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sexta-feira, 22 de março de 2024

É possível estar obeso com o “peso normal”?



Referência em emagrecimento, o médico Leonardo Matthew explica que a obesidade metabólica é uma condição cada vez mais frequente e que nem sempre está associada ao excesso de peso corporal


A obesidade é frequentemente associada à imagem de excesso de peso corporal, mas há uma realidade que vai além da simples avaliação da balança. Estudos mostram que a utilização do índice de massa corporal (IMC) como indicador de saúde apresenta várias limitações como ferramenta de avaliação corporal. Segundo o médico Leonardo Matthew, referência em emagrecimento, existem alternativas mais eficazes para avaliar os riscos à saúde que não se resumem a classificação baseada apenas na relação entre estatura e peso corporal.

 

"Um erro comum é achar que os problemas de saúde estão associados apenas ao excesso de gordura corporal, mas a localização da gordura é um fator tão determinante quanto a sua quantidade. Diante disso, há uma nova categoria para classificar pessoas metabolicamente obesas com peso normal, ou seja, aquelas que mesmo sem apresentar um excesso visível de gordura corporal, acumulam internamente gordura na região abdominal e, por isso, têm maior propensão a desenvolver condições crônicas como resistência à insulina, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, hipertensão arterial e outras complicações metabólicas”, explica Leonardo. 


A medição da circunferência abdominal, combinada com a análise de parâmetros como glicemia, pressão arterial, colesterol HDL e triglicerídeos, configura um conjunto de indicadores que facilita a avaliação da propensão à obesidade, assim como dos riscos de saúde associados, conta o médico. “Mesmo quando o paciente tem o índice de massa corporal considerado normal, a obesidade metabólica pode estar presente quando avaliamos o perfil cardiometabólico. Nesses casos, o tratamento medicamentoso é necessário para tratar esses indicadores de saúde”, frisa.


Além disso, o médico informa que “perdas de até 5% do peso impactam positivamente na glicemia, pressão arterial e triglicerídeos. Já perder de 5% a 10% do peso pode melhorar a pressão arterial diastólica, o colesterol HDL, reduzir o risco de depressão, e proporcionar melhorias na ereção em homens e na função sexual em mulheres”.


Ele ressalta também que o efeito sanfona pode influenciar na manutenção do peso a longo prazo. “Emagrecer não se limita apenas a alcançar um peso considerado saudável; manter esse peso ao longo do tempo com os indicadores de saúde em equilíbrio é indispensável. Quanto mais oscilante for o seu peso, menor será a eficácia na perda de peso, aumentando a probabilidade de recuperar os quilos perdidos”.


Nesse contexto, a importância de contar com uma equipe multidisciplinar no tratamento das diferentes formas de obesidade é fundamental para garantir uma abordagem personalizada de acordo com as particularidades e necessidades de cada paciente. “Ao envolver profissionais de diferentes áreas, como nutrição, psicologia, educação física e medicina, é possível oferecer um suporte abrangente que considera não apenas a dimensão física e metabólica, mas também os aspectos emocionais e comportamentais associados à condição”, destaca Leonardo.

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