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segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Produção industrial baiana registrou crescimento de 8,1% em outubro


Em outubro de 2023, a produção industrial (transformação e extrativa mineral) da Bahia, ajustada sazonalmente, registrou aumento de 8,1% frente ao mês imediatamente anterior, após ter registrado recuo em setembro com taxa de 3,5%. Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria baiana assinalou aumento de 7,5%. No período de janeiro a outubro de 2023, o setor industrial acumulou taxa negativa de 3,4% e no indicador acumulado dos últimos 12 meses acumulou queda de 4,4% em relação ao mesmo período anterior. As informações fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).


Na comparação de outubro de 2023 com igual mês do ano anterior, a indústria baiana apresentou aumento de 7,5%, com seis das 11 atividades pesquisadas assinalando avanço da produção. O segmento de Derivados de petróleo (21,0%) exerceu a principal influência positiva no período, explicada especialmente pela maior fabricação de óleo diesel e gasolina. Outros resultados positivos no indicador foram observados nos segmentos de Produtos químicos (8,1%), Produtos alimentícios (6,5%), Borracha e material plástico (3,7%), Bebidas (8,1%) e Couro, artigos para viagem e calçados (2,1%). Por sua vez, o segmento Extrativo (-9,1%) apresentou a principal contribuição negativa no período, devido, principalmente, à queda na fabricação de magnésia, óxidos de magnésio e carbonato de magnésio natural, minérios de cobre em bruto e gás natural. Outros segmentos com recuo na produção foram: Metalurgia (-7,6%), Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-19,4%), Minerais não metálicos (-9,2%) e Celulose, papel e produtos de papel (-1,0%).



No acumulado de janeiro a outubro de 2023, comparado com o mesmo período do ano anterior, a produção industrial baiana registrou queda de 3,4%. Oito dos 11 segmentos da Indústria geral contribuíram para o resultado, com destaque para o segmento Extrativo (-26,3%) que registrou a maior contribuição negativa, devido à queda na produção de óleos brutos de petróleo, gás natural e magnésia, óxidos de magnésio e carbonato de magnésio natural. Outros segmentos que registraram decréscimo foram: Produtos químicos (-10,1%), Derivados de petróleo (-1,8%), Celulose, papel e produtos de papel (-6,2%), Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-20,3%), Borracha e material plástico (-3,1%), Metalurgia (-3,2%) e Minerais não metálicos (-6,0%). Por sua vez, o segmento de Produtos alimentícios (13,4%) exerceu a principal influência positiva no período, explicada especialmente pela maior fabricação de açúcar cristal, óleo de soja refinado, carne de bovinos, farinha de trigo e leite em pó. Outros resultados positivos no indicador foram observados nos segmentos de Couro, artigos para viagem e calçados (6,8%) e Bebidas (1,9%).



No indicador acumulado dos últimos 12 meses, comparado com o mesmo período anterior, a produção industrial baiana registrou queda de 4,4%. Sete segmentos da Indústria geral contribuíram para o resultado, com destaque para a Extrativa (-25,8%) que registrou a maior contribuição negativa. Outros segmentos que registraram decréscimo foram: Produtos químicos (-10,9%), Derivados de petróleo (-4,5%), Metalurgia (-7,4%), Celulose, papel e produtos de papel (-2,5%), Borracha e material plástico (-2,9%) e Minerais não metálicos (-4,1%). Por outro lado, os resultados positivos no indicador foram observados nos segmentos de Produtos alimentícios (11,2%), Couro, artigos para viagem e calçados (6,4%) e Bebidas (2,3%).


Comparativo regional


O crescimento da produção industrial nacional, com taxa de 1,2%, na comparação entre outubro de 2023 com o mesmo mês do ano anterior, foi acompanhado por 11 dos 17 estados pesquisados, destacando-se as principais taxas positivas assinaladas por Paraná (28,9%), Espírito Santo (16,9%) e Goiás (13,0%). Por outro lado, Rio Grande do Norte (-14,8%), Maranhão (-7,4%) e Amazonas (-5,7%) registraram as principais variações negativas nesse mês.


No período de janeiro a outubro de 2023, 10 dos 17 locais pesquisados registraram taxa positiva, com destaque para os avanços mais acentuados em Rio Grande do Norte (13,6%), Espírito Santo (8,5%) e Mato Grosso (5,2%). Por sua vez, Ceará (-6,5%), Rio Grande do Sul (-4,5%) e Maranhão (-4,0%) registraram as menores taxas no período.

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