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domingo, 25 de dezembro de 2022

Inema participa da soltura de doze ararinhas-azuis na cidade de Curaçá

 


A reintrodução das ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii) ocorreu no dia 10/12 em uma Área de Soltura de Animais Silvestres (ASAS) certificada pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), localizada no Refúgio de Vida Silvestre da Ararinha Azul, no município de Curaçá. Esta é a segunda ação realizada em 2022 pelo Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação da Ararinha-Azul, somando 20 animais soltos em seu habitat natural no sertão baiano.


Consideradas extintas da natureza há mais de 20 anos, as ararinhas soltas passaram pelos cuidados do centro de reprodução e reintrodução da espécie, coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio), em parceria com a ONG Alemã Association for the Conservation of Threatend Parrots (ACTP) e o projeto Blue Sky Caatinga.


Participando do evento, a representante do Inema na gestão da APA Serra Branca / Raso da Catarina, Sindi Maqueise, ressaltou a importância do trabalho de reintrodução da espécie. “Estive presente na primeira soltura das Ararinhas-Azuis em junho de 2022, quando o primeiro grupo com oito  espécimes foram soltas. Presenciar a segunda soltura foi ainda mais gratificante, principalmente após ter participado de inúmeras reuniões de formação do Conselho das Unidades de Conservação da Ararinha-Azul, iniciadas em 2021, que culminou na instituição do Conselho Consultivo em 2022, onde estive presente como conselheira, representando o Inema. É um trabalho que envolve os órgãos ambientais na esfera estadual e federal, a sociedade civil e ONGs nacionais e internacionais, unindo esforços para a proteção dessa espécie, considerada Criticamente em Perigo (CR) de extinção”, pontuou.


Para esse projeto de reintrodução foi cadastrada em 2022, dentro do Refúgio da Vida Silvestre (Revis), uma ASAS, que são áreas destinadas ao retorno à natureza de animais silvestres dentro de propriedades rurais, registradas mediante manifestação voluntária. Antes de ser considerada uma ASAS, a propriedade passou por uma vistoria dos técnicos do Inema, quando foi constatado que a área apresentava todas as características necessárias para sobrevivência e reprodução dos animais reintroduzidos. Dentre os critérios analisados, verifica-se a vegetação nativa conservada, presença de espécies da fauna silvestre, fontes de água e principalmente controle das ações antrópicas, tanto dentro da área quanto no entorno, garantindo aos animais maiores chances de sobrevivência.


Com idade entre dois a sete anos, as ararinhas passaram por um procedimento de transição que envolveu a transferência para um aviário ambientado, o qual propiciou uma redução de seu contato com humanos e o convívio com araras da espécie maracanã (Primolius maracana). Esta última possui hábitos semelhantes aos seus, tais como, prática de voo, reconhecimento de predadores e a oferta de alimentos que serão encontrados na natureza.


 


SOBRE A ESPÉCIE 


A ararinha-azul é uma ave de origem do bioma Caatinga, na região do Vale do Rio São Francisco no estado da Bahia. É uma espécie que pertence ao grupo dos psitacídeos, apresenta corpo azul, íris amarela e bico negro, alimenta-se de frutos e algumas sementes.


O desmatamento reduziu seu habitat natural e sua beleza única fez a ave ser cobiçada por caçadores e colecionadores em todo o mundo, o que acarretou, no ano 2000, na sua extinção na natureza.

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