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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

O Dia Estadual de Combate à Sífilis Congênita acontece no dia 23 de setembro

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que ocorram, a cada ano, 12 milhões de novos casos de sífilis no mundo. Em todo o mundo, a doença na gestação é responsável por 29% de óbitos perinatal, 11% de óbitos neonatais e 26% de natimortos. Com o objetivo de dar maior visibilidade à sífilis como grave problema de saúde pública na Bahia, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), celebra no dia 23 de setembro, o Dia Estadual de Combate à Sífilis Congênita.

Os números da doença dispararam em 2016 e, em outubro daquele ano, o Ministério da Saúde fez um alerta para a epidemia que estava se instalando no país. A partir de 2010, os hospitais tiveram que notificar as internações pela doença para o Ministério da Saúde. No país, entre 2004 e 2015, houve um aumento de 32% nos casos da doença entre os adultos e 20% de aumento no número de casos entre as mulheres grávidas.

Na Bahia, este ano, até o dia 5 de setembro, foram notificados 795 casos e cinco óbitos por sífilis congênita. Em 2016, durante todo o ano, foram registrados 1.798 casos com 13 óbitos.

Em gestantes, este ano, até o momento foram registrados 1.222 casos.  Em 2016, este número chegou a 2.760 casos. Em relação à sífilis adquirida, até agora foram notificados 1.510 casos em homens e 1.818 em mulheres. Em 2016, estes números chegaram a 3.114 casos em homens e 3.200 em mulheres.



Sífilis, doença infecciosa

A sífilis é uma doença infecciosa, transmitida sexualmente, curável, causada por uma bactéria conhecida como Treponema pallidum. O primeiro sintoma da doença é uma ferida que não sangra e não dói e que surge após o contato direto com a ferida de sífilis de outra pessoa.

Quando não tratada, a doença pode evoluir para formas graves, comprometendo, especialmente, os sistemas nervoso e cardiovascular.

A sífilis pode ser transmitida durante a gestação, de uma mãe infectada para o feto (transmissão vertical). A sífilis congênita (SC) é uma doença de grande magnitude, passível de controle desde que as mulheres com sífilis sejam diagnosticadas e tratadas adequadamente durante a gestação. Pode causar abortamento, parto pré-termo, manifestações clínicas e/ou morte do recém-nascido.

A prevenção é possível com o uso regular de preservativos e realização do teste de sífilis. É importante ressaltar que toda gestante deve ser testada para sífilis no 1º e 3º trimestre de gestação e no momento do parto.

Como a sífilis pode ser confundida com muitas outras doenças, é importante um diagnóstico preciso e o diagnóstico pode ser apenas com base em sinais clínicos ou por meio de teste rápido, e complementado com outros exames de laboratório.

Quando a sífilis é detectada na gestante, o tratamento deve ser indicado por um profissional e iniciado o mais rapidamente possível. Quanto ao tratamento, a penicilina benzatina é o único medicamento capaz de prevenir a transmissão vertical. Os pacientes têm que evitar a relação sexual ou usar preservativo em todas as relações sexuais até que o tratamento seja concluído.

Em gestantes, o tratamento deve ser instituído imediatamente após a suspeita diagnóstica. O teste rápido e o tratamento são gratuitos e estão disponíveis nas unidades da rede básica de saúde.

Se, infelizmente, a criança nascer com sífilis congênita, ela deverá ficar internada para tratamento por dez dias, necessitando passar por uma série de exames, antes de receber alta médica.



Programação

Várias unidades da rede estadual de saúde estão com diversos eventos programados para o alerta do Dia Estadual de Combate à Sífilis Congênita. A Maternidade Tsylla Balbino realiza, no dia 23, uma Roda de Conversa sobre a Sífilis, oportunidade em que serão ofertados testes rápidos e preservativos, além da distribuição de panfletos com informações sobre a doença.

O Hospital Geral Roberto Santos (HGRS) também promove uma série de eventos no período de 19 a 23. No dia 22, às 10h, no auditório do hospital, acontece a palestra sobre Diagnóstico, Tratamento e Notificação da Sífilis na Gestante e da Sífilis Congênita – Experiência do HGRS, para profissionais de saúde. No dia 23, das 7 às 13h, no estacionamento da entrada principal, acontecerá roda de conversa, aplicação de testes rápidos e panfletagem, ações voltadas para a comunidade da área.

A Maternidade do Iperba também realizará programação especial no dia 23, voltada para a comunidade. Na recepção da unidade, será montado um estande com profissionais para informar sobre a doença e passar orientações sobre a realização de testes rápidos. O Serviço Social e de Psicologia promoverá rodas de conversa e distribuirá panfletos informativos.

Os profissionais da Maternidade Albert Sabin também participam do Dia Estadual de Combate à Sífilis. No dia 23, das 7 às 13h, promoverão a realização de testes rápidos, roda de conversa, acolhimento e aconselhamento para pessoas positivas para a doença e a realização de um trabalho educativo, com a distribuição de panfletos sobre a doença.

O Hospital João Batista Caribé se unirá às outras unidades no trabalho de divulgação sobre a sífilis. O início das atividades no dia 23, será às 07h30, com a  oferta de material educativo e a realização de palestras na área de exposição. Haverá oferta de testes rápidos para Sífilis, Hepatites B e C e HIV. Aconselhamento pós-teste, matrícula no serviço, se pertinente, encaminhamento à rede, notificação dos casos de testes positivos, consulta médica e início imediato do tratamento contra a sífilis.

No interior, os hospitais Regional de Guanambi e Geral de Ipiaú se integram à programação e promovem a realização de panfletagem com informações sobre a sífilis, realizam testes rápidos e atendimento posterior em casos positivos.

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