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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Espetáculo SOBEJO volta a cartaz em outubro e novembro

Solo traz a vida de Georgina Serrat, personagem fictícia, violentada pelo marido


Um grito que muitas vezes não ecoa. Violência doméstica. Uma agressão que machuca o corpo e fere a alma. Este é o cerne de Sobejo, solo com a atriz Eddy Veríssimo, indicada em 2016 ao Prêmio Braskem de Teatro, na categoria melhor atriz. A peça, escrita e dirigida pelo ator, dramaturgo, diretor, figurinista, e também integrante d’A Outra Companhia de Teatro, Luiz Buranga, será apresentada na Casa d’A Outra, dias 06, 07, 13, 14, 27 e 28 de outubro, e 03 e 04 de novembro, sempre sextas-feiras e sábados, às 20h.

Sobejo retrata a biografia fictícia da personagem Georgina Serrat, uma dona de casa que depositou a fé sobre sua felicidade no casamento e tem seus sonhos frustrados pelas agressões de um marido violento. Num misto de flashbacks e depoimentos, vemos uma mulher enclausurada em suas memórias, detalhando um cotidiano cruel e desenrolando uma teia que desemboca num final surpreendente.

Luiz Buranga, que tem mais de 20 anos de carreira no teatro, dirige pela primeira vez um espetáculo. A motivação para escrever o espetáculo surge a partir do contato com vítimas de violência doméstica. “O espetáculo toca numa ferida da sociedade coberta de gases e esparadrapos sem cicatrização, que a cada dia sangra mais e colocamos paliativos, maquiamos, colocamos óculos escuros, damos desculpas, suportamos a dor de um grito que não ecoa por muitos motivos: medo, status, dinheiro e a família apesar de tudo”, revela o autor e diretor.

Eddy Veríssimo, que também assina a produção do espetáculo, embarca em seu primeiro espetáculo solo após integrar o elenco de diversas produções teatrais como Ruína de Anjos (2015), Remendo Remendó (2011), e Arlequim – servidor de dois patrões (2004), montagem de fundação d’A Outra Companhia e que lhe rendeu também a indicação ao Prêmio Braskem de Teatro na categoria Melhor Atriz Coadjuvante.

A equipe do espetáculo conta com a direção de movimento de Anderson Danttas, que se vale da ressignificação de objetos para auxiliar a construção da dramaturgia corpórea da atriz. Esse é o mesmo caminho seguido por Israel Barreto, preparador corporal da montagem.

A trilha sonora é assinada por Roquildes Junior, que propõe o diálogo entre as referências musicais apresentadas na própria dramaturgia e uma textura urbana e ruidosa, sublinhando o impacto que os seguidos anos de violência causaram a personagem. O espetáculo estreou em 2016, ano em que se celebra os dez anos da Lei 11.340 (Lei Maria da Penha), criada para oferecer mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher.
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