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sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

Pequenos empreendedores contabilizam prejuízos por cancelamento da Feira


 Pequenos empreendedores contabilizam prejuízos causados por cancelamento da Feira de Variedades no Farol da Barra 



Grupo pede explicações da SEDUR para desmonte dos estandes na sexta-feira (19)



A edição verão da Feira de Variedades da Associação Classista de Educação e Esporte da Bahia (ACEB), que aconteceria no último final de semana no Farol da Barra, foi cancelada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (SEDUR) na última sexta-feira (19). Como os estandes já estavam montados e havia autorização prévia para realização da exposição, que já havia inclusive sido iniciada pela manhã, o desmonte de última hora surpreendeu os pequenos empreendedores de moda masculina e feminina, moda praia, moda afro, acessórios, artesanato, gastronomia e peças de costura criativa que tinham se preparado para comercializar seus produtos e ajudar no sustento de suas famílias. Enquanto contabiliza prejuízos, o grupo pede explicações. 



A justificativa dos fiscais para o cancelamento no primeiro dia da Feira de Variedades (9) foi que no dia seguinte (sábado) haveria um trio elétrico no local. Contudo, os expositores questionam se a Secretaria já não tinha essa informação antes e por que não foi possível manter a Feira e o trio ao mesmo tempo, já que o alvará para sua realização tinha sido solicitado desde outubro de 2023. “Precisamos entender o que, de fato, ocorreu. Queremos nos reunir  com a máxima brevidade possível com o Secretário da SEDUR para esclarecer o cancelamento e outros assuntos relacionados”, disse a presidente da ACEB, Marinalva Nunes. Além da ACEB, outras instituições como o Instituto Esperançar, Associação Futuro da Nação, Redemar Brasil e Cria D’elas, envolvidas direta ou indiretamente, pretendem participar da reunião solicitada pelo grupo. 



O casal Ramon Porto e Liliane Queiroz comercializa sua produção de licores artesanais em feiras de rua desde 2018 e nunca tinha passado por uma situação semelhante. Para atender à expectativa de demanda da Feira de Variedades no Farol da Barra no fim de semana, eles aumentaram a produção, além de gastar com transporte e outras despesas, a exemplo da taxa de participação na Feira, que embora reduzida, cobre despesas como mesa, cadeira, toalha de mesa, água e outros itens. “O cancelamento de última hora foi uma falta de respeito com cada expositor. Resta-nos buscar outras formas de escoar a produção extra, para tentar reduzir os prejuízos”, declarou Ramon.



A microempreendedora Carla Carolina Cunha de Albertim, que trabalha com acessórios feitos à mão com cristais naturais e aço inoxidável, também se preparou com antecedência para participar e ficou muito decepcionada com o cancelamento da exposição. “Organizei os produtos e as embalagens, mobilizei rede de apoio para ficar com minhas filhas no fim de semana, gastei com deslocamento e alimentação, fiz planos de pagar contas e continuar reinvestindo no negócio com base na expectativa de retorno do meu trabalho. A forma  como a Feira foi desmontada foi abusiva e autoritária, pois não se levou em consideração toda essa preparação nem a autorização que já havia sido dada. Se a gente não tirasse nossas coisas, a prefeitura poderia ter levado tudo e o prejuízo seria ainda maior. Minha sensação ao ver tudo desmontado foi a mesma de ter sido assaltada e não poder fazer nada para impedir”, disse.



Para a empreendedora do segmento de T-shirts e acessórios, Denise Conceição dos Anjos, que participa da Feira de Variedades há dois anos, além dos prejuízos financeiros, inclusive com as taxas cobradas pela Prefeitura para realização da exposição no Farol da Barra, o prejuízo emocional foi muito grande. “Fomos tratados como ‘nada’ por pessoas que não fazem ideia da nossa realidade. O sentimento gerado em nós é o de que não valemos ‘nada’, mas a verdade é que nós, expositores, somos um excelente cartão postal da cidade para turistas que chegam e encontram na Feira não só produtos que são a cara da Bahia, mas sobretudo o ‘calor’ e a hospitalidade do povo baiano”, frisou.



A Primeira Parada do Orgulho de Pessoas com Deficiência (PcD) que aconteceu no domingo (21) estava contemplada no mesmo alvará da Feira de Variedades e foi liberada. Apenas a atividade que seria realizada pelos pequenos empreendedores foi cancelada sem uma justificativa plausível, de  última hora, prejudicando os pequenos empreendedores. “A SEDUR precisa ter ou, se já tiver, divulgar com mais transparência, um cronograma organizado de sua programação anual. O que aconteceu no último fim de semana não pode se repetir”, concluiu Marinalva Nunes.



Além de comercializar produtos de qualidade a preços justos, a Feira de Variedades da ACEB gera renda para mulheres e homens das mais diversas cores, idades e áreas de atuação; incluindo familiares de pessoas com autismo, síndrome de down e outras deficiências; vítimas de violência doméstica; artistas de rua; desempregados(as) e aposentados(as), entre outros públicos. O projeto nasceu para driblar o desemprego e a perda do poder de compra de pequenos empreendedores e também para dar uma rasteira em diversas formas de preconceito, valorizar grandes talentos, promover diversidade e inclusão.

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