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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Brasileiras buscam pílulas abortivas em ONGs internacionais

Com o aumento de casos de microcefalia associados à epidemia do zika vírus, reacendeu nas últimas semanas o debate sobre a descriminalização do aborto. E, como no Brasil o procedimento só é permitido em casos de estupro, risco de vida da gestante ou quando o feto é anencéfalo, algumas brasileiras têm driblado a legislação proibitiva por meio de ONGs que remetem ao País medicamentos com efeito abortivo.

Uma das vias encontradas por essas gestantes é a organização internacional Women Help Women (WhW), que tem recebido centenas de e-mails de mulheres da América Latina. Integrante da organização, Cecília Costa confirma ao iG que o grupo viu um aumento nos pedidos de informação e de serviços de mulheres que temem que o bebê tenha malformação provocada pelo vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e da chikungunya.

Basta uma rápida olhada nas páginas da WhW nas redes sociais para se deparar com pedidos de gestantes brasileiras pelos métodos, baseados em medicamentos proibidos em território brasileiro que provocam o chamado aborto farmacológico. 

Formada por médicos, ativistas, conselheiros e trabalhadores sociais espalhados por quatro continentes, a Women Help Women oferece consultas online e fornece pílulas de mifepristona e misoprostol, vetadas no País desde 1998.

"Até que as leis entrem em acordo com a realidade e as necessidades concretas das mulheres, o serviço da Women Help Women pode apoiar as gestantes do Brasil e de outros países", defende Cecília. "O aborto farmacológico é uma forma muito segura e eficaz de interromper uma gravidez e pode ser usado de forma segura no primeiro trimestre de gestação."

Debate ganha fôlego no País
Na segunda-feira (8), o jornal norte-americano "The New York Times" publicou um artigo no qual o surto do zika vírus foi classificado como "uma oportunidade única para o Brasil mudar o modo como trata os direitos reprodutivos das mulheres". O texto faz eco ao discurso propagado na semana anterior pelo periódico britânico "Independent", que considerou "mais importante do que nunca" que os países da América Latina revejam suas leis sobre o aborto. Com informações do Último Segundo

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