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sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

"Como saber se é lipedema e não uma gordura localizada?"


Especialista e pioneiro no tratamento cirúrgico do lipedema esclarece principais dúvidas sobre a doença


Dr. Fábio Kamamoto, do Instituto Lipedema Brasil, já operou mais de 500 mulheres ao longo de 10 anos; Entre elas: a ex-paquita Tatiana Maranhão, a ex-BBB Amanda Djehdian Hoffmann e, recentemente, a influenciadora Karen Bachini;


Junto com ele, médicos da sua equipe multidisciplinar comentam sobre as etapas de tratamento, inclusive a cirúrgica, da doença, que já atinge cerca de 10 milhões de mulheres no Brasil;


São Paulo, 13 de dezembro de 2023 – A cirurgia é a única maneira de remover as células adiposas doentes que o lipedema causa na mulher. Mas, antes de tomar a decisão, como saber se é lipedema e não uma gordura localizada? Tem diferença? Tem! A gordura do lipedema está acumulada nos braços, quadris e, principalmente, nas pernas. Não é algo estético. Não é achar que está fora do peso ou com partes do corpo um pouco maiores do que o normal, por exemplo. O lipedema provoca dores reais, problemas de locomoção e uma sensação de peso nesses membros. Estes locais ficam roxos com facilidade, sem precisar de atritos e há uma espécie de garrote na canela da mulher. Se existe a maioria destes sintomas, há uma grande probabilidade de ser lipedema e a recomendação é procurar um especialista.


Por isso, o diretor do Instituto Lipedema Brasil e um dos pioneiros no tratamento cirúrgico da doença no país, dr. Fábio Kamamoto, e alguns médicos de sua equipe multidisciplinar respondem às principais dúvidas sobre esta doença que está cada vez mais conhecida pela população brasileira:


1)     É lipedema ou gordura localizada?


A gordura do lipedema é doente. Segundo o endocrinologista do Instituto Lipedema Brasil, dr. André Faria, o lipedema é uma doença do tecido adiposo, ou seja, uma doença da gordura. A sua inflamação leva à fibrose que, por consequência, leva aos edemas (inchaços), característicos da síndrome e em determinadas partes do corpo como braços, quadris e, principalmente, nas pernas. Durante muito tempo, o lipedema foi uma doença subdiagnosticada por médicos e pela sociedade. “Era mais fácil dizer à mulher que ela estava com obesidade do que orientá-la com ajuda e informação. Felizmente, esta realidade está mudando”, diz.

 


2) É lipedema ou retenção de líquido?


Lipo significa gordura e Edema significa inchaço. “O lipedema é o acúmulo de gordura em partes específicas do corpo como braços, pernas e quadris. É simétrico. Pode apresentar garrote no tornozelo, não “some” com exercício físico ou dieta. Muitas vezes, a mulher com lipedema tem a gordura, mas não é só isso. Tem também a questão vascular, ou seja, tem as varizes expostas, manchas etc., a dor na articulação, e os sinais internos como dor à pressão, pernas pesadas, dor latente. Já o Linfedema é o acúmulo de líquido nos tecidos que resulta em um inchaço. É unilateral, inclui o pé, é assimétrico”, comenta o cirurgião vascular do Instituto Lipedema Brasil, dr. Vitor Gornati.



A mulher com linfedema (à esq.) x a mulher com lipedema (à dir).


3)     Tenho lipedema diagnosticado. Operar é o melhor caminho? É seguro?


Sim, é importante procurar médicos que são especialistas em lipedema. Hoje, há centros de referência como o Instituto Lipedema Brasil, onde a mulher tem à disposição toda uma equipe qualificada para acompanhá-la em todo o tratamento e de forma segura. Se optar pela cirurgia, uma vez removida, esta gordura não volta mais, pois não há multiplicação dessas células. É possível remover por meio de lipoaspiração até 7% do peso da mulher. No entanto, como não há tratamento ainda coberto pelo SUS ou pelos convênios, as mulheres que não puderem fazer o tratamento cirúrgico, podem apostar no tratamento clínico como uso de plataforma vibratória, que diminui o inchaço nas regiões; drenagem linfática para tirar o excesso de líquido; e, por fim, atividade física preferencialmente de baixo impacto. Estas ações amenizam os sintomas”, diz o dr. Fábio Kamamoto. 


4)     Em qual grau de lipedema é recomendável a cirurgia?


Há quatro tipos de estágios do lipedema (foto), segundo dr. Kamamoto, e tudo depende do desconforto da paciente. Segundo o especialista, certamente uma mulher com grau 4 terá mais problemas de locomoção do que uma mulher com grau 1, por exemplo, mas isto não impede que ela faça a cirurgia, se optar por isso. “O desconforto para ambas existe e é real”, finaliza.



Os quatro graus do lipedema (da esq.para dir.)


Dados científicos sobre a cirurgia de lipedema - Um estudo* americano observou um grupo de mulheres com lipedema durante 10 anos. Elas foram submetidas ao tratamento cirúrgico entre julho de 2009 e julho de 2019. Todas as pacientes preencheram um questionário relacionado à doença e tiveram um acompanhamento por um período de 20 meses. O estudo concluiu que elas relataram uma redução significativa nas queixas associadas à doença e melhora na qualidade de vida. Um dos destaques do estudo é que houve perda de peso em todas as fases até três meses após a cirurgia. Os autores também descobriram que as mulheres tiveram uma redução significativa na necessidade de terapia descongestiva e que a percepção na melhora dos sintomas e qualidade de vida se mantiveram até 12 anos após o tratamento cirúrgico.


O CID do lipedema é o EF 02.2.


Crédito fotos: Divulgação Conheça Lipedema/ Instituto Lipedema Brasil/ ONG Movimento Lipedema/ Agência KBranding/


Sobre o Instituto Lipedema Brasil


O Instituto Lipedema Brasil (www.institutolipedemabrasil.com.br) é o primeiro centro de referência de Lipedema no país, criado para compartilhar informações, apresentar a doença para a sociedade e mobilizar milhões de mulheres. É o primeiro no país a dedicar estudos, pesquisas e ensino à população e aos profissionais de saúde. Criado e dirigido pelo dr. Fábio Kamamoto desde 2021, o Instituto Lipedema Brasil foi pensado para unir três pilares importantes dessa mudança: Transformação social, Educação e Pesquisa. Por meio de uma campanha online, o Instituto luta pela democratização do acesso ao tratamento da doença no país, como já acontece em outros países como os Estados Unidos. Atualmente, a campanha conta com mais de 30 mil assinaturas.


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