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quinta-feira, 13 de outubro de 2022

A fábula verdadeira do Dia do Professor


 Assim como um jornalista, um professor é um bom contador de histórias. Todo mundo que tenha passado por uma sala de aula tem alguma para contar, seja uma superação, uma conquista ou até mesmo um caso mais divertido. Faz parte do cotidiano do educador ter uma narrativa mais engajadora que desperta olhares, talentos, interesses e que cria ocasiões para situações acontecerem. Não por acaso, história, em latim, é chamada de fabula. 


A “boa fábula” é aquela que, além de verdadeira e transformadora, vai além do óbvio, levando ciências sociais para a aula de algoritmo, ao debater os mecanismos das redes sociais; matemática para a aula de literatura, ao explicar a métrica dos poemas parnasianos; ou a História para as classes de Biologia, quando aborda o darwinismo. Neste Dia do Professor, conheça algumas dessas histórias que geram impacto na vida de educadores e estudantes:

 


Desenvolvimento do estudante e o “ser professor”


Rodrigo Ramos, Coordenador de Ensino da Escola Vereda, conta sobre uma experiência que o marcou quando era professor de teatro. Uma aluna tinha dificuldade para falar em público. Num momento de medo, a estudante chorou e explicou que tinha pavor de “estar em evidência”. Rodrigo, então, a acolheu e a estimulou a se desenvolver cada vez mais, propondo dinâmicas em grupo e brincadeiras. Após esse trabalho de inclusão, propôs uma apresentação individual e ela “brilhou”, disse que estava pronta, mas com medo, e Rodrigo a encorajou em seu desafio. 


O que mais lhe marcou foi uma carta da mãe dessa aluna, relatando muitas preocupações com o desenvolvimento da filha: “ela me mandou uma carta agradecendo pelo trabalho e pediu para que eu continuasse o desenvolvendo. Ela já tinha levado a filha dela em terapia e nunca nada tinha conseguido ser tão eficiente quanto as aulas de teatro”. “Então, para mim, ser professor é sobre essas situações, saber que eu agi e mudei positivamente a vida de uma pessoa e eu acredito que para qualquer educador isso é algo impagável”, acrescenta.


 


Assessoria pedagógica x ensino de matemática


Outra boa inspiração vem da educadora Nádia Moya, que foi professora de escola pública durante 35 anos e, agora, busca devolver o que aprendeu para o ensino público: “sou fruto de escola pública, fui professora e me aposentei após 22 anos de sala de aula e quase 13 na coordenadoria”. Durante sua carreira, alfabetizou muitos alunos e foi reconhecida por sua forma de educar, foi indicada a escrever um livro de alfabetização e produziu um artigo para o livro Inovações Radicais da Alfabetização Brasileira, da Universidade de Stanford. 


Hoje, Moya é assessora pedagógica da Matific Brasil, sendo responsável pela coordenação dos projetos públicos da vertente voltada às escolas do governo, o projeto GOV. Ela se emociona com sua trajetória de conquistas: “É muita luta, às vezes não tinha água na escola, nós professoras levávamos comida para as crianças. É muito especial olhar para trás e ver que meu trabalho fez, e ainda faz, a diferença”, destaca.


 


Tecnologia como a melhor aliada do educador


Outro caso interessante é o de Fabrício Garcia, fundador da Qstione, empresa dedicada a atender as demandas pedagógicas e de avaliação dos estudantes na educação básica e na educação superior. Fabrício é, antes de tudo, um professor da área da saúde, apaixonado pelas novas tecnologias educacionais. Seu foco principal de trabalho está em ajudar instituições de ensino e professores a implementarem novas tecnologias que aumentam a eficiência educacional, justamente por acreditar que os recursos tecnológicos são o caminho mais simples para democratizar a educação de qualidade no Brasil. 


“A empresa teve início a partir de minhas dores. Era professor do curso de Medicina e também dei aula em vários cursos da área de saúde. Além disso, fui coordenador de curso e diretor acadêmico. No papel de educador, sentia muito em não poder dar ao estudante o melhor feedback, algo visto por ele como frustrante. Daí, a necessidade de melhorar as aferições”, destaca o educador e empreendedor.



Antirracismo e professores


E por falar em boas histórias, em agosto, a Camino School, escola trilíngue localizada na zona Oeste de São Paulo, participou de uma narrativa contada para muitas pessoas no Centro Cultural São Paulo com o lançamento do “Manual para Escolas Antirracistas”. Um dos autores e professores responsáveis pela elaboração do material em formato de livro é Léo Bento, professor de Social Studies e coordenador de engajamento social da escola – além de ser professor, Bento é ativista do movimento negro, integrante do coletivo Faixa Preta. Iniciativas como essa fazem diferença. Inclusive, em razão desse projeto, o docente foi indicado para o prêmio Destaque Educação, na categoria Convivência Positiva, uma realização do EducaWeek 2022. 


"É tão gratificante participar de uma iniciativa como essa, que visa erradicar o racismo das instituições de ensino brasileiro, utilizando o recurso que mais compete aos docentes: a educação. O manual tem uma didática bem acessível para professores, gestores, mantenedores, familiares e alunos, ou seja, é bem democrático. A indicação, ao meu ver, reforça que estamos no caminho certo", destaca Bento.


 


Bilinguismo: time to practice!


Aprender significa adquirir conhecimento, entretanto, sem um envolvimento ativo do aluno na busca pela fluência de uma língua estrangeira, como o inglês, não há avanço. É nesse cenário que entra a figura do professor. “Ensinar inglês não deve ser apenas focar em gramática e vocabulário, é preciso entender o contexto por trás da língua e as culturas que a influenciam”, aponta a consultora pedagógica da Red Balloon, Thais Wanderley. Na Red Balloon, a metodologia parte do princípio de um ensino-aprendizado contextualizado, ou seja, que carrega atividades relevantes, dinâmicas e capazes de conectar o estudante ao mundo.


Dessa forma, as crianças e adolescentes entendem que o conhecimento adquirido ultrapassa a aula, percebendo como pode ser aplicado no próprio cotidiano. “Ainda é necessário diversificar ao máximo nossas atividades para que alunos com diferentes tipos de aprendizado possam se sentir incluídos e desenvolvidos. Se não formos hábeis de captar a atenção e interesse do nosso aluno, não conseguimos ensinar”, ressalta.

 


Cultura maker: “mãos à obra”


Outra história relevante para contar é a parceria do Instituto Verdescola com o Sesi-SP, que acaba de lançar uma Sala Maker na unidade de São Sebastião, litoral de São Paulo. Muito diferente daquele conceito de aula expositiva, por meio desse projeto, os professores têm em suas mãos ferramentas fundamentais para instigar as chamadas competências do século XXI em seus alunos e, principalmente, dar voz a eles no processo de ensino-aprendizagem. Os estudantes precisam ser protagonistas na evolução dos próprios conhecimentos.


O laboratório de fabricação digital incentivará estudantes a trabalhar a criatividade e o raciocínio lógico por meio de atividades práticas e projetos interdisciplinares com uso de tecnologia 3D, educação ambiental e oficinas de empreendedorismo. “A ideia é atender, em média, 700 jovens que frequentam o instituto no contraturno escolar, abrangendo, assim, a educação infantil e os ensinos fundamental I e II”, explica Elane Tonin, Gerente Pedagógica do Instituto Verdescola.


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