), testículo que não desce da bolsa escrotal (criptorquidia), infecção por HIV e raça são alguns fatores de risco para o câncer de testículo. “Homens brancos têm cinco a dez vezes mais risco de ter a doença”, esclarece André Bacellar.

 

Tratamentos

 

O tratamento indicado para o câncer de testículo depende do tipo de tumor e do seu estadiamento (localização, tamanho e disseminação para outras partes do corpo). “Em grande parte dos casos, deve ser feita uma abordagem cirúrgica, às vezes, podendo ser seguida por radioterapia ou quimioterapia ou por uma combinação de terapias”, explica a oncologista Carolina Rocha Silva, da Oncoclínicas. “A detecção precoce e a terapia adequada são fundamentais para o sucesso do tratamento”, destaca a especialista.

 

“A vigilância ativa através do acompanhamento médico periódico também é indicada após o tratamento de um câncer de testículo para controle e prevenção de recidivas (volta do tumor)”, finaliza Rafael Batista.

 

 

 

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